junho 19th, 2015

ALVENARIA RACIONALIZADA: PRIMEIRA FIADA

A correta execução da primeira fiada da alvenaria racionalizada garante a qualidade dos serviços subsequentes.

Inicialmente deve ser feita uma limpeza superficial no pavimento, removendo-se resíduos de todas as superfícies (Figura 1). É necessário, ainda, lavar e escovar as estruturas quando foi utilizado qualquer tipo de desmoldante nas fôrmas.

Antes de executar a primeira fiada de alvenaria, deve ser instalada a linha de vida e removido o guarda-corpo de proteção, após a completa instalação da linha de vida suspensa. Neste caso específico, não foram observadas as recomendações de segurança.

São utilizados chapisco e telas metálicas eletrossoldadas para solidarizar e permitir uma perfeita aderência entre a alvenaria e as estruturas de concreto armado. O chapisco deve ser efetuado no mínimo 3 dias antes do início da alvenaria (tempo de cura). Posteriormente, são fixadas as telas metálicas.

A alvenaria de vedação segue a racionalidade de um projeto de coordenação modular. Deve-se obter as coordenadas exatas do ponto de lançamento inicial. Para tal, instala-se uma linha guia de nylon (Figura 2), que serve como orientação para a fixação de um bloco referencial e pelo qual se nivelarão todos os blocos da primeira fiada (Figura 3). O posicionamento deve ser conferido, com o auxílio de uma régua metálica (Figura 4).

Esse bloco referencial deve ser lançado inicialmente, nos extremos de panos de paredes, vãos de portas, e nas intersecções entre as paredes.

Após, são fixados com argamassa de assentamento na laje (Figura 5 e 6), e em seguida os vãos entre eles são preenchidos com blocos (Figura 7), assegurando-se uma distribuição com intervalo regular. O alinhamento é conferido novamente com uma régua metálica, garantindo a planicidade da primeira fiada (Figura 8).

Com o processo de assentamento finalizado (Figura 9 e 10), o excesso de argamassa é removido, podendo dar início ás fiadas subsequentes.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Caroline Bariviera.

outubro 3rd, 2012

Reforço Estrutural em Estrutura de Concreto Armado

Em uma obra que utilizou estrutura independente de concreto armado, o teste de rompimento de corpo-de-prova mostrou que a resistência do concreto fornecido foi inferior à resistência prevista em projeto. A solução adotada foi o recálculo da estrutura, e em seguida, o reforço estrutural nos elementos que não atendiam a resistência necessária.
Neste caso, vigas e pilares dos primeiros pavimentos tiveram que receber estruturas auxiliares para aumentar a eficiência do conjunto. Essa solução, embora necessária, causou uma série de problemas no canteiro como: atraso nas atividades; refazer elementos já executados; aumento da seção das estruturas, o que alterou a padronização dimensional dos pavimentos-tipo; entre outros.
O processo acompanhado consistiu no reforço de:

Vigas
As faces laterais das vigas que receberam reforço foram levemente descascadas e nelas foram fixadas chapas de aço posicionadas verticalmente, através de fixadores mecânicos tipo parabolt. Após, foi utilizada tela metálica para auxiliar na aderência do aço com a argamassa, que fará a proteção do material e dará acabamento estético ao conjunto.
Nos casos mais críticos, foi necessário executar também o reforço na parte superior da viga, e para isso, parte da alvenaria do pavimento superior, que já estava levantada, teve que ser desmanchada para a colocação de uma chapa de aço contínua sobre a região a ser reforçada. A aderência da chapa foi garantida com a utilização de um adesivo bicomponente.

Pilares
No caso dos pilares, estes também receberam uma armadura extra em uma das faces. A face que recebeu o reforço foi descascada e foram feitos furos para ancoragem da armadura adicional, fixada com o adesivo. Depois de posicionada e colada a armadura, foram montadas as formas e o pilar foi concretado novamente. O concreto utilizado tinha uma plasticidade maior que o anterior, já que o volume a ser concretado era menor e ficaria difícil garantir o total preenchimento da seção.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Tana Renck Klein

outubro 26th, 2011

Revestimento com argamassa monocapa

A monocapa é um tipo de argamassa decorativa para fachadas e paredes. Além de oferecer funções de proteção e decoração em um único produto, também apresenta vantagens pela redução de custo e de tempo na obra. Pode ser utilizada como argamassa para ser aplicada diretamente sobre a alvenaria tendo inúmeras utilizações com bons resultados e efeitos originais.

A monocapa reduz as etapas e os custos do sistema de construção tradicional, pois elimina o método de multicamadas (chapisco, emboço, reboco e pintura). Este novo sistema poupa estas etapas tradicionais dando velocidade ao canteiro de obra, resultando em alta produtividade e eficiência nos revestimentos.

Nesta obra acompanhada no segundo semestre de 2011, foi possível observar a execução das fachadas com argamassa monocapa, de acordo com a seguinte ordem de procedimentos:

1 – Os operários misturam a argamassa monocapa com água, colocando 75% da água necessária para cada saco, depois adiciona-se gradativamente o pó, e por último os 25% restantes de água. Após, o pó e a água foram misturados no misturador de baixa velocidade durante 2 minutos.

2 – A argamassa monocapa já preparada foi levada pelo elevador de carga para os operários aplicarem nas fachadas.

3 – A monocapa é aplicada diretamente sobre os blocos de concreto, o que facilita e agiliza a execução do revestimento da fachada. As únicas partes que precisam de chapisco são as vigas de concreto moldadas “in loco”. Na obra utilizou-se o chapisco rolado industrializado, que é comprado em pó e misturado no canteiro com água. Ele é aplicado com rolo de textura alta.

4 – Aplicou-se então a primeira camada da argamassa decorativa com uma desempenadeira. Em seguida foi aplicada outra camada da argamassa, seguindo o mesmo procedimento, sempre com a desempenadeira.

5 – Depois de aproximadamente uma semana aplicou-se uma nova camada da mesma mistura de monocapa, porém desta vez com uma máquina à compressão que dará uma textura rugosa à fachada. Depois da aplicação desta última camada o acabamento foi feito passando uma colher de pedreiro ou uma desempenadeira sobre a argamassa recém aplicada para alisá-la e fazer o acabamento final.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Beatrice Haffner Silva

setembro 28th, 2011

Sistemas de Protensão

A protensão pode ser definida como o artifício de introduzir, em uma estrutura, um estado prévio de tensões, de modo a melhorar sua resistência e seu comportamento, sob ação de diversas solicitações.

Em uma das obras acompanhadas no primeiro semestre de 2011, foi evidenciada uma solução tecnológica diferente do usual em Porto Alegre, o uso de um sistema protendido. Em conversa com o responsável da obra, a utilização dessa tecnologia foi justificada com base nos seguintes argumentos:

– Permite vencer vãos maiores;

– Permite maior pé direito;

– Permite maior verticalidade das aberturas;

– Possibilita maior velocidade de execução;

– A laje protendida estrutura-se sozinha;

– Ausência de vigas;

Após o questionamento da relação custo/benefício dessa tecnologia, o responsável pela obra argumentou que pelo fato da laje protendida possibilitar um pé direito mais alto (sem perdas de altura com as vigas), foi possível construir um pavimento a mais, o qual remunera a utilização desta tecnologia no momento da venda.

Um dos sistemas de protensão é a pós-tensão, a qual consiste em pós tensionar a estrutura uma vez já concretada, elevando desta forma a resistência aos esforços de tração que a estrutura poderá suportar. No diagrama estrutural, abaixo, é possível observar como a deformação da viga é inversa à deformação das vigas de concreto armado convencionais.

No sistema de pós-tensão basicamente é necessário prever em projeto estrutural uma tubulação (Bainha) dentro da viga por onde passarão os cabos a serem tensionados.
Para o processo de pós-tensão acontecer é necessário o uso de um macaco hidráulico que é o instrumento que fará a pós-tensão. Para isso ser possível é necessário contar com um encunhamento num dos extremos da viga já que no outro extremo será necessário colocar o macaco hidráulico para realizar a pós-tensão.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Alice Pacheco Napoli e Ronal Ernesto Piura Paz

setembro 11th, 2011

Colocação de pastilhas

Nesta obra acompanhada as pastilhas estavam sendo aplicadas nas fachadas da edificação, em uma fase na qual foi possível observar perfeitamente a ordem de aplicação dos componentes. A execução do revestimento ocorreu obedecendo a seguinte ordem:
1.1 – Chapiscamento da alvenaria
1.2 – Colocação de uma tela metálica
1.3 – Execução do emboço do reboco
1.4 – Colocação da argamassa
1.5 – Assentamento do revestimento final, a pastilha

A utilização da tela metálica é muito importante porque ajuda a conter as cargas das pastilhas. As juntas são delimitadas claramente, e posteriormente serão preenchidas com algum material flexível.
Entre os grupos de pastilhas é colocado um espaçador que pode ser de plástico ou de silicone, os de plástico são colocados bem para baixo para que o reboco fique por cima, já os de silicone são reaproveitados.

As guias são distanciadas pelo tamanho da régua, com a espessura que o reboco deverá ter. O operário usualmente executa o chapisco da parte superior da alvenaria para a inferior, ao atingir o chão, começa a colocação da tela metálica debaixo pra cima e desce novamente fazendo o emboço do reboco. Após adquirir a pega é executado o acabamento e são assentadas as pastilhas, as quais saem de fábrica em módulos quadrados de 6×6.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Luiza Potter Haussen

 

maio 22nd, 2011

Concretagem de estaca

Perfuração

Uma máquina com haste móvel e com a extremidade inferior em forma de caçamba, perfura o solo por rotação, tendo como guia uma camisa metálica de 2,5 metros, a qual tem a função de impedir desmoronamentos e também servir de apoio para a colocação da armadura (fig. 01). O local da perfuração é marcada por um topógrafo (fig. 02).
Como nessa obra as estacas ultrapassam o lençol freático (o terreno encontra-se em área de aterro do Rio Guaíba), é utilizado simultaneamente à perfuração um polímero estabilizante (fig. 03). Esse polímero possui efeito similar à lama bentonítica, porém possui menos restrições ambientais. Quando a caçamba encontra-se cheia, ela volta à superfície e despeja a terra (fig. 04 e 05).

Concretagem

A armadura é colocada na perfuração com guindaste e deve conter distanciadores para garantir o recobrimento de concreto. A concretagem acontece de baixo para cima. São utilizados tubos, chamados de tremonha (fig. 06), acoplados a um funil (fig. 07), para o lançamento do concreto. Dentro desse funil é colocado uma bola de borracha com o diâmetro do tubo tremonha, que funciona como um êmbolo de uma seringa, empurrando para fora o polímero devido à ação da força do concreto. Este polímero é aspirado e estocado em reservatórios para seu reaproveitamento (fig. 08 e 09).
É procedimento obrigatório a realização do slump test (fig. 10) para verificar a consistência do concreto. Na parte superior das estacas são deixadas ferragens de espera para a viga de coroamento (fig. 11). Nesta obra, posteriormente à concretagem das fundações, será realizada a escavação do subsolo e a consequente drenagem do terreno (fig. 12), pois parte das estacas de fundação se transformará em pilar do subsolo. Abaixo do último nível de subsolo, a fundação desce mais 15 metros de profundidade.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

outubro 19th, 2010

Concretagem de Laje Convencional

A estrutura independente em concreto armado é uma técnica muito difundida para construção de edifícios e cuja execução está bastante arraigada na cultura construtiva local.

As vantagens desse conhecimento e tradição é a agilidade com que a execução é feita, a possibilidade de adquirir o concreto usinado, que apresenta qualidade muito superior quando comparado ao produzido em obra. Porém, o excesso de confiança na técnica que foi se formando com o tempo pode levar a um inconsciente desleixo que deve ser prevenido na execução, evitando-se, por exemplo, o trânsito de maneira despreocupada sobre a armadura negativa ou o uso incorreto do vibrador no adensamento do concreto.

Durante a concretagem desta laje havia, além de um técnico em segurança e um engenheiro civil, operários envolvidos em:
• Conduzir a mangueira que despejava o concreto do caminhão betoneira
• Fazer o adensamento do concreto utilizando um vibrador metálico
• Espalhar o concreto utilizando uma enxada
• Checagem do nível de concretagem da laje utilizando um teodolito a laser
• Regularização do concreto com régua metálica* e colher de pedreiro
• Movimentação de objetos que obstruíam o caminho da mangueira.

* Régua metálica: perfl metálico utilizado para regularizar e nivelar a superfície do concreto, neste caso empregada por dois operários simultaneamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

junho 25th, 2010

Recuperação estrutural de entrepiso de concreto armado

A construção do edifício havia sido interrompida durante alguns anos. A retomada dos trabalhos significou uma revisão criteriosa das fundações e estruturas já executadas, cuja integridade poderia estar comprometida. Foi constatada deterioração da armadura da laje do teto do terceiro subsolo, cujos sinais eram o desprendimento do concreto de recobrimento da ferragem e a oxidação do aço, que se encontrava aparente em muitos pontos. O laudo técnico, emitido por empresa especializada em controle tecnológico e recuperação de patologias, concluiu que não havia a necessidade de reforço estrutural (só providenciado se 55- 65% da estrutura estiver comprometida). Neste caso a recuperação da estrutura desenvolveu-se em seis etapas:

  1. Mapeamento dos pontos de corrosão;
  2. Limpeza da estrutura e superfícies: retirada do recobrimento com um martelo elétrico, em extensão que ultrapassou a área de corrosão visível; retirada da matéria oxidada do aço, através de jato de água em alta pressão (também poderia ter sido utilizado jato de areia);
  3. Realizada nova amarração da malha estrutural com arame queimado;
  4. Pintura das armaduras com uma solução de alumínio, para interromper o processo de oxidação;
  5. Aplicação de chapisco rolado, como ponte de aderência para a argamassa de revestimento;
  6. Aplicação de argamassa estrutural polimérica, que, além de proporcionar o recobrimento total da armadura, recuperou a resistência estrutural da laje.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens das alunas Carolina Pandolfo e Renata Zen

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