outubro 3rd, 2012

Reforço Estrutural em Estrutura de Concreto Armado

Em uma obra que utilizou estrutura independente de concreto armado, o teste de rompimento de corpo-de-prova mostrou que a resistência do concreto fornecido foi inferior à resistência prevista em projeto. A solução adotada foi o recálculo da estrutura, e em seguida, o reforço estrutural nos elementos que não atendiam a resistência necessária.
Neste caso, vigas e pilares dos primeiros pavimentos tiveram que receber estruturas auxiliares para aumentar a eficiência do conjunto. Essa solução, embora necessária, causou uma série de problemas no canteiro como: atraso nas atividades; refazer elementos já executados; aumento da seção das estruturas, o que alterou a padronização dimensional dos pavimentos-tipo; entre outros.
O processo acompanhado consistiu no reforço de:

Vigas
As faces laterais das vigas que receberam reforço foram levemente descascadas e nelas foram fixadas chapas de aço posicionadas verticalmente, através de fixadores mecânicos tipo parabolt. Após, foi utilizada tela metálica para auxiliar na aderência do aço com a argamassa, que fará a proteção do material e dará acabamento estético ao conjunto.
Nos casos mais críticos, foi necessário executar também o reforço na parte superior da viga, e para isso, parte da alvenaria do pavimento superior, que já estava levantada, teve que ser desmanchada para a colocação de uma chapa de aço contínua sobre a região a ser reforçada. A aderência da chapa foi garantida com a utilização de um adesivo bicomponente.

Pilares
No caso dos pilares, estes também receberam uma armadura extra em uma das faces. A face que recebeu o reforço foi descascada e foram feitos furos para ancoragem da armadura adicional, fixada com o adesivo. Depois de posicionada e colada a armadura, foram montadas as formas e o pilar foi concretado novamente. O concreto utilizado tinha uma plasticidade maior que o anterior, já que o volume a ser concretado era menor e ficaria difícil garantir o total preenchimento da seção.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Tana Renck Klein

junho 4th, 2012

Plano de Ataque à Concretagem

O processo de concretagem é uma das etapas mais importantes para o sucesso de uma obra. É necessário elaborar um planejamento detalhado considerando diversos condicionantes e prevendo os seus comportamentos nas atividades. Chamamos este planejamento de plano de ataque à concretagem, o qual consiste em programar desde os movimentos do caminhão até as ações de cada operário.

A obra em questão está situada em um lote de esquina, com facilidade para o acesso de suprimentos, onde foram acompanhadas as etapas referentes ao planejamento da concretagem de uma laje. Primeiramente, foi reservado um espaço nas bandejas de proteção para que o caminhão, ao estacionar, chegasse mais próximo da edificação e se conectasse com a girafa que bombeia o concreto para os pavimentos superiores. Os pilares foram concretados após a colocação prévia das armaduras e fôrmas, de acordo com o diagrama mostrado abaixo (sequência de 1 a 4). As escadas foram concretadas juntamente com os pilares para possibilitar a sua utilização para transporte dos materiais até os pavimentos superiores. Em algumas situações a escada não pode ser concretada juntamente com os pilares por falta de concreto nos caminhões encomendados, o que parece indicar uma falta de planejamento deste processo.

As vigas e as lajes seguiram a mesma seqüência lógica dos pilares, começando pelo lado direito, contornando o núcleo de escadas, e depois deslocando-se para a esquerda até completar o ciclo do diagrama mostrado a seguir. Este processo leva em consideração a localização da girafa, facilitando assim o acesso ao concreto que está sendo bombeado e auxiliando o trabalho dos operários. Observou-se que, após o concreto ser despejado, um operário era o responsável por vibrá-lo, enquanto outro trabalhador utilizava a régua e o prumo para nivelar a superfície, seguido por um operário que molhava o concreto e, por fim, um funcionário alisava a superfície.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Katiele Tanise Radünz

novembro 16th, 2011

Montagem de formas em estrutura de concreto armado moldado in loco: lajes

A última etapa de execução de formas se refere às lajes, cuja montagem obedece aos seguintes passos:

1) Posicionamento do escoramento: tem por função transmitir a carga ao solo sem deformar a estrutura. Basicamente são utilizados três tipos de escoras: pontaletes de madeira de secção quadrada, escoras de eucalipto com diâmetros médios de 10cm, e escoras metálicas, sendo estas,em geral, locadas. Quando as escoras forem posicionadas diretamente no solo, devem apoiar-se em bases de madeira, cuja dimensão deve ser inversamente proporcional à resistência do solo. O espaçamento entre as escoras são usualmente de 50 centímetros para as de madeira e 100 centímetros para as metálicas.
2) Posicionamento das longarinas: elemento linear e longitudinal que apóia o painel do assoalho.
3) Colocação dos painéis de assoalho: os painéis são colocados lado a lado e pregados nas longarinas. Deve haver o cuidado para não se deixar espaço entre os painéis a fim de não haver perda de material durante a concretagem.
4) Aplicação do desmoldante: para ampliar a vida útil dos painéis da forma.
5) Instalações elétricas e hidráulicas: posicionamento e fixação de caixas de passagem e dutos que ficarão embutidos na laje e por onde passará a fiação elétrica; . Previsão de passagem de tubulação hidro-sanitária e posicionamento de shafts e caixas de inspeção. Neste caso foram utilizados blocos de EPS, que serão removidos posteriormente para instalação de ralos sifonados e caixas de gordura.
6) Colocação das armaduras positivas e negativas: primeiro ocorre o posicionamento das armaduras positivas com seus espaçadores, que evitam o contato entre elas e o fundo da forma, garantindo o recobrimento do aço. Depois são montadas as armaduras negativas, que se apóiam sobre “caranguejos” (pequenos cavaletes confeccionados com aço e que dão apoio à armadura garantindo seu posicionamento em relação à altura da laje).
7) Nivelamento das formas de laje: feito com teodolito à laser quando todos os painéis da forma da laje estiverem concluídos. Este nivelamento deve ser realizado a fim de garantir que todo o pé direito do pavimento inferior estipulado em projeto seja garantido e também que a contra-flecha da laje seja a prevista no cálculo estrutural.
8 ) Verificações finais: verificação de todas as formas e armaduras, assim como limpeza da laje, retirando todos os restos de armadura e instalações hidráulicas provenientes da colocação a fim de que as formas fiquem prontas para serem concretadas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Correa

novembro 16th, 2011

Montagem de formas em estrutura de concreto armado moldado in loco: vigas

Para execução das formas de cada parte estrutural, há passos de que devem ser respeitados a fim de garantir a estabilidade dimensional destes elementos. Após o término de montagem das formas de pilares são executadas as formas de vigas, com as seguintes etapas:

1) Aplicação do desmoldante: o mesmo utilizado nas formas dos outros elementos estruturais. Tem a função de diminuir a aderência com o concreto.
2) Colocação das escoras e dos painéis de fundo: tem por função descarregar o peso da viga, até a obtenção da cura completa do concreto. Elas são metálicas ou de madeira e podem ser de dois tipos: garfo ou pontalete. No caso de escoras metálicas, pode haver ajuste de altura. Em escoras de madeira, elas devem ser cortadas do tamanho correto com uma folga, ajustada com um calço.
3) Colocação dos painéis laterais: para absorver os esforços laterais dos painéis laterais das vigas são colocadas ‘gravatas’, que são peças de madeira ou metálicas fixadas nos painéis a cada aproximadamente 40cm, dando enrijecimento estrutural. Em vigas com grande altura (acima de 60cm), são colocados fixadores a fim de evitar sua abertura.
4) Conferência: após a montagem, devem ser conferidas a locação, a geometria – esquadro, dimensões, prumo, nível – e a estabilidade da forma de viga.
5) Colocação das armaduras: as armaduras já montadas são colocadas dentro das formas já com os espaçadores fixados. Após esta colocação, todas as armaduras devem ser verificadas: quantidade de barras, suas bitolas, espaçamentos e posicionamentos.
6) Verificações finais: verificação geral das formas de vigas, para iniciar a montagem das formas de lajes.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Correa

novembro 1st, 2011

Laje Nervurada – Processo Construtivo

Nesta obra acompanhada no primeiro semestre de 2011, foi utilizada a laje nervurada no subsolo, onde será o estacionamento. Devido a problemas que ocorreram com as fundações do prédio, a laje teve que ser executada em partes, o que facilitou o acompanhamento de sua execução. Foi possível observar a montagem com as formas e escoras metálicas, um procedimento bastante interessante.

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa (parte responsável por absorver os esforços de compressão). Esse elemento estrutural terá comportamento intermediário entre o da laje maciça e o da grelha. Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. Este tipo de estrutura propicia uma redução no peso próprio, bem como um melhor aproveitamento do aço e do concreto. Além disso, as lajes nervuradas podem chegar a vencer vãos de 20m.

Nas áreas de apoio observa-se uma concentração de tensões transversais, podendo ocorrer ruína por punção ou por cisalhamento. Nesses casos, entre as alternativas existentes, é possível fazer uma região maciça em volta do pilar formando um capitel para absorver as tensões ou executar faixas maciças em uma ou em duas direções, constituindo vigas-faixa.

O pré-dimensionamento destas estruturas para a determinação da altura da laje, foi determinado pela seguinte equação: h= l/23 a l/28, sendo h = altura da laje nervurada e l = distância entre os apoios (pilares), em centímetros.

O passo a passo construtivo de lajes nervuradas com cubetas plásticas ocorreu de acordo com a seguinte ordem de procedimentos:

1 – Após a montagem do escoramento metálico e do vigamento, foi iniciada a instalação das cubetas plásticas;

2 – Em seguida, iniciou-se a montagem da chapa de apoio das cubetas (tablado de madeira) sobre as escoras;

3 – As formas foram distribuídas sobre os painéis;

4 – As formas plásticas foram alinhadas com o auxílio de um sarrafo de madeira. Em seguida, uma faixa de madeirite foi presa na beirada da laje;

5 – As armaduras foram colocadas;

6 – Os vergalhões e os estribos foram presos;

7 – A laje foi concretada;

8 – Logo após o lançamento do concreto a laje foi sarrafeada e nivelada;

9 – Após 4 dias retirou-se o escoramento e o tablado de apoio das cubetas, deixando o reescoramento a cada 1,5m²;

10 – As cubetas foram retiradas;

11 – Esperou-se a cura completa do concreto, aproximadamente quatro semanas, para a retirada do reescoramento. A laje ficou pronta.

Referências

Diagramas:
http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/158/imprime173924.asp

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Ana Paula Restelli

novembro 1st, 2011

Lajes nervuradas pt 02: Concretagem da laje

A NBR 6118:2003 especifica que a resistência do concreto à compressão para estruturas de concreto armado precisa ser, no mínimo, igual a 25MPa. O concreto, além de cimento, areia, brita e água, pode receber aditivos, seja para obter uma cura mais rápida ou maior resistência da laje.

Após a montagem das fôrmas e sua estruturação, e antes da concretagem, deve ser aplicado sobre as fôrmas um aditivo desmoldante, para facilitar a retirada das peças após a primeira cura do concreto. É necessário aplicar o desmoldante a cada concretagem de laje, caso contrário a fôrma adere ao concreto e é perdida.

A concretagem de uma laje nervurada pode ser considerada uma das principais etapas do processo de execução da laje, pois se não for bem feita, pode inviabilizar toda a estrutura física anteriormente construída, sejam as formas, que podem ficar danificadas, gerando gastos adicionais e atrasos na obra, ou a própria estrutura em si, que pode sofrer danos e requerer nova concretagem.

O lançamento do concreto ocorre logo após seu amassamento; entre estas duas etapas não é permitido intervalo superior à uma hora. Esse tempo pode ser alargado com o uso de aditivos retardadores. Sempre que possível, deve-se concretar uma laje nervurada toda de uma vez, evitando-se as juntas de concretagem. Quando não for possível, deve-se garantir a ligação entre o concreto já endurecido com o novo. Para isso, é necessário remover a nata do concreto endurecido e limpar o local antes da nova concretagem, o que garante a aderência. As juntas devem ser localizadas onde as tensões de cisalhamento sejam menores.

Existem quatro tarefas que devem ser executadas durante a concretagem: o lançamento do concreto nas fôrmas, a vibração do concreto, o alisamento e a medição da espessura ou nível final da laje. Durante a concretagem, é imprescindível a presença de funcionários especializados para o controle e regulagem das dimensões estruturais projetadas. Em obras de grande porte poderão ser utilizados niveladores a laser (teodolitos), providos de sistema GPS.

O concreto demora aproximadamente quatro dias para secar, em condições de pouca umidade. Após esse período, os moldes podem ser retirados e reutilizados, e o escoramento é reduzido, apoiando a laje enquanto a cura se completa, em processo que leva aproximadamente quatro semanas até a retirada total do escoramento. Caso se trate de laje concretada a nível zero, o polimento através de niveladora com pás rotativas, chamada popularmente de “helicóptero”, pode ser empregada dentro de três a quatro horas após a finalização da concretagem, período em que a laje adquire resistência ao pisoteio.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Vinícius Zanatta

novembro 1st, 2011

Lajes nervuradas pt 01: Montagem de formas

As formas utilizadas na concretagem de lajes têm por finalidade dar forma e sustentação às mesmas antes que o concreto atinja resistência suficiente para se auto-suportar. O sistema de construção de lajes em nervura é constituído por um conjunto de vigas que se entrecruzam, unidas pela mesa. A laje nervurada tem um comportamento intermediário entre o da laje maciça e o da grelha e, em certas circunstâncias, surge como opção mais vantajosa que a laje maciça tradicional.

As principais vantagens da utilização de lajes nervuradas são:

  • Construção mais racional;
  • Simplificação da armadura;
  • Otimização de vãos com maior envergadura;
  • As formas podem ser locadas;
  • As formas podem ser reutilizadas muitas vezes;
  • Fácil desforma manual (imprescindível o uso de desmoldante);
  • Redução da despesa final da obra;
  • Estrutura segura, sem perigo de corrosão precoce.

As cubetas usadas na modelagem das lajes nervuradas possuem dimensão pré-estabelecida e podem ser de diversos materiais, sendo mais utilizadas o aço e o polipropileno. Os projetos deverão levar em consideração este aspecto.

Outra solução para a obtenção das nervuras é a utilização de blocos de concreto leve ou blocos de EPS. Os blocos leves têm a vantagem de possuir um baixo peso específico, não adicionando grandes cargas à laje e servindo como um caixão perdido. Os blocos são colocados sobre plataformas sustentadas pelo escoramento.

As vantagens da utilização de blocos a caixão perdido são:

  • Permitir execução de teto plano;
  • Facilidade de manuseio
  • Resistir bem às operações de montagem das armaduras e de concretagem, com vedação eficiente;
  • Coeficiente de absorção muito baixo, favorecendo a cura do concreto;
  • Baixo módulo de elasticidade, permitindo adequada distribuição das cargas;
  • Isolamento termo-acústico.

A laje nervurada é estruturada por perfis metálicos que são reaproveitados na construção das lajes sucessivas. As escoras também podem ser executadas em madeira, assim como as plataformas, no caso de utilização de blocos.

 

Vídeo com detalhamento de montagem de fôrma:

http://www.youtube.com/watch?v=AHacw1yVdnU

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Vinícius Zanatta

setembro 22nd, 2011

Montagem de formas em estrutura de concreto armado moldado in loco: pilares

As formas garantem que, ao executar uma estrutura, as dimensões do elemento estrutural sejam as determinadas em projeto. Para que isso aconteça, todas as etapas de execução das formas devem ser respeitadas, desde seu corte até a verificação de seu nível após estar pronta. Uma montagem clássica de formas de pilares moldados in loco obedece às seguintes etapas de montagem:

1) Marcação dos colarinhos (também chamados de gastalhos ou golas): peças de madeira fixadas na laje que locam o pilar, determinando suas dimensões laterais.

2) Posicionamento da armadura: a armadura do pilar é colocada, unindo-se às esperas da armadura do pilar do pavimento inferior.

3) Posicionamento dos espaçadores: os espaçadores são fixados nas armaduras e garantem que o recobrimento mínimo de concreto sobre a armadura seja respeitado, além de evitar que a forma se feche durante a concretagem dos pilares.

4) Aplicação do desmoldante nos painéis da forma de madeira: tem por função diminuir a aderência entre a forma e o concreto, facilitando a desmontagem da forma após a cura do concreto, além de permitir seu eventual reaproveitamento. O desmoldante recomendado é o industrializado, composto por um óleo fino diluído em água, aplicado em rolo sobre a superfície da forma. Algumas empresas preferem não aplicar o desmoldante, substituindo-o pela molhagem das formas com água.

5) Montagem dos painéis: Os painéis laterais são colocados baseando-se no colarinho já feito. Estes são reforçados com perfis metálicos longitudinais ou caibros de madeira. No sentido transversal são colocadas gravatas metálicas ou de madeira, peças que têm como função absorver os esforços laterais das formas. O espaçamento entre elas varia de acordo com a dimensão do pilar e do material a ser utilizado. Em geral, para gravatas de madeira, utiliza-se de 30 a 40 cm de espaçamento entre elas.

6) Posicionamento dos fixadores: dependendo das dimensões dos pilares, pode ocorrer um embarrigamento lateral ou mesmo a abertura de formas no momento da concretagem. Para que isso seja evitado, são utilizados fixadores metálicos, que atravessam o pilar, garantindo que a seção executada na forma seja mantida no elemento estrutural.

7) Contraventamento: emprega barras inclinadas, metálicas ou de madeira, fixadas na laje e na forma, travando todo o conjunto.

8 ) Verificações gerais: verificações de prumo, dimensões do pilar, posicionamento da armadura e dos espaçadores e fixadores.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Correa

setembro 22nd, 2011

Formas em estruturas de concreto armado moldado in loco

Os componentes principais das formas são o molde – que dá a forma à estrutura, ficando em contato com ela – e a estrutura da forma – formado por elementos metálicos ou de madeira, dispostos em forma de malha e dando rigidez ao molde. Para suportar as cargas destes elementos é utilizado o escoramento metálico ou de madeira e são utilizados acessórios, como travas, a fim de auxiliar no fechamento das formas.

As formas são responsáveis por configurar a estrutura, além de sustentar o concreto até que ele tenha resistência suficiente e dar a textura de sua superfície. Em estruturas de concreto armado, elas são responsáveis por 35 a 50% do custo da estrutura. As formas têm uma importância significativa no orçamento da obra, pois garantem que as seções dos elementos estruturais projetados sejam observadas na execução, evitando desperdícios com concreto, argamassa e outros materiais de revestimentos. Para isso, é importante que seja feito um projeto executivo de formas, que pode utilizar as normas técnicas – NBR6118 (estruturas de concreto), NBR 7190 (madeira) ou NBR8800 (aço) – ou o conhecimento adquirido através do tempo pelo responsável por sua execução. Mas, na maioria das empresas, atualmente, o projeto de formas é desenvolvido e executado pelo carpinteiro da obra. Em geral, o canteiro de obras prevê instalações com telhado, mesas, espaço de armazenagem e montagem das formas, além da máquina de corte.

Usualmente são utilizadas formas de madeira, podendo esta ser do tipo serrada, bruta ou compensada. Existem três tipos de madeira compensada: a simples, pouco usada por ter baixo aproveitamento, a resinada, com aproveitamento aproximado de 05 vezes, e a plastificada, que permite aproveitamento de 07 a 30 vezes. Há ainda as formas de aço, alumínio e papelão utilizadas em estruturas convencionais de concreto armado moldado in loco, porém menos utilizadas, e as de EPS e de plástico reforçado com fibra de vidro nas lajes nervuradas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Angélica Diemer Crusius e Guilherme Correa

novembro 8th, 2010

Procedimentos para recebimento de concreto usinado em obra

Ao estacionarem os caminhões bomba e betoneira em uma obra, devem ser realizados procedimentos para garantir que o concreto utilizado esteja de acordo com o encomendado à empresa fabricante e com o especificado no projeto. Esta verificação é normatizada pela NBR 12.655 – Norma de Preparo de Controle e Recebimento do Concreto.

A primeira verificação a ser feita é a conferência do lacre do caminhão com o código da nota, em caso de incompatibilidade não são asseguradas as características esperadas e isso justifica a devolução do lote. Além desse código constam na nota fiscal outras informações referentes à resistência, ao abatimento e sua tolerância e traço, assim como o uso de aditivos. Após a checagem desses documentos, o concreto está liberado para ser testado.

O caminhão betoneira é ligado ao caminhão bomba e gera-se um primeiro jato de uma pequena quantidade de concreto, inaproveitado, pois o agregado e o aglomerado não estão bem misturados. Logo após é lançada outra pequena quantidade, com a qual se faz o ensaio de abatimento (“slump test”), que faz uma avaliação da plasticidade do concreto.

O ensaio de abatimento consiste em preencher um cone metálico em três etapas, adensando-o a cada etapa com uma pequena barra de aço. Logo após retira-se vagarosamente o molde em forma de cone, medindo o desnível do concreto em relação à sua altura inicial (altura da forma). O limite para aceitação de deformação da massa depende das especificações do cálculo estrutural, ficando geralmente, entre 8 e 12 cm. Quanto maior a deformação, mais líquido está o concreto, o que pode ser desejado (para melhorar a plasticidade do mesmo) ou não (para não prejudicar sua resistência).

Após o ensaio de abatimento faz-se os corpos de prova, que servirão para testar a resistência do concreto em laboratório. Com uma colher de pedreiro, enchem-se formas metálicas cilíndricas apropriadas para esta finalidade e também se adensa esse concreto com uma barra de aço. Após preencher todo o molde, o operário golpeia suas as laterais para forçar a saída de bolhas, que prejudicam a precisão do resultado do teste de resistência. Após alisar a superfície do concreto, as amostras são identificadas com o nome da obra, a data da concretagem e o número do caminhão de onde procedeu o concreto e estas permanecem em repouso na obra por 24 horas. Após esse período, as amostras são levadas ao laboratório de análises da empresa contratada pela construtora para serem realizados os rompimentos.

O número e as etapas de análise dos corpos de prova podem variar conforme as exigências de cada projeto. Nesta obra, foram produzidos três corpos de prova para cada lote de concreto entregue (a cada caminhão betoneira), que foram rompidos em três momentos: aos 7, 28 e 90 dias, gerando dados para análise e confirmação da resistência do concreto utilizado.

Durante a concretagem, um encarregado anota em que parte da laje foi utilizado o concreto de qual caminhão, pois, caso haja algum problema com os corpos de prova, pode-se localizar o trecho problemático e providenciar sua recuperação.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens das alunas Clarissa Meneguzzi e Camila Biavatti

This work is licensed under GPL - 2009 | Powered by Wordpress using the theme aav1