maio 22nd, 2011

Atirantamento de cortina de concreto

Os tirantes (Fig. 01) são realizados em cortinas de concreto, com a finalidade de transmitir esforços de tração entre suas extremidades. São constituídos de cordoalhas de aço que resistem 1900 MPa cada, em volta de um tubo de PVC, e ocorrem em cada um dos pavimentos do subsolo do empreendimento.
Os tirantes são montados em cima de uma bancada (Fig. 02), e, neste caso, possuem 19 metros de comprimento: doze metros estão destinados à ancoragem e os sete metros restantes são livres, sendo que um destes fica para fora (Fig. 03), para propiciar a protensão.
Primeiramente uma máquina perfura a cortina de concreto, e outra máquina perfura o solo (Fig. 04, 05, 06 e 07), com auxílio de água, com localização e angulações previstas em projeto. Para tornar possível a locomoção dessa máquina, já que o solo é muito molhado, foi construída uma espécie de balsa, com pedaços de madeira da obra.
Após a realização do furo no solo é colocado manualmente o tirante e, através do tubo de PVC, injeta-se uma nata de cimento (Fig. 08). Essa nata é preparada em uma máquina (Fig. 09) e leva cimento CP V ARI. Este tipo de cimento confere uma alta resistência inicial ao concreto em suas primeiras idades, podendo atingir 26MPa de resistência à compressão em apenas 1 dia de idade. É recomendado o seu uso, em obras onde seja necessário a desforma rápida de peças de concreto armado.
O processo é realizado sem pressão, apenas para preencher o furo e o deixar limpo. Depois é injetado novamente concreto, com a intenção de fixar o tirante. Essa injeção é realizada com pressão e por trechos, fazendo com que os manchetes, que funcionam como uma espécie de válvula, cedam e preencham o bulbo de ancoragem (Fig. 10). A pressão da nata de cimento faz com que a borracha ceda e a calda vaza e forma o bulbo de ancoragem.
A injeção secundária é realizada em dois dias, sendo que em cada dia injeta-se doze metros lineares, ou seja, os doze metros de ancoragem receberão duas cargas compeltas. Quatro dias depois  da última injeção (período para cura do cimento) realiza-se a protensão das cordoalhas, através de macacos hidráulicos. São colocadas as peças que formam a “cabeça” do tirante, constituídas de uma placa de apoio, do bloco de ancoragem e da cabeça de ancoragem (uma espécie de porca).

Referências:

http://www.fundesp.com.br/2009/tirantes_metod.html).

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Natália Saccaro Bassanesi

 

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