{"id":6552,"date":"2019-08-16T17:07:13","date_gmt":"2019-08-16T20:07:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=6552"},"modified":"2019-08-23T18:29:05","modified_gmt":"2019-08-23T21:29:05","slug":"cenas-minimas-traz-espetaculo-sobre-obra-de-hilda-hilst-ao-centro-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/cenas-minimas-traz-espetaculo-sobre-obra-de-hilda-hilst-ao-centro-cultural\/","title":{"rendered":"Cenas M\u00ednimas traz espet\u00e1culo sobre obra de Hilda Hilst ao Centro Cultural"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra de uma das maiores escritoras em l\u00edngua\nportuguesa do s\u00e9culo XX ser\u00e1 contracenada por uma dupla de atores de vasta\nexperi\u00eancia. E, al\u00e9m de tudo, amigos h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Um dos pontos de\nconverg\u00eancia dos premiados Marco Fronchetti e Arlete Cunha ao longo de diversas\nhist\u00f3rias em comum foi a admira\u00e7\u00e3o pela obra de Hilda Hilst (1930-2004). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A admira\u00e7\u00e3o rapidamente transformou-se em\ntrabalho. Fronchetti escreveu parte de um roteiro e convidou Arlete para a\nempreitada: mostrar parte da obra da escritora, dramaturga e poetisa.\nSobretudo, a fase pornogr\u00e1fica-obscena-er\u00f3tica da paulista de Ja\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguindo a premissa de apresentar o espet\u00e1culo em locais convencionalmente n\u00e3o teatrais, mas ligados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da literatura e das express\u00f5es art\u00edsticas, a <strong>pe\u00e7a <em><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/proximo-cenas-minimas-apresenta-peca-teatral-com-textos-eroticos-de-hilda-hilst\/\">Obs.cenas<\/a><\/em><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/proximo-cenas-minimas-apresenta-peca-teatral-com-textos-eroticos-de-hilda-hilst\/\"> ser\u00e1 exibida no Centro Cultural da UFRGS nos dias 19 e 20 de agosto<\/a>, \u00e0s 19h, dentro do projeto Cenas M\u00ednimas, desenvolvido pelo Centro Cultural, com curadoria de L\u00edgia Petrucci<\/strong>. O espet\u00e1culo foi exibido anteriormente na Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, Biblioteca P\u00fablica do Estado, Sala Qorpo Santo da UFRGS e no Theatro S\u00e3o Pedro. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira abaixo a entrevista que a equipe do\nDepartamento de Difus\u00e3o Cultural da UFRGS fez com o ator Marco Fronchetti:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como surgiu o interesse pela pe\u00e7a?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia era abordar textos da Hilda Hilst. A\nArlete [Cunha] j\u00e1 tinha um espet\u00e1culo com poesias dela. Eu sou apaixonado pela\nobra pornogr\u00e1fica da Hilda, ou melhor, pela obra obscena dela. Foi uma \u00e9poca\nque as suas obras n\u00e3o vendiam. Ent\u00e3o, ela resolveu fazer esse tipo de obra. S\u00f3\nque n\u00e3o d\u00e1 tes\u00e3o. D\u00e1 tristeza! A partir dessa minha vontade, convidei a Arlete\npara fazer parte do projeto. Fomos ent\u00e3o fazer uma resid\u00eancia na Casa do Sol, a\nresid\u00eancia da Hilda Hilst em Campinas. Com essa ambi\u00eancia, terminamos o roteiro\nque eu j\u00e1 havia come\u00e7ado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como funciona a Casa do Sol?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era de fato a casa dela. L\u00e1, ela recebia muitos\namigos. Dentre eles, figuras como o Caio Fernando Abreu, que morou um ano l\u00e1. E\ndepois da morte dela -2004, virou o Instituto Hilda Hilst. No instituto, voc\u00ea\npode fazer uma resid\u00eancia. Ou seja, trabalhar por um per\u00edodo em coisas\ngeralmente sobre ela. Tem at\u00e9 um livro organizado pelo Laerte e pelo Angeli\nsobre o per\u00edodo em que passaram na resid\u00eancia [projeto idealizado para a\nrevista Baiacu].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E como surgiu o interesse de convidar\nespecificamente a Arlete Cunha para contracenar contigo nesta pe\u00e7a?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Arlete participou do primeiro espet\u00e1culo\nsobre Hilda Hilst com dire\u00e7\u00e3o do Roberto Oliveira. Era uma montagem chamada\nHilda Enclaustro que acontecia no Hospital Psiqui\u00e1trico S\u00e3o Pedro. Depois, ela\nteve outras participa\u00e7\u00f5es em recitais no Theatro S\u00e3o Pedro sobre a obra da\nHilda. N\u00f3s sempre tivemos vontade de trabalhar juntos, mas essa est\u00e1 sendo a\nprimeira vez. E isso que somos amigos h\u00e1 mais de 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que o p\u00fablico pode esperar na performance?\nFoi feita uma adapta\u00e7\u00e3o das obras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O roteiro \u00e9 baseado nos textos originais da Hilda. Alteramos somente alguns di\u00e1logos, colocando alguns trechos em forma direta, ao inv\u00e9s da indireta. Come\u00e7amos a pe\u00e7a pelo primeiro livro da obra pornogr\u00e1fica dela \u2013 <em>O caderno rosa de Lori Lamby<\/em> (1990). Passamos pelas <em>Buf\u00f3licas<\/em> (1990), <em>Contos d\u2019esc\u00e1rnio <\/em>(1990), <em>Cartas de um sedutor<\/em> (1991) e depois passamos para obras posteriores e anteriores a esta fase da vida dela. A quest\u00e3o carnal sempre foi muito presente. O que \u00e9 a vida, segundo a Hilda? \u00c9 uma aventura obscena de t\u00e3o l\u00facida. A gente tenta chegar a esse finalmente na pe\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><strong><br>\n<\/strong><br>\n<em>Sobre<\/em>: Cenas\nM\u00ednimas | obs.cenas, com Arlete Cunha e Marco Fronchetti<br>\n<em>Data<\/em>: 19 e 20 de\nagosto, \u00e0s 19h<br>\n<em>Ingresso<\/em>: por ordem\nde chegada \u2013 gratuito e aberto ao p\u00fablico. Haver\u00e1 doa\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea diretamente\naos artistas<br>\n<em>Local<\/em>: Centro\nCultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, 333)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quem \u00e9 Arlete Cunha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atriz, performer, diretora,\nprofessora e pesquisadora de linguagens teatrais que atua no cen\u00e1rio cultural\nga\u00facho h\u00e1 mais de 30 anos. Participou de importantes e premiadas montagens\nteatrais, como: Fim de Partida, Ostal \u2013 Rito Teatral, Ant\u00edgona \u2013 Ritos de\nPaix\u00e3o e Morte, Dan\u00e7a daConquista, A Hist\u00f3ria do Homem que Lutou Sem Conhecer\nSeu Grande Inimigo, Dr. Fausto \u2013 Missa Para Atores e P\u00fablico e Se N\u00e3o Tem P\u00e3o,\nComam Bolo, todos realizados durante os 12 anos de trabalho com a Tribo de\nAtuadores \u00d3i N\u00f3is Aqui Traveiz.&nbsp;Atuou tamb\u00e9m nas pe\u00e7as Os Fuzis da Senhora\nCarrar de Bertold Brecht, Dorot\u00e9ia, de Nelson Rodrigues, Espancando a Empregada\nde Eduardo Kraemer, O Bar\u00e3o nas \u00c1rvores de Roberto Oliveira. Recebeu o Trof\u00e9u\nA\u00e7orianos Especial de Atriz por sua atua\u00e7\u00e3o em Fim de Partida (1986), o de\nAtriz Coadjuvante \u2013 Trof\u00e9u Quero-Quero\/Sated\/RS por Ant\u00edgona (1990), o Pr\u00eamio\nde Melhor Atriz de Teatro de Rua no Festival Nacional de Teatro de S\u00e3o Jos\u00e9 do\nRio Preto\/SP pela atua\u00e7\u00e3o na pe\u00e7a Deus e o Diabo na Terra de Mis\u00e9ria, o Trof\u00e9u\nA\u00e7orianos de Melhor Atriz de 2004 por sua atua\u00e7\u00e3o em Hilda Hilst in Claustro\ncom dire\u00e7\u00e3o de Roberto Oliveira, al\u00e9m da indica\u00e7\u00e3o de Melhor Coadjuvante pela\natua\u00e7\u00e3o em \u201cAnt\u00edgona\u201d com dire\u00e7\u00e3o de Luciano Alabarse.&nbsp;Em 2006, foi\npremiada com o Trof\u00e9u Quero-Quero de Melhor Atriz de Teatro Infantil por P\u00e9 de\nPil\u00e3o, de Atriz Coadjuvante por Mam\u00e3e foi para o Alaska e de Melhor Pe\u00e7a de\nTeatro de Rua por A Revolu\u00e7\u00e3o dos Bichos, da qual \u00e9 a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quem\n\u00e9 Marco Fronchetti<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ingressou em 1975 no Curso\nde Arte Dram\u00e1tica da UFRGS. Em 1980, foi um dos formadores do Grupo TEAR,\ndirigido por Maria Helena Lopes, com \u00eanfase no teatro f\u00edsico e fez parte de\ntodas as montagens do grupo at\u00e9 1998. Realiza cursos de m\u00edmica, express\u00e3o corporal,\ndan\u00e7a, voz e interpreta\u00e7\u00e3o.&nbsp;A partir da experi\u00eancia como ator no TEAR e do\ncontato com outros grupo teatrais (Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho,\nGrupo Galp\u00e3o de Belo Horizonte), estabelece os crit\u00e9rios para continuar sua\nforma\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o, fez cursos e workshops com Bia Lessa (Porto Alegre,\n1990), Gerald Thomas (Porto Alegre, 1993), Arianne Mnouchkine (Th\u00e9\u00e2tre du\nSoleil) (Paris, 1993), Alan Maratrat (ator de Peter Brook) (S\u00e3o Paulo, 1994),\nEugenio Barba (Porto Alegre, 1995), Philippe Gaulier (Porto Alegre, 1996),\nTeatro de Los Andes (Porto Alegre, 2004: Bol\u00edvia, 2007), Fernanda Montenegro\n(Porto Alegre, 2004), entre outros.&nbsp;Com algumas experi\u00eancias anteriores, a\npartir de 1999 se estabeleceu como diretor teatral e formou o grupo Teatro de\nEnsaio, com o qual realizou as montagens de \u00c1lbum do Desejo (1999), Ensaio\n(2000) e Tragik\u00f3s (2001). Desde 1994, ministra oficinas e workshops de\nprepara\u00e7\u00e3o e treinamento do ator. Em 2003, participa da banca examinadora dos\ntrabalhos finais dos alunos do TEPA (Teatro Escola de Porto Alegre); e, em\n2004, ministra o Curso de Extens\u00e3o Laborat\u00f3rio da Interpreta\u00e7\u00e3o Teatral no\nDepartamento de Arte Dram\u00e1tica da UFRGS. Em 2007, dirigiu Vladimir e Estragon,\nadapta\u00e7\u00e3o de \u201cEsperando Godot\u201d de Samuel Beckett, em 2009, O bairro, com textos\nde Gon\u00e7alo M. Tavares, e em 2011, Do it.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obra de uma das maiores escritoras em l\u00edngua portuguesa do s\u00e9culo XX ser\u00e1 contracenada por uma dupla de atores de vasta experi\u00eancia. E, al\u00e9m de tudo, amigos h\u00e1 mais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[209],"tags":[],"class_list":["post-6552","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-teatro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6552"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6554,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6552\/revisions\/6554"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}