{"id":12964,"date":"2020-09-09T16:54:15","date_gmt":"2020-09-09T19:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=12964"},"modified":"2020-09-09T16:56:01","modified_gmt":"2020-09-09T19:56:01","slug":"a-trajetoria-afrocentrada-de-nina-fola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/a-trajetoria-afrocentrada-de-nina-fola\/","title":{"rendered":"A trajet\u00f3ria afrocentrada de Nina Fola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Publicado originalmente na p\u00e1gina do <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.matinaljornalismo.com.br\/rogerlerina\/musica\/a-trajetoria-afrocentrada-de-nina-fola\/\" target=\"_blank\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">Grupo Matinal Jornalismo por Ricardo Romanoff<\/span><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira noite de shows do projeto&nbsp;<strong>Unim\u00fasica 2020<\/strong>&nbsp;tem entre suas atra\u00e7\u00f5es uma artista cuja trajet\u00f3ria \u2013 familiar, musical, pol\u00edtica, religiosa e acad\u00eamica \u2013 est\u00e1 intimamente ligada \u00e0s matrizes culturais africanas. Percussionista, cantora e doutoranda em sociologia,&nbsp;<strong>Nina Fola&nbsp;<\/strong>apresenta-se no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.matinaljornalismo.com.br\/rogerlerina\/musica\/unimusica-2020-quando-elas-tocam\/\">festival online<\/a>&nbsp;que a&nbsp;<strong>UFRGS<\/strong>&nbsp;promove entre os dias 14 a 18 de setembro, reunindo 25 mulheres instrumentistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao receber o convite para fazer um show solo, Nina se espantou: \u201cNossa, n\u00e3o tenho trabalho autoral pronto\u201d, recorda ter pensado a integrante do grupo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/afroentes\/\">AfroEntes<\/a>, que tem 47 anos e vive no bairro Partenon, em Porto Alegre. Passado o susto inicial, a cantora revisitou seu repert\u00f3rio e reuniu, al\u00e9m de m\u00fasicas recentes, composi\u00e7\u00f5es como&nbsp;<em>O<\/em>&nbsp;<em>Her\u00f3i Africano<\/em>&nbsp;\u2013 escrita por ela h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, inspirada no livro&nbsp;<em>O Her\u00f3i com Rosto Africano<\/em>, do psicoterapeuta afro-americano&nbsp;<strong>Clyde W. Ford<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, Nina subiu mais uma vez ao palco do&nbsp;<strong>Sal\u00e3o de Atos<\/strong>, desta vez, ao lado da violinista&nbsp;<strong>Clarissa Ferreira<\/strong>&nbsp;e do flautista&nbsp;<strong>Texo Cabral<\/strong>, no show&nbsp;<em>Pago Revisitado<\/em>, que explorou diferentes tradi\u00e7\u00f5es musicais da cultura ga\u00facha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A parceria com Clarissa Ferreira foi resultado de outra viv\u00eancia de Nina no ano passado: a resid\u00eancia art\u00edstica do&nbsp;<strong>Projeto Concha<\/strong>, voltada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de m\u00fasica autoral desenvolvida por mulheres \u2013 uma iniciativa idealizada pela produtora cultural&nbsp;<strong>Alice Castiel Ruas<\/strong>. \u201cFoi uma grande experi\u00eancia. Nunca tinha feito um projeto como artista de carreira individual. Cresceu muito essa ideia de como pensar um trabalho a partir desse universo feminino e negro\u201d, conta Nina, destacando as trocas com&nbsp;<strong>Dessa Ferreira, Gutcha Ramil, Kaya Rodrigues<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Nina Nicolaiewsky<\/strong>, que participaram do laborat\u00f3rio.<br><br>Quem tamb\u00e9m esteve com Nina Fola na resid\u00eancia art\u00edstica foi&nbsp;<strong>Jordana Henriques<\/strong>. \u201cA Nina \u00e9 uma pessoa maravilhosa. Foi muito importante ter essa representatividade dela como cantora, mulher, artista negra. Tivemos v\u00e1rias trocas em rela\u00e7\u00e3o a espiritualidade e ancestralidade que me trouxeram muitos aprendizados\u201d, lembra a colega.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o musical de ber\u00e7o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As participa\u00e7\u00f5es em festivais e na resid\u00eancia art\u00edstica do Projeto Concha s\u00e3o mais uma etapa de um longo caminho percorrido por Nina e sua fam\u00edlia \u2013 uma hist\u00f3ria que ela conta generosamente a seus interlocutores. Sua av\u00f3 por parte de pai,&nbsp;<strong>Paulina Cunha<\/strong>&nbsp;\u2013 filha de um homem branco com uma mulher negra que ele escravizava \u2013, teve condi\u00e7\u00f5es de estudar e se iniciar na religiosidade de matriz africana.<br><br>Ao se casar com&nbsp;<strong>Isaac Mar\u00e7al<\/strong>, um alfaiate negro, Paulina \u00e9 deserdada pelo pai. Como uma esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o, recebe dele um terreno na rua Dezessete de Junho \u2013 localizada em um dos territ\u00f3rios negros de Porto Alegre, no bairro Menino Deus. Nesse endere\u00e7o, em 1946, o casal funda a&nbsp;<strong>Sociedade Cultural Beneficente Trevo de Ouro<\/strong>, escola de samba que por tr\u00eas vezes seria campe\u00e3 do Carnaval da capital ga\u00facha.<br><br>\u201cMeu pai [<strong>Pedro Cunha<\/strong>] herda isso e obstinadamente carrega essa institui\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final da vida\u201d, conta Nina. Cunha viria a ser um dos fundadores da&nbsp;<strong>Associa\u00e7\u00e3o de Entidades Carnavalescas de Porto Alegre<\/strong>, atuando tamb\u00e9m na cria\u00e7\u00e3o de escolas de samba da cidade.<br><br>Nina e suas tr\u00eas irm\u00e3s s\u00e3o filhas do casal formado por Pedro e&nbsp;<strong>Eunice Cunha<\/strong>, uma costureira que fazia participa\u00e7\u00f5es como cantora em r\u00e1dios de Porto Alegre. \u201cMeu pai e minha m\u00e3e s\u00e3o meus primeiros professores\u201d, diz Nina, que desde cedo se inspirava na tradi\u00e7\u00e3o musical dos terreiros, al\u00e9m de cantar nas festas e rodas de samba promovidas pelos pais no quintal de casa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viajando para se encontrar \u2013 e enfrentar a invisibilidade da cultura negra no RS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prestes a completar 15 anos, no final da d\u00e9cada 1980, Nina pediu uma bateria de anivers\u00e1rio, presente que lhe foi negado pelo pai. \u201cHoje entendo o que ele pensava: o que uma mulher vai fazer tocando bateria na noite de Porto Alegre?\u201d, relembra. \u201cEsses momentos te fazem tomar uma decis\u00e3o, e eu decidi ser uma militante social, lutar pela cultura negra.\u201d<br><br>Com esse objetivo, j\u00e1 na d\u00e9cada de 1990, aos 20 anos, Nina viajou pela primeira vez a Salvador. Quando contava que era do Rio Grande do Sul, causava surpresa por ser uma mulher negra nascida na \u201cterra de&nbsp;<strong>Xuxa<\/strong>\u201d, como costumavam dizer os baianos com quem conversava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do estranhamento que enfrentava ao revelar de onde vinha, Nina se entregou \u00e0 cultura local e se impressionou com a profissionaliza\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es culturais negras em Salvador. \u201cIsso abriu minha cabe\u00e7a para me pensar como artista e ver que essas heran\u00e7as existiam em mim\u201d, recorda.<br><br>Nina acabou voltando a Porto Alegre para, uma d\u00e9cada mais tarde, novamente sair da cidade em busca de forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Aos 30 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde viveria por oito anos e teria dois filhos,&nbsp;<strong>Aretha<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Malyck<\/strong>. Na capital carioca \u2013 al\u00e9m de trabalhar como produtora cultural, artista e professora de m\u00fasica \u2013, ingressou em 2003 no curso de Percuss\u00e3o Popular da&nbsp;<strong>Escola de M\u00fasica Villa-Lobos<\/strong>, criado por&nbsp;<strong>Mestre Riko<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNina foi uma grande aluna. Sempre sorridente, alegre e aplicada, correndo da escola para o trabalho\u201d, conta o professor, que tamb\u00e9m fundou uma das primeiras baterias s\u00f3 de mulheres no Rio, a&nbsp;<strong>Fina Batucada<\/strong>. \u201cHoje vejo ela cantando, tocando atabaque, congas\u2026 Fizemos muito essas aulas, interpretando ritmos regionais e afro-brasileiros\u201d, completa o mestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nina v\u00ea a necessidade que sentiu de sair do Rio Grande do Sul como um efeito do racismo estrutural e da invisibilidade da cultura negra no estado: \u201cEu mesma n\u00e3o via minha cultura, apesar de ter aprendido a cantar com m\u00fasicas de&nbsp;<strong>Lupic\u00ednio<\/strong>\u201d, explica. \u201cQuando se fala que o racismo diminui oportunidades, a minha hist\u00f3ria \u00e9 exemplar. N\u00e3o me impossibilitou, mas exigiu um grande esfor\u00e7o, mesmo com a sorte de ter pai e m\u00e3e que acessavam isso [a cultura negra] com muita facilidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ativismo e atua\u00e7\u00e3o acad\u00eamica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo \u00e0 trajet\u00f3ria art\u00edstica, entre 2012 e 2020 Nina se graduou e se tornou mestre em sociologia pela UFRGS, com uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/211437\">disserta\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;que investigou as pol\u00edticas de g\u00eanero adotadas por mulheres l\u00edderes de terreiros no Rio Grande do Sul diante de esferas p\u00fablicas eurocentradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nina tamb\u00e9m participou da funda\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/atinukemulheresnegras\/?hl=pt-br\">Grupo de Estudos Atin\u00fak\u00e9<\/a>&nbsp;\u2013 voltado \u00e0 articula\u00e7\u00e3o de mulheres negras no meio universit\u00e1rio e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica antirracista \u2013, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pontodeculturaafricanamente\/?hl=pt-br\">Africanamente<\/a>&nbsp;\u2013 que \u00e9 uma OSCIP (Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico) e Ponto de Cultura \u2013 e da&nbsp;<strong>Biblioteca Pedro Cunha&nbsp;<\/strong>\u2013 no espa\u00e7o da Africanamente, homenageando seu pai, com acervo focado na produ\u00e7\u00e3o intelectual de autores negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante dos debates sobre racismo que ocuparam a m\u00eddia nas \u00faltimas semanas, impulsionados pelo assassinato de&nbsp;<strong>George Floyd<\/strong>&nbsp;nos Estados Unidos, a soci\u00f3loga e ativista ressalta que \u201cteve que morrer um norte-americano \u2013 e os norte-americanos brancos fazerem algum movimento \u2013 para a branquitude do Brasil achar que, agora, pode discutir mais o racismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTemos eventos t\u00e3o ou mais cru\u00e9is e frequentes. A&nbsp;<strong>Claudia Silva Ferreira<\/strong>&nbsp;foi arrastada por um cambur\u00e3o da PM do Rio, em 2014, e n\u00e3o criou como\u00e7\u00e3o nacional entre as pessoas brancas\u201d, completa.<br><br>Ainda que a barb\u00e1rie racista n\u00e3o d\u00ea tr\u00e9gua, Nina destaca o papel do movimento negro no Brasil nas \u00faltimas d\u00e9cadas para ampliar as discuss\u00f5es sobre o tema: \u201cAntes s\u00f3 pessoas engajad\u00edssimas do movimento negro tinham argumentos e a chancela de falar. Hoje isso est\u00e1 mais pulverizado. A gente conseguiu fazer com que pessoas negras comuns elaborem e tenham capacidade de discutir essas quest\u00f5es com seus amigos, colegas de trabalho e suas fam\u00edlias interraciais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perspectiva afrocentrada \u2013 no terreiro, na universidade e nos palcos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntada sobre como articula no dia a dia sua atua\u00e7\u00e3o m\u00faltipla, Nina responde que n\u00e3o se sente dividida \u201cem caixas\u201d e que tenta \u201charmonizar\u201d as camadas que comp\u00f5em sua identidade. \u201cSou doutoranda em sociologia, estudo o povo de terreiro e sou uma mulher de terreiro\u201d, conta Nina, que \u00e9 Egbomi da&nbsp;<strong>Comunidade Terreira Il\u00ea As\u00e9 Iyemonj\u00e1 Omi Olod\u00f4<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSou uma mulher negra, nascida em Porto Alegre, com perspectivas totalmente ocidentais de cria\u00e7\u00e3o. Mas pesquiso tanto que sigo resgatando essas coisas para o meu viver. Tudo junto ao mesmo tempo e misturado\u201d, brinca Nina. \u201cEm alguns momentos falo academicamente, e a m\u00fasica me d\u00e1 completude. Vou me engendrando nos meus fazeres, numa perspectiva afrocentrada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meio a tudo que Nina constr\u00f3i ao mesmo tempo e misturado, a m\u00fasica insiste em lhe acompanhar. \u201cA arte sempre esteve presente na minha vida. Por mais que eu v\u00e1 estudar, por mais que eu fa\u00e7a, ela volta. Sempre vem um grande convite, como esse do Unim\u00fasica, para eu estar no palco de novo, e \u00e9 no palco que eu me sinto bem\u201d, define.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as diversas colegas de palco que cita com admira\u00e7\u00e3o, Nina destaca o papel de cantoras como&nbsp;<strong>Loma Pereira<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Marietti Fialho<\/strong>&nbsp;que a precederam em palcos ga\u00fachos majoritariamente brancos. \u201cTenho que pensar nessas mulheres de forma muito generosa e dizer o quanto elas s\u00e3o importantes para eu ser aceita hoje\u201d, reflete.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nina refor\u00e7a o argumento mencionando o olhar que as mulheres e homens da di\u00e1spora africana lan\u00e7am para sua ancestralidade: \u201cSe estou viva hoje \u00e9 porque meus antepassados de alguma maneira conseguiram preservar isso, para que eu vivesse a minha hist\u00f3ria. Eles n\u00e3o vieram com malas e fotos de fam\u00edlia, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o muito diferente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nina celebra as mulheres negras precursoras, mas tamb\u00e9m olha ao redor e fala com carinho e orgulho de suas contempor\u00e2neas, como a cantora&nbsp;<strong>Glau Barros<\/strong>&nbsp;e as colegas do Projeto Concha. \u201cSa\u00ed de uma Porto Alegre em que a \u00fanica cantora que existia era a&nbsp;<strong>Adriana Calcanhotto<\/strong>, e ela nem morava mais aqui\u201d, recorda. \u201cHoje \u00e9 uma Porto Alegre muito mais din\u00e2mica, onde brotam outras ideias. Fico feliz, t\u00f4 nessa onda de transforma\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o Unim\u00fasica 2020 \u2013 Festival Forrobod\u00f3<\/strong><br>De 14 a 18 de setembro, \u00e0s 20h<br>Confira os canais de transmiss\u00e3o, em breve, no site da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.difusaocultural.ufrgs.br\/\">Difus\u00e3o Cultural da UFRGS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">14\/9 \u2013&nbsp;<strong>Alzira E<\/strong>,&nbsp;<strong>Josyara<\/strong>,&nbsp;<strong>L\u00edvia Mattos<\/strong>,&nbsp;<strong>Nina Fola<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Gabriela Machado<\/strong><br>15\/9 \u2013&nbsp;<strong>Simone Soul<\/strong>,&nbsp;<strong>Lilian Nakahodo<\/strong>,&nbsp;<strong>Ana Karina Sebasti\u00e3o<\/strong>,&nbsp;<strong>Ange Bazzani<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Maria Beraldo<\/strong><br>16\/9 \u2013&nbsp;<strong>Cristina Braga<\/strong>,&nbsp;<strong>L\u00e9a Freire<\/strong>,&nbsp;<strong>Carol Panesi<\/strong>,&nbsp;<strong>Mari\u00e1 Portugal<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Gabriela Vilanova<\/strong><br>17\/9 \u2013&nbsp;<strong>Lucinha Turnbull<\/strong>,&nbsp;<strong>Nat\u00e1lia Carrera<\/strong>,&nbsp;<strong>Denise Fontoura<\/strong>,&nbsp;<strong>Clarice Assad<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Bianca Gismonti<\/strong><br>18\/9 \u2013&nbsp;<strong>Ayelen Pais<\/strong>,&nbsp;<strong>Renata Rosa<\/strong>,&nbsp;<strong>Simone Rasslan<\/strong>,&nbsp;<strong>Ma\u00edra Freitas<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Joana Queiroz&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.matinaljornalismo.com.br\/rogerlerina\/reportagens-roger-lerina\/o-tempo-sem-tempo-de-joana-queiroz\/\">Confira a entrevista com a clarinetista&nbsp;<strong>Joana Queiroz<\/strong>, que se apresenta na \u00faltima noite do Unim\u00fasica 2020.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.matinaljornalismo.com.br\/rogerlerina\/musica\/unimusica-2020-quando-elas-tocam\/\">Para saber mais sobre a edi\u00e7\u00e3o deste ano do festival, leia a reportagem da jornalista&nbsp;<strong>Ana Laura Freitas<\/strong>, uma das curadoras do evento.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CEIPGMBJJQ0\/\">Assista \u00e0 conversa de Nina Fola com a cantora Tati\u00e9li Bueno.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A participa\u00e7\u00e3o de Nina no Unim\u00fasica 2020 soma-se a uma s\u00e9rie de momentos que marcaram seu percurso art\u00edstico nos \u00faltimos anos. Em 2018, o grupo AfroEntes participou do projeto&nbsp;<strong>Som no Sal\u00e3o,<\/strong>&nbsp;tamb\u00e9m promovido pela UFRGS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente na p\u00e1gina do Grupo Matinal Jornalismo por Ricardo Romanoff A primeira noite de shows do projeto&nbsp;Unim\u00fasica 2020&nbsp;tem entre suas atra\u00e7\u00f5es uma artista cuja trajet\u00f3ria \u2013 familiar, musical, pol\u00edtica,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12967,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[279,455],"tags":[],"class_list":["post-12964","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-unimusica","category-unimusica-2020"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12964","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12964"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12964\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12968,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12964\/revisions\/12968"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}