{"id":20068,"date":"2025-05-20T15:03:51","date_gmt":"2025-05-20T18:03:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=20068"},"modified":"2025-05-20T22:35:29","modified_gmt":"2025-05-21T01:35:29","slug":"centroculturaldaufrgspromoveconversacomcarustocamargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/centroculturaldaufrgspromoveconversacomcarustocamargo\/","title":{"rendered":"Centro Cultural\u00a0da UFRGS promove conversa com Carusto Camargo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pr\u00f3ximo dia <strong>26 de maio<\/strong>, segunda-feira, \u00e0s <strong>19h<\/strong>, o<strong> Centro Cultural da UFRGS<\/strong> promove conversa com o artista visual e ceramista <strong>Carusto Camargo<\/strong>, que fala sobre a exposi\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>&#8220;<strong>No vazio do passo<\/strong>&#8220;. O encontro ocorre na Sala Nogueira e tem media\u00e7\u00e3o do curador da mostra, o jornalista, professor e cr\u00edtico de arte <strong>Eduardo Veras<\/strong>. A <strong>entrada \u00e9 franca<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No vazio do passo&#8221; re\u00fane 18 fotocer\u00e2micas materializando a sensibilidade de uma caminhada \u2014 f\u00edsica, emocional e existencial \u2014 por paisagens, cidades, afetos e mem\u00f3rias. O projeto \u00e9 mais uma das a\u00e7\u00f5es selecionadas no <strong>Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o 2024<\/strong> do Centro Cultural da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observar, desvelar e tornar palp\u00e1vel esse vazio que confronta seus deslocamentos espaciais, sensitivos e temporais tem sido o destino de Carusto Camargo, sua respira\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos 17 anos. &#8220;Por desejo\/necessidade de conferir uma materialidade caldosa e existencial, transpasso as fotografias para a fotocer\u00e2mica, uma t\u00e9cnica complexa que me tomou cinco anos at\u00e9 domin\u00e1-la e mais outras v\u00e1rios, que ainda se v\u00e3o para transgredi-la poeticamente&#8221;, confessa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o ocupa duas salas e re\u00fane obras criadas a partir de fotografias autorais. Na primeira, est\u00e3o os trabalhos ligados \u00e0 paisagem e ao processo t\u00e9cnico da fotocer\u00e2mica, como uma mesa de luz com acetatos e pain\u00e9is sobre o Gua\u00edba, Cabo Pol\u00f4nio e Santa Maria do Herval. H\u00e1, tamb\u00e9m, a foto &#8220;Os n\u00e1ufragos&#8221;, feita a partir de objetos coletados em Itapirub\u00e1 (SC). No centro, esculturas que remetem \u00e0 paisagem de Morro Alto, em Maquin\u00e9 (RS).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na segunda sala, est\u00e3o imagens de 2008, sobre coletores urbanos, e a s\u00e9rie &#8220;De andar por a\u00ed&#8221;, feita durante caminhadas e que marca um ponto de virada na trajet\u00f3ria de Carusto, quando a fotografia passou a ser compreendida n\u00e3o apenas como registro, mas como processo art\u00edstico completo. Tamb\u00e9m h\u00e1 naturezas mortas criadas na pandemia com objetos afetivos ou encontrados em feiras, revelando o cuidado do artista em transformar o cotidiano em poesia visual, al\u00e9m de um acervo de imagens que transitam entre o documental e o l\u00edrico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Transgress\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A curadoria da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria do artista \u00e9 o fio que une as pe\u00e7as. &#8220;Comecei a transgredir tecnicamente, a aceitar imperfei\u00e7\u00f5es, e descobri que a po\u00e9tica nasce quando abandono o controle&#8221;, revela. Com forte carga po\u00e9tica, o artista trabalha temas como pertencimento, perdas, espiritualidade e cotidianos aparentemente banais. &#8220;Minha arte foi, por muito tempo, uma forma de ressignificar o vazio, de lidar com a aus\u00eancia, com mem\u00f3rias familiares e com a busca por sentido&#8221;, reflete.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, a busca pelo vazio tem sido uma constante na trajet\u00f3ria art\u00edstica de Carusto Camargo. Mas, diferentemente da ideia de preench\u00ea-lo, o artista compreendeu que sua miss\u00e3o era revel\u00e1-lo poeticamente. &#8220;Com o tempo, entendi que n\u00e3o se trata de ocupar o vazio, mas de ilumin\u00e1-lo, torn\u00e1-lo vis\u00edvel e sens\u00edvel atrav\u00e9s da arte&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre Carusto Camargo<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carusto Camargo, Carlos Augusto Nunes Camargo, brasileiro, nascido em 1962, na cidade de S\u00e3o Paulo, reside em Porto Alegre. Artista visual, ceramista e professor titular do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, com p\u00f3s-doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL, 2015), doutorado e mestrado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade de Campinas (Unicamp, 2003 e 2008). A partir de 2015, desenvolve padronagens e pain\u00e9is cer\u00e2micos utilizando a fotocer\u00e2mica e as t\u00e9cnicas tradicionais da azulejaria portuguesa. Em Portugal, \u00e9 representado pela Galeria Ratton.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto: Silvia Abreu<br>Foto: Bruna Fraga<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 26 de maio, segunda-feira, \u00e0s 19h, o Centro Cultural da UFRGS promove conversa com o artista visual e ceramista Carusto Camargo, que fala sobre a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;No&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":21434,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[219,465,809,159],"tags":[165,498,505,972],"class_list":["post-20068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-agendacultural","category-centro-cultural","category-edital-2024","category-exposicoes","tag-arte","tag-artes-visuais","tag-centro-cultural-da-ufrgs","tag-exposicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20068"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20068\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21436,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20068\/revisions\/21436"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21434"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}