abril 9th, 2012

Pisos Aquecidos Radiantes

Piso radiante é um dos sistemas de aquecimento que teve grande crescimento nos últimos anos, com as expansões imobiliárias e de crédito. De todos os sistemas de aquecimento existentes, o chão radiante parece ser o que melhor se ajusta ao perfil de temperaturas do corpo humano, no qual a temperatura do ar à altura dos pés é ligeiramente superior ao da temperatura do ar à altura da cabeça. Esta diferença de temperaturas se traduz numa sensação de maior conforto por parte do usuário do sistema. O efeito é alcançado com o aquecimento do piso, gerando, no mesmo, temperaturas inferiores a 29ºC.

Existem dois modelos de piso radiante: o elétrico e o hidráulico. Nesta obra acompanhada no segundo semestre de 2011, foi instalado o sistema elétrico, ideal para pequenas áreas, pois dispensa a instalação de sistemas para aquecimento de água, diminuindo o custo inicial com infraestrutura.

Funcionamento: Os cabos elétricos são embutidos no piso em forma de serpentina e são aquecidos por meio de uma resistência elétrica. A regulagem é feita por termostatos. Em alguns casos, também pode ser colocada uma regulagem nas paredes ou no teto.

Instalação: É executada por uma empresa especializada, que trabalha em conjunto com o arquiteto ou engenheiro responsável pela construção. Em casos de obras prontas, é necessário retirar o piso, observando o projeto arquitetônico.

Cuidados: Deixar junta de dilatação de cerca de 1,0 cm, ou seja, uma fenda próxima às paredes, para que o piso tenha espaço para se dilatar com o calor. “Essa fenda se acomoda abaixo do revestimento do piso e por isso não fica aparente nem acumula pó. Ela permanece encoberta pelo rodapé”, afirma o responsável pela instalação.

Manutenção: É necessária a troca dos termostatos a cada dois anos.

Vantagens: As mesmas do piso hidráulico, com a diferença que não requer colocação de fonte externa geradora de calor, como a caldeira. Pode ser instalado em áreas reduzidas.

Quando não vale a pena: Quando a obra já estiver concluída, pois é necessária a remoção do piso para instalação. Em relação ao consumo de energia, considerando uma área de 100m², o consumo mensal significaria um acréscimo de cerca de R$ 200,00 na conta de luz (considerando o sistema ligado seis horas por dia).

A empresa utilizou o sistema da EUROCABLE, o qual necessita de um contrapiso isolante térmico, ou, em caso contrário, a utilização de uma manta térmica específica para piso térmico. Esta camada isolante serve para direcionar o calor produzido pelos cabos, visto que o objetivo é aquecer o ambiente superior e não os compartimentos inferiores ou o solo.

Após a instalação do isolamento, os cabos calefatores são fixados com guias plásticas desenvolvidas para não comprimir em excesso sua face ou tensionar a externa. No mesmo dia em que for colocado o cabo, deverá ser executado o contrapiso (massa dissipadora de calor). Essa massa forte deverá ser com traço 3:1 (areia:cimento), com consistência igual à massa de reboco, ou seja, não deverá ser muito seca.

Referências:

http://www.eurocablebrasil.com.br
http://www.aecweb.com.br/pisos-radiantes-pisos-aquecidos/piso-radiante-eletrico/astra/especificacao-produtos-fabricantes/1845/3743/0
http://www.casagrandeaquecimentos.com.br/comum/index.php?cont=21&pro=pro_04.php

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Ana Paula Restelli

maio 16th, 2011

Execução de Alvenaria: Processos Iniciais

Prazos mínimos para início da alvenaria:

– A concretagem do pavimento onde será levantada a alvenaria deve ter sido executada no mínimo há 45 dias;

– O escoramento da laje de piso deve ter sido retirado no mínimo há 15 dias;

– O escoramento da laje do pavimento superior deve ter sido totalmente retirado;

– A execução do chapisco deve ter sido realizada há pelo menos 3 dias antes do início da execução da alvenaria.

 Etapas iniciais de execução de alvenaria em blocos cerâmicos:

  1. Liberação da estrutura de concreto – verificação de defeitos de posicionamento, alinhamento e prumos. Havendo a necessidade, eles devem ser corrigidos. Nesta etapa, ocorre também a limpeza da estrutura, assim como a execução do chapisco nas partes de concreto que entram em contato com a alvenaria, de maneira a melhorar a aderência entre estas.
  2. Locação da alvenaria – no caso de utilização de tijolos, isso ocorre através da transferência dos eixos dos pilares para o eixo das vigas, e destas para o piso onde será executada a parede. A marcação na laje é feita com giz valendo-se de réguas e fios de prumo.
  3. Execução da primeira fiada – a laje é inicialmente molhada na linha em que receberá a alvenaria. A argamassa é aplicada sobre o piso neste alinhamento e na lateral e embaixo do tijolo, que é assentado sobre a linha de argamassa da laje, repetindo-se o procedimento até terminar a primeira fiada. Primeiro são colocados os tijolos de extremidades e depois os intermediários. Como a laje pode estar desnivelada, recomenda-se nivelar a face superior dos tijolos da primeira fiada, ou seja, corrigir os desníveis da laje na argamassa que ficará entre ela e a primeira fiada.
  4. Marcação de vãos de portas – podem ser utilizados dois tijolos sem argamassa de assentamento somente para marcação, um em cada lado, delimitando o vão em osso. Começa-se, então, a assentar os tijolos da primeira fiada a partir dos encontros de outras paredes até chegar próximo ao vão em questão. Neste momento, assentam-se os tijolos das laterais do vão da porta, posicionando-os ao lado da marcação. O espaço que sobra entre estes e o restante da alvenaria é preenchido com outro tijolo, que é cortado de acordo com o espaço necessário. Antes de assentar o tijolo limite da outra lateral deve ser feita a conferência do vão em osso, através de trena, a fim de garantir as dimensões especificadas em projeto.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

outubro 19th, 2010

Concretagem de Laje Convencional

A estrutura independente em concreto armado é uma técnica muito difundida para construção de edifícios e cuja execução está bastante arraigada na cultura construtiva local.

As vantagens desse conhecimento e tradição é a agilidade com que a execução é feita, a possibilidade de adquirir o concreto usinado, que apresenta qualidade muito superior quando comparado ao produzido em obra. Porém, o excesso de confiança na técnica que foi se formando com o tempo pode levar a um inconsciente desleixo que deve ser prevenido na execução, evitando-se, por exemplo, o trânsito de maneira despreocupada sobre a armadura negativa ou o uso incorreto do vibrador no adensamento do concreto.

Durante a concretagem desta laje havia, além de um técnico em segurança e um engenheiro civil, operários envolvidos em:
• Conduzir a mangueira que despejava o concreto do caminhão betoneira
• Fazer o adensamento do concreto utilizando um vibrador metálico
• Espalhar o concreto utilizando uma enxada
• Checagem do nível de concretagem da laje utilizando um teodolito a laser
• Regularização do concreto com régua metálica* e colher de pedreiro
• Movimentação de objetos que obstruíam o caminho da mangueira.

* Régua metálica: perfl metálico utilizado para regularizar e nivelar a superfície do concreto, neste caso empregada por dois operários simultaneamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

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