{"id":521,"date":"2025-10-26T15:10:26","date_gmt":"2025-10-26T18:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/?page_id=521"},"modified":"2025-10-27T12:07:39","modified_gmt":"2025-10-27T15:07:39","slug":"gt13-antropologias-do-digital-inteligencia-artificial-plataformas-algoritmos-e-a-datificacao-da-vidagt08-artes-memorias-e-praticas-para-futuros-possiveis","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/gt13-antropologias-do-digital-inteligencia-artificial-plataformas-algoritmos-e-a-datificacao-da-vidagt08-artes-memorias-e-praticas-para-futuros-possiveis\/","title":{"rendered":"GT13: Antropologias do digital: intelig\u00eancia artificial, plataformas, algoritmos e a datifica\u00e7\u00e3o da vidaGT08: Artes, mem\u00f3rias e pr\u00e1ticas para futuros poss\u00edveis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-1 wp-block-paragraph\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>L\u00e9o da Silva (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2 wp-block-paragraph\"><strong>Debatedores(as): <\/strong>Carolina Parreiras (USP) e Ana Carolina da Hora (Unicamp)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3 wp-block-paragraph\"><strong>Modalidade: <\/strong>Online <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> A partir do di\u00e1logo entre Antropologia e tecnologia, as antropologias do digital comp\u00f5em um campo de destaque na compreens\u00e3o das din\u00e2micas socioculturais contempor\u00e2neas. Busca-se compreender os usos distintos e rela\u00e7\u00f5es que as pessoas desenvolvem com as tecnologias digitais, as experi\u00eancias e identidades que emergem dessas rela\u00e7\u00f5es, bem como suas implica\u00e7\u00f5es nas pr\u00e1ticas culturais e na organiza\u00e7\u00e3o social. Entende-se o digital como um campo sociot\u00e9cnico de disputa pol\u00edtica, composto por m\u00faltiplas vozes, implicado em nossas vidas cotidianas e atravessado por rela\u00e7\u00f5es de poder e assimetrias. Esse ambiente, com seus ritmos, configura\u00e7\u00f5es e topografias (D\u00e9bora Leit\u00e3o e Laura Gomes, 2017), produz subjetividades sempre em rela\u00e7\u00e3o com os corpos, de modo que permeamos de forma corporificada suas redes ao mesmo tempo que elas est\u00e3o cada vez mais incorporadas em nossos corpos. Dessa forma, este Grupo de Trabalho prop\u00f5e, mas n\u00e3o se limita, ao di\u00e1logo com pesquisas que abordem: a) os impactos das tecnologias digitais nas formas de ser-estar no mundo; b) as desigualdades e assimetrias envolvidas na digitaliza\u00e7\u00e3o da vida; c) discuss\u00f5es \u00e9tico-metodol\u00f3gicas no campo da antropologia digital; d) os usos das IA\u2019s na pesquisa antropol\u00f3gica e seus dilemas \u00e9ticos; e) os marcadores sociais da diferen\u00e7a nos ecossistemas plataformizados e de IA\u2019s; f) a produ\u00e7\u00e3o de desigualdades algor\u00edtmicas; g) as formas de sociabilidade constru\u00eddas em ambientes do ciberespa\u00e7o; h) a cibercultura e a produ\u00e7\u00e3o de identidades; i) extrativismo de dados j) datifica\u00e7\u00e3o da vida. Salienta-se que este Grupo de Trabalho est\u00e1 aberto a contribui\u00e7\u00f5es das mais variadas \u00e1reas de conhecimento, acreditando que a compreens\u00e3o do digital depende do di\u00e1logo interdisciplinar e pluri-epist\u00eamico. As discuss\u00f5es do GT est\u00e3o inseridas na linha de pesquisa Rela\u00e7\u00f5es Multiesp\u00e9cie, Ci\u00eancia E Tecnologias, Ambientes E Sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6 wp-block-paragraph\"><strong>Apresenta\u00e7\u00f5es selecionadas (Sexta-feira 14\/11, 8h-12h):<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7 wp-block-paragraph\"><strong>SOCIABILIDADES CRIMINAIS EM AMBIENTES DIGITAIS: Inventividades e Novas Pr\u00e1ticas das Fac\u00e7\u00f5es Criminosas no Espa\u00e7o Digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-8 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> Jo\u00e3o Pedro Theves (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-9 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Tendo como base as discuss\u00f5es e conex\u00f5es entre a sociologia e a antropologia digital, o presente trabalho visa compreender o uso das redes sociais e as tecnologias digitais pelas fac\u00e7\u00f5es criminosas a partir de 3 caminhos anal\u00edticos: as novas sociabilidades, as inventividades e a digitaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas faccionais. Quanto aos procedimentos metodol\u00f3gicos parto de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica em diferentes reposit\u00f3rios sobre os temas de sociologia digital, antropologia digital, sociabilidade digital, sociologia da viol\u00eancia, redes sociais, tecnologias digitais, fac\u00e7\u00f5es criminosas, mundo do crime, etc. Al\u00e9m disso, utilizo de dados de pesquisa documental por meio do Google News (noticias), utilizando palavras-chave como \u201cRedes Sociais AND Fac\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cRedes Sociais AND Fac\u00e7\u00f5es\u201d, o que resultou num corpus de 150 not\u00edcias, de 17 ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o diferentes, sendo estes, dispersos entre as 5 regi\u00f5es do pa\u00eds. Ainda, coletei dados p\u00fablicos de redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok e Twitter, com base em informa\u00e7\u00f5es contidas nas not\u00edcias, reposts de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, etc, que resultaram em um banco com mais de 80 conte\u00fados diversos (stories, posts, coment\u00e1rios, etc). Para a an\u00e1lise dos dados, realizamos uma an\u00e1lise de conte\u00fado, com aux\u00edlio do software NVivo 15, a fim de entender como as redes sociais e as tecnologias digitais s\u00e3o mencionadas e como operam na din\u00e2mica do ambiente digital. O trabalho est\u00e1 em desenvolvimento, logo nossos resultados s\u00e3o parciais. Atrav\u00e9s das conceitualiza\u00e7\u00f5es do campo da sociologia e da antropologia digital foram delineados seis t\u00f3picos que retratam cenas no cotidiano dos coletivos criminais que foram impactados pelo digital ou pelo interm\u00e9dio do digital nas intera\u00e7\u00f5es e sociabilidades de seus integrantes. S\u00e3o eles: (1) Centralidade do Celular no rompimento entre Intra-Extra Prisional; (2) Salves das Fac\u00e7\u00f5es; (3) Tr\u00e1fico de Drogas; (4) Tribunal do Crime; (5) Denomina\u00e7\u00e3o e Demonstra\u00e7\u00e3o de \u201cMandos\u201d Realizados. (6) A viol\u00eancia no digital como uma nova linguagem das fac\u00e7\u00f5es. Embora em resultados parciais, j\u00e1 pode-se perceber que as redes sociais e as tecnologias digitais s\u00e3o de grande import\u00e2ncia nas atividades das fac\u00e7\u00f5es criminosas ao se inserirem de forma capilarizada em m\u00faltiplas pr\u00e1ticas do cotidiano faccional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-10 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Fac\u00e7\u00f5es Criminosas; Redes Sociais; Tecnologias Digitais; Antropologia Digital; Sociologia Digital.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-11 wp-block-paragraph\"><strong><br>O que os olhos n\u00e3o veem: intelig\u00eancia artificial, media\u00e7\u00e3o sensorial e a cria\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia visual por pessoas cegas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-12 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria: <\/strong>Amanda Dias Winter<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-13 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Fundamentado em uma etnografia com mulheres com defici\u00eancia visual em Porto Alegre, este trabalho investiga como plataformas digitais e tecnologias de IA, como o aplicativo Be My Eyes, reconfiguram as formas de ser e estar no mundo. Para al\u00e9m de uma perspectiva instrumental, analiso tais tecnologias como agenciamentos sociot\u00e9cnicos que medeiam a percep\u00e7\u00e3o e produzem novas subjetividades corporificadas. Argumento que o ato de &#8220;ver&#8221; se transforma em uma pr\u00e1tica distribu\u00edda e relacional, cuja reconfigura\u00e7\u00e3o ocorre na complexa media\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 visto e o que \u00e9 dito. Proponho que a tradu\u00e7\u00e3o da imagem em palavra n\u00e3o \u00e9 um processo neutro, mas um campo de disputa pol\u00edtica onde se define o que \u00e9 vis\u00edvel e o que permanece invis\u00edvel. A an\u00e1lise foca em como essa media\u00e7\u00e3o, seja por um volunt\u00e1rio humano ou por um algoritmo, \u00e9 atravessada por rela\u00e7\u00f5es de poder, assimetrias e dilemas \u00e9ticos. O trabalho dialoga com as antropologias do digital ao explorar: a) a constitui\u00e7\u00e3o de identidades h\u00edbridas, onde o corpo com defici\u00eancia \u00e9 estendido pela tecnologia; b) a &#8220;datifica\u00e7\u00e3o do olhar&#8221;, processo no qual a experi\u00eancia sensorial \u00e9 convertida em dados, levantando quest\u00f5es sobre privacidade e mercantiliza\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o; e c) como vieses e marcadores sociais da diferen\u00e7a s\u00e3o inscritos na linguagem que constr\u00f3i o acesso ao mundo visual, perpetuando desigualdades. Ao analisar criticamente a acessibilidade como pr\u00e1tica e tecnologia, a pesquisa contribui para o debate sobre as pol\u00edticas da representa\u00e7\u00e3o e as formas de poder incorporadas em tais a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-14 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Estudos da defici\u00eancia; Defici\u00eancia Visual; Acessibilidade; Intelig\u00eancia Artificial<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-15 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-16 wp-block-paragraph\"><strong>Espreitando alteridades desconfort\u00e1veis: desafios \u00e9tico-metodol\u00f3gicos de uma antropologia digital lurker no estudo da extrema direita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-17 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> Ramiro Soares Valdez (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-18 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo: <\/strong>Esta proposta \u00e9 um recorte de meu projeto de tese de doutorado em antropologia digital, ainda em desenvolvimento, com foco nas a\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es ao longo do ecossistema digital que articula um campo minorit\u00e1rio do neofascismo brasileiro, o campo quarto-te\u00f3rico ou duginista. O objetivo aqui \u00e9 discutir a dimens\u00e3o \u00e9tica de minha metodologia, a qual se d\u00e1 em dois n\u00edveis: quantitativo-documental, com m\u00e9todos computacionais; e qualitativo-experiencial como etn\u00f3grafo lurker &#8211; \u201cespreitador\u201d segundo Cesarino et al. (2024, p. 7). Amaral (2016, p. 131) caracteriza lurking como o \u201cato de entrar em listas de discuss\u00e3o, f\u00f3runs, comunidades online, etc. apenas como observador, sem participa\u00e7\u00e3o ativa\u201d. Tal a\u00e7\u00e3o, propiciada pela arquitetura de certas plataformas digitais, permite acessar ambientes sem intera\u00e7\u00e3o direta, considerando os riscos da pesquisa e o perigo \u00e0 integridade do pesquisador (Cesarino et al., 2024, p. 7; Cesarino; Waltz; Balistieri, 2023, p. 21); a possibilidade de ser, enquanto pesquisador antifascista, tomado como o \u201coutro repugnante\u201d (Harding, 1999 apud Scheren, 2023, p. 36); e o desafio de etnografar uma \u201calteridade desconfort\u00e1vel\u201d (Mart\u00ednez-Moreno, Angel, 2024). O problema posto aqui \u00e9: Como a pesquisa em antropologia digital junto a alteridades desconfort\u00e1veis contribui para a reflex\u00e3o sobre a \u00e9tica antropol\u00f3gica, levando ao desenvolvimento de estrat\u00e9gias etnogr\u00e1ficas pouco convencionais como o m\u00e9todo lurker, e quais as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e metodol\u00f3gicas dessas abordagens? O \u201cengajamento etnogr\u00e1fico com uma alteridade que gera desconforto\u201d (Mart\u00ednez-Moreno, Angel, 2024, p. 1) pela diverg\u00eancia \u00e9tica e pol\u00edtica desloca a tend\u00eancia da antropologia latinoamericana de fazer uma \u201cantropologia cidad\u00e3\u201d, feita com grupos subalternizados, baseada em princ\u00edpios ligados \u00e0 solidariedade e \u00e0 empatia. Argumento que uma postura de empatia metodol\u00f3gica, fundamental na medida em que procura compreender os sujeitos em seus pr\u00f3prios termos, deve se desvencilhar dos princ\u00edpios de empatia moral de uma antropologia cidad\u00e3 em casos de grupos que representam amea\u00e7a a valores inclusivos e democr\u00e1ticos. Isto abre espa\u00e7o para a emerg\u00eancia de pesquisas etnogr\u00e1ficas e, consequentemente, de \u201centendimentos antropol\u00f3gicos que respondam aos deslocamentos te\u00f3ricos, metodol\u00f3gicos e \u00e9ticos impostos pela inevit\u00e1vel reconfigura\u00e7\u00e3o da direita e do autoritarismo contempor\u00e2neos\u201d (Mart\u00ednez-Moreno, Angel, 2024, p. 7) sem prescindir dos valores que fundamentam a pesquisa antropol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-19 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Antropologia Digital; Extrema direita; Metodologia; \u00c9tica; Alteridades desconfort\u00e1veis<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-2-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-20 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-21 wp-block-paragraph\"><strong>Entre jornais e redes sociais: expans\u00e3o das fac\u00e7\u00f5es da Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre para o interior do RS.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-22 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> Nichollas Fellipe De Col Webber (UFRGS) e Rochele Fellini Fachinetto (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-23 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho tem como objetivo compreender como tem se configurado a expans\u00e3o das duas principais fac\u00e7\u00f5es criminosas \u2014 Os Manos e Bala na Cara \u2014, origin\u00e1rias da Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, para o interior do Rio Grande do Sul. A justificativa baseia-se na influ\u00eancia que exercem nos circuitos ilegais do Estado. Para compreender esse processo, realiza-se pesquisa documental a partir da coleta e an\u00e1lise de mat\u00e9rias dos dois jornais de maior circula\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul, com foco nos modos pelos quais esses ve\u00edculos retratam o fen\u00f4meno da expans\u00e3o desses grupos. Como resultados preliminares, observou-se que a m\u00eddia ga\u00facha constr\u00f3i uma imagem da expans\u00e3o centrada em aspectos b\u00e9licos e repressivos, ofuscando dimens\u00f5es territoriais, pol\u00edticas e organizacionais. Al\u00e9m disso, a partir de pesquisa explorat\u00f3ria em redes sociais, identificou-se a necessidade de desenvolver uma abordagem complementar que contribua para compreender o fen\u00f4meno. Nesse sentido, busca-se, por meio de di\u00e1logo com a Antropologia do Digital, ampliar o escopo da an\u00e1lise e entender de que maneira as redes sociais constituem uma segunda fonte emp\u00edrica, utilizada em contraste com o material jornal\u00edstico, para identificar diferen\u00e7as e converg\u00eancias nas formas de representa\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o das fac\u00e7\u00f5es no Estado. Para tanto, prop\u00f5e-se observar e analisar o fen\u00f4meno em tr\u00eas redes sociais: Instagram, TikTok e Facebook. Tratando-se de uma frente ainda em fase inicial, as etapas subsequentes dividem-se em dois momentos: primeiro, ser\u00e1 realizado mapeamento explorat\u00f3rio, sistematizando hashtags, palavras-chave e s\u00edmbolos (como \u201c14.18.12\u201d, alusivo \u00e0 fac\u00e7\u00e3o Os Manos) que fornecem os principais pontos de acesso aos conte\u00fados buscados, por meio de observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o participante; em seguida, pretende-se delinear estrat\u00e9gias de busca adaptadas a cada rede social, de acordo com o tipo de conte\u00fado identificado. A partir desse levantamento inicial, as informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o registradas em planilha do Excel (com dados como ID anonimizada do perfil, rede social, etc.), com apoio de di\u00e1rio de campo destinado \u00e0 descri\u00e7\u00e3o da est\u00e9tica, das intera\u00e7\u00f5es e demais elementos do ambiente digital estudado. Por fim, essa estrat\u00e9gia complementar visa compreender, a partir do contraste entre a representa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e as express\u00f5es observadas nas redes sociais, como o ambiente digital contribui para a dissemina\u00e7\u00e3o de est\u00e9ticas, linguagens e s\u00edmbolos que, articulados em uma identidade, sustentam e impulsionam a expans\u00e3o faccional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-24 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Fac\u00e7\u00f5es Criminais, Redes Sociais, Expans\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"365\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-removebg-preview-4.png\" alt=\"\" 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