{"id":3053,"date":"2019-02-11T10:38:38","date_gmt":"2019-02-11T12:38:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=3053"},"modified":"2019-04-02T18:11:47","modified_gmt":"2019-04-02T21:11:47","slug":"centro-cultural-recebe-exposicao-da-icone-da-geracao-80-carioca-beatriz-milhazes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/centro-cultural-recebe-exposicao-da-icone-da-geracao-80-carioca-beatriz-milhazes\/","title":{"rendered":"Centro Cultural recebe exposi\u00e7\u00e3o da \u00edcone da gera\u00e7\u00e3o 80 carioca Beatriz Milhazes"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3053\" class=\"elementor elementor-3053 elementor-bc-flex-widget\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-14cde8f2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"14cde8f2\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-290d4e85\" data-id=\"290d4e85\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-56139edd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"56139edd\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em parceria com o SESC-RS, por meio do projeto Arte Sesc, o\u00a0<strong>Departamento de Difus\u00e3o Cultural da UFRGS<\/strong>\u00a0recebe em Porto Alegre uma parte do acervo da conceituada artista visual carioca Beatriz Milhazes, uma das principais figuras da chamada Gera\u00e7\u00e3o 80 do Rio de Janeiro. Formada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a artista exibe seu repert\u00f3rio na exposi\u00e7\u00e3o &#8216;Um Itiner\u00e1rio Gr\u00e1fico&#8217; de 19 de fevereiro a 30 de mar\u00e7o no\u00a0<strong>Centro Cultural da UFRGS<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu trabalho, a imagem \u00e9 estruturada pela intensa conviv\u00eancia de contr\u00e1rios, cores e formas geom\u00e9tricas em um vasto repert\u00f3rio de padr\u00f5es: flores, arabescos, rendas, alvos, fias de contas e listras tomados livremente de contextos distintos. Da pintora, gravadora e ilustradora, ser\u00e3o apresentadas nove serigrafias realizadas entre 1996 e 2003, e o livro &#8216;Meu Bem&#8217; (2008), que traz refer\u00eancias do Rio de Janeiro.\u00a0Sua Obra \u00e9 conhecida pela exuber\u00e2ncia gr\u00e1fica e crom\u00e1tica e tamb\u00e9m por conter contrastes e formas geom\u00e9tricas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Texto sobre a exposi\u00e7\u00e3o*: <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a inesperada harmonia dos contrastes, nestas obras, variados motivos \u2013 ornamentos rebelados \u2013 negam repouso \u00e0 vis\u00e3o. Nas gravuras de Beatriz Milhazes a imagem \u00e9 estruturada pela intensa conviv\u00eancia de contr\u00e1rios. Sejam os livros de artista, as obras realizadas em espa\u00e7os p\u00fablicos ou as interven\u00e7\u00f5es na arquitetura. Em cada trabalho, uma velada geometria vibra com a sempre surpreendente experi\u00eancia da cor. Os matizes surgem com um esplendoroso repert\u00f3rio de padr\u00f5es: flores, arabescos, rendas, alvos, fios de contas e listras tomados livremente de contextos distintos. Encontrados nas tradi\u00e7\u00f5es artesanais, na decora\u00e7\u00e3o religiosa, nas embalagens de bombons, na moda ou nas linhas org\u00e2nicas da natureza, esses motivos d\u00edspares s\u00e3o levados a uma improv\u00e1vel e vertiginosa conviv\u00eancia. Renovam, assim, o tenso e sempre surpreendente encontro entre a cultura popular e a grande tradi\u00e7\u00e3o da pintura modernista. Quando Milhazes inicia sua forma\u00e7\u00e3o, na hist\u00f3rica retomada da pintura nos anos 80, a aproxima\u00e7\u00e3o entre a rasa fluidez da imagem na cultura de massa e o solo denso da tradi\u00e7\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel, para ela, por um distanciamento calculado quanto a ambos. Observa a reinven\u00e7\u00e3o da cor por Matisse e a estrutura espacial de Mondrian, assim como os cruzamentos entre a visualidade local e o modernismo europeu na obra emblem\u00e1tica de Tarsila do Amaral. Por\u00e9m, o forte interesse pelo movimento, entendido como fluxo do olhar, e a sensibilidade para a curva (que busca o equil\u00edbrio na aus\u00eancia do repouso) encontram s\u00edntese na satura\u00e7\u00e3o e excesso do Barroco. Nas gravuras desenvolvidas na Durham Press, \u00e9 clara a unidade entre cor e forma, aspecto crucial para a sua conquista de grande liberdade expressiva. Esta s\u00e9rie abre caminho para as obras p\u00fablicas, surgidas com o banner para a fachada do MoMA (NY, 2002) e, ainda, para outras frentes de trabalho, como a edi\u00e7\u00e3o de seu mais recente livro de artista, Meu Bem. Produzidos entre 1996 e o presente, os trabalhos aqui reunidos apresentam uma singular po\u00e9tica da cor, que forjada sob o permanente desafio da pintura constitui um vigoroso pensamento gr\u00e1fico. A obra gr\u00e1fica de Milhazes \u00e9 como uma pintura reinventada. Sua pesquisa pl\u00e1stica se move por meio de um pensamento em a\u00e7\u00e3o com um vivo di\u00e1logo entre a tradi\u00e7\u00e3o modernista e a contemporaneidade. Aos estere\u00f3tipos da beleza a artista responde com ins\u00f3litos para\u00edsos artificiais.<\/p>\n<p><b><i>* Luiza Interlenghi &#8211; curadora da exposi\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Abertura<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Data: 19 de fevereiro de 2019<\/li>\n<li>Hor\u00e1rio: 12h<\/li>\n<li>Local: Centro Cultural da UFRGS (Av. Eng. Luiz Englert, 333, Porto Alegre-RS)<\/li>\n<li>Aberto ao p\u00fablico<\/li>\n<\/ul>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Visita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul>\n<li>Per\u00edodo: 19 de fevereiro a 30 de mar\u00e7o<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<ul>\n<li>Local: Centro Cultural da UFRGS<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Arquivos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/catalogo_BM_web.pdf\">catalogo_BM_web<\/a><\/li>\n<li>Convite para abertura &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/convite-jpg.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3117\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/convite-jpg-300x300.png\" alt=\"\" width=\"341\" height=\"326\" \/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em parceria com o SESC-RS, por meio do projeto Arte Sesc, o\u00a0Departamento de Difus\u00e3o Cultural da UFRGS\u00a0recebe em Porto Alegre uma parte do acervo da conceituada artista visual carioca Beatriz&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3054,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159],"tags":[],"class_list":["post-3053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-exposicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3053"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3457,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3053\/revisions\/3457"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}