{"id":21397,"date":"2025-05-12T13:58:05","date_gmt":"2025-05-12T16:58:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=21397"},"modified":"2025-05-12T13:58:07","modified_gmt":"2025-05-12T16:58:07","slug":"territorios-em-transformacao-cinema-e-meio-ambiente-e-a-mostra-da-sala-redencao-sobre-colapso-ecologico-e-resistencia-territorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/territorios-em-transformacao-cinema-e-meio-ambiente-e-a-mostra-da-sala-redencao-sobre-colapso-ecologico-e-resistencia-territorial\/","title":{"rendered":"\u201cTerrit\u00f3rios em Transforma\u00e7\u00e3o: Cinema e Meio Ambiente\u201d \u00e9 a mostra da Sala Reden\u00e7\u00e3o sobre colapso ecol\u00f3gico e resist\u00eancia territorial\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do dia <strong>19 ao dia 23 de maio, com sess\u00f5es \u00e0s 16h e \u00e0s 19h,<\/strong> a <strong>Sala Reden\u00e7\u00e3o <\/strong>apresenta<strong> <\/strong>a mostra <strong>\u201cTerrit\u00f3rios em Transforma\u00e7\u00e3o: Cinema e Meio Ambiente\u201d<\/strong>. A programa\u00e7\u00e3o re\u00fane filmes que exploram os efeitos da crise ambiental<strong> <\/strong>sobre os corpos, as paisagens e as formas de imaginar o mundo. De dramas \u00edntimos a <em>thrillers <\/em>pol\u00edticos, as obras selecionadas tra\u00e7am um panorama das disputas simb\u00f3licas e concretas que moldam os territ\u00f3rios contempor\u00e2neos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o contempla sess\u00f5es de cinco longa-metragens e uma sess\u00e3o de curtas. As exibi\u00e7\u00f5es de abertura, de <strong>\u201cEnquanto o sol bate\u201d e \u201cPlaneta Feminino\u201d <\/strong>s\u00e3o seguidas de conversas com especialistas. Dentre os filmes em cartaz tamb\u00e9m est\u00e3o \u201c<strong>Salgueiros Cegos, Mulher Adormecida\u201d <\/strong>(2022), anima\u00e7\u00e3o baseada em contos de Haruki Murakami, e <strong>\u201cRouge\u201d <\/strong>(2020), drama pol\u00edtico que acompanha duas personagens em uma jornada contra o despejo irregular de res\u00edduos industriais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das sess\u00f5es t\u00eam previstas conversas com especialistas na \u00e1rea ambiental e a sess\u00e3o de encerramento exibe cinco curtas-metragens, indicados pelas entidades realizadoras da <strong>10\u00aa FestA dA BioDiverSidadE<\/strong> &#8211; evento organizado por mais de 25 organiza\u00e7\u00f5es sociais. Os filmes comp\u00f5em o calend\u00e1rio de atividades do evento, junto com diversas outras a\u00e7\u00f5es ao longo da semana. Mais detalhes na <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/festadabiodiversidade?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==\">p\u00e1gina da 10\u00aa FestA dA BioDiverSidadE<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>entrada \u00e9 franca<\/strong> e aberta \u00e0 comunidade em geral. A Sala Reden\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada no <strong>campus centro da UFRGS<\/strong>, com acesso mais pr\u00f3ximo pela <strong>Rua Eng. Luiz Englert, 333<\/strong>.\u00a0<br><br><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enquanto o sol bate<\/strong><strong><br><\/strong><em>(Dir. Philippe Petit | Fran\u00e7a | 2022 | 85 min | Com\u00e9dia Dram\u00e1tica | Livre)<\/em><em><br><\/em>Max n\u00e3o sonha em criar paredes verdes para hot\u00e9is cinco estrelas. Paisagista tenaz, comprometido, mas encurralado, ele lutou para criar um jardim selvagem e sem cercas no cora\u00e7\u00e3o de Marselha: um espa\u00e7o verde aberto a todos. Ap\u00f3s anos de rejei\u00e7\u00e3o, seu projeto chegou \u00e0 final de um concurso de arquitetura. Para Max, \u00e9 a \u00faltima chance de fornecer oxig\u00eanio aos moradores que sufocam em um inferno urbano sob o sol escaldante.<br><strong>19 de maio | segunda-feira | 16h <\/strong><strong>+ conversa com<\/strong> <strong>Razi Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planeta Feminino<\/strong><br><em>(Dir. Alet\u00e9ia Selonk | Brasil | 2025 | 55 min | Document\u00e1rio | Livre)<\/em><br>Planeta Feminino apresenta hist\u00f3rias de mulheres cujos trabalhos servem para evidenciar que a equidade \u00e9 a \u00fanica resposta poss\u00edvel \u00e0s crises que a sociedade atravessa. A partir de pr\u00e1ticas concretas que questionam desigualdades de g\u00eanero, ra\u00e7a e territ\u00f3rio, o longa acompanha Lara Lutzenberger na regenera\u00e7\u00e3o ambiental; M\u00e1rcia Barbosa na articula\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e governan\u00e7a; Renata Koch Alvarenga na luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica no Sul Global; Ang\u00e9lica Santos no fortalecimento cultural pelo audiovisual; e Nina Fola na intersec\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e g\u00eanero para a justi\u00e7a e diversidade social.<br><strong>19 de maio | segunda-feira | 19h + conversa com Paula Guimar\u00e3es e Viviane Pereira<\/strong><br><strong>25 de maio | sexta-feira | 16h<\/strong><br><br><strong>Salgueiros Cegos, Mulher Adormecida<br><\/strong><em>(Dir. Pierre F\u00f6ldes | Jap\u00e3o, Fran\u00e7a, Canad\u00e1 | 2022 | 100 min | Anima\u00e7\u00e3o | 12 anos)<br><\/em>Um gato perdido, um sapo gigante falante e um tsunami ajudam um vendedor pouco ambicioso, sua esposa frustrada e um contador esquizofr\u00eanico a salvar T\u00f3quio de um terremoto e restaurar o sentido de suas vidas. Uma adapta\u00e7\u00e3o de contos de Haruki Murakami.<br><strong>20 de maio | ter\u00e7a-feira | 16h<\/strong><br><strong>22 de maio | quinta-feira | 19h<\/strong><br><br><strong>Rouge<br><\/strong><em>(Dir. Farid Bentoumi | Fran\u00e7a | 2020 | 86 min | Drama Pol\u00edtico | 12 anos)<br><\/em>Nour, filha de um sindicalista, come\u00e7a a trabalhar como enfermeira na mesma f\u00e1brica qu\u00edmica que moldou a vida de seu pai. Ao lado de uma jornalista investigativa, ela passa a suspeitar dos res\u00edduos t\u00f3xicos despejados pela empresa. O conflito cresce dentro e fora da fam\u00edlia, numa teia de sil\u00eancio c\u00famplice, lealdades atravessadas e verdades enterradas sob o asfalto da estabilidade industrial. Um drama denso e urgente sobre corpo, ambiente e heran\u00e7a moral.<br><strong>21 de maio | quarta-feira | 19h<\/strong><br><strong>22 de maio | quinta-feira | 16h<br><br>Terras<br><\/strong><em>(Dir. Maya Da-Rin | Brasil | 2009 | 75 min | Document\u00e1rio | Livre)<br><\/em>Na fronteira entre Brasil, Col\u00f4mbia e Peru, as cidades g\u00eameas Let\u00edcia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amaz\u00f4nica. As delimita\u00e7\u00f5es territoriais s\u00e3o muitas vezes encobertas pela densa vegeta\u00e7\u00e3o e as fronteiras se confundem nos corpos e rostos de seus moradores. Terras acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes.<br><strong>20 de maio | ter\u00e7a-feira | 19h<\/strong><br><strong>21 de maio | quarta-feira | 16h<\/strong><br><br><strong>Sess\u00e3o de curtas Semana da Biodiversidade\u00a0<br><\/strong><br><strong>Tekoa Karandaty: Retomando Ra\u00edzes<br><\/strong><em>(Dir: Andresa Paiva\u00a0 | Brasil | 2024 | 29 min | Document\u00e1rio | Livre)<br><\/em>O document\u00e1rio explora o processo de retomada da terra ancestral pela comunidade mbya guarani da Tekoa Karanda`ty, al\u00e9m de trazer relatos do conflito territorial, ressaltar a import\u00e2ncia da agricultura e a profunda rela\u00e7\u00e3o da comunidade com a natureza. Diversos moradores da comunidade ind\u00edgena deram depoimentos \u00e0 diretora, das crian\u00e7as aos anci\u00e3os, incluindo o paj\u00e9 Alexandre Acosta e sua esposa Claudia Fernandes.<br><strong>+<br>Coopera\u00e7\u00f5es Agrobiodiversas em Pr\u00e1tica<br><\/strong><em>(Dir: Gustavo T\u00fcrck | Brasil | 2022 | 14 min | Document\u00e1rio | Livre)<\/em><br>Este \u00e9 um trabalho coletivo que mostra ser poss\u00edvel agir na pr\u00e1tica em um espa\u00e7o de tempo relativamente curto. Gra\u00e7as \u00e0 uni\u00e3o de for\u00e7as de servidores do estado, pesquisadores, agricultores (familiares ou n\u00e3o), comunidades tradicionais e assessorias t\u00e9cnicas de entidades da sociedade civil, o incentivo a a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ambiental com uso respons\u00e1vel traz resultados positivos tanto para a sustentabilidade como para a recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade local.<br><strong>+<br>K\u00e9di: A Resist\u00eancia quilombola contra um condom\u00ednio de luxo<br><\/strong><em>(Dir: Antim\u00eddia | Brasil | 2024 | 09 min | Document\u00e1rio | Sem Classifica\u00e7\u00e3o)<br><\/em>Um empreendimento de luxo milion\u00e1rio vem amea\u00e7ando o quilombo K\u00e9di, que resiste h\u00e1 120 anos em um dos bairros mais valorizados de Porto Alegre. Com depoimentos de T\u00e2nia Dutra, lideran\u00e7a da comunidade, e Onir de Ara\u00fajo, advogado da Frente Quilombola do Rio Grande do Sul, o filme<strong> <\/strong>fala sobre o uso do poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico para convencer moradores a abandonar a comunidade.<br><strong>+<br>A intera\u00e7\u00e3o boto, tainha e pescador: amigos de pesca<br><\/strong><em>(Dir: Ant\u00f4nio Ternura, Leve Holthausen e S\u00e9rgio Guidoux | Brasil | 2015 | 20 min | Document\u00e1rio | Livre)<\/em><br>Registro de uma rela\u00e7\u00e3o bela e surpreendente de colabora\u00e7\u00e3o entre botos, pescadores e tainhas que ocorre h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es na foz do Rio Tramanda\u00ed, uma riqueza amea\u00e7ada pelo tipo de ocupa\u00e7\u00e3o humana desenvolvida na regi\u00e3o: polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, tr\u00e1fego de barcos, excesso de constru\u00e7\u00f5es e pesca comercial. Esses fatores podem extinguir um fen\u00f4meno praticamente \u00fanico no mundo, que traz benef\u00edcios e renda para as popula\u00e7\u00f5es do lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>+<\/strong><br><strong>Dil\u00favio \u2013 riacho que a cidade esqueceu<\/strong><strong><br><\/strong><em>(Dir: Bruno Pedrotti e T\u00eamis Nicolaidis | Brasil | 2022 | 30 min | Document\u00e1rio | Livre)<\/em><em><br><\/em>O filme pretende discutir a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da cidade de Porto Alegre com aquele que \u00e9 o maior afluente da margem leste do Gua\u00edba: o Arroio Dil\u00favio. Batizado pelos Guaranis, que j\u00e1 se relacionavam com o riacho h\u00e1 mil\u00eanios, como Rio Jacarey, o Dil\u00favio foi alvo de uma das maiores obras j\u00e1 realizadas na capital riograndense. Canalizado, vem sendo inundado pelos dejetos de significativa parte da popula\u00e7\u00e3o porto-alegrense e resiste, ainda assim, com a vida que se adapta e teima em sobreviver em suas \u00e1guas. O filme traz fala de pesquisadoras e pesquisadores de ramos diferentes das ci\u00eancias, refletindo sobre a import\u00e2ncia desse curso d\u2019\u00e1gua em nossas vidas, no passado, no presente e no futuro.<br><br><strong>23 de maio | sexta-feira | 19h + conversa com os organizadores da 10\u00aa FestA dA BioDiverSidadE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do dia 19 ao dia 23 de maio, com sess\u00f5es \u00e0s 16h e \u00e0s 19h, a Sala Reden\u00e7\u00e3o apresenta a mostra \u201cTerrit\u00f3rios em Transforma\u00e7\u00e3o: Cinema e Meio Ambiente\u201d. 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