{"id":19741,"date":"2023-12-01T19:43:17","date_gmt":"2023-12-01T22:43:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=19741"},"modified":"2023-12-01T19:43:18","modified_gmt":"2023-12-01T22:43:18","slug":"sala-redencao-finaliza-o-ano-com-mostra-dedicada-a-diretoras-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/sala-redencao-finaliza-o-ano-com-mostra-dedicada-a-diretoras-brasileiras\/","title":{"rendered":"Sala Reden\u00e7\u00e3o finaliza o ano com mostra dedicada a diretoras brasileiras"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quais s\u00e3o os diretores considerados <em>importantes <\/em>para o cinema nacional? Essa quest\u00e3o norteia a curadoria da <strong>\u00faltima mostra do ano na Sala Reden\u00e7\u00e3o,<\/strong> em cartaz entre os dias<strong> 04 e 15 de dezembro. <\/strong>Intitulada <strong>\u201cAl\u00e9m do C\u00e2none\u201d<\/strong>, a programa\u00e7\u00e3o apresenta obras de <strong>realizadoras brasileiras<\/strong>, ao mesmo tempo que questiona a composi\u00e7\u00e3o de um c\u00e2none cinematogr\u00e1fico composto basicamente por homens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Juliana Rojas, Flavia Castro, Suzana Amaral, Maya Da-Rin <\/strong>e<strong> L\u00facia Murat <\/strong>s\u00e3o as diretoras homenageadas em \u201cAl\u00e9m do C\u00e2none\u201d. A mostra re\u00fane cinco longas-metragens, produzidos pelas cineastas entre 2008 e 2012 com o apoio da ANCINE (Ag\u00eancia Nacional do Cinema). Com este recorte, a programa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 problematiza a quest\u00e3o de g\u00eanero do c\u00e2none cinematogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia das leis de incentivo para a diversidade das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais brasileiras. Para ampliar o debate, a mostra apresenta um bate-papo no dia <strong>06 de dezembro<\/strong>, \u00e0s <strong>19h<\/strong>, com as cr\u00edticas de cinema <strong>Daniela Strack<\/strong> e <strong>Juliana Costa<\/strong>, acompanhando a exibi\u00e7\u00e3o do filme \u201c<strong>Trabalhar Cansa\u201d<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as sess\u00f5es contam com <strong>entrada franca e aberta \u00e0 comunidade em geral<\/strong>. A Sala Reden\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada no campus central da UFRGS, com acesso mais pr\u00f3ximo pela <strong>Rua Eng. Luiz Englert, 333<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TEXTO CURATORIAL:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EXISTEM COISAS MAIS BELAS QUE DEUSES NA TERRA<\/strong><br>Quando se constituiu a hist\u00f3ria do cinema, criou-se tamb\u00e9m uma mitologia. Cineastas e seus filmes foram escolhidos para fazer parte de uma s\u00e9rie de narrativas que fundamentam a import\u00e2ncia da s\u00e9tima arte e, em seu papel fict\u00edcio de deuses, guiam e inspiram os reles mortais a seguir seus passos. Quando falamos da trajet\u00f3ria cinematogr\u00e1fica brasileira, alguns diretores v\u00eam \u00e0 mente: Glauber, Bressane, Coutinho, Neville, Sganzerla, Mojica\u2026 Uma ep\u00edtome de diretores que tornaram-se um modelo para o que o cinema brasileiro pode ser. S\u00e3o, portanto, esses realizadores que chamamos de c\u00e2none. Entretanto, quem entra para esse pante\u00e3o?\u00a0<br>Ir al\u00e9m do c\u00e2none torna-se indispens\u00e1vel a partir do momento em que a valida\u00e7\u00e3o de quem seriam os \u201ccineastas importantes\u201d n\u00e3o \u00e9 nem um pouco inclusiva.\u00a0 Al\u00e9m do imenso valor que existe em exibir uma multiplicidade de realidades nas telas de cinema, ver obras feitas por pessoas que se parecem com voc\u00ea empodera espectadores a se tornarem realizadores. Com isso em mente, a Sala Reden\u00e7\u00e3o organiza uma mostra com foco em cineastas mulheres do cinema brasileiro, a partir de longa-metragens que receberam apoio da ANCINE (Ag\u00eancia Nacional do Cinema) para sua realiza\u00e7\u00e3o e que constituem a cole\u00e7\u00e3o de cinema brasileiro contempor\u00e2neo. Afinal, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental perceber o impacto das leis de incentivo na diversidade do cinema brasileiro, que fomentaram de diversas maneiras a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica no Brasil.\u00a0<br>Por mais que o c\u00e2none seja uma importante porta de entrada, \u00e9 isto que ele deve permanecer: um in\u00edcio. Existem muitos cinemas que existem fora dessa bolha de import\u00e2ncia &#8211; e n\u00e3o \u00e9 por isso que s\u00e3o piores. De fato, h\u00e1 seres muito mais interessantes nas mitologias al\u00e9m das grandes divindades.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Manu Couto<\/strong><br>Bolsista da Sala Reden\u00e7\u00e3o e curadora da mostra \u201cAl\u00e9m do C\u00e2none\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRABALHAR CANSA<\/strong><br>(dir. Juliana Rojas, Marco Dutra | Brasil | 2011 | 99 min)<br>A jovem dona-de-casa Helena resolve realizar um desejo antigo e abrir seu primeiro empreendimento: um mini-mercado. Ela contrata a empregada dom\u00e9stica Paula para tomar conta das tarefas do lar e de Vanessa, sua filha. Quando seu marido Ot\u00e1vio perde o emprego como gerente em uma grande corpora\u00e7\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es pessoais e de trabalho entre os tr\u00eas personagens sofrem uma invers\u00e3o inesperada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>06 de dezembro | quarta-feira | 19h <\/strong>&#8211; Seguida de bate-papo com Daniela Strack e Juliana Costa<br><strong>11 de dezembro | segunda-feira | 16h<\/strong><br><strong>15 de dezembro | sexta-feira | 16h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DI\u00c1RIO DE UMA BUSCA<\/strong><br>(dir. Flavia Castro | Brasil | 2010 | 108 min)<br>Em outubro de 1984, Celso Castro, jornalista com uma longa hist\u00f3ria de milit\u00e2ncia de esquerda, \u00e9 encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista. A vers\u00e3o oficial da pol\u00edcia era de que se tratava de uma tentativa de assalto seguida de suic\u00eddio. O epis\u00f3dio \u00e9 o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme, para reconstruir a hist\u00f3ria da vida e da morte do seu pai. As vozes imbricadas das cartas do jornalista e de sua filha constroem um retrato \u00edntimo de uma rela\u00e7\u00e3o marcada pelo ex\u00edlio familiar e pela luta armada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>05 de dezembro | ter\u00e7a-feira | 16h<\/strong><br><strong>14 de dezembro | quinta-feira | 19h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HOTEL ATL\u00c2NTICO<\/strong><br>(dir. Suzana Amaral | Brasil | 2009 | 107 min)<br>Um ator desempregado embarca numa viagem sem destino, um voo cego sem instrumentos. Durante a jornada, se depara com situa\u00e7\u00f5es absurdas, contradit\u00f3rias e inesperadas, sem rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito. Encontra pessoas bizarras, amores suspeitos e quase a morte. Sempre no fio da navalha, a realidade \u00e9 apresentada como uma farsa e o absurdo da vida se instala, com eventos ocorrendo inesperadamente, muitas vezes sem explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>06 de dezembro | quarta-feira | 16h<\/strong><br><strong>08 de dezembro | sexta-feira | 19h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TERRAS<\/strong>\u00a0<br>(dir. Maya Da-Rin | Brasil | 2009 | 75 min)<br>Na tr\u00edplice fronteira entre Brasil, Col\u00f4mbia e Peru, as cidades g\u00eameas Let\u00edcia e Tabatinga formam uma ilha urbana rodeada pela floresta amaz\u00f4nica. As delimita\u00e7\u00f5es de fronteira s\u00e3o muitas vezes encobertas pela densa vegeta\u00e7\u00e3o tropical. Um lugar ritmado pelo fluxo constante de pessoas de origens diversas, onde culturas ancestrais e contempor\u00e2neas convivem lado a lado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>07 de dezembro | quinta-feira | 16h<\/strong><br><strong>11 de dezembro | segunda-feira | 19h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAR\u00c9, NOSSA HIST\u00d3RIA DE AMOR<\/strong><br>(dir. Lucia Murat | Brasil | 2008 | 105 min)<br>Adapta\u00e7\u00e3o livre de &#8216;Romeu e Julieta&#8217; numa favela carioca. A favela da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro, \u00e9 dividida pela briga pelo poder no tr\u00e1fico de drogas. Jonatha e Anal\u00eddia vivem em fam\u00edlias rivais e se apaixonam ao se conhecerem no grupo de dan\u00e7a da comunidade, coordenado por Fernanda.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>04 de dezembro | segunda-feira | 16h<\/strong><br><strong>08 de dezembro | sexta-feira | 16h<\/strong><br><strong>15 de dezembro | sexta-feira | 19h<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais s\u00e3o os diretores considerados importantes para o cinema nacional? 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