abril 14th, 2015

Alvenaria estrutural

Utilizada como alternativa às estruturas convencionais de concreto  armado, funcionando ao mesmo tempo com estrutura e vedação, a  alvenaria estrutural proporciona economia, segurança, qualidade e  rapidez.

No caso observado, houve a racionalização do sistema, através um projeto de modulação dos blocos (figura 1), prevendo suas amarrações, passagem de instalações, eliminando o desperdício da quebra dos elementos e aumentando a produtividade do serviço.

O projeto empregou blocos, meio blocos, e blocos e meio, e peças especiais, como bolachas, blocos caixa de luz, e blocos canaletas, com a resistência adequada à sua finalidade. Esses blocos são unidos com cordões de argamassa, aplicados com canaleta (figura 2).

Na elevação da alvenaria deve-se utilizar linha-guia (figura 3), régua de nível (figura4) e esquadro, a fim de manter o nível e prumo.

Na amarração de paredes sem função estrutural, utilizam-se telas metálicas eletrossoldadas inseridas nas juntas horizontais da alvenaria a cada duas fiadas (figura 5).

Alvenaria suporta apenas a compressão. Auxiliando na tração causada pela ação do vento são utilizadas pilaretes, com barras inseridas no vazado dos blocos (figura 6), e preenchidas com groute (figura 7). Para garantir o completo preenchimento, são feitas janelas de inspeção (figura 8) na base, e na sexta fiada. A frequência dos pilaretes é calculada, e apresentada no projeto de modulação das paredes.

Na execução de contra verga, verga, e cinta de amarração, são utilizados blocos canaletas, inserindo uma pequena treliça dentro do bloco, e preenchidos com groute (figura 9).

Por possuir grandes dimensões, a execução das torres prevê a inserção de uma junta de dilatação (figura 10 e 11), para que estas possam se movimentar sem transmitir esforços entre si.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Laysla Adrielly.

 

maio 14th, 2014

Alvenaria de Vedação

Na execução de paredes de alvenaria, o processo se resume basicamente em assentar o material cerâmico sobre uma camada de argamassa. Neste caso, foram utilizados argamassa colante e tijolos de 6 furos.

Para alinhar a parte superior da primeira fiada de tijolos, é esticada uma linha de nylon na largura do vão a ser vedado, com a ajuda de um nivelador (régua ou mangueira de nível).

O profissional coloca uma cama de argamassa sobre o piso. Em seguida, com ajuda de uma espátula (pá ou colher de pedreiro), ele cobre uma das laterais da peça cerâmica a ser assentada, para garantir a vedação vertical entre as peças ou a parede/pilar. Com pequenos golpes do cabo da ferramenta ele alinha cada peça da fiada à linha de nylon, retirando depois o excesso de argamassa.

Após a finalização da fiada o processo é recomeçado, reposicionando-se novamente a linha de nylon na altura final da fiada superior. Este alinhamento não só garante o nivelamento horizontal da fiada, mas também que haja espessuras iguais das camadas de argamassa entre uma fiada e outra. Durante a construção da parede, o profissional verifica constantemente se a superfície do pano de alvenaria está a 90º em relação ao pavimento, com a ajuda de um prumo.

É necessário deixar um espaço suficiente entre a última fiada da parede e a viga superior, para que a mesma receba posteriormente uma argamassa de encunhamento, que absorverá as diferenças entre a trabalhabilidade dos materiais.

Após a finalização do pano de alvenaria, a parede é escovada com vassoura de cerdas de aço ou sintética para retirada da argamassa excedente, garantindo que um mínimo de reboco seja necessário para seu acabamento.

Quando houver intersecção entre o pano a ser levantado e outros panos de alvenaria, é necessário utilizar elementos de engaste (amarração); neste caso foram utilizadas duas soluções: engaste a 90 graus de paredes perpendiculares entre si e colocação de telas galvanizadas a cada duas fiadas.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 29th, 2013

Porcelanato para fachadas

O porcelanato é um revestimento que pode ser considerado uma versão mais evoluída da cerâmica, com a vantagem de ser mais resistente e impermeável, além de possuir um acabamento uniforme. Sendo apresentado nos acabamentos polido e natural, pode também representar outros revestimentos, como pedras e madeira. A princípio, o porcelanato era utilizado apenas em pisos, devido à sua baixa absorção. Porém, com o desenvolvimento das argamassas e a criação de maiores formatos, começaram também a ser utilizados em fachadas. Além disso, a permanência de cores e praticamente ausência de expansão por umidade indicam sua instalação no exterior das edificações.

Aplicação:
– Com uma desempenadeira, é passado o cimento-cola na peça de porcelanato e na superfície a recebê-lo, sempre no sentido horizontal, para interromper eventuais infiltrações verticais. O cimento-cola funciona como uma argamassa colante com aditivo, havendo tipos especiais para fachadas.

– Após ser aplicado o cimento-cola, deve-se posicionar a peça na parede, e pressioná-la com força para firmá-la em sua posição;

– Com objetivo de bem nivelar a placa, utiliza-se um martelo de borracha, aplicando alguns golpes onde sejam necessários;

– Para finalizar, é passada uma esponja úmida para limpar a peça.

No caso da obra analisada, haviam pontos elétricos na fachada, e para aplicar o revestimento foi necessário realizar cortes com o auxílio de uma serra manual nas peças de porcelanato que coincidiam com os pontos.
Vale ressaltar que foram utilizados espaçadores entre as peças, para garantir o alinhamento das placas de porcelanato. Quando foi feito o rejunte, os espaçadores foram removidos.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Fernanda Giacomel da Costa

maio 24th, 2013

Execução detalhes de fachada

Friso rebaixado

Com o reboco externo recém-terminado, foi marcado o nível do friso rebaixado que, neste caso, coincidia com a linha das vergas das janelas.

O funcionário estendeu uma linha de nível entre duas marcações e, abaixo desta linha, entre as aberturas, fixou pregos nos quais apoiou a régua frisadora. Esta régua apresenta uma ranhura da largura do friso, pela qual se passa o frisador – instrumento que secciona e vai removendo uma parte do reboco da fachada, na altura e profundidade desejadas.

As arestas e superfícies internas do friso rebaixado foram regularizadas com uma pequena desempenadeira de madeira, salpicando-se água para obter maior trabalhabilidade. O funcionário finalizou o procedimento passando uma esponja úmida, que deixou a superfície acabada e lisa.

Acabamento lateral do quadro das janelas

Para a execução do acabamento lateral do quadro das janelas, uma régua de alumínio foi alinhada com o friso já executado e com o contramarco existente e, ainda, verificado em relação à linha de prumo geral (que alinha todas as aberturas daquela prumada). A régua foi, então, fixada com grampos metálicos, servindo de gabarito para a espessura do reboco.

O funcionário preencheu o vão entre o contramarco e o gabarito com uma mistura de argamassa, cimento e água. Os excessos do reboco foram removidos com uma régua metálica. Foi salpicada água, para maior trabalhabilidade, e então, passada uma desempenadeira e, por fim, uma esponja, garantindo assim um bom acabamento.

Com o auxílio de uma espátula metálica e um esquadro, o funcionário executou um pequeno corte no canto inferior lateral, para o encaixe do parapeito que lá será instalado.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Bárbara Ruschel Lorenzoni.

setembro 23rd, 2012

Aplicação de Revestimento Pétreo

O uso de revestimentos pétreos nas fachadas de edifícios de grande porte e, em geral, de alto valor econômico e simbólico, é bastante usual. Mármore, granito e outras rochas ornamentais, além de duráveis, conferem aspecto sólido e nobreza à edificação. Porém, devido a suas características específicas, possuem certas condições de aplicação, e a falta do conhecimento técnico apropriado pode acarretar em futuras patologias.

Na obra analisada, está sendo aplicado o revestimento pétreo em granito nas fachadas, através de inserts metálicos. Duas pessoas são necessárias para manipular a placa de granito; para erguê-la e posicioná-la na fachada são utlizados equipamentos especiais, denominados talha e tenaz. Os inserts utilizados são de modelos variados: GL (gancho lateral), LT (lateral transversal), LS (lateral simples), GT (gancho terminal), entre outros. Também são utilizados fixadores mecânicos de ancoragem (chamados comumentemente de chumbadores ou parafusos tipo Parabolt) e cantoneiras.

Aplicação:

É feita uma ranhura na placa com uma serra circular para que se possa encaixar e prender o tenaz. Após estar presa, a pedra é erguida para fora do edifício pela talha.

A placa de granito é posicionada e encaixada à pedra adjacente, e com o auxílio de uma régua é conferido o alinhamento com as demais placas. Utilizando um giz é feita a marcação da posição do insert que a prenderá na fachada. A pedra é removida, o insert é fixado e a pedra volta a ser posicionada na fachada, prendendo-a aos inserts da pedra adjacente.

Novamente é conferido o alinhamento e então a placa é encaixada (através de uma ranhura localizada na sua face posterior) ao insert recém fixado. A largura do peitoril é conferida em dois pontos da placa, e um novo insert – do tipo gancho – é preso à lateral da pedra e aparafusado ao peitoril. Finalmente, a placa pode ser solta do tenaz. E o processo reinicia para a seguinte placa.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Catiele Fortes

junho 22nd, 2012

Pastilhas para Revestimento Externo

Nesta obra está sendo executado revestimento em pastilha cerâmica. Tal material é muito utilizado nas fachadas das edificações, mas sua durabilidade depende do processo de aplicação. Se este não for bem executado, pode resultar em defeitos visíveis em curto prazo.
Aplicação:
Para aplicar as pastilhas, o reboco precisa estar pronto e com sua superfície lisa.
Primeiramente, os operários montam um gabarito com prumos e níveis marcados por fios de nylon que serve de referência aos demais elementos da edificação.
Em seguida, inicia-se a aplicação das pastilhas, feita por dois operários que trabalham em um andaime suspenso. O processo é feito de baixo para cima, sendo que cada operário inicia em uma extremidade, e encontram-se no centro ao finalizar cada linha horizontal.
Para fixação da pastilha é usada uma cola, obtida pela adição de água a uma mistura seca industrializada, processo feito no próprio andaime.
A cola é passada sobre o reboco pelo lado liso de uma desempenadeira, e em seguida o excesso é retirado com o lado dentado.
Depois de passar a cola em uma pequena área, as pastilhas são colocadas e o operário bate suavemente com uma régua de madeira, para deixá-las bem fixadas e niveladas. É necessária certa rapidez entre a colocação da cola e o assentamento das pastilhas, pois se a cola secar perderá seu poder de aderência.
A última etapa do processo é retirar os excessos de cola das juntas e/ou das próprias pastilhas utilizando uma esponja molhada com água. Este último passo deve, também, ser feito rapidamente, pois o excesso não sairá depois de seco.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Isis Fogaça

outubro 26th, 2011

Revestimento com argamassa monocapa

A monocapa é um tipo de argamassa decorativa para fachadas e paredes. Além de oferecer funções de proteção e decoração em um único produto, também apresenta vantagens pela redução de custo e de tempo na obra. Pode ser utilizada como argamassa para ser aplicada diretamente sobre a alvenaria tendo inúmeras utilizações com bons resultados e efeitos originais.

A monocapa reduz as etapas e os custos do sistema de construção tradicional, pois elimina o método de multicamadas (chapisco, emboço, reboco e pintura). Este novo sistema poupa estas etapas tradicionais dando velocidade ao canteiro de obra, resultando em alta produtividade e eficiência nos revestimentos.

Nesta obra acompanhada no segundo semestre de 2011, foi possível observar a execução das fachadas com argamassa monocapa, de acordo com a seguinte ordem de procedimentos:

1 – Os operários misturam a argamassa monocapa com água, colocando 75% da água necessária para cada saco, depois adiciona-se gradativamente o pó, e por último os 25% restantes de água. Após, o pó e a água foram misturados no misturador de baixa velocidade durante 2 minutos.

2 – A argamassa monocapa já preparada foi levada pelo elevador de carga para os operários aplicarem nas fachadas.

3 – A monocapa é aplicada diretamente sobre os blocos de concreto, o que facilita e agiliza a execução do revestimento da fachada. As únicas partes que precisam de chapisco são as vigas de concreto moldadas “in loco”. Na obra utilizou-se o chapisco rolado industrializado, que é comprado em pó e misturado no canteiro com água. Ele é aplicado com rolo de textura alta.

4 – Aplicou-se então a primeira camada da argamassa decorativa com uma desempenadeira. Em seguida foi aplicada outra camada da argamassa, seguindo o mesmo procedimento, sempre com a desempenadeira.

5 – Depois de aproximadamente uma semana aplicou-se uma nova camada da mesma mistura de monocapa, porém desta vez com uma máquina à compressão que dará uma textura rugosa à fachada. Depois da aplicação desta última camada o acabamento foi feito passando uma colher de pedreiro ou uma desempenadeira sobre a argamassa recém aplicada para alisá-la e fazer o acabamento final.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Beatrice Haffner Silva

junho 4th, 2011

Execução de Alvenaria: encunhamento

O encontro entre a alvenaria de vedação e a estrutura de concreto do pavimento superior é uma região onde podem ocorrer fissuras. Isso acontece, pois a estrutura pode transmitir os esforços aos quais está submetida para a alvenaria e também, pela retração da argamassa quando esta seca.

Para prevenir as fissuras, é necessário empregar materiais e técnicas que possam absorver estes esforços e maximizar a aderência entre estas partes da construção. O encunhamento com argamassa expansiva é uma destas soluções e deve ser utilizado quando a estrutura é pouco deformável.

Para sua execução, a alvenaria deve ter sido concluída há no mínimo 14 dias, e a superfície deve estar totalmente limpa, sem qualquer tipo de pó, óleo, eflorescências ou outros materiais que prejudiquem a aderência. O encunhamento deve ser realizado de cima para baixo, com intervalo mínimo de 24 horas entre os pavimentos, de maneira a dar tempo para a estrutura se deformar.

A argamassa expansiva é uma mistura seca comprada pronta em sacos de 50kgs. No canteiro de obras é adicionada água, em quantidade definida pelo fabricante (em média 7 litros), sendo trabalhada em betoneira, em argamasseira ou manualmente, por alguns minutos. A folga deixada entre a alvenaria e a estrutura – de 2 a 3 cm – é preenchida em cada um dos lados com uma colher de pedreiro. O excesso é retirado com a própria colher.

 Para melhorar a aderência entre a argamassa expansiva e as partes de concreto da edificação, costuma-se usar o chamado “chapisco rolado”, constituído de uma mistura seca em pó a base de cimento, polímero, agregados minerais e aditivos, comprada pronta em sacos e misturado com água no canteiro de obras. Na aplicação, utiliza-se um rolo de lã, para criar textura.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

junho 4th, 2011

Execução de Alvenaria: elevação das paredes

A execução das alvenarias de blocos cerâmicos, após os procedimentos iniciais de locação de eixos, prumos e vãos, requer observar procedimentos que garantirão sua qualidade.

1. Elevação das paredes

Para fazer a execução de alvenarias, conforme ela vai sendo levantada, deve ser feita a verificação do alinhamento vertical, através do prumo, e do alinhamento horizontal, através do escantilhão*, de preferência a cada 3 ou 4 fiadas em toda a extensão da parede. O assentamento é feito até a altura aproximada de 1,5m, quando ocorre a montagem de andaime para alcançar as fiadas superiores.

Entre cada bloco ou tijolo deve haver juntas verticais e horizontais de 10 a 15mm preenchidas com argamassa. Dimensões menores para as juntas fazem com que a alvenaria absorva pouco as deformações as quais está submetida, e valores maiores fazem com que a parede tenha perda de resistência, além de gerar desperdício de argamassa.

 2. Encontro entre paredes e estrutura

Aqui se ilustra uma maneira bastante usada para fazer a amarração entre a alvenaria e os pilares: utilização de telas soldadas aparafusadas no pilar. Esta amarração é fixada entre fiadas na argamassa de assentamento e se faz a cada duas fiadas, aproximadamente.

Além disso, pode-se observar um reforço na aderência entre alvenarias e as partes de concreto, pois estas recebem uma demão do chamado “chapisco rolado”, constituído de uma mistura seca em pó a base de cimento, polímero, agregados minerais e aditivos, comprada pronta em sacos e misturado com água no canteiro de obras. Na aplicação, utiliza-se um rolo de lã, para criar textura.

 3. Encontro das paredes com as tubulações elétricas

Nos pontos onde a alvenaria encontra as tubulações, por onde passarão fiações elétricas, esses canos são cortados o mais perto possível da viga para se conseguir executar as últimas fiadas.

 4. Execução de vergas de portas

As vergas das portas, neste caso, foram construídas através do assentamento de peças de concreto pré-moldadas em canteiro sobre os topos de parede que conformam o vão em osso. Sobre estas, executa-se a alvenaria normalmente, até a altura desejada.

* Escantilhão é o nome do perfil de madeira ou metálico posicionado verticalmente nas extremidades de vãos ou paredes, de modo a limitar esta extensão e garantir uma referência de prumo para as alvenarias que estão sendo levantadas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

maio 22nd, 2011

Atirantamento de cortina de concreto

Os tirantes (Fig. 01) são realizados em cortinas de concreto, com a finalidade de transmitir esforços de tração entre suas extremidades. São constituídos de cordoalhas de aço que resistem 1900 MPa cada, em volta de um tubo de PVC, e ocorrem em cada um dos pavimentos do subsolo do empreendimento.
Os tirantes são montados em cima de uma bancada (Fig. 02), e, neste caso, possuem 19 metros de comprimento: doze metros estão destinados à ancoragem e os sete metros restantes são livres, sendo que um destes fica para fora (Fig. 03), para propiciar a protensão.
Primeiramente uma máquina perfura a cortina de concreto, e outra máquina perfura o solo (Fig. 04, 05, 06 e 07), com auxílio de água, com localização e angulações previstas em projeto. Para tornar possível a locomoção dessa máquina, já que o solo é muito molhado, foi construída uma espécie de balsa, com pedaços de madeira da obra.
Após a realização do furo no solo é colocado manualmente o tirante e, através do tubo de PVC, injeta-se uma nata de cimento (Fig. 08). Essa nata é preparada em uma máquina (Fig. 09) e leva cimento CP V ARI. Este tipo de cimento confere uma alta resistência inicial ao concreto em suas primeiras idades, podendo atingir 26MPa de resistência à compressão em apenas 1 dia de idade. É recomendado o seu uso, em obras onde seja necessário a desforma rápida de peças de concreto armado.
O processo é realizado sem pressão, apenas para preencher o furo e o deixar limpo. Depois é injetado novamente concreto, com a intenção de fixar o tirante. Essa injeção é realizada com pressão e por trechos, fazendo com que os manchetes, que funcionam como uma espécie de válvula, cedam e preencham o bulbo de ancoragem (Fig. 10). A pressão da nata de cimento faz com que a borracha ceda e a calda vaza e forma o bulbo de ancoragem.
A injeção secundária é realizada em dois dias, sendo que em cada dia injeta-se doze metros lineares, ou seja, os doze metros de ancoragem receberão duas cargas compeltas. Quatro dias depois  da última injeção (período para cura do cimento) realiza-se a protensão das cordoalhas, através de macacos hidráulicos. São colocadas as peças que formam a “cabeça” do tirante, constituídas de uma placa de apoio, do bloco de ancoragem e da cabeça de ancoragem (uma espécie de porca).

Referências:

http://www.fundesp.com.br/2009/tirantes_metod.html).

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

 

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