{"id":561,"date":"2025-10-26T22:28:36","date_gmt":"2025-10-27T01:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/?page_id=561"},"modified":"2025-10-26T22:28:36","modified_gmt":"2025-10-27T01:28:36","slug":"gt05-saude-corporalidades-moralidades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/gt05-saude-corporalidades-moralidades\/","title":{"rendered":"GT05: Sa\u00fade, corporalidades, moralidades"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-1 wp-block-paragraph\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Victoria Mello Fernandes (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2 wp-block-paragraph\"><strong>Debatedores(as):<\/strong> Aliziane Bandeira Kersting (UFRGS) e Matheus Henrique Dias da Silva (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3 wp-block-paragraph\"><strong>Modalidade: <\/strong>Online <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Este Grupo de Trabalho busca acolher as diversas discuss\u00f5es que se estruturam em torno do signo da \u201csa\u00fade\u201d. Interessa-nos reunir pesquisas que, ao mesmo tempo em que tensionam a ideia de sa\u00fade como categoria normativa, institucional e biom\u00e9dica, tamb\u00e9m abram espa\u00e7o para pensar as m\u00faltiplas possibilidades de promo\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o da sa\u00fade em contextos situados. O GT convida trabalhos que investiguem como corporalidades, moralidades e experi\u00eancias de sofrimento s\u00e3o atravessadas por rela\u00e7\u00f5es de poder, desigualdades sociais, normas jur\u00eddicas e arranjos institucionais, bem como por pr\u00e1ticas de cuidado e estrat\u00e9gias cotidianas de resist\u00eancia e inven\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, prop\u00f5e um espa\u00e7o de di\u00e1logo cr\u00edtico para refletir sobre os modos como justi\u00e7a e moralidade se imbricam na produ\u00e7\u00e3o de legitimidades, exclus\u00f5es e disputas por reconhecimento e direitos. Nosso objetivo \u00e9 reunir pesquisas e perspectivas que abordem a sa\u00fade em sua pluralidade \u2013 como pol\u00edtica p\u00fablica, campo de disputa moral e pr\u00e1tica coletiva, reconhecendo que os sentidos e pr\u00e1ticas de sa\u00fade se reconfiguram diante de marcadores sociais como g\u00eanero, ra\u00e7a, classe, sexualidade, etnicidade e defici\u00eancia. Ao criar um espa\u00e7o de encontro para esses debates, pretendemos ampliar o di\u00e1logo antropol\u00f3gico sobre as formas de viver, adoecer, sofrer e cuidar, em sua complexidade e diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6 wp-block-paragraph\"><strong>Apresenta\u00e7\u00f5es selecionadas <\/strong>(Segunda-feira 10\/11, 8h-12h)<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7 wp-block-paragraph\"><strong>ADEQUA\u00c7\u00d5ES NO PRIMEIRO ANO DA UNIDADE PSIQUI\u00c1TRICA DO CENTRO DE CUST\u00d3DIA HOSPITAL VILA NOVA<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-8 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> Elisandra de Souza (SUSEPE)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-9 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Justificativa e Objetivos: A partir da Resolu\u00e7\u00e3o n. 487\/2023 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a que instituiu a Pol\u00edtica Antimanicomial em diversos n\u00edveis, incluindo o \u00e2mbito prisional, a Pol\u00edcia Penal do Rio Grande Sul atrav\u00e9s do Departamento de Tratamento Penal deu in\u00edcio \u00e0s tratativas para o seu cumprimento. O tratamento de pessoas privadas de liberdade com transtornos mentais at\u00e9 ent\u00e3o era feitas de duas formas, os casos menos graves eram tratados dentro da casa prisional onde a pessoa estava recolhida, com medica\u00e7\u00f5es e atendimentos psicol\u00f3gicos, j\u00e1 os casos mais graves, acontecia a transfer\u00eancia para o Instituto Psiqui\u00e1trico Forense na cidade de Porto Alegre &#8211; RS. A Unidade 05 inaugurada em setembro de 2023 contava inicialmente com 21 leitos, sendo um de isolamento, mas no decorrer das atividades a capacidade foi revista para 18 leitos, sendo que dos quais no momento efetivamente s\u00e3o ocupados 14 leitos, buscando a qualifica\u00e7\u00e3o do atendimento e a seguran\u00e7a dos pr\u00f3prios custodiados que apresentam transtornos sociais, deste \u00faltimo caso por vezes este precisa ficar em cela isolado at\u00e9 a estabiliza\u00e7\u00e3o do estado cl\u00ednico. M\u00e9todos: Para an\u00e1lise desse primeiro per\u00edodo de inaugura\u00e7\u00e3o da Unidade 05 foram analisados os dados quantitativos de interna\u00e7\u00f5es, bem como dados emp\u00edricos coletados entre servidores penitenci\u00e1rios e especialistas da \u00e1rea da sa\u00fade envolvidos na opera\u00e7\u00e3o da Unidade 05. Resultados: Analisando o primeiro ano de funcionamento, podemos afirmar que o grande desafio segue sendo espa\u00e7o f\u00edsico, que n\u00e3o atende a grande demanda atual do sistema prisional do Estado. Como pontos positivos, podemos citar a reuni\u00e3o semanal de equipe, que re\u00fane todos os profissionais envolvidos no atendimento aos pacientes da Unidade 05, corpo cl\u00ednico e Dire\u00e7\u00e3o do Centro de Cust\u00f3dia Hospitalar Vila Nova (CCHVN), que permite uma maior aproxima\u00e7\u00e3o entre as quest\u00f5es de seguran\u00e7a e os cuidados necess\u00e1rios ao atendimento da sa\u00fade mental. Os aspectos negativos relevantes s\u00e3o a dificuldade na ades\u00e3o ao tratamento pelos socioeducandos, principalmente ap\u00f3s o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o no CCHVN, onde retornam as casa prisionais de origem, lugar que em sua maioria n\u00e3o est\u00e1 preparado para receber e manter os cuidados necess\u00e1rios as peculiaridades de pessoas com comprometimento psicol\u00f3gico grave. Como efeito temos a reincid\u00eancia nas interna\u00e7\u00f5es do mesmo paciente. Outro aspecto \u00e9 a alta demanda e o reduzido n\u00famero de leitos dispon\u00edveis ao atendimento desse seguimento de apenados, considerando que as interna\u00e7\u00f5es s\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia a fila de espera por um leito psiqui\u00e1trico \u00e9 volumosa e morosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-10 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Sa\u00fade mental<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-11 wp-block-paragraph\"><strong>Processos de quilombagem no SUS e al\u00e9m: uma an\u00e1lise das pr\u00e1ticas de cuidado e contra-l\u00f3gicas quilombolas na Para\u00edba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-12 wp-block-paragraph\"><strong>Autor:<\/strong> Thayonara Marina da Silva Santos (UFCG)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-13 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> O objetivo central que mobiliza este trabalho \u00e9 analisar as ag\u00eancias, a\u00e7\u00f5es e metodologias quilombolas no e diante do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), compreendidas aqui enquanto processos contempor\u00e2neos de quilombagem (MOURA, 1989). Em linhas gerais, a Quilombagem para Cl\u00f3vis Moura, como pr\u00e1xis pol\u00edtica quilombola, tem o potencial de amea\u00e7ar e at\u00e9 desmantelar uma ordem dominante, construindo modos pr\u00f3prios de existir e de organizar a vida. Por este caminho, o recorte priorizado na presente investiga\u00e7\u00e3o centraliza pr\u00e1ticas que revelam tensionamentos, controv\u00e9rsias e disputas epist\u00eamicas na Para\u00edba, partindo do pressuposto de que as pr\u00e1ticas quilombolas aqui investigadas operam em uma contra-l\u00f3gica no SUS e al\u00e9m dele. Isto \u00e9, ao passo que ordena\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas burocr\u00e1ticas e capitalistas j\u00e1 consolidadas s\u00e3o postas em xeque, em perspectiva dial\u00e9tica, um outro modelo de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, para os quilombos, tem sido proposto e germinado, desde aqueles corpos-quilombo que atuam dentro do sistema p\u00fablico de sa\u00fade, at\u00e9 aqueles que s\u00e3o usu\u00e1rios dos servi\u00e7os. Na edifica\u00e7\u00e3o deste sistema, os corpos-quilombo analisados nesta pesquisa, desenvolvem metodologias pr\u00f3prias de conduzir cuidados e de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em harmonia com o territ\u00f3rio, desafiando sentidos hegem\u00f4nicos de sa\u00fade e formas burocr\u00e1ticas de gerir servi\u00e7os e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Uma das hip\u00f3teses desta pesquisa est\u00e1 atenta \u00e0 exist\u00eancia de uma \u00c9tica da Quilombagem, que se manifesta na percep\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o contra-burocr\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o a media\u00e7\u00f5es e mediadores de pr\u00e1ticas e pol\u00edticas de sa\u00fade. De car\u00e1ter multi-situado, a pesquisa tem demandado a combina\u00e7\u00e3o de diferentes t\u00e9cnicas, desde entrevistas semiestruturadas, observa\u00e7\u00e3o durante trabalho de campo, pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental, assim como a an\u00e1lise de documentos oficiais das gest\u00f5es p\u00fablicas municipais, estadual e federal. Reunindo discuss\u00f5es que comp\u00f5em minha pesquisa de doutorado em Ci\u00eancias Sociais, em andamento desde o ano de 2023, o trabalho investigativo no campo da Sa\u00fade Quilombola, que se inicia em 2018, tem sido poss\u00edvel, at\u00e9 os dias atuais, a partir da pesquisa qualitativa e da interlocu\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade quilombolas e n\u00e3o quilombolas, que atuam na Para\u00edba. Dessa maneira, acompanhando as diferentes formas de intera\u00e7\u00f5es no mundo contempor\u00e2neo, as possibilidades de performances e circula\u00e7\u00e3o de narrativas em diferentes contextos, esta pesquisa \u00e9 o resultado de experimenta\u00e7\u00f5es investigativas, do tr\u00e2nsito entre diferentes tempos, lugares de pesquisa e an\u00e1lise de fontes distintas, sem dispensar o ciberespa\u00e7o das plataformas multim\u00eddia, sites e perfis institucionais em redes sociais, centralizando, sobretudo, a experi\u00eancia de usu\u00e1rios quilombolas do SUS e profissionais de sa\u00fade que atuam ou j\u00e1 atuaram no estado da Para\u00edba e em duas comunidades quilombolas, uma no sert\u00e3o e outra no litoral do estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-14 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Quilombagem; Quilombos; Sa\u00fade Quilombola; Cuidado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-15 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-16 wp-block-paragraph\"><strong>Sobre os fins de olhos d\u2019\u00e1gua: Um estudo das atitudes perante a morte da popula\u00e7\u00e3o negra na sociedade brasileira a partir da literatura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-17 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> Julya Batista Cezar (UFMG)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-18 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Se muito pode-se saber de um mundo a partir do estudo de suas atitudes perante a morte e os mortos, questiono-me o que os modos distintos que interpretamos a realidade da morte dizem a respeito do tratamento de vidas negras e marginalizadas pela sociedade brasileira. Ao procurar respostas nas estat\u00edsticas, evidencia-se a vulnerabilidade de pretos e pardos \u00e0 viol\u00eancia letal, a qual, segundo o Atlas da viol\u00eancia do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada de 2025, intensifica-se na \u00faltima d\u00e9cada, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. No entanto, com o ensaio, busco uma abordagem mais aprofundada e subjetiva desse cen\u00e1rio de viol\u00eancia e morte; por isso proponho uma discuss\u00e3o te\u00f3rica a partir de exerc\u00edcio comparativo entre duas obras da literatura nacional: o romance Fim, de Fernanda Torres, e a antologia Olhos d\u2019\u00e1gua, de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo. Ao meu ver, a literatura de fic\u00e7\u00e3o tem muito a dizer, n\u00e3o s\u00f3 sobre a sua autoria, mas tamb\u00e9m aos modos de vida do mundo que a produziu, por mais \u201cinventada\u201d que seja. Compartilho da opini\u00e3o de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, na introdu\u00e7\u00e3o de Insubmissas l\u00e1grimas de mulheres (2011), de que todas hist\u00f3rias, mesmo as mais reais, s\u00e3o um tanto inventadas, uma vez que, nos espa\u00e7os vagos entre o acontecimento e a narra\u00e7\u00e3o, muito \u00e9 acrescentado. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m concordo com Luciany Aparecida, escritora contempor\u00e2nea baiana, que, em entrevista \u00e0 TV Brasil, afirma que a literatura tem uma responsabilidade social de \u201cnos fazer sentir o que pode estar no nosso cotidiano em um lugar de n\u00e3o-percep\u00e7\u00e3o e n\u00e3o-emo\u00e7\u00e3o\u201d. O estudo foi finalizado e conclui-se que as atitudes perante a morte no Brasil revelam uma apatia quanto aos ataques e sofrimentos estruturalmente pensados e infligidos aos corpos negros tanto em vida quanto na morte, de forma que pessoas pretas e pardas s\u00e3o for\u00e7adas \u00e0 modos de vida privados de escolhas e profundamente enlutados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-19 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Antropologia da morte; Mortalidade; Racismo; Desigualdades raciais; Literatura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"180\" height=\"176\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-189\" style=\"width:20px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-1-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-20 wp-block-paragraph\"><strong>A SITUA\u00c7\u00c3O DO ATENDIMENTO AO PARTO DAS MULHERES PATAX\u00d3 NO EXTREMO SUL DA BAHIA SOB A PERSPECTIVA DE UMA ANTROP\u00d3LOGA IND\u00cdGENA\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-21 wp-block-paragraph\"><strong>Autoria:<\/strong> \u00cdsis Passos Brand\u00e3o (UFBA)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-22 wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> O presente trabalho trata-se de uma pesquisa de mestrado em andamento no campo da Antropologia da Reprodu\u00e7\u00e3o, que investiga os conflitos entre os modelos de aten\u00e7\u00e3o ao parto \u2014 o biom\u00e9dico hegem\u00f4nico e os sistemas de autoaten\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas \u2014 do Povo Patax\u00f3 da Terra Ind\u00edgena Barra Velha no extremo sul da Bahia. A pesquisa busca compreender como os saberes tradicionais e as medicinas ind\u00edgenas entram em tens\u00e3o com a l\u00f3gica biom\u00e9dica hospitalar, revelando desigualdades interseccionais que atravessam ra\u00e7a, etnia, g\u00eanero e classe nos contextos de aten\u00e7\u00e3o obst\u00e9trica. Por meio de uma abordagem etnogr\u00e1fica que dar\u00e1 destaque \u00e0s narrativas de mulheres ind\u00edgenas, e agentes que atendem o parto, mas tamb\u00e9m inclui os m\u00e9todos hist\u00f3ria de vida e escrita autobiogr\u00e1fica da doula pesquisadora. O estudo pretende analisar como pr\u00e1ticas de cuidado ancestrais s\u00e3o mobilizadas, reinterpretadas ou silenciadas dentro do espa\u00e7o institucional de sa\u00fade oficial. Ao abordar os atravessamentos entre cosmologias ind\u00edgenas e pr\u00e1ticas biom\u00e9dicas, a pesquisa pretende contribuir para o debate sobre a descoloniza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade reprodutiva e o reconhecimento das medicinas tradicionais como forma leg\u00edtima de cuidado e ag\u00eancia sobre os pr\u00f3prios corpos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-23 wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Parto ind\u00edgena, modelos de autoaten\u00e7\u00e3o, descoloniza\u00e7\u00e3o, medicina ind\u00edgena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-24 wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"365\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-removebg-preview-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-87\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-removebg-preview-4.png 365w, https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-removebg-preview-4-300x277.png 300w\" sizes=\"(max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-ast-global-color-6-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-25 wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordena\u00e7\u00e3o: Victoria Mello Fernandes (UFRGS) Debatedores(as): Aliziane Bandeira Kersting (UFRGS) e Matheus Henrique Dias da Silva (UFRGS) Modalidade: Online Resumo: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"class_list":["post-561","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":564,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/561\/revisions\/564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/encontrodiscenteppgas2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}