maio 11th, 2012

Concreto: Ensaio do abatimento (Slump Test)

A consistência do concreto está relacionada com suas próprias características, com a mobilidade da massa e a coesão entre seus componentes. Modificando a proporção de água adicionada ou empregando aditivos, sua plasticidade é alterada, variando a deformação do concreto perante esforços.

A consistência é um dos principais fatores que influenciam na trabalhabilidade do concreto, sendo que esta última depende também de características da obra e dos métodos adotados para o transporte, lançamento e adensamento do concreto. A trabalhabilidade é uma propriedade do concreto recém-misturado que determina a facilidade e a homogeneidade com a qual o material pode ser utilizado.

O ensaio do abatimento do concreto, também conhecido como Slump Test, é realizado para verificar a trabalhabilidade do concreto em seu estado plástico, buscando medir sua consistência e avaliar se está adequado para o uso a que se destina.

Procedimentos:
– coletar a amostra de concreto;
– colocar a fôrma tronco-cônica sobre uma placa metálica bem nivelada e apoiar os pés sobre as abas inferiores do cone;
– preencher o cone com a primeira camada de concreto e aplicar 25 golpes com a haste de socamento, atingindo a parte inferior do cone;
– preencher com mais duas camadas, cada uma golpeada 25 vezes e sem penetrar a camada inferior;
– após a compactação da última camada, retirar o excesso de concreto, alisar a superfície com uma régua metálica e em seguida retirar o cone;
– colocar a haste sobre o cone invertido e medir o abatimento (a distância entre o topo do molde e o ponto médio da altura do tronco de concreto moldado).

A medida máxima e mínima do abatimento é definida pelo calculista, em função das propriedades desejadas de trabalhabilidade.

Neste caso, foram feitos dois slump tests: um, para verificar as propriedades do concreto usinado entregue, e outro após a adição de um aditivo, para verificar a capacidade de auto-adensamento do concreto (obtenção de um círculo de concreto de 45 cm, de acordo com especificações do cálculo estrutural).

Após o concreto ser aceito através do ensaio de abatimento, deve-se coletar amostras para realizar o ensaio de resistência, através de moldagem de corpos de prova.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Rafaela Bortolini

abril 23rd, 2012

Gesso Acartonado em Divisórias Internas

As paredes de gesso acartonado são constituídas da combinação de uma leve estrutura metálica – formada por perfil de chapa de aço zincado – e placas de gesso acartonado, servindo como divisórias de ambientes ou como revestimento de paredes de alvenaria tradicional. As placas tem o nome de suas matérias primas básicas, o gesso (resistência à compressão) e o papel cartão (resistência à flexão), constituindo finalmente um “sanduíche” cartão-gesso-cartão.

Vantagens:
– Menor espessura das paredes;
– Maior velocidade na sua execução;
– Acomodam-se facilmente em qualquer tipo de estrutura;
– Promovem bom isolamento térmico e acústico;
– Diminuição das cargas nas estruturas;
– Instalações elétricas, hidráulicas, gás, entre outras, são realizadas anteriormente ao fechamento das placas, facilitando estes trabalhos.
– Adaptáveis a vários tipos de revestimentos;
– Boa resistência ao fogo;
– Maior liberdade de projeto

Montagem:
– Estrutura metálica: primeiramente se posicionam as guias (perfis horizontais), assentadas sobre uma fita acústica de neoprene junto ao piso, teto e estruturas de concreto; depois de fixadas as guias, são colocados os montantes, que são as peças verticais, posicionadas no interior das guias com o espaçamento adequado entre si (em geral entre 40 cm e 60 cm). O nivelamento das peças deve ser realizado de forma criteriosa. A linha de guias e montantes pode ser duplicada, gerando assim um espaçamento maior no interior da parede, com objetivo de facilitar as instalações futuras neste espaço ou apenas para adaptabilidade ao projeto, fazendo assim com que a espessura final da parede possa variar.
– Após fixado o quadro estável determinado pelos perfis metálicos, procede-se à instalação dos elementos complementares, como elétricos e hidráulicos. Além disso, pode ser feito o isolamento térmico e acústico, através da utilização de materiais especiais como lã de vidro ou rocha.
– Em seguida as placas de gesso acartonado são fixadas na estrutura metálica, através de parafusos especiais, realizando assim o fechamento da parede.
– Finalizadas todas as etapas anteriores, inicia-se o tratamento das juntas entre as placas, que pode ser realizado com massa e fita adequadas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Renata Berger da Silva

outubro 26th, 2011

Revestimento com argamassa monocapa

A monocapa é um tipo de argamassa decorativa para fachadas e paredes. Além de oferecer funções de proteção e decoração em um único produto, também apresenta vantagens pela redução de custo e de tempo na obra. Pode ser utilizada como argamassa para ser aplicada diretamente sobre a alvenaria tendo inúmeras utilizações com bons resultados e efeitos originais.

A monocapa reduz as etapas e os custos do sistema de construção tradicional, pois elimina o método de multicamadas (chapisco, emboço, reboco e pintura). Este novo sistema poupa estas etapas tradicionais dando velocidade ao canteiro de obra, resultando em alta produtividade e eficiência nos revestimentos.

Nesta obra acompanhada no segundo semestre de 2011, foi possível observar a execução das fachadas com argamassa monocapa, de acordo com a seguinte ordem de procedimentos:

1 – Os operários misturam a argamassa monocapa com água, colocando 75% da água necessária para cada saco, depois adiciona-se gradativamente o pó, e por último os 25% restantes de água. Após, o pó e a água foram misturados no misturador de baixa velocidade durante 2 minutos.

2 – A argamassa monocapa já preparada foi levada pelo elevador de carga para os operários aplicarem nas fachadas.

3 – A monocapa é aplicada diretamente sobre os blocos de concreto, o que facilita e agiliza a execução do revestimento da fachada. As únicas partes que precisam de chapisco são as vigas de concreto moldadas “in loco”. Na obra utilizou-se o chapisco rolado industrializado, que é comprado em pó e misturado no canteiro com água. Ele é aplicado com rolo de textura alta.

4 – Aplicou-se então a primeira camada da argamassa decorativa com uma desempenadeira. Em seguida foi aplicada outra camada da argamassa, seguindo o mesmo procedimento, sempre com a desempenadeira.

5 – Depois de aproximadamente uma semana aplicou-se uma nova camada da mesma mistura de monocapa, porém desta vez com uma máquina à compressão que dará uma textura rugosa à fachada. Depois da aplicação desta última camada o acabamento foi feito passando uma colher de pedreiro ou uma desempenadeira sobre a argamassa recém aplicada para alisá-la e fazer o acabamento final.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Beatrice Haffner Silva

setembro 28th, 2011

Sistemas de Protensão

A protensão pode ser definida como o artifício de introduzir, em uma estrutura, um estado prévio de tensões, de modo a melhorar sua resistência e seu comportamento, sob ação de diversas solicitações.

Em uma das obras acompanhadas no primeiro semestre de 2011, foi evidenciada uma solução tecnológica diferente do usual em Porto Alegre, o uso de um sistema protendido. Em conversa com o responsável da obra, a utilização dessa tecnologia foi justificada com base nos seguintes argumentos:

– Permite vencer vãos maiores;

– Permite maior pé direito;

– Permite maior verticalidade das aberturas;

– Possibilita maior velocidade de execução;

– A laje protendida estrutura-se sozinha;

– Ausência de vigas;

Após o questionamento da relação custo/benefício dessa tecnologia, o responsável pela obra argumentou que pelo fato da laje protendida possibilitar um pé direito mais alto (sem perdas de altura com as vigas), foi possível construir um pavimento a mais, o qual remunera a utilização desta tecnologia no momento da venda.

Um dos sistemas de protensão é a pós-tensão, a qual consiste em pós tensionar a estrutura uma vez já concretada, elevando desta forma a resistência aos esforços de tração que a estrutura poderá suportar. No diagrama estrutural, abaixo, é possível observar como a deformação da viga é inversa à deformação das vigas de concreto armado convencionais.

No sistema de pós-tensão basicamente é necessário prever em projeto estrutural uma tubulação (Bainha) dentro da viga por onde passarão os cabos a serem tensionados.
Para o processo de pós-tensão acontecer é necessário o uso de um macaco hidráulico que é o instrumento que fará a pós-tensão. Para isso ser possível é necessário contar com um encunhamento num dos extremos da viga já que no outro extremo será necessário colocar o macaco hidráulico para realizar a pós-tensão.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Alice Pacheco Napoli e Ronal Ernesto Piura Paz

setembro 11th, 2011

Colocação de pastilhas

Nesta obra acompanhada as pastilhas estavam sendo aplicadas nas fachadas da edificação, em uma fase na qual foi possível observar perfeitamente a ordem de aplicação dos componentes. A execução do revestimento ocorreu obedecendo a seguinte ordem:
1.1 – Chapiscamento da alvenaria
1.2 – Colocação de uma tela metálica
1.3 – Execução do emboço do reboco
1.4 – Colocação da argamassa
1.5 – Assentamento do revestimento final, a pastilha

A utilização da tela metálica é muito importante porque ajuda a conter as cargas das pastilhas. As juntas são delimitadas claramente, e posteriormente serão preenchidas com algum material flexível.
Entre os grupos de pastilhas é colocado um espaçador que pode ser de plástico ou de silicone, os de plástico são colocados bem para baixo para que o reboco fique por cima, já os de silicone são reaproveitados.

As guias são distanciadas pelo tamanho da régua, com a espessura que o reboco deverá ter. O operário usualmente executa o chapisco da parte superior da alvenaria para a inferior, ao atingir o chão, começa a colocação da tela metálica debaixo pra cima e desce novamente fazendo o emboço do reboco. Após adquirir a pega é executado o acabamento e são assentadas as pastilhas, as quais saem de fábrica em módulos quadrados de 6×6.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Luiza Potter Haussen

 

agosto 20th, 2011

Sistema Building Shell

O sistema de montagem das fachadas utilizado nesta obra foi o Building Shell, o qual permite uma maior rapidez na construção, ou seja, a obra não precisa estar finalizada em altura para que se possa fazer o acabamento externo (fato que é necessário nas estruturas convencionais, onde o andaime desce do último pavimento ao térreo para que os operários apliquem chapisco, reboco, revestimento, etc).

Os painéis de “concreto arquitetônico” são sistemas de vedação para fachadas, largamente utilizados na América do Norte e Europa. O sucesso deste sistema provém de atributos como: a) qualidade aparente, b) durabilidade, c) variadas opções de forma, cores e texturas, d) eficiência energética, e) custos iniciais competitivos, custos de manutenção reduzidos durante o ciclo de vida da edificação, e f) trata-se de um único sistema completo de fachada.

Para a utilização deste sistema, durante a fase da arquitetura conceitual, o arquiteto deve considerar vários itens, tais como: seleção dos materiais, texturas, geometria da superfície, seções, repetições, custos e métodos de montagem. Diferentemente de uma vedação de alvenaria de blocos ou tijolos, apoiados sobre lajes ou vigas, o painel de concreto arquitetônico funciona como uma vedação pré‐fabricada em pele (Shell em inglês) fixada com inserts metálicos nas lajes.

O painel de “concreto arquitetônico” utilizado nesta obra é um painel de fachada 100% aprovado pela Prefeitura de Porto Alegre, e submetidos à análise no LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais) da UFRGS, onde foram verificados os seguintes desempenhos:

– Resistência mecânica, ensaio de corpo mole;

– Resistência mecânica, ensaio de corpo duro;

– Resistência à compressão axial de testemunhos;

– Estanqueidade;

– Desempenho acústico e térmico;

– Comportamento frente ao fogo.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Alice Pacheco Napoli

maio 22nd, 2011

Concretagem de estaca

Perfuração

Uma máquina com haste móvel e com a extremidade inferior em forma de caçamba, perfura o solo por rotação, tendo como guia uma camisa metálica de 2,5 metros, a qual tem a função de impedir desmoronamentos e também servir de apoio para a colocação da armadura (fig. 01). O local da perfuração é marcada por um topógrafo (fig. 02).
Como nessa obra as estacas ultrapassam o lençol freático (o terreno encontra-se em área de aterro do Rio Guaíba), é utilizado simultaneamente à perfuração um polímero estabilizante (fig. 03). Esse polímero possui efeito similar à lama bentonítica, porém possui menos restrições ambientais. Quando a caçamba encontra-se cheia, ela volta à superfície e despeja a terra (fig. 04 e 05).

Concretagem

A armadura é colocada na perfuração com guindaste e deve conter distanciadores para garantir o recobrimento de concreto. A concretagem acontece de baixo para cima. São utilizados tubos, chamados de tremonha (fig. 06), acoplados a um funil (fig. 07), para o lançamento do concreto. Dentro desse funil é colocado uma bola de borracha com o diâmetro do tubo tremonha, que funciona como um êmbolo de uma seringa, empurrando para fora o polímero devido à ação da força do concreto. Este polímero é aspirado e estocado em reservatórios para seu reaproveitamento (fig. 08 e 09).
É procedimento obrigatório a realização do slump test (fig. 10) para verificar a consistência do concreto. Na parte superior das estacas são deixadas ferragens de espera para a viga de coroamento (fig. 11). Nesta obra, posteriormente à concretagem das fundações, será realizada a escavação do subsolo e a consequente drenagem do terreno (fig. 12), pois parte das estacas de fundação se transformará em pilar do subsolo. Abaixo do último nível de subsolo, a fundação desce mais 15 metros de profundidade.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

maio 5th, 2011

Lama Bentonítica

Lama Bentonítica:

Segundo a FUNDESP (1987), a lama bentonítica é constituída de água e bentonita, sendo esta última uma rocha vulcânica, onde o mineral predominante é a montimorilonita. No Brasil, existem jazidas de bentonita no Nordeste (Bahia e Rio Grande do Norte). Trata-se de um material tixotrópico que em dispersão muda seu estado físico por efeito da agitação (em repouso é gelatinosa com ação anti-infiltrante; agitada fluidifica-se). Seu efeito estabilizante é eficaz quando a pressão hidrostática da lama no interior da escavação é superior à exercida externamente pelo lençol e a granulometria do terreno é tal que possa impedir a dispersão da lama.

A coluna de lama exerce sobre as paredes da vala uma pressão que impede o desmoronamento formando uma película impermeável denominada “cake”, a qual dispensa o uso de revestimentos.

A lama bentonítica é preparada em uma instalação especial denominada central de lama, onde se faz a mistura da bentonita (transportada em pó, com uma concentração variando de 25 a 70 kg de bentonita por metro cúbico de água, em função da viscosidade e da densidade que se pretende obter. Na central há um laboratório para controle de qualidade (parâmetros exigidos pela Norma Brasileira de Projeto e Execução de Fundações NBR 6122).

 

Parede diafragma escavada com Lama Bentonítica

Quando as escavações internas de uma obra interceptam o lençol freático ou materiais rochosos, a parede diafragma é utilizada como meio seguro para realizar as escavações internas ao terreno sem que ocorra fluxo constante de água para dentro da obra, nem seja necessário executar um rebaixamento do lençol freático, melhorando assim as condições de estabilidade dos solos nas regiões anexas à escavação.

Escavação

A escavação da parede diafragma é feita por um equipamento denominado Clamshell (acionada a cabo ou hidraulicamente). Ver vídeo abaixo.

A escavação é executada com seu interior preenchido com estabilizante (lama bentonítica ou polímero) que tem o objetivo de evitar que ocorra o desmoronamento da parte interna da escavação. Lembrando que a lama bentonítica a ser utilizada deve estar dentro dos parâmetros fixados pela norma da ABNT NBR 6122:1996.

A ABNT faz a seguinte ressalva: “É importante frisar que a utilização de lama estabilizante pode afetar a aderência entre a estaca e o solo. Normalmente uma lavagem com água pura é suficiente para eliminar esse inconveniente, sendo imprescindível verificar o resultado final do uso da lama através de prova de carga, a menos que haja experiência com este tipo de estaca no terreno da região.”

Link Video Parede Diafragma com Lama Bentonítica

 

Referências

Joppert Junior,Ivan. Fundações e contenções em edifícios: qualidade total na gestão do projeto e execução. São Paulo: Pini, 2007. 221 p., Il., 10cm.

Dos Santos Martins, Gutenberg. Método de execução de fundação Invertida. 2009. 91 f. Conclusão de Curso (Curso Engenharia Civil) 2009.

FUNDESP – Fundações, Indústria e Comércio S/A. Catálogo. São Paulo, Fundesp, 1987.

Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 6122. 1996 p. 24.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

 

novembro 9th, 2010

Entrevista Juan Carlos Arnuncio

Entrevista com o arquiteto espanhol Juan Carlos Arnuncio falando sobre a construção em arquitetura.
Post original em less is more tv.

maio 23rd, 2010

Javier Garcia Solera

Vídeo com o arquiteto espanhol Javier Garcia Solera falando sobre seu projeto de habitação coletiva em Benidorm, Espanha.

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