setembro 28th, 2011

Sistemas de Protensão

A protensão pode ser definida como o artifício de introduzir, em uma estrutura, um estado prévio de tensões, de modo a melhorar sua resistência e seu comportamento, sob ação de diversas solicitações.

Em uma das obras acompanhadas no primeiro semestre de 2011, foi evidenciada uma solução tecnológica diferente do usual em Porto Alegre, o uso de um sistema protendido. Em conversa com o responsável da obra, a utilização dessa tecnologia foi justificada com base nos seguintes argumentos:

– Permite vencer vãos maiores;

– Permite maior pé direito;

– Permite maior verticalidade das aberturas;

– Possibilita maior velocidade de execução;

– A laje protendida estrutura-se sozinha;

– Ausência de vigas;

Após o questionamento da relação custo/benefício dessa tecnologia, o responsável pela obra argumentou que pelo fato da laje protendida possibilitar um pé direito mais alto (sem perdas de altura com as vigas), foi possível construir um pavimento a mais, o qual remunera a utilização desta tecnologia no momento da venda.

Um dos sistemas de protensão é a pós-tensão, a qual consiste em pós tensionar a estrutura uma vez já concretada, elevando desta forma a resistência aos esforços de tração que a estrutura poderá suportar. No diagrama estrutural, abaixo, é possível observar como a deformação da viga é inversa à deformação das vigas de concreto armado convencionais.

No sistema de pós-tensão basicamente é necessário prever em projeto estrutural uma tubulação (Bainha) dentro da viga por onde passarão os cabos a serem tensionados.
Para o processo de pós-tensão acontecer é necessário o uso de um macaco hidráulico que é o instrumento que fará a pós-tensão. Para isso ser possível é necessário contar com um encunhamento num dos extremos da viga já que no outro extremo será necessário colocar o macaco hidráulico para realizar a pós-tensão.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Alice Pacheco Napoli e Ronal Ernesto Piura Paz

junho 23rd, 2011

NR18 – Item 18.14 – Movimentação e transporte de materiais e pessoas

A segurança dentro do ambiente de trabalho da construção civil é regulamentada pela NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Dentre os vários itens que a compõe, um deles, o 18.14, estabelece os aspectos mínimos a serem considerados na movimentação e transporte de materiais e pessoas dentro do canteiro de obra. 

1.    Equipamentos de transporte vertical de materiais e pessoas

            – Dimensionamento, montagem e desmontagem realizados por profissional habilitado.

            – Operação, manutenção e primeira vistoria para avaliar capacidade de carga, altura de elevação e estado geral, devem ser realizadas por trabalhador qualificado.

            – Áreas de transporte vertical e horizontal devem estar isoladas e sinalizadas e os acessos à obra devem estar livres para possibilitar a movimentação de equipamentos.           

2.    Torres de Elevadores

            – Dimensionamento – de acordo com as cargas a que estarão sujeiras -, montagem e desmontagem feita por trabalhadores qualificados.

            – Devem estar afastadas das redes elétricas, ou estas devem estar isoladas.

            – Devem possuir barreira a no mínimo 1,80m de altura, impedindo projeção de parte do corpo para o interior da torre e possuir dispositivos de segurança para impedir a sua abertura quando o elevador não estiver no nível do pavimento.

 3.    Elevadores de Transporte de Materiais

            – Proibido o transporte de pessoas nos elevadores de materiais.

            – Indicação no seu interior da carga máxima permitida e da proibição do transporte de pessoas.

            – O local de trabalho do guincheiro deve ser isolado e ter proteção segura contra queda de materiais.

            – Cada pavimento deve ter um botão para acionamento de lâmpada ou campainha junto ao guincheiro para garantir comunicação.

4.    Elevadores de Passageiros

             – Instalação obrigatória em edifícios com mais de doze pavimentos, ou altura equivalente, alcançando toda sua extensão. Deve começar a ser instalado a partir da execução da laje do 7º pavimento ou quando o canteiro possuir mais de 30 trabalhadores.

             – Não podem ser transportados simultaneamente passageiros e cargas. Quando ele for único e utilizado não simultaneamente para transporte de cargas e de passageiros, sua instalação deverá acontecer a partir da execução do pavimento térreo.

             – A cabina do elevador de passageiros deve ter iluminação e ventilação – natural ou artificial – e a indicação da capacidade máxima, em número de passageiros e peso total.

5.     Gruas

            – A ponta da lança da grua e o cabo de aço de sustentação devem ficar, no mínimo, a 3 metros de distância da rede elétrica e outros obstáculos.

            – Quando a grua não estiver em funcionamento, a lança deve ser colocada em posição de descanso.

            – A grua deve estar aterrada, e dispor de pára-raios a 2m acima da ponta mais elevada da torre, quando necessário.

            – Para permitir o acesso somente ao pessoal envolvido na operação do equipamento, as áreas de carga e descarga devem estar identificadas.

            – A grua deve possuir alarme sonoro a fim de avisar quando o equipamento estiver em funcionamento.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

junho 20th, 2011

NR18 – Item 18.13 – Medidas de proteção contra quedas em altura

A NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – tem como objetivo estabelecer diretrizes para a implementação de medidas de controle e prevenção em relação à segurança dentro do ambiente de trabalho da construção. Esta norma regulamentadora determina que somente poderá haver trabalhadores dentro do canteiro de obras se todos os itens previstos forem compatíveis com a fase na qual a obra se apresenta. Ela é dividida em vários itens, abordando cada aspecto a ser considerado. De acordo com o item 18.3:           

1. Aberturas no piso:

Todas as aberturas no piso devem ser fechadas com material provisório e resistente. Caso a abertura seja utilizada para transporte vertical de materiais e/ou equipamentos, deve estar protegida por guarda-corpo fixo e com um sistema de fechamento do tipo cancela.

 2. Vão de acesso à caixa de elevadores:

Devem ter fechamento provisório na altura de no mínimo 1,20m, de material resistente, até que sejam colocadas as portas definitivas.

3. Periferia da edificação:

Deve ser instalada proteção contra quedas em todo o perímetro a partir do momento que a primeira laje foi concretada. Esta proteção deve ter anteparos rígidos, em que o travessão superior do guarda-corpo esteja a uma altura de 1,20m e o intermediário a 0,70m do piso, além de rodapé a 0,20m. Entre esses travessões deve haver fechamento com tela ou outro material garanta proteção.

 4. Plataformas e fechamento periférico:

Em edifícios com mais de quatro pavimentos é obrigatória a utilização de plataformas de proteção. Estas plataformas são chamadas correntemente de “bandejas”.

A plataforma principal deve estar localizada na primeira laje, na altura do primeiro pé-direito acima do nível do terreno, possuir dimensões mínimas de 2,50m de balanço em relação à face externa da construção e ser complementada com um elemento de 0,80m de comprimento fixada a 45º na extremidade da plataforma. Em edificações em que os pavimentos mais altos forem recuados em relação à base, a primeira laje a ser considerada para colocação da plataforma principal é a do corpo recuado.

As plataformas secundárias são instaladas a cada três lajes, tendo como mínimo 1,40m de balanço, e são complementadas por faixas de 0,80m fixadas a 45º nas bordas da plataforma.

As plataformas principal e secundárias devem ser instaladas assim que forem concluídas as concretagens das lajes correspondentes e serem retiradas somente quando a vedação da periferia até a plataforma superior for concluída.

Nas edificações em que existam pavimentos no subsolo, devem existir plataformas terciárias, de duas em duas lajes, contadas a partir da plataforma principal em direção ao subsolo. Suas dimensões mínimas devem ser de 2,20m de balanço e possuir a mesma complementação de 0,80m a 45º.

Nos pavimentos onde existam as plataformas também é obrigatório o fechamento do perímetro com tela, pois sua principal função é a de aparar a queda de pequenos objetos e materiais.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

junho 20th, 2011

NR18 – Item 18.27 – Sinalização de segurança

Segundo a Norma Regulamentadora – NR18, todo o canteiro de obras deve estar sinalizado a fim de:

            – Indicar as saídas existentes;

            – Identificar os locais de apoio;

            – Advertir contra eventuais perigos que possam vir a existir na obra;

            – Advertir contra risco de queda;

            – Indicar a obrigatoriedade do uso de equipamento de proteção individual mínimo  (EPI) e para atividades específicas, através de sinalização próxima ao local de execução desta atividade;

            – Indicar as áreas isoladas devido ao transporte e circulação de materiais;

            – Identificar os acessos e circulações de veículos e equipamentos;

            – Identificar locais onde a passagem de pessoas ocorrer em pé-direito menor de 1,80m, advertindo-os;

            – Identificar os locais em que existam substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas e radioativas.

            Em caso de obras em vias públicas, o trabalhador deve estar portando colete ou tiras reflexivas na região do tórax e costas e o canteiro de obras deve ter seu acesso e sinalizar a movimentação e transporte vertical de materiais. Esta sinalização tem como objetivo alertar os motoristas e pedestres e deve estar conforme as determinações do órgão competente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Angélica Diemer Crusius

novembro 8th, 2010

Procedimentos para recebimento de concreto usinado em obra

Ao estacionarem os caminhões bomba e betoneira em uma obra, devem ser realizados procedimentos para garantir que o concreto utilizado esteja de acordo com o encomendado à empresa fabricante e com o especificado no projeto. Esta verificação é normatizada pela NBR 12.655 – Norma de Preparo de Controle e Recebimento do Concreto.

A primeira verificação a ser feita é a conferência do lacre do caminhão com o código da nota, em caso de incompatibilidade não são asseguradas as características esperadas e isso justifica a devolução do lote. Além desse código constam na nota fiscal outras informações referentes à resistência, ao abatimento e sua tolerância e traço, assim como o uso de aditivos. Após a checagem desses documentos, o concreto está liberado para ser testado.

O caminhão betoneira é ligado ao caminhão bomba e gera-se um primeiro jato de uma pequena quantidade de concreto, inaproveitado, pois o agregado e o aglomerado não estão bem misturados. Logo após é lançada outra pequena quantidade, com a qual se faz o ensaio de abatimento (“slump test”), que faz uma avaliação da plasticidade do concreto.

O ensaio de abatimento consiste em preencher um cone metálico em três etapas, adensando-o a cada etapa com uma pequena barra de aço. Logo após retira-se vagarosamente o molde em forma de cone, medindo o desnível do concreto em relação à sua altura inicial (altura da forma). O limite para aceitação de deformação da massa depende das especificações do cálculo estrutural, ficando geralmente, entre 8 e 12 cm. Quanto maior a deformação, mais líquido está o concreto, o que pode ser desejado (para melhorar a plasticidade do mesmo) ou não (para não prejudicar sua resistência).

Após o ensaio de abatimento faz-se os corpos de prova, que servirão para testar a resistência do concreto em laboratório. Com uma colher de pedreiro, enchem-se formas metálicas cilíndricas apropriadas para esta finalidade e também se adensa esse concreto com uma barra de aço. Após preencher todo o molde, o operário golpeia suas as laterais para forçar a saída de bolhas, que prejudicam a precisão do resultado do teste de resistência. Após alisar a superfície do concreto, as amostras são identificadas com o nome da obra, a data da concretagem e o número do caminhão de onde procedeu o concreto e estas permanecem em repouso na obra por 24 horas. Após esse período, as amostras são levadas ao laboratório de análises da empresa contratada pela construtora para serem realizados os rompimentos.

O número e as etapas de análise dos corpos de prova podem variar conforme as exigências de cada projeto. Nesta obra, foram produzidos três corpos de prova para cada lote de concreto entregue (a cada caminhão betoneira), que foram rompidos em três momentos: aos 7, 28 e 90 dias, gerando dados para análise e confirmação da resistência do concreto utilizado.

Durante a concretagem, um encarregado anota em que parte da laje foi utilizado o concreto de qual caminhão, pois, caso haja algum problema com os corpos de prova, pode-se localizar o trecho problemático e providenciar sua recuperação.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens das alunas Clarissa Meneguzzi e Camila Biavatti

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