{"id":21312,"date":"2025-04-22T16:42:34","date_gmt":"2025-04-22T19:42:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=21312"},"modified":"2025-04-24T10:33:42","modified_gmt":"2025-04-24T13:33:42","slug":"sala-redencao-realiza-mostra-indigenas-e-resistencia-em-parceria-com-a-casa-do-estudante-indigena-da-ufrgs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/sala-redencao-realiza-mostra-indigenas-e-resistencia-em-parceria-com-a-casa-do-estudante-indigena-da-ufrgs\/","title":{"rendered":"Sala Reden\u00e7\u00e3o realiza mostra \u201cInd\u00edgenas e resist\u00eancia\u201d em parceria com a Casa do Estudante Ind\u00edgena da UFRGS"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para celebrar o m\u00eas dos povos ind\u00edgenas e sua presen\u00e7a na Universidade e no cinema nacional, a <strong>Sala Reden\u00e7\u00e3o<\/strong>, em parceria com a <strong>Casa do Estudante Ind\u00edgena da UFRGS (CEI)<\/strong>, apresenta, de <strong>28 a 30 de abril<\/strong>, a mostra<strong> \u201cInd\u00edgenas e resist\u00eancia\u201d<\/strong>.\u00a0<br><br>A programa\u00e7\u00e3o inicia na pr\u00f3xima segunda-feira com dois document\u00e1rios que abordam aspectos sociais e culturais dos povos origin\u00e1rios. \u00c0s 16h \u00e9 exibido <strong>\u201cMart\u00edrio\u201d<\/strong> (2016), longa-metragem que tematiza o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o guarani kaiowa por meio de imagens hist\u00f3ricas e atuais relativas \u00e0 retomada de territ\u00f3rios.\u00a0<br><br>Na sequ\u00eancia, \u00e0s 19h, <strong>\u201cLembrem disso, minhas iambr\u00e9\u201d <\/strong>(2025) tem sua sess\u00e3o de estreia. O document\u00e1rio registra a retomada kaingang no Morro Santana, em Porto Alegre, e a condu\u00e7\u00e3o da comunidade pela lideran\u00e7a ind\u00edgena G\u00e4h T\u00e9. A exibi\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de debate com G\u00e3h T\u00e9 e Bruno Huyer, realizadores do filme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 na ter\u00e7a-feira, dia 29, \u00e0s 16h, o p\u00fablico pode assistir a <strong>\u201cPara&#8217;\u00cd\u201d <\/strong>(2018), terceiro longa-metragem da mostra. O filme acompanha os questionamentos de Par\u00e1, uma menina guarani que vive com seus pais em \u00e1rea urbana e se depara com a descoberta de conhecimentos ancestrais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cInd\u00edgenas e resist\u00eancia\u201d termina com uma sess\u00e3o de curtas-metragens na quarta-feira, 30 de abril, \u00e0s 16h. S\u00e3o exibidos <strong>\u201cA Universidade que se quer: territ\u00f3rio do bem viver!\u201d<\/strong> (2021),<strong> \u201cGa v\u012b: a voz do barro\u201d <\/strong>(2022), <strong>\u201cA Arauc\u00e1ria e a Gralha Azul\u201d <\/strong>(2023) e<strong> \u201cNhemboaty kunhangue \u2013 do Povo Guarani\u201d<\/strong> (2024).<strong> <\/strong>A curadoria da sess\u00e3o \u00e9 dos residentes da CEI e a exibi\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de roda de conversa sobre a presen\u00e7a ind\u00edgena na Universidade e os desafios interculturais enfrentados pelos estudantes. Est\u00e1 prevista uma feira de artesanato na entrada do cinema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mostra tem <strong>entrada franca <\/strong>e \u00e9 aberta \u00e0 comunidade em geral. A Sala Reden\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada no <strong>campus centro da UFRGS<\/strong>, com acesso mais pr\u00f3ximo pela <strong>Rua Eng. Luiz Englert, 333<\/strong>. \u201cInd\u00edgenas e resist\u00eancia\u201d tem apoio de <strong>Taturana Filmes, Descoloniza Filmes, COMIN, Tela Ind\u00edgena e Museu da UFRGS.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mart\u00edrio<\/strong><br><em>(dir. Vincent Carelli | Brasil | 2016 | 162 min | Document\u00e1rio | Sem classifica\u00e7\u00e3o)&nbsp;<\/em><br>A grande marcha de retomada dos territ\u00f3rios sagrados guarani kaiow\u00e1 atrav\u00e9s das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na d\u00e9cada de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genoc\u00eddio, um conflito de for\u00e7as desproporcionais: a insurg\u00eancia pac\u00edfica e obstinada dos despossu\u00eddos guarani kaiow\u00e1 frente ao poderoso aparato do agroneg\u00f3cio.<br><strong>28 de abril | segunda-feira | 16h<br><br>Lembrem disso, minhas iambr\u00e9<\/strong><br><em>(dir. G\u00e3h T\u00e9 e Bruno Huyer | Brasil | 2025 | 50 min | Document\u00e1rio | Livre)&nbsp;<\/em><br>Mobilizando cantos e falas inspiradas, G\u00e3h T\u00e9, mulher ind\u00edgena kaingang, conduz suas parentes <em>iambr\u00e9 <\/em>pelo caminhar de seus antepassados atrav\u00e9s de uma \u00e9tica do cuidado com todos os seres do cosmos, humanos e n\u00e3o-humanos. Entrela\u00e7ando o tempo dos antigos e sua luta contempor\u00e2nea na retomada de um territ\u00f3rio kaingang no Morro Santana em Porto Alegre, defende que os Kaingang s\u00e3o os cuidadores da Terra em contraposi\u00e7\u00e3o aos brancos, que precisam ser amansados para aplacar sua estupidez violenta que tudo destroi.<br><strong>28 de abril | segunda-feira | 19h<\/strong><br><br><strong>Para&#8217;\u00cd<br><\/strong><em>(dir. Vinicius Toro | Brasil | 2018 | 81 min | Drama | Sem classifica\u00e7\u00e3o)&nbsp;<\/em><br><em>Para&#8217;\u00cd<\/em> conta a hist\u00f3ria de Par\u00e1, menina guarani que encontra por acaso um milho guarani tradicional, que nunca havia visto e, encantada com a beleza de suas sementes coloridas, busca cultiv\u00e1-lo. A partir dessa busca ela come\u00e7a a questionar seu lugar no mundo, quem ela \u00e9, por que fala portugu\u00eas e n\u00e3o guarani, por que \u00e9 diferente dos colegas da escola, por que seu pai vai \u00e0 igreja crist\u00e3, porque moram numa aldeia t\u00e3o perto da cidade, por que seu povo luta por terra.<br><strong>29 de abril | ter\u00e7a-feira | 16h<br><\/strong><br><strong>A Universidade que se quer: territ\u00f3rio do bem viver!&nbsp;<\/strong><br><em>(dir. Daniela Silva Huberty e Kassiane Schwingel | Brasil | 2021 | 4 min | Doc | Livre)&nbsp;<\/em><br>Para a transforma\u00e7\u00e3o da universidade ou sua constru\u00e7\u00e3o com novas bases, \u00e9 fundamental pensar no abandono das pr\u00e1ticas colonialistas e euroc\u00eantricas. Assim, abre-se espa\u00e7o para a diversidade de compreens\u00f5es de mundo, diversidade de saberes e ci\u00eancias. Aline Kayap\u00f3 e Walderes Coct\u00e1 Pripr\u00e1 nos descrevem, neste v\u00eddeo, o que seria a universidade ideal para os povos ind\u00edgenas. Uma universidade que amplie nossas chances de seguir existindo enquanto humanidade e de maneira digna<br><strong>+<\/strong><br><strong>Ga v\u012b: a voz do barro <br><\/strong><em>(dir. Ana Let\u00edcia Meira Schweig, Ang\u00e9lica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Ge\u00f3rgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema G\u00e3h T\u00e9 Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz | Brasil | 2022 | 11 min | Anima\u00e7\u00e3o | Livre)&nbsp;<\/em><br>\u201cGa v\u012b: a voz do barro\u201d \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o que conta hist\u00f3rias Kaingang sobre a tradi\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica, barro, territ\u00f3rio e ancestralidade, a partir das mem\u00f3rias narradas por Gilda Wankyly Kuita e Iracema G\u00e3h T\u00e9 Nascimento, com imagens e sons captados na Terra Ind\u00edgena Kaingang Apucaraninha, localizada no norte do Paran\u00e1, durante o encontro de mulheres \u201cGa v\u012b: a voz do barro, conversando com a terra\u201d, em 2021.<br><strong>+<\/strong><br><strong>A Arauc\u00e1ria e a Gralha Azul<\/strong><br><em>(dir. Maur\u00edcio Ven T\u00e1hn Salvador Kaingang e Alexandre Ven Kyg Tomais Pereira Kaingang | Brasil | 2023 | 13 min | Drama | Livre) <br><\/em>Reunidos na retomada Koguhn Mag, na Floresta Nacional de Canela, estado do Rio Grande do Sul, o cacique da etnia kaingang Maur\u00edcio Ven Tanh compartilha com as fam\u00edlias em luta pela terra uma hist\u00f3ria dos antigos ancestrais sobre a origem do seu povo e a import\u00e2ncia da \u00e1rvore arauc\u00e1ria na sua cosmologia. No contexto de uma oficina de forma\u00e7\u00e3o audiovisual ministrada por cineastas ind\u00edgenas da etnia mebengokre\/kayap\u00f3, que vieram de S\u00e3o Felix do Xingu, Estado do Par\u00e1, os ind\u00edgenas kaingang passam a encenar a hist\u00f3ria e a ocupar os postos-chave na produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de um registro audiovisual.<br><strong>+<\/strong><br><strong>Nhemboaty kunhangue &#8211; do Povo Guarani<\/strong><br><em>(dir. Para Yxapy e Ge\u00f3rgia Macedo | Brasil | 2024 | 24 min | Document\u00e1rio | Livre)&nbsp;<\/em><br>Ajaka rete\u2019i kuery s\u00e3o as mulheres mbya guarani quem tem as belas palavras. Suas falas guiam o modo de ser, a l\u00edngua e espiritualidade de seu povo. Nhemboaty kunhangue \u00e9 um curta-metragem documental gravado durante durante uma oficina de audiovisual no Kunhangue Nhemboaty \u2013 3\u00ba Encontro Nacional de Mulheres Guarani, ocorrido em novembro de 2023 na tekoa Koenju (S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es \u2013 RS).<em><br><\/em><br><strong>30 de abril | quarta-feira | 16h<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para celebrar o m\u00eas dos povos ind\u00edgenas e sua presen\u00e7a na Universidade e no cinema nacional, a Sala Reden\u00e7\u00e3o, em parceria com a Casa do Estudante Ind\u00edgena da UFRGS (CEI),&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":21313,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[219,465,161,213,210,464],"tags":[165,505,333,508,163,162],"class_list":["post-21312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-agendacultural","category-centro-cultural","category-cinema","category-lancamentos","category-parcerias","category-sala-redencao","tag-arte","tag-centro-cultural-da-ufrgs","tag-cinema","tag-cinema-universitario","tag-mostra","tag-sala-redencao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21312"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21326,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21312\/revisions\/21326"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}