abril 23rd, 2015

Proteção mecânica de manta de impermeabilização

Após a execução da impermeabilização da laje, do terraço, deste edifício residencial, e da realização do teste de estanqueidade, foi executada a camada de proteção mecânica. Esta é composta por argamassa de traço 1:3 ou 1:4 (cimento: areia) e aplicada sobre a camada de impermeabilização, com a função de protegê-la, de danos mecânicos eventuais. Utilizada também como proteção dos raios ultravioletas, que podem promover a contínua polimerização da manta – o que a torna menos elástica e menos resistente.

Neste caso, a proteção mecânica foi executada sobre um isolamento termo-acústico, conforme as seguintes etapas:

– Disposição de placas de isopor sobre a manta asfáltica.

– Cobertura da camada de isopor por uma manta geotextil (bidim).

-Distribuição da argamassa de contrapiso sobre a manta geotextil. Esta manta tem a finalidade de facilitar os reparos futuros na camada de proteção mecânica, sem afetar os demais elementos do sistema (isolamento e impermeabilização).

– Distribuição e nivelamento da argamassa com um rodo de madeira, produzido no próprio canteiro.

Neste caso, foi utilizada argamassa industrializada, chegando à obra em um caminhão betoneira e bombeada até o local de aplicação.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Janaine Fernanda Gaelzer Timm.

junho 6th, 2014

Contrapiso com isolamento acústico

O isolamento acústico entre ambientes pode ser obtido através do forro, das paredes ou do piso. Neste caso, optou-se pelo emprego de um isolante acústico sobre a laje, construindo-se um contrapiso flutuante, ou seja, sem contato direto com elementos estruturais contínuos ou de vedação, eliminando a transmissão de ruídos através destes.

Para execução do isolamento acústico entre o contrapiso e a laje, esta deve ter uma regularidade mínima, obtida na concretagem. Neste trabalho foi utilizada uma manta acústica de material plástico amortecedor, com cerca de 5 mm de espessura, apresentada em rolos com largura de 50 cm.

As mantas foram dispostas com um transpasse de 5 cm entre elas e um excedente que subiu nas laterais das paredes. Sobre esta cobertura foi colocada uma tela metálica, para diminuir riscos de fissuras devidas à trabalhabilidade do material do contrapiso ou de choques mecânicos.

Após a colocação da manta e da tela metálica, ambas foram cobertas pelo contrapiso, elaborado com argamassa de cimento e areia de textura seca. Após a regularização e secagem do contrapiso, as rebarbas da manta que ficaram sobrando junto às bordas foram cortadas com estilete.

1_Tela metálica aplicada sobre a manta de isolamento. 2_Argamassa do contrapiso sendo aplicada sobre a tela. 3_Manta de isolamento para receber acabamento no encontro dos ambientes.

4_Contrapiso alisado e finalizado. 5_Sobras de manta de isolamento nos encontros com as paredes que serão removidas com estilete.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 27th, 2014

Colocação de bacia sanitária

Após a finalização dos revestimentos internos, banheiros e lavabos estão prontos para receberem as louças sanitárias, cubas e bacias. Para isso, as cerâmicas devem estar assentadas, secas e rejuntadas.

Para a colocação da bacia sanitária, o primeiro passo deve ser definir a localização exata dos parafusos de fixação, alinhados com a saída de esgoto. Uma borracha de vedação é colocada junto à espera sanitária na qual se conectará a bacia, garantindo a estanqueidade do processo, evitando que haja vazamentos ou maus-cheiros futuros.

Em seguida é preparada a base da bacia sanitária com argamassa colante, para fixá-la junto ao piso. O vaso é colocado em sua posição, alinhando com a saída de esgoto, sendo verificado seu nivelamento.

Estando a bacia posicionada, nivelada e fixada com os parafusos, se procede à conexão da alimentação de água para a caixa acoplada. Abre-se então o registro e é feita uma sequência de testes para verificar se há vazamentos. Se não houver vazamentos, o excesso de argamassa ao redor do pé da bacia é removido e, após sua secagem, o vaso poderá ser utilizado.

Todo o processo deve ser feito enquanto a argamassa ainda está fresca, para que se façam as devidas correções e ajustes antes que seque.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 22nd, 2014

Assentamento de peças cerâmicas

Na obra em questão, antes de começar a assentar as peças, o profissional mede e marca na parede a altura da primeira fiada, e confere se o nível está correto. Então coloca um prego em cada extremidade da parede e amarra um fio de nylon, nesta altura, que servirá como guia para a colocação das peças.

Feito isso, é passada argamassa colante em ambas as superfícies, na peça e na parede, com auxílio de uma desempenadeira dentada. Em seguida, a peça é posicionada na parede e recebe algumas batidas com o martelo de borracha para uniformizar a camada de argamassa. A peça é retirada uma vez e as falhas que aparecerem são completadas com argamassa; a peça é reposicionada em seu lugar. O operário confere mais uma vez se há espaços ocos em alguma região, batendo levemente com o cabo do martelo. Se houverem, o processo é repetido, garantindo-se, assim, uma aderência uniforme.

As peças da primeira fiada, caso estejam bem assentadas, são apoiadas com um calço de madeira até a cura completa da argamassa colante.

Para garantir a regularidade dos rejuntes verticais e espaçamento entre as fiadas, utiliza-se um espaçador plástico de 2 mm. Durante o processo, o nível é verificado constantemente com o nível de bolha.

Quando se chega às extremidades da parede, se for preciso cortar a peça, o profissional utiliza um Cortador de Cerâmica de Precisão. Nos casos onde há esperas hidráulicas, ele emprega uma serra-copo diamantada para fazer a abertura na peça.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Roger Iserhard.

maio 16th, 2014

Colocação de peitoril de granito

Os peitoris podem ser de vários tipos: pré-moldados ou fabricados no próprio canteiro, com concreto ou graute industrializado, em fôrmas metálicas. Nesta obra, foi utilizado peitoril de pedra de granito. Esta peça tem a função de pingadeira: compreende-se a linha ranhurada, abaixo do peitoril, que intercepta a lâmina d’água, resultando pingos que se projetam afastados da fachada.

Ausência de pingadeiras retém umidade e causa manchas em fachadas e outras patologias na edificação.

Abaixo segue a sequência da execução do peitoril:

  • Quebra da lateral do vão para fazer o engaste à parede
  • Lixação da peça de granito, que é previamente posicionada para conferir o tamanho
  • Sobre o peitoril previamente molhado para melhorar, colocação de uma camada de cimento cola para a fixação da pedra;
  • Assentamento do peitoril, cujo posicionamento é acertado com ajuda de um martelo de borracha;
  • Conferência com régua de nível (inclinação para o exterior de 2%) e trena (neste caso, o parapeito precisou apresentar um balanço de 3,5 cm em relação à parede rebocada, para que o assentamento de pastilhas não prejudicasse sua funcionalidade);
  • Preenchimento do vão entre o peitoril e o contramarco com adesivo vedante, com a dupla função de finalização e impermeabilização;
  • Preenchimento do vão lateral resultante da quebra para engaste com cimento cola.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Juliana Cichelero.
março 30th, 2014

Revestimento Interno – texturado áspero

As paredes internas podem receber acabamento texturado, em diversas gramaturas, ou seja, desde as mais finas até as mais ásperas, de acordo com o efeito desejado. O aspecto riscado (áspero) é resultante da massa utilizada na sua aplicação, que possui partículas minerais na sua composição, com granulatura variando de 0,02 à 0,05 mm. Já a massa usada para a execução de texturas mais finas não possui essas partículas, apresentando uma superfície lisa como resultado final.

O revestimento pode ser executado em diversas cores; no caso da sequência apresentada, se utilizou a cor branca. Abaixo segue a ordem de execução desse acabamento:

  • Aplicar diretamente sobre o reboco bem regularizado uma camada de selador na mesma cor da massa para evitar que a tonalidade da textura fique manchada;
  • Com a camada de selador completamente seca deve se aplicar a massa do revestimento com uma desempenadeira de aço;
  • A superfície deve ser então desempenada no sentido vertical, deixando uma camada fina e uniforme da massa;
  • Após se utiliza uma desempenadeira de plástico no sentido vertical para fazer o efeito das ranhuras (aqui pode se escolher a direcionalidade das ranhuras de acordo com a preferência do cliente). É importante que esta desempenadeira esteja úmida, para evitar que a textura se desprenda da parede e que os movimentos sejam regulares e constantes, para obter uniformidade.
Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Priscila Schwengber.
outubro 28th, 2013

Porcelanato de Grandes Dimensões: assentamento da primeira linha

As placas cerâmicas de grandes dimensões apresentam algumas particularidades e dificuldades em seu assentamento. Como o material é pouco poroso, a argamassa de assentamento necessita ser especial para esse tipo de piso. Especialmente no caso do porcelanato de grandes dimensões se indica a utilização de argamassa industrializada de classificação AC III (NBR 14081). Além disso, o perfeito nivelamento do contrapiso é muito importante para que se atinja um bom resultado final.

Abaixo segue o passo a passo observado na aplicação de peças de porcelanato na dimensão de 1×1 metro em um edifício residencial.

– Marcação do alinhamento da primeira fila de placas com utilização de fio de nylon;

– Limpeza e umidificação do contrapiso, a fim de impedir que a poeira prejudique o desempenho da argamassa;

– Aplicação da argamassa no piso utilizando  a colher de pedreiro;

– Com a desempenadeira dentada faz-se sulcos e cordões na argamassa espalhada no piso;

– Aplicação argamassa colante no verso das peças de porcelanato, formando uma dupla camada (piso e peça);

– Aplicação das peças, que são pressionadas e batidas com martelo de borracha até o amassamento dos cordões;

– São utilizados espaçadores plásticos de piso (cruzeta) para deixar a distância do rejunte regular entre as peças.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Priscila Schwengber e, ainda,
TCC de Daniela Andrade de Souza.
(http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28559/000769509.pdf?sequence=1).

				
setembro 26th, 2013

Forro de gesso

O forro de gesso do tipo comum é bastante utilizado em residências e obras de menor porte. As placas possuem um tamanho padrão de 60x60cm e, de acordo com a necessidade, são cortadas em obra para se adaptarem às medidas do projeto.

Nesta obra, o operário marcou na placa o tamanho a ser obtido e, com o auxílio de um sarrafo (utilizado como régua), fez a marcação na mesma, para que em seguida fosse cortada com um serrote.

As placas foram puncionadas na posição de colocação dos pendurais de arame e, em seguida, com um serrote menor, foram feitas ranhuras para estes se acomodarem. As placas foram penduradas na laje através de pitões previamente fixados. Depois de alinhadas, foram fixadas entre si por uma mistura de gesso e fibra de sisal, colocada na parte superior das juntas. Essa cola garante a rigidez entre as placas, para que as mesmas não se desloquem.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Flávia Magalhães Oliveira e colaboração de Isis Fogaça.

junho 7th, 2013

Reboco projetado

O reboco projetado, que consiste na técnica de rebocar paredes com argamassa projetada por máquina, vem sendo utilizado com maior frequência na construção civil. Garantindo maior rapidez na execução, melhor uniformidade e produtividade, as diversas vantagens apresentadas por este método fazem com que empresas optem pela substituição da mão de obra convencional pela máquina.

Vantagens:
– Melhor compactação da massa na superfície;
– Menor quantidade de volume aplicado;
– Maior garantia de uniformidade;
– Maior resistência de aderência da argamassa;
– Maior produtividade;
– Rapidez na execução;

Na obra analisada, a aplicação do reboco projetado contou com cinco funcionários, além da máquina de projeção. Enquanto um deles é responsável pelo manuseio da máquina, sua ligação à eletricidade, nível da água e colocação do pó para argamassa, outro faz a projeção da mistura já pronta na superfície, controlando uma mangueira e lançando o conteúdo na parede. Um terceiro funcionário fica encarregado de passar a régua para homogeneizar e nivelar a camada já aplicada na parede, e os dois trabalhadores restantes realizam o acabamento, com o auxílio da colher de pedreiro completando trechos de argamassa não nivelada ou que se desprendeu depois da passagem da régua. Por último, o mesmo funcionário responsável pelo nivelamento com régua retorna ao local para realizar o acabamento final com desempenadeira elétrica. Vale ressaltar que, em teoria, o método não necessita de chapisco, porém nesta obra o mesmo foi feito previamente ao reboco com a mesma máquina, apenas com uma maior dosagem de água. Esta etapa foi efetuada pois a superfície a receber o reboco era de bloco cerâmico liso, que não obtém muita aderência, portanto o chapisco foi feito apenas como prevenção.

O método demonstrou ser eficiente e rápido, pois os funcionários que realizaram o reboco projetado necessitaram de aproximadamente 15 minutos para finalizar uma parede – no caso, de 2,50m x 10m –, sendo que os mesmos informaram que, através do método convencional, demorariam cerca de 3 horas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Louise Serraglio

maio 29th, 2013

Porcelanato para fachadas

O porcelanato é um revestimento que pode ser considerado uma versão mais evoluída da cerâmica, com a vantagem de ser mais resistente e impermeável, além de possuir um acabamento uniforme. Sendo apresentado nos acabamentos polido e natural, pode também representar outros revestimentos, como pedras e madeira. A princípio, o porcelanato era utilizado apenas em pisos, devido à sua baixa absorção. Porém, com o desenvolvimento das argamassas e a criação de maiores formatos, começaram também a ser utilizados em fachadas. Além disso, a permanência de cores e praticamente ausência de expansão por umidade indicam sua instalação no exterior das edificações.

Aplicação:
– Com uma desempenadeira, é passado o cimento-cola na peça de porcelanato e na superfície a recebê-lo, sempre no sentido horizontal, para interromper eventuais infiltrações verticais. O cimento-cola funciona como uma argamassa colante com aditivo, havendo tipos especiais para fachadas.

– Após ser aplicado o cimento-cola, deve-se posicionar a peça na parede, e pressioná-la com força para firmá-la em sua posição;

– Com objetivo de bem nivelar a placa, utiliza-se um martelo de borracha, aplicando alguns golpes onde sejam necessários;

– Para finalizar, é passada uma esponja úmida para limpar a peça.

No caso da obra analisada, haviam pontos elétricos na fachada, e para aplicar o revestimento foi necessário realizar cortes com o auxílio de uma serra manual nas peças de porcelanato que coincidiam com os pontos.
Vale ressaltar que foram utilizados espaçadores entre as peças, para garantir o alinhamento das placas de porcelanato. Quando foi feito o rejunte, os espaçadores foram removidos.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Fernanda Giacomel da Costa

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