maio 16th, 2014

Colocação de peitoril de granito

Os peitoris podem ser de vários tipos: pré-moldados ou fabricados no próprio canteiro, com concreto ou graute industrializado, em fôrmas metálicas. Nesta obra, foi utilizado peitoril de pedra de granito. Esta peça tem a função de pingadeira: compreende-se a linha ranhurada, abaixo do peitoril, que intercepta a lâmina d’água, resultando pingos que se projetam afastados da fachada.

Ausência de pingadeiras retém umidade e causa manchas em fachadas e outras patologias na edificação.

Abaixo segue a sequência da execução do peitoril:

  • Quebra da lateral do vão para fazer o engaste à parede
  • Lixação da peça de granito, que é previamente posicionada para conferir o tamanho
  • Sobre o peitoril previamente molhado para melhorar, colocação de uma camada de cimento cola para a fixação da pedra;
  • Assentamento do peitoril, cujo posicionamento é acertado com ajuda de um martelo de borracha;
  • Conferência com régua de nível (inclinação para o exterior de 2%) e trena (neste caso, o parapeito precisou apresentar um balanço de 3,5 cm em relação à parede rebocada, para que o assentamento de pastilhas não prejudicasse sua funcionalidade);
  • Preenchimento do vão entre o peitoril e o contramarco com adesivo vedante, com a dupla função de finalização e impermeabilização;
  • Preenchimento do vão lateral resultante da quebra para engaste com cimento cola.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Juliana Cichelero.
maio 15th, 2014

Andaime Fachadeiro

No Brasil, o método construtivo mais comum das construções em grande altura baseia-se, primeiramente, no modelamento da supraestrutura da edificação e alvenarias e, posteriormente, na execução dos rebocos e revestimentos finais.

Neste método, os acabamentos externos são, muitas vezes, realizados com ajuda de andaimes suspensos (chamados também balancins ou jaús) por cabos de aço, o que restringe o desenvolvimento simultâneo das diversas fases da obra, bem como obriga a construtora a adotar maior número de medidas de segurança contra a queda e projeção de materiais, como a instalação de bandejas de proteção.

Ainda, a logística de montagem e de subidas e descidas consecutivas dos balancins para cumprir as atividades planejadas para cada etapa não é tão eficiente, pois todo o processo demora muito e permite que no máximo quatro operários consigam trabalhar concomitantemente em cada um deles. Exige-se também que a etapa anterior esteja totalmente concluída para que se inicie a etapa seguinte.

A utilização de andaimes fachadeiros foi a opção adotada na obra em questão, trazendo avanços importantes em termos de qualidade, produtividade e segurança do trabalho.

Este sistema permitiu que mais de um operário trabalhasse no revestimento externo da edificação simultaneamente e em diversas frentes; houve redução do risco de quedas em altura e projeção de materiais, sendo dispensado o uso de plataformas e bandejas. Além disso, a montagem e desmontagem foram feitas rapidamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
maio 14th, 2014

Alvenaria de Vedação

Na execução de paredes de alvenaria, o processo se resume basicamente em assentar o material cerâmico sobre uma camada de argamassa. Neste caso, foram utilizados argamassa colante e tijolos de 6 furos.

Para alinhar a parte superior da primeira fiada de tijolos, é esticada uma linha de nylon na largura do vão a ser vedado, com a ajuda de um nivelador (régua ou mangueira de nível).

O profissional coloca uma cama de argamassa sobre o piso. Em seguida, com ajuda de uma espátula (pá ou colher de pedreiro), ele cobre uma das laterais da peça cerâmica a ser assentada, para garantir a vedação vertical entre as peças ou a parede/pilar. Com pequenos golpes do cabo da ferramenta ele alinha cada peça da fiada à linha de nylon, retirando depois o excesso de argamassa.

Após a finalização da fiada o processo é recomeçado, reposicionando-se novamente a linha de nylon na altura final da fiada superior. Este alinhamento não só garante o nivelamento horizontal da fiada, mas também que haja espessuras iguais das camadas de argamassa entre uma fiada e outra. Durante a construção da parede, o profissional verifica constantemente se a superfície do pano de alvenaria está a 90º em relação ao pavimento, com a ajuda de um prumo.

É necessário deixar um espaço suficiente entre a última fiada da parede e a viga superior, para que a mesma receba posteriormente uma argamassa de encunhamento, que absorverá as diferenças entre a trabalhabilidade dos materiais.

Após a finalização do pano de alvenaria, a parede é escovada com vassoura de cerdas de aço ou sintética para retirada da argamassa excedente, garantindo que um mínimo de reboco seja necessário para seu acabamento.

Quando houver intersecção entre o pano a ser levantado e outros panos de alvenaria, é necessário utilizar elementos de engaste (amarração); neste caso foram utilizadas duas soluções: engaste a 90 graus de paredes perpendiculares entre si e colocação de telas galvanizadas a cada duas fiadas.

 

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Pedro Ivo Pan.
março 30th, 2014

Sistema de Protensão não aderente (pós-tensionado)

No sistema de Protensão não aderente são utilizados cabos de aço de alta resistência engraxados e revestidos por uma camada plástica de PAD (polietileno de alta densidade), tracionados através de equipamento hidráulico e fixados no próprio concreto. O serviço de protensão é desenvolvido por equipes especializadas que acompanham todo o processo: a montagem, a concretagem e o tensionamento da estrutura. Dentro das vantagens que esta técnica oferece, temos a possibilidade de execução de maiores vãos, a eliminação de pilares e a diminuição da altura de vigas.

O sistema de tensionamento utilizado no processo abaixo descrito é o de pós-tensão, executado in loco, após a concretagem da supraestrutura; neste caso, de lajes tipo nervuradas.  O projeto estrutural deverá prever as tubulações (bainhas) por onde passarão os cabos a serem tensionados, assim como o seu engaste de uma das extremidades. O outro extremo deve estar livre para a realização da tração.

-PREPARAÇÃO: As formas dos nichos foram retiradas, seguidas de limpeza da área de apoio. Após o concreto atingir a resistência mínima indicada no projeto estrutural, foi providenciado o posicionamento do macaco hidráulico portátil (de fácil manuseio e com operação rápida: cada tração levou, em média, 30 segundos).

-PROTENSÃO: Realizada pelo acionamento de macaco hidráulico, através da bomba de alta pressão. As cordoalhas foram tracionadas de acordo com a força indicada no projeto estrutural. O correspondente alongamento dos cabos ficou perceptível na marcação azul feita nas barras antes do início do processo.

-ANCORAGEM/CRAVAÇÃO: Quando o macaco atingiu a carga e/ou alongamento indicados no projeto estrutural, finalizou-se a protensão. A pressão no macaco foi aliviada e as cordoalhas se ancoraram automaticamente. Em seguida foi removido o equipamento de protensão.

-ACABAMENTO: Após a liberação da protensão foi feito o corte das pontas das barras de aço e o fechamento dos nichos com argamassa estrutural.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Duranti.

				
março 30th, 2014

Revestimento Interno – texturado áspero

As paredes internas podem receber acabamento texturado, em diversas gramaturas, ou seja, desde as mais finas até as mais ásperas, de acordo com o efeito desejado. O aspecto riscado (áspero) é resultante da massa utilizada na sua aplicação, que possui partículas minerais na sua composição, com granulatura variando de 0,02 à 0,05 mm. Já a massa usada para a execução de texturas mais finas não possui essas partículas, apresentando uma superfície lisa como resultado final.

O revestimento pode ser executado em diversas cores; no caso da sequência apresentada, se utilizou a cor branca. Abaixo segue a ordem de execução desse acabamento:

  • Aplicar diretamente sobre o reboco bem regularizado uma camada de selador na mesma cor da massa para evitar que a tonalidade da textura fique manchada;
  • Com a camada de selador completamente seca deve se aplicar a massa do revestimento com uma desempenadeira de aço;
  • A superfície deve ser então desempenada no sentido vertical, deixando uma camada fina e uniforme da massa;
  • Após se utiliza uma desempenadeira de plástico no sentido vertical para fazer o efeito das ranhuras (aqui pode se escolher a direcionalidade das ranhuras de acordo com a preferência do cliente). É importante que esta desempenadeira esteja úmida, para evitar que a textura se desprenda da parede e que os movimentos sejam regulares e constantes, para obter uniformidade.
Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Priscila Schwengber.
outubro 28th, 2013

Porcelanato de Grandes Dimensões: assentamento da primeira linha

As placas cerâmicas de grandes dimensões apresentam algumas particularidades e dificuldades em seu assentamento. Como o material é pouco poroso, a argamassa de assentamento necessita ser especial para esse tipo de piso. Especialmente no caso do porcelanato de grandes dimensões se indica a utilização de argamassa industrializada de classificação AC III (NBR 14081). Além disso, o perfeito nivelamento do contrapiso é muito importante para que se atinja um bom resultado final.

Abaixo segue o passo a passo observado na aplicação de peças de porcelanato na dimensão de 1×1 metro em um edifício residencial.

– Marcação do alinhamento da primeira fila de placas com utilização de fio de nylon;

– Limpeza e umidificação do contrapiso, a fim de impedir que a poeira prejudique o desempenho da argamassa;

– Aplicação da argamassa no piso utilizando  a colher de pedreiro;

– Com a desempenadeira dentada faz-se sulcos e cordões na argamassa espalhada no piso;

– Aplicação argamassa colante no verso das peças de porcelanato, formando uma dupla camada (piso e peça);

– Aplicação das peças, que são pressionadas e batidas com martelo de borracha até o amassamento dos cordões;

– São utilizados espaçadores plásticos de piso (cruzeta) para deixar a distância do rejunte regular entre as peças.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Priscila Schwengber e, ainda,
TCC de Daniela Andrade de Souza.
(http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28559/000769509.pdf?sequence=1).

				
setembro 26th, 2013

Forro de gesso

O forro de gesso do tipo comum é bastante utilizado em residências e obras de menor porte. As placas possuem um tamanho padrão de 60x60cm e, de acordo com a necessidade, são cortadas em obra para se adaptarem às medidas do projeto.

Nesta obra, o operário marcou na placa o tamanho a ser obtido e, com o auxílio de um sarrafo (utilizado como régua), fez a marcação na mesma, para que em seguida fosse cortada com um serrote.

As placas foram puncionadas na posição de colocação dos pendurais de arame e, em seguida, com um serrote menor, foram feitas ranhuras para estes se acomodarem. As placas foram penduradas na laje através de pitões previamente fixados. Depois de alinhadas, foram fixadas entre si por uma mistura de gesso e fibra de sisal, colocada na parte superior das juntas. Essa cola garante a rigidez entre as placas, para que as mesmas não se desloquem.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Flávia Magalhães Oliveira e colaboração de Isis Fogaça.

julho 5th, 2013

Deck de madeira

As áreas externas em residências necessitam de um piso que tenha características específicas para uma boa funcionalidade, como ser antiderrapante, ter durabilidade e boa resistência a mudanças climáticas. O mais comum sempre foi utilizar a pedra nestes ambientes mais suscetíveis a intempéries, porém, há alguns anos que a madeira vem sendo incorporada a pisos externos, sendo geralmente utilizadas as de tipo mais nobres, previamente tratadas, resistentes ao apodrecimento e à pragas. A escolha da madeira a ser utilizada no deck depende de alguns fatores, como a área de instalação, a finalidade do espaço, o fluxo de usuários e a insolação que o material receberá. Os tipos de madeira mais utilizados são ipê, cumaru, canelão e itaúba.
Na obra em análise, foi feito um deck ao redor de uma piscina, utilizando madeira ipê, sendo suas ripas previamente tratadas com verniz preservativo.

Instalação:
– o primeiro passo é limpar o contrapiso que receberá o deck, sendo que este já possui um caimento, direcionado para as bordas externas;
– são posicionadas as réguas de madeira a cada 40 cm, já com a pintura impermeabilizante, e, com o auxílio de uma furadeira, é feita a furação simultânea das réguas e do contrapiso, para que estas aberturas coincidam;
– as réguas são removidas para colocação de buchas, e então finalmente fixadas ao contrapiso com parafusos tipo parabolt;
– o nivelamento das réguas é realizado com a utilização de cunhas, deixando o deck no nível desejado;
– as ripas de ipê são fixadas nas réguas, pregadas individualmente;
– no encontro com a borda da piscina é feito o recorte de ajuste, utilizando-se serra elétrica manual;
-finalmente, com as ripas já colocadas, é realizada uma nova limpeza e passada uma camada de verniz.

Observa-se que, ainda que os serviços tenham sido realizados em uma edificação existente, houve negligência do pessoal em relação aos EPIs, pois a situação envolvia os riscos potenciais inerentes a toda obra, decorrentes das restrições à livre circulação e do uso de ferramentas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

junho 23rd, 2013

Esquadrias de madeira

As esquadrias de maneira, apesar de atualmente competirem no mercado com portas e janelas de outros materiais – como alumínio e PVC -, continuam sendo utilizadas em abundância, principalmente nas divisórias de ambientes internos. São compostas basicamente por três elementos principais: o contramarco, moldura fixada na parede responsável pela definição do vão para instalação da esquadria; o marco, representando o quadro externo da esquadria, onde ficam alojadas as folhas ou caixilhos; e por último o caixilho ou folha, realizando a vedação, que no caso das esquadrias de madeira pode ser composto também com vidro.
No caso da obra aqui analisada, as esquadrias de madeira foram instaladas sem contramarco, sendo o vão rebocado junto com a parede de alvenaria, com uma folga aproximada de 2cm para receber o marco. Esta escolha foi feita com objetivo de atingir maior precisão na instalação, evitando o nivelamento e aplainamento do contramarco caso este fosse mal instalado.

Instalação:
– a esquadria é posicionada no vão, sendo colocadas as cunhas de madeira para firmá-la;
– depois de aprumada a esquadria, são feitas as marcações do aparafusamento, com o auxílio de prumo, trena, furadeira e a parafusadeira e, em seguida, os parafusos são fixados no centro e nas esquinas do marco;
– para evitar que os parafusos sejam vistos, eles são cobertos com uma mistura de verniz com resíduos da própria madeira;
– no encontro do marco com a folha da porta são colocadas tiras de borracha específicas para esquadrias, com objetivo de amortecer impactos e melhorar a vedação;
– no pequeno espaço entre alvenaria e marco é injetada a espuma de poliuretano, inicialmente na parte superior, inferior e centro, e posteriormente por todo o perímetro do marco, aprimorando a vedação exterior/interior;
– ao secar a espuma, o seu excesso é cortado e as guarnições são colocadas como acabamento. A espuma não pode ser amassada para dentro do vão, pois desta maneira perde a resistência que possui.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

junho 14th, 2013

Construção de verga em alvenaria autoportante de tijolos maciços

Alvenaria autoportante é o sistema em que a alvenaria tem função estrutural, dispensando a construção de vigas e pilares. É usualmente executada em construções mais simples, com poucos pavimentos. Na obra analisada, é utilizada a alvenaria autoportante com tijolos maciços e foi acompanhada a execução da verga de uma porta.

Primeiramente é instalada uma base de madeira para suportar os tijolos até a cura do cimento. Em seguida, esta é nivelada, tendo por referência uma linha de nylon, presa com pregos nas duas extremidades da porta para assegurar o alinhamento, que é muito importante nesse caso de alvenaria estrutural.

Os tijolos são assentados sobre a base de madeira com uma argamassa de cimento e areia, sobre uma ferragem leve, constituída de duas barras de aço de pequeno diâmetro (6mm), que absorve o esforço de tração. A ferragem deve ultrapassar o vão da porta em cerca de 30 cm. Após a cura da argamassa, é retirada a forma de madeira.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno André Recamonde Thies.

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