maio 24th, 2013

Execução detalhes de fachada

Friso rebaixado

Com o reboco externo recém-terminado, foi marcado o nível do friso rebaixado que, neste caso, coincidia com a linha das vergas das janelas.

O funcionário estendeu uma linha de nível entre duas marcações e, abaixo desta linha, entre as aberturas, fixou pregos nos quais apoiou a régua frisadora. Esta régua apresenta uma ranhura da largura do friso, pela qual se passa o frisador – instrumento que secciona e vai removendo uma parte do reboco da fachada, na altura e profundidade desejadas.

As arestas e superfícies internas do friso rebaixado foram regularizadas com uma pequena desempenadeira de madeira, salpicando-se água para obter maior trabalhabilidade. O funcionário finalizou o procedimento passando uma esponja úmida, que deixou a superfície acabada e lisa.

Acabamento lateral do quadro das janelas

Para a execução do acabamento lateral do quadro das janelas, uma régua de alumínio foi alinhada com o friso já executado e com o contramarco existente e, ainda, verificado em relação à linha de prumo geral (que alinha todas as aberturas daquela prumada). A régua foi, então, fixada com grampos metálicos, servindo de gabarito para a espessura do reboco.

O funcionário preencheu o vão entre o contramarco e o gabarito com uma mistura de argamassa, cimento e água. Os excessos do reboco foram removidos com uma régua metálica. Foi salpicada água, para maior trabalhabilidade, e então, passada uma desempenadeira e, por fim, uma esponja, garantindo assim um bom acabamento.

Com o auxílio de uma espátula metálica e um esquadro, o funcionário executou um pequeno corte no canto inferior lateral, para o encaixe do parapeito que lá será instalado.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Bárbara Ruschel Lorenzoni.

abril 26th, 2013

Carpete com Manta Acústica

Os carpetes, apesar de não serem muito empregados atualmente, apresentam características que podem indicar sua utilidade em situações específicas. Além da variedade de texturas e estilos, adaptam-se a diferentes ambientes, proporcionam segurança e conforto à pisada, têm características térmicas e acústicas, boa durabilidade e baixo custo.
Neste caso específico, o conforto e o isolamento acústico foram incrementados a partir da instalação de uma manta de espuma de látex sob o carpete.

Instalação:

– Primeiramente, ripas de madeira pré-cortadas foram posicionadas em todo o perímetro do ambiente, ficando aproximadamente 10mm afastadas da parede.
– A seguir, colocou-se uma manta de látex (também pode ser empregado o feltro), cobrindo todo o piso. Esta foi posicionada sempre no mesmo sentido, otimizando seu aproveitamento.
– Após instalada a manta de látex, posicionou-se o carpete sobre ela, deixando-o um pouco maior que o cômodo e garantindo assim o acabamento junto ao rodapé.
– Posicionou-se uma fita colante ao longo de todas as emendas da manta de carpete, fixando-se as bordas deste ao chão, durante o processo de instalação, a fim de evitar seu deslocamento.
– Utilizando uma ferramenta específica, a fita foi aquecida e a cola fundiu-se, unindo assim as duas mantas. Quando a junta solidificou, os pregos previamente colocados foram removidos.
– O próximo passo foi esticar o carpete, partindo de um lado do cômodo em direção à parede oposta, onde o revestimento foi preso em grampos fixados anteriormente nas ripas de madeira.
– Finalmente, foi feito o arremate das bordas do carpete, encaixando-as no pequeno vão deixado entre a ripa e a parede, e o rodapé foi instalado sobre o carpete.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Mathias Sant’Anna

janeiro 3rd, 2013

Módulos Industrializados: sistema Fast Flex

A construção com módulos industrializados tem se tornado cada vez mais frequente devido às exigências cada vez maiores do mercado em busca de rapidez na construção de edificações. Atendendo principalmente as obras que possuem prazo reduzido, este sistema oferece, além da rapidez na execução, redução dos custos gerais, adaptabilidade a situações diversas, flexibilidade para composição de elementos construtivos industrializados e boa qualidade final da edificação.
O sistema Fast Flex é um exemplo de módulos industrializados que permite composições flexíveis e adaptáveis a cada caso. Constituída em módulos de 3x6m, possui variadas composições horizontais e verticais.

Vantagens:
Mobilidade e remoção – prédios inteiros podem ser removidos e transportados;
Rapidez de montagem – possui elementos modulares já fabricados, de fácil transporte e montagem;
Expansão ou redução – a partir de um módulo único, é possível aumentar ou reduzir a edificação, acrescentando ou retirando módulos;

Elementos de composição:
Estrutura – perfis e encaixes em aço galvanizado
Paredes – constituídas por painéis sanduíches, compostos de duas chapas de aço galvanizada, com núcleo termo-acústico em poliuretano ou lã de rocha. Além disso, possui opção por painéis GRC (concreto reforçado por fibras de vidro), que são resistentes ao fogo, isolantes térmicos e acústicos, de montagem simples e sem necessidade de revestimentos adicionais.
Paredes internas – painel sanduíche, painéis Wall, ou gesso acartonado
Cobertura – composta por telha metálica trapezoidal com isolamento termo-acústico

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Renata Berger da Silva

dezembro 1st, 2012

Calfinagem

Calfinagem é o processo de acabamento de paredes internas e externas com cal fina (popularmente calfina), que é uma argamassa composta por cal de boa qualidade e agregado miúdo (areia fina). No Brasil, é mais usado em sua forma virgem (cal virgem + areia), em sua cor branca original. Aplicada sobre paredes no reboco cru, a calfinagem preenche irregularidades e substitui a massa corrida.

Principais vantagens:
Substitui a aplicação de massa corrida;
Resistente à umidade;
Acabamento liso, espelhado e marmorizado;
Econômico se comparado à massa corrida.

Desvantagem:
Não admite retoque; caso estes se fizerem necessários, deverá ser utilizada massa corrida.

Durante o acompanhamento da obra exemplificada nas fotos a seguir, foi possível observar a aplicação da cal fina na parede. A cal fina é aplicada com uma desempenadeira metálica limpa, geralmente em cinco camadas. O acabamento foi feito ao final da aplicação, com a mesma desempenadeira metálica utilizada anteriormente, em movimentos de baixo para cima, produzindo um efeito espelhado na superfície. Em pequenas regiões, como acima de portas, a cal fina foi aplicada de cima para baixo para a argamassa não acumular no encontro com a laje.
Após a secagem final, foi passado um selador sobre a parede para a posterior aplicação de tinta.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Taise Brusamarello

novembro 26th, 2012

Avaliação Final Sobre a Construção de Uma Edificação ‘Sustentável’

Em uma construção tida como ‘sustentável’ foi observado o emprego de técnicas que reforçam esse conceito e outras que foram previstas em projeto, mas que não foram executadas, diminuindo a força do conceito. Segundo Luiz Augusto dos Santos Ercole (2003), Costa Filho, Bonin e Sattler afirmam que o conceito de habitação sustentável pode ser desdobrado em termos concretos, significando:

– considerar toda a disponibilidade de infraestrutura local;
– avaliar as possíveis conexões da habitação em seu entorno;
– evitar a sobrecarga e o desperdício dos serviços públicos disponíveis;
– evitar a transferência à esfera coletiva de problemas gerados na esfera particular;
– contribuir para viabilizar o modo de vida urbana sem a necessária agressão ao meio ambiente.

Considerando que podemos dividir o processo observado em duas fases, em que se avalia: 1) o emprego de materiais reciclados ou reutilizados; 2) a redução energética, a edificação observada obteve um bom emprego na utilização dos materiais reciclados (estrutura e acabamentos), mas não teve um bom aproveitamento na reutilização de resíduos e potenciais energéticos que a própria edificação vai gerar. Exemplos disso são o recolhimento de águas pluviais, a destinação de resíduos sólidos e o tratamento de águas cinza e negras que não foram implantados na construção. Com relação à diminuição do consumo energético, a residência utilizou materiais adequados, porém não executou os sistemas da maneira mais eficiente.

Seguem na galeria de imagens os materiais empregados, assim como um quadro avaliando detalhadamente os requisitos que foram listados no projeto inicial e qual o grau de atendimento de cada um nas etapas finais da construção.

 

Referências Bibliográficas:
ERCOLE, L. A. S. Sistema Modular de Gestão de Águas Residuais Domiciliares: Uma Opção Mais Sustentável Para a Gestão de Resíduos Líquidos. 2003. Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil, UFRGS, Porto Alegre.

 

Matéria e quadro elaborados a partir de pesquisa e imagens da aluna Marjory Bertoldo

setembro 23rd, 2012

Aplicação de Revestimento Pétreo

O uso de revestimentos pétreos nas fachadas de edifícios de grande porte e, em geral, de alto valor econômico e simbólico, é bastante usual. Mármore, granito e outras rochas ornamentais, além de duráveis, conferem aspecto sólido e nobreza à edificação. Porém, devido a suas características específicas, possuem certas condições de aplicação, e a falta do conhecimento técnico apropriado pode acarretar em futuras patologias.

Na obra analisada, está sendo aplicado o revestimento pétreo em granito nas fachadas, através de inserts metálicos. Duas pessoas são necessárias para manipular a placa de granito; para erguê-la e posicioná-la na fachada são utlizados equipamentos especiais, denominados talha e tenaz. Os inserts utilizados são de modelos variados: GL (gancho lateral), LT (lateral transversal), LS (lateral simples), GT (gancho terminal), entre outros. Também são utilizados fixadores mecânicos de ancoragem (chamados comumentemente de chumbadores ou parafusos tipo Parabolt) e cantoneiras.

Aplicação:

É feita uma ranhura na placa com uma serra circular para que se possa encaixar e prender o tenaz. Após estar presa, a pedra é erguida para fora do edifício pela talha.

A placa de granito é posicionada e encaixada à pedra adjacente, e com o auxílio de uma régua é conferido o alinhamento com as demais placas. Utilizando um giz é feita a marcação da posição do insert que a prenderá na fachada. A pedra é removida, o insert é fixado e a pedra volta a ser posicionada na fachada, prendendo-a aos inserts da pedra adjacente.

Novamente é conferido o alinhamento e então a placa é encaixada (através de uma ranhura localizada na sua face posterior) ao insert recém fixado. A largura do peitoril é conferida em dois pontos da placa, e um novo insert – do tipo gancho – é preso à lateral da pedra e aparafusado ao peitoril. Finalmente, a placa pode ser solta do tenaz. E o processo reinicia para a seguinte placa.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Catiele Fortes

junho 22nd, 2012

Pastilhas para Revestimento Externo

Nesta obra está sendo executado revestimento em pastilha cerâmica. Tal material é muito utilizado nas fachadas das edificações, mas sua durabilidade depende do processo de aplicação. Se este não for bem executado, pode resultar em defeitos visíveis em curto prazo.
Aplicação:
Para aplicar as pastilhas, o reboco precisa estar pronto e com sua superfície lisa.
Primeiramente, os operários montam um gabarito com prumos e níveis marcados por fios de nylon que serve de referência aos demais elementos da edificação.
Em seguida, inicia-se a aplicação das pastilhas, feita por dois operários que trabalham em um andaime suspenso. O processo é feito de baixo para cima, sendo que cada operário inicia em uma extremidade, e encontram-se no centro ao finalizar cada linha horizontal.
Para fixação da pastilha é usada uma cola, obtida pela adição de água a uma mistura seca industrializada, processo feito no próprio andaime.
A cola é passada sobre o reboco pelo lado liso de uma desempenadeira, e em seguida o excesso é retirado com o lado dentado.
Depois de passar a cola em uma pequena área, as pastilhas são colocadas e o operário bate suavemente com uma régua de madeira, para deixá-las bem fixadas e niveladas. É necessária certa rapidez entre a colocação da cola e o assentamento das pastilhas, pois se a cola secar perderá seu poder de aderência.
A última etapa do processo é retirar os excessos de cola das juntas e/ou das próprias pastilhas utilizando uma esponja molhada com água. Este último passo deve, também, ser feito rapidamente, pois o excesso não sairá depois de seco.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Isis Fogaça

abril 30th, 2012

Argamassa Projetada

Nesta obra, a construtora optou por máquinas de projeção de argamassa, cuja importação demanda um investimento na faixa de 50 a 100 mil reais. Essa tecnologia tem como objetivo reduzir os custos, garantir a qualidade e agilizar a conclusão da obra. Para um rendimento satisfatório, além do projetor de argamassa, é necessária uma equipe composta de cinco funcionários especializados, cada um com uma função:

01 – O primeiro deles é encarregado do manuseio da máquina, de conectá-la à eletricidade e de produzir a argamassa, controlando o fornecimento de água e sua mistura com a argamassa seca.

02 – O segundo faz a projeção da argamassa, utiliza uma larga mangueira com um projetor na ponta, através do qual a argamassa vai sendo lançada diretamente na superfície.

03 – O terceiro funcionário acompanha o segundo passando a régua para começar a homogeneizar a camada. Neste caso, a superfície revestida é a face inferior de uma laje treliçada com preenchimento de EPS. Nesse tipo de laje a cura do concreto é mais lenta, ou seja, pode resultar em menor aderência. Sendo assim, observou-se que, em algumas partes, a argamassa não aderiu totalmente e acabou descolando.

04 e 05 – Os outros dois funcionários são responsáveis por garantir o acabamento, utilizando-se da colher de pedreiro para tal. Ajudam também a fixar a argamassa que cai devido a menor aderência.
Mais tarde, o funcionário responsável pela regularização voltou ao local com uma desempenadeira elétrica para fazer o acabamento final do revestimento.

Para esta obra, revestir um teto de 37,5 m² com esta nova tecnologia levou cerca de 30 minutos, sendo que, com o método tradicional, este trabalho levaria cerca de 3 horas. Este resultado foi citado com evidente satisfação pela equipe que, em pouco tempo, podia transladar o maquinário para ser utilizado em outro local.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Louise Serraglio

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