maio 28th, 2012

Análise de Obra em Conformidade com a NR-18

Nesta obra foi feito um acompanhamento para verificar se estavam sendo cumpridos alguns dos requisitos da Norma Regulamentadora 18 (NR-18), que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.”

O  levantamento de conformidade foi realizado considerando planilhas e, com a análise parcial dos itens verificados, foi gerado um gráfico mostrando a proporção de conformidade com a norma, bem como, os itens  não atendidos.

Concluiu-se que  30,60% de todos os itens analisados não estavam sendo cumpridos. A maior incidência de problemas estava na área de armazenagem,  e a menor, na área de vivência.

Este método de verificação representa uma boa alternativa para controlar as determinações das normas em canteiros de obras. Nas imagens abaixo, observamos os itens incluídos nos levantamentos, bem como as avaliações parciais e a respectiva conclusão a que se chegou.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Paula Bem Olivo

abril 23rd, 2012

Isolamento Acústico

Nesta obra, a infraestrutura de lazer encontra-se na cobertura do edifício de 19 andares, foram então adotadas algumas medidas de isolamento acústico no piso, nas paredes e no forro para que o uso dos espaços de lazer não interferisse no conforto acústico dos moradores dos andares inferiores.

No piso, a laje do pavimento foi concretada com um rebaixo de 22 centímetros de altura para comportar todas as camadas do isolamento. Foram utilizados isoamortecedores Gerb, que fazem o isolamento de esforços dinâmicos e também atuam no amortecimento. Esses isoamortecedores foram dispostos com distâncias constantes entre si e foram colocados blocos de isopor entre eles, fixados com fita isolante. Sobre esta primeira camada foi colocada uma lona plástica e concretada uma laje, com 4cm de espessura. Após sua cura, foi colocada outra camada de concreto, até obter a espessura de projeto. Essa concretagem em duas etapas foi necessária para não tensionar de uma única vez os isoamortecedores. Durante a concretagem foram usadas finas placas de isopor também junto aos pilares, o que vem a caracterizar esta laje como “flutuante”, ou seja, independente da estrutura principal e que não irá transmitir o ruído através desta.

Para as paredes, o projeto acústico especificou o uso de manta de poliéster em todo ambiente. Entretanto, parte do material foi extraviado no canteiro por apresentar características térmicas semelhantes a um cobertor. Optaram então por complementar o isolamento usando manta de lã de vidro (material semelhante acusticamente, mas que pode causar reação alérgica em contato excessivo com a pele).

O revestimento acústico sobre as paredes foi oculto por paredes de gesso acartonado, suportadas por uma estrutura matálica. A colocação dos montantes metálicos na parede deu-se através de uma peça de fixação (cortada e dobrada a noventa graus), criando o vão necessário para alojar a manta de isolamento. Neste projeto foram utilizadas duas placas de gesso sobrepostas para um melhor desempenho acústico.

A etapa seguinte foi a colocação da manta, com a parte da lã voltada para a parede e a parte com papel voltada para o interior. Sobre as mantas, foram colocadas as placas de gesso acartonado, fixadas nos montantes com parafusos especiais fornecidos pelo mesmo fabricante. Depois de posicionadas, foram removidos eventuais excessos de material nas juntas das placas com auxilio de um estilete.

O forro foi feito utilizando placas de gesso acartonado com mantas de lã de vidro sobre elas, também para fins de isolamento acústico. Quando todas as placas de gesso já estavam colocadas, foi necessário realizar o acabamento entre as juntas. Para isso, foram utilizadas massa e fita específicas. Essa etapa consistiu em passar massa entre as juntas e aplicar a fita, pressionando para remover o excesso de material. Após a secagem foi aplicada uma nova camada de massa, mais larga em relação à primeira e, após a secagem total, a área foi lixada com cuidado e recebeu o acabamento especificado em projeto.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

abril 9th, 2012

Pisos Aquecidos Radiantes

Piso radiante é um dos sistemas de aquecimento que teve grande crescimento nos últimos anos, com as expansões imobiliárias e de crédito. De todos os sistemas de aquecimento existentes, o chão radiante parece ser o que melhor se ajusta ao perfil de temperaturas do corpo humano, no qual a temperatura do ar à altura dos pés é ligeiramente superior ao da temperatura do ar à altura da cabeça. Esta diferença de temperaturas se traduz numa sensação de maior conforto por parte do usuário do sistema. O efeito é alcançado com o aquecimento do piso, gerando, no mesmo, temperaturas inferiores a 29ºC.

Existem dois modelos de piso radiante: o elétrico e o hidráulico. Nesta obra acompanhada no segundo semestre de 2011, foi instalado o sistema elétrico, ideal para pequenas áreas, pois dispensa a instalação de sistemas para aquecimento de água, diminuindo o custo inicial com infraestrutura.

Funcionamento: Os cabos elétricos são embutidos no piso em forma de serpentina e são aquecidos por meio de uma resistência elétrica. A regulagem é feita por termostatos. Em alguns casos, também pode ser colocada uma regulagem nas paredes ou no teto.

Instalação: É executada por uma empresa especializada, que trabalha em conjunto com o arquiteto ou engenheiro responsável pela construção. Em casos de obras prontas, é necessário retirar o piso, observando o projeto arquitetônico.

Cuidados: Deixar junta de dilatação de cerca de 1,0 cm, ou seja, uma fenda próxima às paredes, para que o piso tenha espaço para se dilatar com o calor. “Essa fenda se acomoda abaixo do revestimento do piso e por isso não fica aparente nem acumula pó. Ela permanece encoberta pelo rodapé”, afirma o responsável pela instalação.

Manutenção: É necessária a troca dos termostatos a cada dois anos.

Vantagens: As mesmas do piso hidráulico, com a diferença que não requer colocação de fonte externa geradora de calor, como a caldeira. Pode ser instalado em áreas reduzidas.

Quando não vale a pena: Quando a obra já estiver concluída, pois é necessária a remoção do piso para instalação. Em relação ao consumo de energia, considerando uma área de 100m², o consumo mensal significaria um acréscimo de cerca de R$ 200,00 na conta de luz (considerando o sistema ligado seis horas por dia).

A empresa utilizou o sistema da EUROCABLE, o qual necessita de um contrapiso isolante térmico, ou, em caso contrário, a utilização de uma manta térmica específica para piso térmico. Esta camada isolante serve para direcionar o calor produzido pelos cabos, visto que o objetivo é aquecer o ambiente superior e não os compartimentos inferiores ou o solo.

Após a instalação do isolamento, os cabos calefatores são fixados com guias plásticas desenvolvidas para não comprimir em excesso sua face ou tensionar a externa. No mesmo dia em que for colocado o cabo, deverá ser executado o contrapiso (massa dissipadora de calor). Essa massa forte deverá ser com traço 3:1 (areia:cimento), com consistência igual à massa de reboco, ou seja, não deverá ser muito seca.

Referências:

http://www.eurocablebrasil.com.br
http://www.aecweb.com.br/pisos-radiantes-pisos-aquecidos/piso-radiante-eletrico/astra/especificacao-produtos-fabricantes/1845/3743/0
http://www.casagrandeaquecimentos.com.br/comum/index.php?cont=21&pro=pro_04.php

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Ana Paula Restelli

maio 16th, 2011

Execução de Alvenaria: Processos Iniciais

Prazos mínimos para início da alvenaria:

– A concretagem do pavimento onde será levantada a alvenaria deve ter sido executada no mínimo há 45 dias;

– O escoramento da laje de piso deve ter sido retirado no mínimo há 15 dias;

– O escoramento da laje do pavimento superior deve ter sido totalmente retirado;

– A execução do chapisco deve ter sido realizada há pelo menos 3 dias antes do início da execução da alvenaria.

 Etapas iniciais de execução de alvenaria em blocos cerâmicos:

  1. Liberação da estrutura de concreto – verificação de defeitos de posicionamento, alinhamento e prumos. Havendo a necessidade, eles devem ser corrigidos. Nesta etapa, ocorre também a limpeza da estrutura, assim como a execução do chapisco nas partes de concreto que entram em contato com a alvenaria, de maneira a melhorar a aderência entre estas.
  2. Locação da alvenaria – no caso de utilização de tijolos, isso ocorre através da transferência dos eixos dos pilares para o eixo das vigas, e destas para o piso onde será executada a parede. A marcação na laje é feita com giz valendo-se de réguas e fios de prumo.
  3. Execução da primeira fiada – a laje é inicialmente molhada na linha em que receberá a alvenaria. A argamassa é aplicada sobre o piso neste alinhamento e na lateral e embaixo do tijolo, que é assentado sobre a linha de argamassa da laje, repetindo-se o procedimento até terminar a primeira fiada. Primeiro são colocados os tijolos de extremidades e depois os intermediários. Como a laje pode estar desnivelada, recomenda-se nivelar a face superior dos tijolos da primeira fiada, ou seja, corrigir os desníveis da laje na argamassa que ficará entre ela e a primeira fiada.
  4. Marcação de vãos de portas – podem ser utilizados dois tijolos sem argamassa de assentamento somente para marcação, um em cada lado, delimitando o vão em osso. Começa-se, então, a assentar os tijolos da primeira fiada a partir dos encontros de outras paredes até chegar próximo ao vão em questão. Neste momento, assentam-se os tijolos das laterais do vão da porta, posicionando-os ao lado da marcação. O espaço que sobra entre estes e o restante da alvenaria é preenchido com outro tijolo, que é cortado de acordo com o espaço necessário. Antes de assentar o tijolo limite da outra lateral deve ser feita a conferência do vão em osso, através de trena, a fim de garantir as dimensões especificadas em projeto.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

outubro 19th, 2010

Concretagem de Laje Convencional

A estrutura independente em concreto armado é uma técnica muito difundida para construção de edifícios e cuja execução está bastante arraigada na cultura construtiva local.

As vantagens desse conhecimento e tradição é a agilidade com que a execução é feita, a possibilidade de adquirir o concreto usinado, que apresenta qualidade muito superior quando comparado ao produzido em obra. Porém, o excesso de confiança na técnica que foi se formando com o tempo pode levar a um inconsciente desleixo que deve ser prevenido na execução, evitando-se, por exemplo, o trânsito de maneira despreocupada sobre a armadura negativa ou o uso incorreto do vibrador no adensamento do concreto.

Durante a concretagem desta laje havia, além de um técnico em segurança e um engenheiro civil, operários envolvidos em:
• Conduzir a mangueira que despejava o concreto do caminhão betoneira
• Fazer o adensamento do concreto utilizando um vibrador metálico
• Espalhar o concreto utilizando uma enxada
• Checagem do nível de concretagem da laje utilizando um teodolito a laser
• Regularização do concreto com régua metálica* e colher de pedreiro
• Movimentação de objetos que obstruíam o caminho da mangueira.

* Régua metálica: perfl metálico utilizado para regularizar e nivelar a superfície do concreto, neste caso empregada por dois operários simultaneamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

This work is licensed under GPL - 2009 | Powered by Wordpress using the theme aav1