{"id":21419,"date":"2025-05-19T13:16:15","date_gmt":"2025-05-19T16:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=21419"},"modified":"2025-05-19T13:16:17","modified_gmt":"2025-05-19T16:16:17","slug":"diferentes-expressoes-do-cinema-da-africa-encerram-o-mes-de-maio-da-sala-redencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/diferentes-expressoes-do-cinema-da-africa-encerram-o-mes-de-maio-da-sala-redencao\/","title":{"rendered":"Diferentes express\u00f5es do cinema da \u00c1frica encerram o m\u00eas de maio da Sala Reden\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celebrando o Dia Mundial da \u00c1frica (25 de maio), a Sala Reden\u00e7\u00e3o apresenta a mostra <strong>\u201cO tempo e a mem\u00f3ria nos cinemas africanos\u201d<\/strong> na \u00faltima semana deste m\u00eas. A programa\u00e7\u00e3o re\u00fane cinco longa-metragens que, em seu conjunto, prop\u00f5em uma reflex\u00e3o sobre a passagem do tempo e sua rela\u00e7\u00e3o com a mem\u00f3ria, ao explorar como diferentes filmes abordam a identidade e o legado cultural do continente. S\u00e3o obras que convidam o p\u00fablico a revisitar hist\u00f3rias, desafiar perspectivas e pensar sobre as camadas de tempo que moldam vidas e sociedades em \u00c1frica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os document\u00e1rios &#8220;<strong>C\u00e2mera da \u00c1frica<\/strong>&#8221; (1983) e \u201c<strong>Falando sobre \u00e1rvores<\/strong>\u201d (2019) tra\u00e7am olhares hist\u00f3ricos e inventivos sobre a mem\u00f3ria e a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica africana. Com os filmes ficcionais \u201c<strong>Keteke<\/strong>\u201d (2017) e \u201c<strong>Hienas<\/strong>\u201d (1992), a mostra contempla narrativas familiares e os diferentes caminhos pelos quais as pessoas estabelecem suas identidades na rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio. E as tradi\u00e7\u00f5es seculares, por sua vez, est\u00e3o presentes na programa\u00e7\u00e3o com o filme \u201c<strong>Tu morrer\u00e1s aos 20<\/strong>\u201d (2019), que transforma em hist\u00f3ria um mergulho dentro dos costumes religiosos e culturais do Sud\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Tempo e a Mem\u00f3ria no Cinema Africano\u201d tem <strong>entrada franca e aberta \u00e0 comunidade em geral<\/strong>. A Sala Reden\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizada no <strong>campus centro da UFRGS<\/strong>, com acesso mais pr\u00f3ximo pela <strong>Rua Eng. Luiz Englert, 333<\/strong>.\u00a0<br><br><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>C\u00e2mera da \u00c1frica<\/strong><br><em>(Dir. F\u00e9rid Boughedir | Tun\u00edsia, Fran\u00e7a | 1983 | 95 min | Document\u00e1rio | Sem classifica\u00e7\u00e3o)<\/em><br>Setenta anos ap\u00f3s a inven\u00e7\u00e3o do cinema \u2014 e depois de v\u00e1rias d\u00e9cadas de cinema colonial que usava a \u00c1frica como cen\u00e1rio ex\u00f3tico, muitas vezes negando humanidade e dignidade a seu povo \u2014 os africanos rec\u00e9m-independentes finalmente se apoderaram das c\u00e2meras. Sem se deixar abater pela falta de meios e infraestrutura, eles mostraram a realidade africana em suas formas variadas, vistas finalmente pelos olhos nativos. Usando trechos de filmes significativos, entrevistas com cineastas e imagens <em>vintage <\/em>raras, \u201cC\u00e2mera da \u00c1frica\u201d relembra os primeiros 20 anos do novo cinema de autor da \u00c1frica subsaariana, que testemunha um impulso infatig\u00e1vel \u2014 e ainda duradouro \u2014 pela express\u00e3o de si.<br><strong>26 de maio | segunda-feira | 16h<\/strong><br><strong>28 de maio | quarta-feira | 19h + conversa com M\u00e1rcio Paim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tu morrer\u00e1s aos 20<\/strong><br><em>(Dir. Amjad Abu Alala | Sud\u00e3o, Fran\u00e7a, Egito, Alemanha, Noruega, Catar | 2019 | 105 min | Fic\u00e7\u00e3o, Drama | Livre)<\/em><br>Depois que um xeque previu para sua m\u00e3e, logo ap\u00f3s seu nascimento, que ele morreria aos vinte e poucos anos, Muzamil, de 19 anos, deve lidar com todos os eventos e mudan\u00e7as usuais da transi\u00e7\u00e3o de jovem para adulto. Mas como algu\u00e9m se prepara para uma idade adulta que, segundo a profecia, n\u00e3o chegar\u00e1, ao mesmo tempo que seu povo e sua fam\u00edlia se preparam para seu funeral? O diretor Amjad Abu Alala explora a quest\u00e3o neste cativante filme sudan\u00eas.<br><strong>26 de maio| segunda-feira | 19h<br>28 de maio| quarta-feira | 16h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Keteke<\/strong><br><em>(Dir. Peter Sedufia | Gana | 2017 | 98 min | Fic\u00e7\u00e3o, Com\u00e9dia dram\u00e1tica | 13 anos)<\/em><br>O filme conta uma hist\u00f3ria focada no sistema de servi\u00e7o ferrovi\u00e1rio dos anos 1980 no Gana. Um casal, Boi e Atswei, que vivem em Puna, est\u00e1 empenhado em dar \u00e0 luz a seu primeiro beb\u00ea em Akete, sua cidade natal. Muito perto do parto, o casal perde o trem, \u00fanico meio de transporte da periferia para a cidade. Na pressa de chegar l\u00e1, eles agravam sua situa\u00e7\u00e3o com uma decis\u00e3o errada e se encontram no meio do nada. O casal chegar\u00e1 a tempo para o parto ou corre o risco de perder o beb\u00ea e a m\u00e3e?<br><strong>27 de maio | ter\u00e7a-feira | 16h<br>30 de maio | sexta-feira | 19h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hienas<\/strong><br><em>(Dir. Djibril Diop Mambety\u00a0 | Senegal | 1992 | 110 min | Fic\u00e7\u00e3o, Com\u00e9dia dram\u00e1tica | 14 anos)<\/em><br>Adapta\u00e7\u00e3o c\u00f4mica da pe\u00e7a \u201cA Visita da Velha Senhora\u201d do escritor Friedrich D\u00fcrrenmatt, o filme segue uma mulher rica que retorna \u00e0 sua pobre cidade natal no deserto para propor um acordo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o: sua fortuna em troca da morte do homem que anos antes a abandonou e a deixou com seu filho. \u201cHienas\u201d \u00e9 um filme de riso sinistro e uma s\u00e1tira mordaz de um Senegal contempor\u00e2neo cujos sonhos p\u00f3s-coloniais s\u00e3o confrontados com a eros\u00e3o provocada pelo materialismo ocidental.<br><strong>27 de maio | ter\u00e7a-feira | 19h<br>30 de maio | sexta-feira | 16h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Falando sobre \u00e1rvores\u00a0<\/strong><br><em>(Dir. Suhaib Gasmelbari | Fran\u00e7a, Sud\u00e3o, Chade | 2019 | 93 min | Document\u00e1rio | Sem classifica\u00e7\u00e3o)<\/em><br>Brahim, Suleiman, Manar e Eltayeb s\u00e3o amigos h\u00e1 mais de 45 anos. Eles deixaram seu pa\u00eds natal nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 para estudar cinema no exterior e, ao retornarem, fundaram o Sudanese Film Group. Ap\u00f3s anos de afastamento e ex\u00edlio, eles se re\u00fanem e esperam finalmente realizar seu antigo sonho: trazer o cinema de volta ao Sud\u00e3o.<strong><br>29 de maio | quinta-feira | 16h + conversa com M\u00e1rcio Paim<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebrando o Dia Mundial da \u00c1frica (25 de maio), a Sala Reden\u00e7\u00e3o apresenta a mostra \u201cO tempo e a mem\u00f3ria nos cinemas africanos\u201d na \u00faltima semana deste m\u00eas. 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