setembro 26th, 2013

Forro de gesso

O forro de gesso do tipo comum é bastante utilizado em residências e obras de menor porte. As placas possuem um tamanho padrão de 60x60cm e, de acordo com a necessidade, são cortadas em obra para se adaptarem às medidas do projeto.

Nesta obra, o operário marcou na placa o tamanho a ser obtido e, com o auxílio de um sarrafo (utilizado como régua), fez a marcação na mesma, para que em seguida fosse cortada com um serrote.

As placas foram puncionadas na posição de colocação dos pendurais de arame e, em seguida, com um serrote menor, foram feitas ranhuras para estes se acomodarem. As placas foram penduradas na laje através de pitões previamente fixados. Depois de alinhadas, foram fixadas entre si por uma mistura de gesso e fibra de sisal, colocada na parte superior das juntas. Essa cola garante a rigidez entre as placas, para que as mesmas não se desloquem.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Flávia Magalhães Oliveira e colaboração de Isis Fogaça.

junho 7th, 2013

Abertura de Alçapão em Forro de gesso

Para a instalação do forro de gesso, primeiramente o nível do forro e do negativo foram marcados com um cordão pigmentado em todo perímetro do ambiente.

Algumas placas de gesso foram cortadas em faixas de 10 cm de largura, para serem utilizadas no perfil negativo, fixado em todo o perímetro do compartimento. As faixas foram apoiadas, temporariamente, sobre pregos, enquanto os perfis eram pendurados às paredes com arames e colados.

Para a execução do alçapão de inspeção, antes de fixar a placa de gesso no forro, o técnico utilizou um compasso simples – constituído de uma régua de madeira com pregos nas extremidades. Um deles foi posicionado no centro do alçapão e o outro marcou o diâmetro da abertura, produzindo uma ranhura em todo o perímetro. Um corte em forma de cruz foi realizado no interior desse círculo e, por último, foram aplicadas batidas leves até desprender a parte interna.

Neste caso, sendo a primeira placa a ser fixada, esta recebeu furação dupla nos seus quatro cantos, através dos quais passaram arames pendurados em pitões fixados na laje de teto, sendo posicionada, nivelada e fixada em sua posição.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Laura Metz Costa.

abril 30th, 2012

Argamassa Projetada

Nesta obra, a construtora optou por máquinas de projeção de argamassa, cuja importação demanda um investimento na faixa de 50 a 100 mil reais. Essa tecnologia tem como objetivo reduzir os custos, garantir a qualidade e agilizar a conclusão da obra. Para um rendimento satisfatório, além do projetor de argamassa, é necessária uma equipe composta de cinco funcionários especializados, cada um com uma função:

01 – O primeiro deles é encarregado do manuseio da máquina, de conectá-la à eletricidade e de produzir a argamassa, controlando o fornecimento de água e sua mistura com a argamassa seca.

02 – O segundo faz a projeção da argamassa, utiliza uma larga mangueira com um projetor na ponta, através do qual a argamassa vai sendo lançada diretamente na superfície.

03 – O terceiro funcionário acompanha o segundo passando a régua para começar a homogeneizar a camada. Neste caso, a superfície revestida é a face inferior de uma laje treliçada com preenchimento de EPS. Nesse tipo de laje a cura do concreto é mais lenta, ou seja, pode resultar em menor aderência. Sendo assim, observou-se que, em algumas partes, a argamassa não aderiu totalmente e acabou descolando.

04 e 05 – Os outros dois funcionários são responsáveis por garantir o acabamento, utilizando-se da colher de pedreiro para tal. Ajudam também a fixar a argamassa que cai devido a menor aderência.
Mais tarde, o funcionário responsável pela regularização voltou ao local com uma desempenadeira elétrica para fazer o acabamento final do revestimento.

Para esta obra, revestir um teto de 37,5 m² com esta nova tecnologia levou cerca de 30 minutos, sendo que, com o método tradicional, este trabalho levaria cerca de 3 horas. Este resultado foi citado com evidente satisfação pela equipe que, em pouco tempo, podia transladar o maquinário para ser utilizado em outro local.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Louise Serraglio

abril 23rd, 2012

Isolamento Acústico

Nesta obra, a infraestrutura de lazer encontra-se na cobertura do edifício de 19 andares, foram então adotadas algumas medidas de isolamento acústico no piso, nas paredes e no forro para que o uso dos espaços de lazer não interferisse no conforto acústico dos moradores dos andares inferiores.

No piso, a laje do pavimento foi concretada com um rebaixo de 22 centímetros de altura para comportar todas as camadas do isolamento. Foram utilizados isoamortecedores Gerb, que fazem o isolamento de esforços dinâmicos e também atuam no amortecimento. Esses isoamortecedores foram dispostos com distâncias constantes entre si e foram colocados blocos de isopor entre eles, fixados com fita isolante. Sobre esta primeira camada foi colocada uma lona plástica e concretada uma laje, com 4cm de espessura. Após sua cura, foi colocada outra camada de concreto, até obter a espessura de projeto. Essa concretagem em duas etapas foi necessária para não tensionar de uma única vez os isoamortecedores. Durante a concretagem foram usadas finas placas de isopor também junto aos pilares, o que vem a caracterizar esta laje como “flutuante”, ou seja, independente da estrutura principal e que não irá transmitir o ruído através desta.

Para as paredes, o projeto acústico especificou o uso de manta de poliéster em todo ambiente. Entretanto, parte do material foi extraviado no canteiro por apresentar características térmicas semelhantes a um cobertor. Optaram então por complementar o isolamento usando manta de lã de vidro (material semelhante acusticamente, mas que pode causar reação alérgica em contato excessivo com a pele).

O revestimento acústico sobre as paredes foi oculto por paredes de gesso acartonado, suportadas por uma estrutura matálica. A colocação dos montantes metálicos na parede deu-se através de uma peça de fixação (cortada e dobrada a noventa graus), criando o vão necessário para alojar a manta de isolamento. Neste projeto foram utilizadas duas placas de gesso sobrepostas para um melhor desempenho acústico.

A etapa seguinte foi a colocação da manta, com a parte da lã voltada para a parede e a parte com papel voltada para o interior. Sobre as mantas, foram colocadas as placas de gesso acartonado, fixadas nos montantes com parafusos especiais fornecidos pelo mesmo fabricante. Depois de posicionadas, foram removidos eventuais excessos de material nas juntas das placas com auxilio de um estilete.

O forro foi feito utilizando placas de gesso acartonado com mantas de lã de vidro sobre elas, também para fins de isolamento acústico. Quando todas as placas de gesso já estavam colocadas, foi necessário realizar o acabamento entre as juntas. Para isso, foram utilizadas massa e fita específicas. Essa etapa consistiu em passar massa entre as juntas e aplicar a fita, pressionando para remover o excesso de material. Após a secagem foi aplicada uma nova camada de massa, mais larga em relação à primeira e, após a secagem total, a área foi lixada com cuidado e recebeu o acabamento especificado em projeto.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

outubro 21st, 2010

Execução de forro de placas de gesso

Forros de gesso são utilizados atualmente em edifícios residenciais e comerciais para ocultar instalações presas ao teto dos compartimentos ou para criar detalhes e iluminação diferenciadas. Na presente postagem demonstramos a execução de forro com placas de gesso na medida convencional de 60x60cm e que apresentam encaixes para montagem intertravada. O material pode ser apresentado, ainda, na forma de chapas acartonadas (com aplicação de papel cartão em ambas as faces), que se empregam em tamanhos maiores.

A execução obedeceu às seguintes etapas:

01. Leitura do projeto para verificar local de execução do forro e quais detalhes a serem feitos (sancas, negativos, rebaixos), caso existam;

02. Marcação na laje de onde seriam feitos os furos para pendurar as placas (em alguns casos se dão “tiros” na laje com buchas expansivas, mas nesse caso os furos foram feitos com furadeira convencional);

03. Furação da laje nos locais marcados, colocação de bucha e gancho parafusável;

04. Marcação do nível do forro nas paredes. Nesta obra utilizou-se uma mangueira com água para obter o nível, marcando-o com uma linha vermelha (ver a técnica de “bater fio” em “Divisórias de Gesso Acartonado”);

05. Colocação do negativo. Junto às paredes é colocado um perfil de gesso acima do nível do forro, com a função de arremate visual, evitando que este encoste à alvenaria e que ocorram fissuras. Assim, o forro fica suspenso, preso apenas à laje pelos arames;

06. Furação das placas de gesso. Na primeira placa são feitas quatro duplas de furos (uma em cada canto da placa), permitindo assim a estabilidade de nível da mesma quando pendurada. As demais placas apóiam-se nas anteriores, sendo necessária fazer apenas uma dupla de furos em cada uma delas. Entre os furos (localizados cerca de 1,5cm de distância um do outro) faz-se um sulco que alojará o arame de fixação, sendo depois recoberto com gesso;

07. Colocação das placas de gesso. Prende-se um arame galvanizado no gancho preso à laje, passando-o pelos furos da placa de gesso e enrolando-o sobre si mesmo até obter o nível desejado para a placa. Após acertado o nível, passa-se para a instalação da próxima placa;

08. União entre as placas. Após a instalação de algumas placas encaixadas, faz-se uma mistura com pó de gesso, água e fibra de sisal para passar nas emendas da parte superior das placas, conseguindo-se assim a união delas. Assim segue-se sucessivamente até a conclusão do forro.

09. Nivelamento das juntas inferiores. Nas emendas da parte inferior é empregada pasta de gesso, cobrindo-se juntas e sulcos. Após a secagem, é feita a lixação e então é aplicada a pintura. Durante a lixação, as imperfeições na superfície são detectadas com auxílio de uma lâmpada acessa.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Márcia Gonçalves Heck

This work is licensed under GPL - 2009 | Powered by Wordpress using the theme aav1