{"id":71,"date":"2016-07-08T19:27:46","date_gmt":"2016-07-08T19:27:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/?p=71"},"modified":"2016-07-10T23:30:33","modified_gmt":"2016-07-10T23:30:33","slug":"6-frases-que-voce-ja-ouviu-sobre-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/2016\/07\/08\/6-frases-que-voce-ja-ouviu-sobre-tecnologias\/","title":{"rendered":"6 frases que voc\u00ea j\u00e1 ouviu sobre tecnologias num almo\u00e7o de domingo e o que a psicologia pode dizer a respeito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-74 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1-300x300.jpg\" alt=\"1\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/1.jpg 1666w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que a tecnologia evoluiu muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas! Os aparelhos que temos hoje, que cabem na palma da nossa m\u00e3o s\u00e3o leves como isopor, s\u00e3o mais potentes que os computadores de 30 anos atr\u00e1s. Com isso, nesse momento hist\u00f3rico coexistem gera\u00e7\u00f5es que nem sonhavam com a dissemina\u00e7\u00e3o dos computadores, pessoas que testemunharam o avan\u00e7o das tecnologias na vida dom\u00e9stica e ainda aquelas que nasceram e\/ou cresceram num mundo no qual se estima que 90% da popula\u00e7\u00e3o mundial possui acesso a sinal de celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-75 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/2-300x191.jpg\" alt=\"2\" width=\"386\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/2-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/2.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 386px) 100vw, 386px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, ao conversarmos com as pessoas das nossas fam\u00edlias sobre tecnologias costumamos nos deparar com aqueles que se apresentam pessimistas e otimistas sobre os efeitos das tecnologias em nosso cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores ao redor do mundo tem buscado investigar quest\u00f5es relativas aos efeitos da tecnologia nas nossas vidas. A <a href=\"https:\/\/global.oup.com\/academic\/product\/cyberpsychology-9780198712589?cc=br&amp;lang=en&amp;\" target=\"_blank\">ciberpscologia<\/a> estuda processos psicol\u00f3gicos, motiva\u00e7\u00f5es, inten\u00e7\u00f5es e comportamentos, e seus efeitos nos mundos online e offline, associados com qualquer forma de tecnologia. Para a ciberpsicologia, o estudo sobre a influ\u00eancia dessas novas dimens\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o deve abranger tanto os aspectos negativos, quanto os positivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, selecionamos algumas frases que talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha escutado por a\u00ed, e vamos discut\u00ed-las \u00e0 luz da psicologia e dos estudos cient\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-76 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/3-300x225.png\" alt=\"3\" width=\"409\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/3-300x225.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/3.png 610w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1) As tecnologias aproximam quem est\u00e1 longe e afastam quem est\u00e1 perto.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A qualidade das liga\u00e7\u00f5es via internet melhorou tanto em compara\u00e7\u00e3o aos telefones anal\u00f3gicos que aqueles que dependiam de cartas e pombos correios para se comunicarem com os amigos e parentes que foram viver mais longe acreditam que o Skype \u00e9 realmente uma d\u00e1diva. Mas costumam acreditar que outras ferramentas e redes sociais captam tanto a aten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios de smartphone que acarretam num distanciamento entre as pessoas mais pr\u00f3ximas.<br \/>\nUma das principais motiva\u00e7\u00f5es para o uso de tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o relaciona-se \u00e0 necessidade das pessoas de sentirem que pertencem a um grupo. Essa n\u00e3o \u00e9 uma necessidade que surge com a tecnologia, mas est\u00e1 relacionada a procurarmos outras pessoas para convivermos.<br \/>\nUm <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563211002676\" target=\"_blank\">estudo<\/a> realizado com jovens universit\u00e1rios buscou identificar padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o entre jovens usu\u00e1rios de mensagens instant\u00e2neas. Para isso, os pesquisadores avaliaram as frequ\u00eancias de troca de mensagens e os padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o em universit\u00e1rios de 18 a 23 anos que usavam muito e os que usavam pouco. Os motivos para trocas de mensagem mais frequentes em ambos os grupos foram, respectivamente, trocar informa\u00e7\u00f5es, planejar atividades, conversa\u00e7\u00e3o geral, mandar fotos e piadas, ocupar o tempo, e aprofundar a rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/eprints.qut.edu.au\/9753\/\" target=\"_blank\">Outra pesquisa<\/a> teve como foco os atributos psicol\u00f3gicos envolvidos com o uso de smartphone. Os resultados indicaram que um dos principais benef\u00edcios atribu\u00eddos pelos usu\u00e1rios dessa ferramenta seria a habilidade de contatar, em tempo real, pessoas que est\u00e3o fisicamente distantes, al\u00e9m de ser considerada uma fonte de apoio social, distra\u00e7\u00e3o e utilidade. Por\u00e9m, <a href=\"http:\/\/www.tesisenred.net\/bitstream\/handle\/10803\/7947\/tsmc1de1.pdf?sequence=1\" target=\"_blank\">investigadores acreditam<\/a> que as m\u00eddias de comunica\u00e7\u00e3o se relacionam positivamente com o apoio dos amigos e negativamente com o apoio da fam\u00edlia. <a href=\"http:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11205-011-9821-x\" target=\"_blank\">Um estudo<\/a> que verificou a rela\u00e7\u00e3o entre a percep\u00e7\u00e3o de apoio social de adolescentes e o uso de m\u00eddias atrav\u00e9s de um question\u00e1rio sobre usas principais atividades desenvolvidas no seu tempo livre e o quanto se percebem apoiadas por pais, amigos e outros verificou esse mesmo resultado. Um dos motivos para isso pode ser explicado pela diferen\u00e7a entre gera\u00e7\u00f5es nos membros da fam\u00edlia, que podem ter n\u00edveis diferentes de familiaridade com a tecnologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-77 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/4-300x276.jpg\" alt=\"4\" width=\"349\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/4-300x276.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/4.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2) Essas tecnologias fazem com que as pessoas fiquem cada vez mais sozinhas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563212002191\" target=\"_blank\">Os jovens<\/a> s\u00e3o os principais usu\u00e1rios das tecnologias de <a href=\"http:\/\/www.paulus.com.br\/loja\/linguagens-liquidas-na-era-da-mobilidade_p_353.html\" target=\"_blank\">conex\u00e3o cont\u00ednua<\/a>. O estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es sociais e o fortalecimento das mesmas \u00e9 muito importante, especialmente na juventude. Para os jovens, os amigos s\u00e3o definidos principalmente atrav\u00e9s de atividades m\u00fatuas e por uma disposi\u00e7\u00e3o para dar conselhos, apoio social e compartilhar \u00e1reas de interesse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um <a href=\"http:\/\/reachout.com\/\" target=\"_blank\">site<\/a> australiano que trabalha com conhecimento e suporte psic\u00f3logico mostrou que aproximadamente 66% das pessoas que acessam o site tem entre 14 e 18 anos. Ou seja, essas pessoas enxergam na Internet uma forma eficaz e \u00fatil de buscar ajuda psicol\u00f3gica.<br \/>\nCada vez mais pessoas utilizam Internet, smartphones, facebook, whatsapp, etc. Ou seja, a sociedade est\u00e1 cada vez mais tomada pela tecnologia. Ent\u00e3o que tal fazer do lim\u00e3o uma limonada? Existem diversos recursos que trazem benef\u00edcios para as pessoas, que podem e devem serem aproveitados. Exemplos disso s\u00e3o <a href=\"http:\/\/ntr.oxfordjournals.org\/content\/early\/2013\/05\/19\/ntr.ntt054\" target=\"_blank\">aplicativos voltados para a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade<\/a>, ou para o desenvolvimento de pr\u00e1ticas psicol\u00f3gicas saud\u00e1veis, como mindfulness, express\u00e3o de gratid\u00e3o, etc. A tecnologia n\u00e3o \u00e9 boa nem ruim, depende do uso que fazemos dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-78 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/5-300x264.jpg\" alt=\"5\" width=\"300\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/5-300x264.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/5.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3) O fulano \u00e9 viciado em tecnologia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As adi\u00e7\u00f5es, ou v\u00edcios, podem estar relacionadas ao consumo de subst\u00e2ncias ou ainda a comportamentos que trazem preju\u00edzos as <a href=\"http:\/\/ntr.oxfordjournals.org\/content\/early\/2013\/05\/19\/ntr.ntt054\" target=\"_blank\">pessoas<\/a>. Para que possam ser consideradas transtornos \u00e9 preciso ter em conta alguns crit\u00e9rios espec\u00edficos. Por exemplo experimentar sentimentos desagrad\u00e1veis ao n\u00e3o jogar os jogos online, desenvolvimento de toler\u00e2ncia quanto ao tempo que passa jogando online e a perda de interesse em outras atividades para que se possa continuar jogando. Apesar desses crit\u00e9rios serem espec\u00edficos para o uso de jogos online, <a href=\"http:\/\/www.psicothema.com\/pdf\/4114.pdf\" target=\"_blank\">outros pesquisadores<\/a> est\u00e3o investigando uso compulsivo de smartphones, mensagens instant\u00e2neas, acesso a emails e navegar na internet, em estudo conduzido atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios em adolescentes espanh\u00f3is. Tais estudos apontam que o excesso de uso de tecnologias pode interferir significativamente na vida da pessoa e estar associado a isolamento social e transtornos de ansiedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, pode ser sim que algumas pessoas experimentem um uso exagerado das tecnologias e que isso traga preju\u00edzos importantes para a vida dessas pessoas. Se voc\u00ea estiver preocupado com o uso que algum de seus familiares ou amigos pode estar fazendo das tecnologias e estiver apresentando alguns dos comportamentos que citamos acima pode ser importante conversar com ele sobre procurar ajuda profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, se a pessoa apenas demonstra grande interesse em tecnologias, de forma geral, mas n\u00e3o est\u00e1 tendo preju\u00edzos evidentes com isso &#8211; perdendo atividades com amigos, interesse em coisas que costumava fazer e n\u00e3o faz mais, n\u00e3o mudou h\u00e1bitos alimentares nem apresenta grandes altera\u00e7\u00f5es de humor &#8211; talvez ela s\u00f3 esteja muito interessada em um hobby. Para se aproximar dela, pode ser interessante aprender mais sobre tecnologia tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4) Os jogos de v\u00eddeo game fazem as crian\u00e7as ficarem m\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-80 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/7-300x224.jpg\" alt=\"7\" width=\"325\" height=\"243\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas pessoas acreditam que os jogos de videogame s\u00e3o respons\u00e1veis quando as crian\u00e7as apresentam \u201cmau comportamento\u201d. Mas n\u00e3o se sabe da exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o causal entre os jogos e o comportamento das crian\u00e7as. Uma pesquisa da Universidade de Glasgow que analisou dados coletados durante 10 anos, mostrou que jogar consistentemente videogames n\u00e3o resulta em altera\u00e7\u00e3o de comportamentos. Outro estudo desenvolvido com crian\u00e7as e adolescentes entre 10 e 15 anos coletou dados sobre o seu uso de videogames diariamente. <a href=\"http:\/\/pediatrics.aappublications.org\/content\/134\/3\/e716.short\" target=\"_blank\">Os pesquisadores identificaram<\/a> que jogar menos de uma hora por dia, tem correla\u00e7\u00e3o com n\u00edveis maiores de felicidade e ajustamento do que n\u00e3o jogar.<br \/>\nPor outro lado, outra pesquisa mostra que jogar em <strong>excesso<\/strong> pode causar problemas, principalmente quando o jogo \u00e9 muito dif\u00edcil. Al\u00e9m disso, existem jogos com conte\u00fado sexual e de viol\u00eancia expl\u00edcitos, nos quais o personagem principal n\u00e3o \u00e9 um mocinho e sim um bandido: pode infringir regras, matar pessoas, etc. \u00c9 plaus\u00edvel pensar que estes jogos podem ter alguma influ\u00eancia no desenvolvimento moral das crian\u00e7as. Por este motivo, sugerimos que os pais sempre observem a idade m\u00ednima indicada pelos jogos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5) Terapia online n\u00e3o funciona, \u00e9 fria e distante<\/strong><br \/>\nEste \u00e9 um assunto que divide opini\u00f5es at\u00e9 mesmo entre os Psic\u00f3logos. Com o avan\u00e7o das tecnologias, alguns psic\u00f3logos come\u00e7aram a utilizar outras ferramentas para atender seus pacientes, como telefone, e-mail, skype e mais recentemente, whatsapp. Com isso, in\u00fameras cr\u00edticas surgiram, como por exemplo o fato de que a terapia online seria um processo frio, onde n\u00e3o h\u00e1 aproxima\u00e7\u00e3o entre terapeuta e paciente, ou que ela n\u00e3o \u00e9 efetiva. N\u00e3o \u00e9 verdade.<br \/>\nA terapia online \u00e9 um processo que se assemelha muito a uma terapia presencial, com os mesmos elementos presentes. O acolhimento, a empatia, e o v\u00ednculo s\u00e3o essenciais. Inclusive, uma <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/pcp\/v34n1\/v34n1a03.pdf\" target=\"_blank\">pesquisa<\/a> realizada por uma doutora da UFRGS mostrou que o v\u00ednculo entre terapeuta e paciente na terapia online pode ser t\u00e3o forte quanto na terapia presencial.<br \/>\nPor\u00e9m, para isso o profissional deve ter conhecimento t\u00e9cnico da tecnologia e saber como expressar-se utilizando esse meio de comunica\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, realmente o servi\u00e7o que ele(a) oferece ser\u00e1 de baixa qualidade, frio e distante..<br \/>\nE sim, terapia pela Internet funciona, segundo v\u00e1rios estudos internacionais! Uma <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16199119\" target=\"_blank\">metan\u00e1lise<\/a> (um estudo que re\u00fane dezenas de estudos) mostrou que a Terapia cognitivo-comportamental online \u00e9 efetiva para diversos transtornos como <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20948835\" target=\"_blank\">depress\u00e3o<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22477844\" target=\"_blank\">transtorno do p\u00e2nico<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/18612863\" target=\"_blank\">fobias<\/a>, e <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16899213\" target=\"_blank\">transtornos alimentares<\/a>.<br \/>\n* \u00c9 importante lembrar que, em se tratando do Brasil, a terapia online s\u00f3 \u00e9 permitida em \u00e2mbito de pesquisa; o que os profissionais no Brasil fazem se chama Orienta\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica Online, que \u00e9 um processo pontual e informativo, limitado a 20 sess\u00f5es (<a href=\"http:\/\/site.cfp.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Resoluxo_CFP_nx_011-12.pdf\" target=\"_blank\">CFP, 2012<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6) As tecnologias s\u00e3o maravilhosas para as pessoas!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tecnologias s\u00e3o instrumentos. Como uma faca. Voc\u00ea pode usar uma faca para cortar legumes e auxiliar na cozinha ou para cometer um crime. O uso que fazemos dos instrumentos pode promover comportamentos saud\u00e1veis ou prejudiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como dissemos no t\u00f3pico anterior, as tecnologias podem sim trazer \u00f3timos benef\u00edcios. Por\u00e9m, tamb\u00e9m podem causar tudo aquilo que as pessoas dizem: afastamento social, depend\u00eancia, etc. \u00c0s vezes \u00e9 necess\u00e1rio deixar o celular de lado e conversar com quem est\u00e1 almo\u00e7ando com voc\u00ea. N\u00e3o se trata de ser antiquado, mas sim de lembrar que o ser humano \u00e9 um ser social, necessita de proximidade e rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas para ser feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltamos a dizer: a tecnologia n\u00e3o \u00e9 boa nem ruim, depende do uso que <strong>VOC\u00ca<\/strong> faz dela. A melhor solu\u00e7\u00e3o que podemos chegar hoje \u00e9: evite os excessos, busque estar presente nas experi\u00eancias que voc\u00ea est\u00e1 vivendo, e fa\u00e7a o melhor uso poss\u00edvel das tecnologias que est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fabiane Friedrich Sch\u00fctz<br \/>\nGerson Siegmund<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos que a tecnologia evoluiu muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas! Os aparelhos que temos hoje, que cabem na palma da nossa m\u00e3o s\u00e3o leves como isopor, s\u00e3o mais potentes que os computadores de 30 anos atr\u00e1s. Com isso, nesse momento hist\u00f3rico coexistem gera\u00e7\u00f5es que nem sonhavam com a dissemina\u00e7\u00e3o dos computadores, pessoas que testemunharam o avan\u00e7o &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/2016\/07\/08\/6-frases-que-voce-ja-ouviu-sobre-tecnologias\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">6 frases que voc\u00ea j\u00e1 ouviu sobre tecnologias num almo\u00e7o de domingo e o que a psicologia pode dizer a respeito<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71\/revisions\/90"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/divulgacaodaciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}