{"id":19314,"date":"2023-10-02T11:36:52","date_gmt":"2023-10-02T14:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=19314"},"modified":"2023-10-02T11:36:53","modified_gmt":"2023-10-02T14:36:53","slug":"centro-cultural-apresenta-exposicao-torcoes-de-leonardo-loureiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/centro-cultural-apresenta-exposicao-torcoes-de-leonardo-loureiro\/","title":{"rendered":"Centro Cultural apresenta exposi\u00e7\u00e3o \u201cTor\u00e7\u00f5es\u201d, de Leonardo Loureiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Selecionada no <strong>Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o 2023<\/strong> do <strong>Centro Cultural da UFRGS<\/strong>, a mostra \u201c<strong>Tor\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201d, de <strong>Leonardo Loureiro<\/strong>, com curadoria de <strong>Lu\u00eds Chico Vargas<\/strong>, tem abertura<strong> nesta ter\u00e7a-feira<\/strong>, <strong>dia 3 de outubro<\/strong>, <strong>\u00e0s 18h<\/strong>, na <strong>Sala Nogueira<\/strong>. Natural de Pelotas, Leonardo concluiu seu mestrado em Artes Visuais no PPGAV\/UFRGS e, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, realizou exposi\u00e7\u00f5es coletivas e individuais. Tem obras no acervo do MACRS, MARGS, UFRGS e em cole\u00e7\u00f5es particulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cTor\u00e7\u00f5es\u201d, atrav\u00e9s de sua po\u00e9tica visual, o artista explora o relevo, a materialidade da moldura fatiada. A repeti\u00e7\u00e3o de elementos, que comp\u00f5em a multiplicidade em superf\u00edcies r\u00edgidas e flex\u00edveis, gera a grade como estrutura construtiva. As potencialidades que a flexibilidade proporciona s\u00e3o exploradas, gerando a ideia de movimento, originando diferentes formas de expor o mesmo objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A moldura surge a partir do momento em que a pintura deixa de ser muralista e vai para o cavalete. Ao utiliz\u00e1-la como mat\u00e9ria-prima de suas po\u00e9ticas, em um processo de desconstru\u00e7\u00e3o, Leonardo ressignifica o seu uso e fun\u00e7\u00e3o que \u00e9 o de ornamentar, isolar a pintura do espa\u00e7o, transmutando sua finalidade inicial. Atrav\u00e9s da repeti\u00e7\u00e3o dos elementos que comp\u00f5em as suas formas escult\u00f3ricas, passa a explorar diferentes alternativas de composi\u00e7\u00e3o e poss\u00edveis arranjos combinat\u00f3rios com os perfis de madeira fatiados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As sequ\u00eancias dos perfis fatiados de moldura comp\u00f5em um conjunto de pe\u00e7as justapostas, que formam uma nova imagem. A obra constru\u00edda torna-se realidade em fun\u00e7\u00e3o da adi\u00e7\u00e3o ou subtra\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima pe\u00e7a, para dar sequ\u00eancia \u00e0 tridimensionalidade. Atrav\u00e9s da adi\u00e7\u00e3o ou subtra\u00e7\u00e3o, de perfis de moldura em madeira fatiados os efeitos de ilus\u00e3o de movimento s\u00e3o explorados, valorizando a luz e sombra. As esculturas brincam como o equil\u00edbrio, produzindo tens\u00e3o de algo que pode estar em suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cTor\u00e7\u00f5es\u201d, as superf\u00edcies dos relevos n\u00e3o est\u00e3o limitadas a um suporte fixo de sustenta\u00e7\u00e3o, o que permite serem alteradas, adquirindo formas diferenciadas no espa\u00e7o expositivo. Podem ser expostas, na parede, piso, ou penduradas. S\u00e3o obras abertas, planares, sendo poss\u00edvel a expans\u00e3o ou retra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do acr\u00e9scimo ou retirada de elementos que as comp\u00f5em. A po\u00e9tica das esculturas tem um movimento centr\u00edfugo, isto \u00e9, conforme o processo construtivo elas se expandem ou encolhem de dentro para fora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o artista e escultor brit\u00e2nico Henry Moore, em uma \u201cescultura o buraco liga um lado ao outro\u201d. As esculturas se caracterizam por \u201cespa\u00e7os negativos\u201d ou \u201caus\u00eancias\u201d de mat\u00e9ria, que podem ser considerados como buracos, por onde a luz e o ar passam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA vida n\u00e3o existe sem o movimento e o movimento n\u00e3o existem sem a vida\u201d, para o artista visual alem\u00e3o Hans Hoffmann \u201co movimento \u00e9 a express\u00e3o da vida\u201d e todos \u201cs\u00e3o de natureza espacial\u201d, o \u201critmo \u00e9 a express\u00e3o da vida no espa\u00e7o\u201d, a tens\u00e3o \u00e9 gerada pelo \u201cproduto de dois movimentos contr\u00e1rios\u201d, e \u201ca forma \u00e9 o inv\u00f3lucro da vida\u201d. A forma sempre nos revela como algo vivo nas suas tens\u00f5es de superf\u00edcies (HOFFMANN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ser uma arte n\u00e3o mim\u00e9tica, as caracter\u00edsticas e princ\u00edpios das obras de Leonardo Loureiro se aproximam do Construtivismo Russo, do Concretismo Paulistano e do Neoconcretismo, por possu\u00edrem um rigor matem\u00e1tico, utilizando novos materiais, produzindo um abstracionismo geom\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cTor\u00e7\u00f5es\u201d fica em cartaz no Centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, 333) at\u00e9 o dia 20 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h \u00e0s 19h, com entrada franca.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Selecionada no Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o 2023 do Centro Cultural da UFRGS, a mostra \u201cTor\u00e7\u00f5es\u201d, de Leonardo Loureiro, com curadoria de Lu\u00eds Chico Vargas, tem abertura nesta ter\u00e7a-feira, dia 3 de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":19315,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[219,465,733,159,208],"tags":[498,505],"class_list":["post-19314","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-agendacultural","category-centro-cultural","category-edital-2023","category-exposicoes","category-visitacoes","tag-artes-visuais","tag-centro-cultural-da-ufrgs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19314"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19314\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19316,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19314\/revisions\/19316"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19315"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}