O mais popular dos parques de Porto Alegre

No coração de Porto Alegre, o Parque Farroupilha completa 74 anos. Mas, em meio às inúmeras atividades que oferece aos seus frequentadores, alguns problemas persistem

Camila Moreira Cesar & Paula Vieira
Reportagem realizada em setembro de 2009

 

Em 2009, o Parque Farroupilha, mais conhecido como Redenção, completou 74 anos. Mas, o que muitos não sabem é que essa área verde de 37,5 hectares faz parte da vida de Porto Alegre há mais de 200 anos.  Localizado no coração da cidade, traz em sua estrutura partes da história de Porto Alegre, a partir de seus monumentos, eventos que promove, enfim, uma gama de atividades que ocorrem, principalmente, aos finais de semana marcam a trajetória do parque mais querido dos porto-alegrenses. Entretanto, problemas relativos sobretudo à segurança ainda são pontos a serem resolvidos.

UMA DOAÇÃO HISTÓRICA – Doado, em 24 de outubro de 1807, à cidade pelo, então, gestor da recém criada Capitania de São Pedro, o Almirante Paulo José da Silva Gama, os “Campos da Várzea do Portão” ou “Potreiro da Várzea” consistia em uma planície alagadiça próxima à entrada da, na época, Vila de Porto Alegre. O terreno, cuja extensão compreendida 69 hectares, era destinado à conservação do gado que abastecia os arredores.

D. Pedro I impediu o loteamento do parque, em 1826. Dois anos antes, o então governador José F. F. Pinheiro havia pedido ao Imperador a venda da várzea com a finalidade de adquirir recursos para a construção da cadeia. No entanto, D. Pedro I achou mais conveniente destinar a área à prática de exercícios militares, talvez prevendo o futuro. Entre 1835 e 1845, o local serviu de palco para algumas das batalhas travadas entre o exército imperial e os farrapos, o que é apontado como um dos motivos que teriam levado a Câmara de Vereadores de Porto Alegre a mudar o nome do terreno de Campos do Bom Fim - referência feita, em 1870, à Igreja Nosso Senhor do Bom Fim - para “Parque da Redenção”, em 1884. Outra razão seria uma homenagem à conquista da Ilha da Redenção pelos soldados brasileiros na Guerra do Paraguai. Contudo, a explicação mais provável é de que o nome tenha relação com a libertação dos escravos do Terceiro Distrito da Capital, quatro anos antes abolição ter sido assinada pela Princesa Isabel.

O primeiro ajardinamento do antigo banhado só veio a acontecer em 1901, com a Primeira Exposição Estadual de Produtos Naturais e Industriais. O evento reuniu figuras políticas importantes como Borges de Medeiros, o 2º Bispo D. Cláudio José Ponce de Leão e o ministro norte-americano Page Bryan. Na época, as dimensões do terreno já haviam sido reduzidas em função de alienações e da construção de vias e de prédios no entorno, como o Colégio Militar e a Escola de Engenharia.  Para se ter uma idéia das dimensões iniciais da Redenção, compunham a área os terrenos onde hoje estão situados o Colégio Júlio de Castilhos, a Faculdade de Direito e o fronteiro pela Faculdade de Medicina da UFRGS.  

O Minizoo foi criado em 1925 e teve como primeiros moradores gansos, patos e marrecos. Em 10 de novembro de 1984, para homenagear uma das grandes defensoras dos animais na cidade, o local recebeu o nome de Palmira Gobbi Dias. Em 1988, os viveiros foram mudados de lugar para proteger os animais do ruído e da poluição.  Hoje, o Minizoo abriga cerca de 80 animais de mais de 20 espécies, provenientes de doações de particulares ou de apreensões de tráfego e comércio ilegal.

Durante administração do Prefeito Alberto Bins, no início da década de 30, o arquiteto e urbanista francês Alfred Agache foi contratado para elaborar um anteprojeto de ajardinamento. Agache, que já havia trabalhado no plano de remodelação urbana da cidade do Rio de Janeiro dez anos antes, pretendia unificar o parque criando um passeio e o grande lago. As mudanças na área verde coincidiram com a comemoração do centenário da Revolução Farroupilha que, por sua vez, resultou na última mudança de nome do terreno para Parque Farroupilha, em 19 de setembro de 1935. O espelho d’água, os recantos (Jardins Alpino, Europeu e Oriental) e o chafariz são todos projetos arquitetônicos distintos que tomaram forma na passagem das décadas de 30 para 40.

Por sua vez, o famoso Brique da Redenção nasceu em abril de 1982, quando quarenta artesões, duas cooperativas, alguns alunos do Instituto de Artes da UFRGS e duas escolas especializadas resolveram se reunir para criar a Feira de Artesanato do Bom Fim ao domingo. Mas foi só em 22 de março de 1983, quase um ano depois, que a atividade foi regularizada e a feira passou a ser considerada um mercado de artesanato.  Hoje, a feira virou atração turística, recebendo pessoas de outras cidades, além de consolidar ainda mais a relação dos porto-alegrenses com o parque propriamente dito.  

DIVERSIDADE CULTURAL – “Aqui tem todo tipo de gente”, disse um visitante a outro, ao adentrarem o parque pela José Bonifácio, nas imediações do Monumento ao Expedicionário. Não há como negar o fato da Redenção – é curioso que, apesar de seu nome oficial ser Parque Farroupilha há 75 anos, a população continua se referindo à área pelo seu antigo nome - ser o espaço público mais popular de Porto Alegre. O parque atrai gente de todos os segmentos sociais e faixas etárias: desde a família que leva o filho brincar, até jovens que encontram a turma, passando por moradores de rua, que usam o espaço como abrigo, sustento e tem nele um ambiente de interação social.

Um dos grandes diferenciais da Redenção são as inúmeras atividades que ela oferece aos seus frequentadores. Durante a semana, o que mais se vê são moradores do Bom Fim e bairros próximos realizando caminhadas. Mas também é possível perceber aposentados sentados nos bancos, casais passeando de mãos dadas, estudantes e trabalhadores esperando ônibus, o pessoal do colégio militar fazendo exercícios. Já aos finais de semana, o cenário é bem diferente. Cerca de 150 mil pessoas transitam por suas dependências. Pode-se escolher entre passear pelo Brique, com suas tendas de produtos artesanais; prestar atenção nos músicos e artistas de rua que fazem da José Bonifácio o seu palco; ou, simplesmente, aproveitar a tarde para se sentar a grama e tomar um chimarrão com os amigos ou um vinho com a gurizada “punk”.

Caminhar pela Redenção, em um domingo de sol, dia em que o parque recebe mais gente, implica descobrir um mundo de diversidades. Em meio à multidão que lota a rua do Brique, à tarde, o artista Marcos Bahrone, 37 anos, declama poemas de Álvares de Azevedo. Ele é ator há 10 anos, mas há três se apresenta na José Bonifácio. Já trabalhou em outros locais, como o Gasômetro e a Praça da Alfândega, mas afirmou que o público variado da Redenção faz dela o melhor lugar para a sua arte, “as pessoas vêm para cá dispostas a assistir, a absorver cultura”.

E é nesse mesmo espaço que Santiago Franco, 47 anos, tira seu sustento. Ele e a família são de origem Caingangue e confeccionam e comercializam balaios (cestos de palha) e estatuetas de animais entalhados em madeira. O dinheiro da venda ajuda na compra de alimentos e outros itens que não podem ser obtidos em meio a natureza e não são produzidos na aldeia. A aparência cansada e os gestos singelos revelam uma vida de dificuldades. Quando questionado sobre o que o parque representa para ele, Franco disse “mostrar a nossa cultura, que é importante pro povo branco conhecer e valorizar a nossa cultura”. Os filhos e netos dele embalam o passeio dos freqüentadores cantando músicas na sua língua.

“Poder caminhar em um ambiente livre do excesso de poluição”, aponta a aposentada Iolanda Vargas, 71 anos. Ela e o marido, Vitor Vargas, de 73 anos, – que não são naturais de Porto Alegre, mas frequentam o parque há muitos anos – caminham todos os dia por lá e, aos finais de semana, aproveitam o ambiente para interagir com outras pessoas. Ele também salienta que a sonoridade do lugar, onde se tocam vários tipos de música, é renovadora.

Já para as estudantes Roberta Bierhals, 22 anos, e Fernanda Bierhals, 18 anos, a Redenção representa “fugir” um pouco do dia a dia da região metropolitana. “A gente vem para cá quase todo o final de semana. É muito bom chegar aqui e andar pelo Brique, ver todo mundo diferente e ver coisas que não tem em Esteio”, conta Roberta. “E, para a criança que vive em apartamento, a Redenção é muito importante”, como afirma o engenheiro mecânico Rodrigo Proença Souza , 30 anos, que leva a filha todos os domingos ao parque.   

Além de difusor cultural e área de lazer, o Parque Farroupilha também funciona como um local para o debate de idéias. É na Redenção que ocorrem diversos eventos. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), responsável pela administração, são no mínimo 10 eventos por mês. Um deles é a Parada Gay, que, este ano, será realizada pelas ONGs Somos, Nuances e Igualdade, em parceria com o Ministério da Saúde, a Prefeitura de Porto Alegre e algumas casas noturnas. Alexandre Böer, conselheiro do Somos e um dos responsáveis pela organização do evento, conta que a primeira parada foi uma “caminhada tímida na rua do Brique”, que, com o tempo, foi tomando proporções maiores até contornar todo o parque como acontece hoje. Além da Parada, o Somos realiza outras atividades voltadas aos jovens na Redenção. São promovidas atividades de culturais como oficinas de foto e vídeo. O objetivo, explica Böer, é promover a auto-estima, trabalhar a educação em várias frentes e fazer com que eles mesmos produzam conhecimento. Para ele, mais do que um pedaço da cidade, o parque é um espaço de sociabilidade, que permite aos indivíduos expressar a sua sexualidade em meio a outras pessoas, interagir com os outros. “A Parada tomando a Redenção é o gay saindo do gueto [no sentido de esconderijo] e ganhando a rua, sem achar que está fazendo algo de errado, porque não esta”, afirma com todas as letras.  

Com um propósito bem diferente, um grupo de amigos protesta contra o embargo econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos mantém há 47 anos à Cuba. Com uma bandeira cubana – que dá para ver de longe – fincada ao lado de suas cadeiras de praia, eles vêem na Redenção o melhor lugar para propagar a idéia que defendem. E entre um gole de cerveja e um aperto de mão à jovem que passava por ali, o psiquiatra Maqui Mazonavo, 54 anos, afirmou que a Redenção “é um lugar onde as pessoas expõem seus sentimentos, sua liberdade”.

NEM TUDO SÃO FLORES - Apesar de todo o carinho que os frequentadores têm pelo parque, alguns problemas incomodam quem faz uso do local. A depredação de prédios e monumentos, o furto objetos – como os vasos do Orquidário, placas de monumentos, dentre outros – são problemas antigos. Uma reportagem publicada em 17 de abril de 1977, no jornal Folha da Tarde, já expunha tais problemas e apontava outros como o apodrecimento de cinamomos mal podados.

André Sangineto, comerciante no Mercado da Redenção há mais de 30 anos, conta que, apesar de mais limpo, em função do serviço diário prestado pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e das diversas lixeiras espalhadas pelo parque, as podas nas árvores são, praticamente, inexistentes. “Pode acabar provocando acidentes fatais, como a queda de galhos em pessoas”, ressalta.

Um dos principais problemas relacionados à limpeza, de acordo com Sangineto, ocorre às segundas e terças-feiras à noite. Nesses dias, há a distribuição de sopa às pessoas carentes na José Bonifácio. Contudo, ao término, lixo e restos de comida estão espalhados por toda a área. “Os mendigos que vêm para o sopão não moram por aqui, vêm de outros lugares e muitos são delinqüentes”, afirma e expõe que não sabe a quem recorrer, uma vez que nem a Prefeitura nem a Brigada Militar parecem poder fazer algo, já que não há um crime de fato sendo cometido.

Ainda com relação à limpeza, a SMAM afirma que já iniciou a transferência dos gatos da área de quarentena dos animais silvestres do Minizoo para o espaço que fica ao lado da administração do Parque Farroupilha. A decisão foi tomada em função das reclamações de usuários que, diariamente, levam os filhos ao playground e encontram o local cobertos de fezes. "Em hipótese alguma queremos o extermínio dos gatos. Ao contrário, nossa luta é pela preservação do meio ambiente como um todo", afirma o secretário Carlos Alberto Oliveira Garcia, mais conhecido como Professor Garcia. Ele lembra, ainda, que a secretaria já removeu toda areia infestada e repintou os aparelhos.

Outros fatores preocupantes são a venda e consumo de drogas nas imediações da Redenção, principalmente, nas proximidades do Araújo Viana. Tal problema reflete um policiamento que, mesmo existente, é pouco eficiente em função das dimensões e do grande número de pessoas que circulam pelo Parque Farroupilha diariamente.

Contudo, André Sangineto lembra que, há mais ou menos cinco anos, a situação estava pior. Havia alguns bares no Mercado da Redenção que, além de vender bebidas alcoólicas a menores, favoreciam o consumo de drogas ilícitas. A situação só teria mudado quando os permissionários que não estavam em dia com a Prefeitura perderam suas licitações e, em seus lugares, entraram pessoas que já possuíam comércio em outras partes da cidade. “Foi a volta das famílias ao Parque”, explica o comerciante.   

A falta de iluminação em diversos pontos da Redenção também é preocupante. Segundo dados da administração, o aparato de iluminação conta com 399 luminárias, totalizando 657 lâmpadas. Entretanto, a depredação de parte desse conjunto acaba não sendo reposta rapidamente, deixando alguns pontos completamente às escuras, oportunizando a ocorrência de delitos à noite. É durante esse período que a Redenção se torna uma espécie de “terra de ninguém”, propiciando, além do tráfico de entorpecentes, assaltos e práticas sexuais dentro do parque.

Nesse sentido, a ONG Igualdade faz um trabalho de distribuição de preservativos e gel à população que frequenta o parque à noite. A ação já tem 10 anos e, junto com a distribuição de preservativos, a organização promove oficinas de saúde e auto-estima voltadas para travestis. “Quando começamos, foi muito difícil, pois não éramos conhecidas. Mas isso já não acontece mais, somos bem recebidas por toda a população.”, afirma Marcelly Malta, coordenadora da Igualdade.  

Hoje, algumas das melhorias que estão sendo realizadas na Redenção decorrem de verbas vindas das empresas Pepsi Co. e Sinergy Novas Mídias.  As obras fazem parte do programa Adote uma Praça. Estima-se que o investimento total das duas empresas será de R$ 2,8 milhões. A recuperação da Fonte Luminosa, em setembro do ano passado, resultou dessa parceria entre os setores público e privado. Contudo, os próximos investimentos previstos circundam a área do lazer. Segundo a SMAM, a decisão foi tomada conforme consulta popular.  

O CERCAMENTO – Diante da falta de manutenção e de fiscalização dessa parte da cidade que abarca um patrimônio histórico e ambiental tão grande, vem à tona outra questão a ser discutida: o cercamento de espaços públicos. Para muitos, a medida vai de encontro ao direito de ir e vir do cidadão, pois inibiria a liberdade dos freqüentadores, que teriam de obedecer a horários e a outras normas estabelecidas pela administração do parque. Entretanto, com o passar dos anos, o aumento dos índices de violência no local tem feito essa possibilidade emergir nas discussões, seja na Câmara de Vereadores, seja em meio à população, dividindo posicionamentos. “Nós éramos contra, mas diante da atual situação, talvez a cerca seja o único jeito de preservar o parque”, afirma Iolanda Vargas, 71 anos. Contrária ao cercamento, a vereadora Sofia Cavedon (PT) afirma: “A Redenção é um parque que está no coração de Porto Alegre, que tem a história da cidade escrita nela. Eu não consigo enxergar a Redenção cercada.” Para a vereadora, todo cercamento resulta em algum tipo de segregação. “O parque funciona como um lugar de inclusão, de expressão dos frequentadores”. Além disso, ela ressalta a necessidade de investimentos no uso do local pela sociedade, pois “lugar seguro é aquele utilizado pela população, porque o bandido não escolhe agir nesses lugares”.

De fato, a Redenção funciona como um local onde se cria uma sensação de pertencimento, de interação entre as pessoas e, na opinião da vereadora, a execução do que prevê o projeto de cercamento – proposto pelo secretário de Meio Ambiente, Professor Garcia – só viria a descaracterizar esse espaço público. De acordo com a SMAM, para resolver o problema da segurança, é preciso regramento de horário, fiscalização e manutenção do parque. Todavia, o cercamento total de locais como a Redenção não encontra unanimidade entre a população e, para ser executado, o projeto seria levado a um plebiscito, ainda sem previsão para ocorrer. Enquanto isso, está sendo discutido na Câmara o cercamento de recantos infantis da Redenção. Dentre os argumentos, está a falta de recursos materiais e humanos para zelar pela manutenção do bom estado de conservação dessas áreas do parque. O projeto de lei complementar nº 618, de 10 de junho de 2009, é do vereador Elias Vidal (PPS), e prevê a adoção de equipamentos públicos e de verdes complementares por pessoas jurídicas. O objetivo da lei, segundo o vereador, é manter ao menos as áreas infantis longe da contaminação por animais e da ação de indivíduos indesejados, objetivando fornecer maior segurança às crianças. “O que nós propomos é realizar um cercamento específico desses locais, para tentar preservar pelo menos essas áreas, das quais as crianças usufruem”, afirmou o vereador. Segundo Vidal, o cercamento dessas zonas não acarretará nenhuma espécie de mudança nas imediações do parque, mas apenas contribuirá para a manutenção da segurança ao público infantil. Apesar de tudo, a Redenção, o parque mais lembrado da cidade, mantém-se vivo, em meio às controvérsias, fazendo parte da vida dos porto-alegrenses todos os dias. É ele o parque que faz parte da vida de milhares de gaúchos, que viu tantas pessoas cresceram, que proporcionou tantas lembranças e histórias diferentes que se cruzaram. Com ou sem cerca, com problemas ou não, a Redenção vai ser para sempre o símbolo de Porto Alegre.

 

 

 

A bandeira de Cuba A José Bonifácio não parece a mesma rua do Brique durante a semana A Redenção também é ponto de encontro de muitos aposentados durante a semana Algumas árvores estão prestes a cair, como este simamomo que é apoiado por um pedaço de madeira Caingangues cantam e vendem artesanato DMLU limpando o parque na quinta-feira à tarde Durante a semana, a Redenção também é ponto de ônibus Enquanto uns namoram, outros dormem Fotos no Arquivo Histórico de Porto Alegre revelam uma Redenção dos anos 70 Mesmo no final de tarde, o Monumento do Expedicionário permanece cheio Não podiam faltar jovens punks Nem o Monumento do Expedicionário escapa do vandalismo O chafariz e o famoso espelho d'agua O Homem-do-gato Todos os sons circulam por lá Um lugar para todas as idades