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7 em cada 10 paulistanos deixariam de usar aplicativos que não oferecem condições de trabalho decentes, diz pesquisa 

TAGS: Pesquisa

02/05/2022

Estudo aponta que cidadãos veem greves e maior envolvimento do poder público como uma forma de pressionar por condições de trabalho decente em aplicativos 

Uma pesquisa divulgada hoje (1º) pelo Instituto de Pesquisa Locomotiva a pedido do projeto Fairwork, coordenado pela Universidade de Oxford, revelou que os consumidores de aplicativos de entrega e transporte estão dispostos a tomar medidas diretas contra a exploração dos trabalhadores. Das 1.021 pessoas ouvidas na cidade de São Paulo,7 em cada 10 deixariam de usar aplicativos que não garantem condições de trabalho decentes e remuneração para os trabalhadores.  

Ainda segundo o levantamento inédito, 93% das pessoas afirmam que as plataformas deveriam oferecer condições mais justas aos trabalhadores. Além disso, a maioria dos paulistanos (64%) considera que os trabalhadores por aplicativos não recebem um salário justo, enquanto uma fatia maior, 84%, considera injustos os bloqueios e cancelamentos sem justificativa adequada contra os trabalhadores. 

Essas percepções dos cidadãos de São Paulo vão ao encontro dos resultados encontrados no recente relatório do Fairwork Brasil. Segundo a pesquisa, todos os principais aplicativos (Uber, iFood, 99, Rappi, UberEats e GetNinjas) não conseguiram evidenciar o cumprimento de padrões mínimos de trabalho decente, como oferecer um salário justo ou proteções contra bloqueios. 

“Plataformas que ignoram o fato de que os consumidores se preocupam com as condições de trabalho não só colocam seus trabalhadores em risco, mas também colocam em risco toda a sua estratégia empresarial”, chama a atenção Mark Graham, professor do Oxford Internet Institute e diretor do projeto Fairwork à luz das baixas pontuações de plataforma no Brasil e do apoio esmagador dos consumidores.  

Perspectivas para o trabalho decente em plataformas brasileiras 

A pesquisa encomendada pelo projeto Fairwork ao Locomotiva ainda oferece importantes perspectivas sobre como os cidadãos acreditam que essas empresas de aplicativos devem ser pressionadas a garantir condições e pagamento decentes. As expectativas dos cidadãos vão desde greves até uma maior participação ativa do poder público na regulação desse modelo de negócio. 

  • 8 em 10 pessoas (82%) consideram justas as greves de trabalhadores por aplicativos
  • Quase 9 em cada 10 (87%) acham que as plataformas digitais devem ser forçadas a ouvir e negociar com grupos que representam os trabalhadores.  
  • 87% acham que os aplicativos devem ser regulados pelo governo para fornecer proteções básicas para entregadores e motoristas.  
  • 53% acham que essas empresas de aplicativos não respeitam as leis trabalhistas vigentes.   
    “Os resultados da pesquisa mostram que os cidadãos paulistanos estão muito conscientes das condições de exploração a qual os trabalhadores por plataformas estão sujeitos. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a grande maioria dos cidadãos apoia iniciativas para que plataformas mais justas funcionem. Deve, portanto, ser do interesse de todas as plataformas tomar ações para melhorar ativamente as condições para seus trabalhadores”, salienta Rafael Grohmann, coordenador do Fairwork Brasil 
     

    “Considerando a imagem que identificamos que a população possui a respeito da condição dos entregadores, é fundamental o aprofundamento do diálogo entre plataformas e trabalhadores no sentido de conciliar a geração de oportunidades econômicas com as demandas existentes no cotidiano dos entregadores”, comenta Renato Meirelles, Presidente do Instituto Locomotiva. 

    Sobre o projeto Fairwork: 
    Fairwork Brasil é coordenado pelos professores Rafael Grohmann (Unisinos), Julice Salvagni (UFRGS), Roseli Figaro (USP), Rodrigo Carelli (UFRJ) e Claudia Rebechi (UTFPR). Fairwork é um projeto global de pesquisa-ação presente em mais de 20 países do mundo e coordenado pela Universidade de Oxford e WZB Berlin Social Science Center. 
      
    Para mais informações, consulte https://fair.work/ 
    Para a classificação do Fairwork Brasil, ver: https://fair.work/br 

    Metodologia de pesquisa 

    Pesquisa quantitativa online via questionário estruturado de autopreenchimento, com 1.021 moradores do município de São Paulo com 18 anos ou mais, conduzida entre os dias 31 de março e 11 de abril de 2022. Realizado pelo Instituto de Pesquisa Locomotiva a pedido do projeto Fairwork 

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