março 22nd, 2016

Substituição das disciplinas ESO pelas “PRÁTICAS EM OBRA”, em 2105

Em 2015,  as disciplinas do Estágio Supervisionado em Obra I e II foram substituídas por uma outra, anual, denominada PRÁTICAS EM OBRA.  Fruto de uma elaboração conjunta com os demais professores da área técnica, o trabalho foi apoiado pela Comgrad-Arq e representa um avanço no perfil do profissional formado pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS – em direção ao desenvolvimento de suas competências nas atribuições de planejamento e gestão de obra – foco da nova disciplina.

maio 27th, 2014

Colocação de bacia sanitária

Após a finalização dos revestimentos internos, banheiros e lavabos estão prontos para receberem as louças sanitárias, cubas e bacias. Para isso, as cerâmicas devem estar assentadas, secas e rejuntadas.

Para a colocação da bacia sanitária, o primeiro passo deve ser definir a localização exata dos parafusos de fixação, alinhados com a saída de esgoto. Uma borracha de vedação é colocada junto à espera sanitária na qual se conectará a bacia, garantindo a estanqueidade do processo, evitando que haja vazamentos ou maus-cheiros futuros.

Em seguida é preparada a base da bacia sanitária com argamassa colante, para fixá-la junto ao piso. O vaso é colocado em sua posição, alinhando com a saída de esgoto, sendo verificado seu nivelamento.

Estando a bacia posicionada, nivelada e fixada com os parafusos, se procede à conexão da alimentação de água para a caixa acoplada. Abre-se então o registro e é feita uma sequência de testes para verificar se há vazamentos. Se não houver vazamentos, o excesso de argamassa ao redor do pé da bacia é removido e, após sua secagem, o vaso poderá ser utilizado.

Todo o processo deve ser feito enquanto a argamassa ainda está fresca, para que se façam as devidas correções e ajustes antes que seque.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 15th, 2014

Andaime Fachadeiro

No Brasil, o método construtivo mais comum das construções em grande altura baseia-se, primeiramente, no modelamento da supraestrutura da edificação e alvenarias e, posteriormente, na execução dos rebocos e revestimentos finais.

Neste método, os acabamentos externos são, muitas vezes, realizados com ajuda de andaimes suspensos (chamados também balancins ou jaús) por cabos de aço, o que restringe o desenvolvimento simultâneo das diversas fases da obra, bem como obriga a construtora a adotar maior número de medidas de segurança contra a queda e projeção de materiais, como a instalação de bandejas de proteção.

Ainda, a logística de montagem e de subidas e descidas consecutivas dos balancins para cumprir as atividades planejadas para cada etapa não é tão eficiente, pois todo o processo demora muito e permite que no máximo quatro operários consigam trabalhar concomitantemente em cada um deles. Exige-se também que a etapa anterior esteja totalmente concluída para que se inicie a etapa seguinte.

A utilização de andaimes fachadeiros foi a opção adotada na obra em questão, trazendo avanços importantes em termos de qualidade, produtividade e segurança do trabalho.

Este sistema permitiu que mais de um operário trabalhasse no revestimento externo da edificação simultaneamente e em diversas frentes; houve redução do risco de quedas em altura e projeção de materiais, sendo dispensado o uso de plataformas e bandejas. Além disso, a montagem e desmontagem foram feitas rapidamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 14th, 2014

Alvenaria de Vedação

Na execução de paredes de alvenaria, o processo se resume basicamente em assentar o material cerâmico sobre uma camada de argamassa. Neste caso, foram utilizados argamassa colante e tijolos de 6 furos.

Para alinhar a parte superior da primeira fiada de tijolos, é esticada uma linha de nylon na largura do vão a ser vedado, com a ajuda de um nivelador (régua ou mangueira de nível).

O profissional coloca uma cama de argamassa sobre o piso. Em seguida, com ajuda de uma espátula (pá ou colher de pedreiro), ele cobre uma das laterais da peça cerâmica a ser assentada, para garantir a vedação vertical entre as peças ou a parede/pilar. Com pequenos golpes do cabo da ferramenta ele alinha cada peça da fiada à linha de nylon, retirando depois o excesso de argamassa.

Após a finalização da fiada o processo é recomeçado, reposicionando-se novamente a linha de nylon na altura final da fiada superior. Este alinhamento não só garante o nivelamento horizontal da fiada, mas também que haja espessuras iguais das camadas de argamassa entre uma fiada e outra. Durante a construção da parede, o profissional verifica constantemente se a superfície do pano de alvenaria está a 90º em relação ao pavimento, com a ajuda de um prumo.

É necessário deixar um espaço suficiente entre a última fiada da parede e a viga superior, para que a mesma receba posteriormente uma argamassa de encunhamento, que absorverá as diferenças entre a trabalhabilidade dos materiais.

Após a finalização do pano de alvenaria, a parede é escovada com vassoura de cerdas de aço ou sintética para retirada da argamassa excedente, garantindo que um mínimo de reboco seja necessário para seu acabamento.

Quando houver intersecção entre o pano a ser levantado e outros panos de alvenaria, é necessário utilizar elementos de engaste (amarração); neste caso foram utilizadas duas soluções: engaste a 90 graus de paredes perpendiculares entre si e colocação de telas galvanizadas a cada duas fiadas.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
setembro 28th, 2011

Sistemas de Protensão

A protensão pode ser definida como o artifício de introduzir, em uma estrutura, um estado prévio de tensões, de modo a melhorar sua resistência e seu comportamento, sob ação de diversas solicitações.

Em uma das obras acompanhadas no primeiro semestre de 2011, foi evidenciada uma solução tecnológica diferente do usual em Porto Alegre, o uso de um sistema protendido. Em conversa com o responsável da obra, a utilização dessa tecnologia foi justificada com base nos seguintes argumentos:

– Permite vencer vãos maiores;

– Permite maior pé direito;

– Permite maior verticalidade das aberturas;

– Possibilita maior velocidade de execução;

– A laje protendida estrutura-se sozinha;

– Ausência de vigas;

Após o questionamento da relação custo/benefício dessa tecnologia, o responsável pela obra argumentou que pelo fato da laje protendida possibilitar um pé direito mais alto (sem perdas de altura com as vigas), foi possível construir um pavimento a mais, o qual remunera a utilização desta tecnologia no momento da venda.

Um dos sistemas de protensão é a pós-tensão, a qual consiste em pós tensionar a estrutura uma vez já concretada, elevando desta forma a resistência aos esforços de tração que a estrutura poderá suportar. No diagrama estrutural, abaixo, é possível observar como a deformação da viga é inversa à deformação das vigas de concreto armado convencionais.

No sistema de pós-tensão basicamente é necessário prever em projeto estrutural uma tubulação (Bainha) dentro da viga por onde passarão os cabos a serem tensionados.
Para o processo de pós-tensão acontecer é necessário o uso de um macaco hidráulico que é o instrumento que fará a pós-tensão. Para isso ser possível é necessário contar com um encunhamento num dos extremos da viga já que no outro extremo será necessário colocar o macaco hidráulico para realizar a pós-tensão.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Alice Pacheco Napoli e Ronal Ernesto Piura Paz

junho 25th, 2010

Execução de fundação com estacas tipo escavadas

Obra de ampliação de estrutura preexistente sobre recuo lateral, com execução de fundações do tipo estacas escavadas, executadas a partir de escavação mecânica do solo com trado helicoidal e moldadas in situ, executada por empresa especializada. A perfuratriz hidráulica é montada sobre um chassi de caminhão, dando-lhe muita mobilidade. A escolha deste tipo de estacas deu-se também em função de sua proximidade com as divisas do terreno, uma vez que produz pouco impacto sobre as edificações vizinhas.

Ao verificar-se a presença de água nas escavações, a profundidade projetada de 16 m precisou ser reduzida para 13 m. O calculista recomendou que a redução fosse acompanhada de aumento dos diâmetros das estacas, para não haver alteração da resistência. O concreto utilizado (20 MPa*) foi de resistência superior às necessidades meramente estruturais (15 MPa), por razões de segurança. Em função de o solo neste local apresentar pequeno índice de suporte, o cálculo das estacas profundas considera somente a transmissão de carga por atrito lateral.

O procedimento inicia com a perfuração do solo, através de trados helicoidais seqüenciais, até a cota desejada, de forma que o solo seja removido entre as lâminas. Os diâmetros disponíveis dos trados variam de 30 cm a 120 cm, e a perfuração pode chegar até a profundidade de 25 m. Depois de atingida a cota prevista em projeto, é lançada uma nata de cimento na superfície lateral do furo, para evitar desagregação da parede. Sendo o espaço de trabalho muito pequeno, não foi utilizada uma retro-escavadeira para a remoção simultânea do material escavado. Pronto a escavação e recobertas as paredes, é lançado o concreto, através da mangueira do caminhão-betoneira. Esse lançamento é feito de uma vez só, sem interrupções. Em função da presença de muito solo ao redor da estaca, se isolou o furo durante a concretagem com o auxílio de painéis de madeira, para que o solo não se misturasse ao concreto. Finalizando, posiciona-se a armadura de ligação, que é simplesmente introduzida no concreto fresco. A função desta armadura, como diz o nome, é servir de ligação entre a estaca e as vigas baldrame que serão posicionadas sobre ela.

* A Resistência Característica do Concreto à Compressão (fck) é um dos elementos do cálculo estrutural, medida em MPa (Mega Pascal), sendo o “Pascal”: Pressão exercida por uma força de 1 newton, uniformemente distribuída sobre uma superfície plana de 1 metro quadrado de área, perpendicular à direção da força; e o “Mega Pascal” (MPa ou 1 milhão de Pascal): igual à 10,1972 Kgf/cm². O fck 30 MPa apresenta resistência à compressão de 305,916 Kgf/cm².


Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens das alunas Carolina Pandolfo e Renata Zen

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