novembro 16th, 2011

Montagem de formas em estrutura de concreto armado moldado in loco: lajes

A última etapa de execução de formas se refere às lajes, cuja montagem obedece aos seguintes passos:

1) Posicionamento do escoramento: tem por função transmitir a carga ao solo sem deformar a estrutura. Basicamente são utilizados três tipos de escoras: pontaletes de madeira de secção quadrada, escoras de eucalipto com diâmetros médios de 10cm, e escoras metálicas, sendo estas,em geral, locadas. Quando as escoras forem posicionadas diretamente no solo, devem apoiar-se em bases de madeira, cuja dimensão deve ser inversamente proporcional à resistência do solo. O espaçamento entre as escoras são usualmente de 50 centímetros para as de madeira e 100 centímetros para as metálicas.
2) Posicionamento das longarinas: elemento linear e longitudinal que apóia o painel do assoalho.
3) Colocação dos painéis de assoalho: os painéis são colocados lado a lado e pregados nas longarinas. Deve haver o cuidado para não se deixar espaço entre os painéis a fim de não haver perda de material durante a concretagem.
4) Aplicação do desmoldante: para ampliar a vida útil dos painéis da forma.
5) Instalações elétricas e hidráulicas: posicionamento e fixação de caixas de passagem e dutos que ficarão embutidos na laje e por onde passará a fiação elétrica; . Previsão de passagem de tubulação hidro-sanitária e posicionamento de shafts e caixas de inspeção. Neste caso foram utilizados blocos de EPS, que serão removidos posteriormente para instalação de ralos sifonados e caixas de gordura.
6) Colocação das armaduras positivas e negativas: primeiro ocorre o posicionamento das armaduras positivas com seus espaçadores, que evitam o contato entre elas e o fundo da forma, garantindo o recobrimento do aço. Depois são montadas as armaduras negativas, que se apóiam sobre “caranguejos” (pequenos cavaletes confeccionados com aço e que dão apoio à armadura garantindo seu posicionamento em relação à altura da laje).
7) Nivelamento das formas de laje: feito com teodolito à laser quando todos os painéis da forma da laje estiverem concluídos. Este nivelamento deve ser realizado a fim de garantir que todo o pé direito do pavimento inferior estipulado em projeto seja garantido e também que a contra-flecha da laje seja a prevista no cálculo estrutural.
8 ) Verificações finais: verificação de todas as formas e armaduras, assim como limpeza da laje, retirando todos os restos de armadura e instalações hidráulicas provenientes da colocação a fim de que as formas fiquem prontas para serem concretadas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Correa

novembro 16th, 2011

Montagem de formas em estrutura de concreto armado moldado in loco: vigas

Para execução das formas de cada parte estrutural, há passos de que devem ser respeitados a fim de garantir a estabilidade dimensional destes elementos. Após o término de montagem das formas de pilares são executadas as formas de vigas, com as seguintes etapas:

1) Aplicação do desmoldante: o mesmo utilizado nas formas dos outros elementos estruturais. Tem a função de diminuir a aderência com o concreto.
2) Colocação das escoras e dos painéis de fundo: tem por função descarregar o peso da viga, até a obtenção da cura completa do concreto. Elas são metálicas ou de madeira e podem ser de dois tipos: garfo ou pontalete. No caso de escoras metálicas, pode haver ajuste de altura. Em escoras de madeira, elas devem ser cortadas do tamanho correto com uma folga, ajustada com um calço.
3) Colocação dos painéis laterais: para absorver os esforços laterais dos painéis laterais das vigas são colocadas ‘gravatas’, que são peças de madeira ou metálicas fixadas nos painéis a cada aproximadamente 40cm, dando enrijecimento estrutural. Em vigas com grande altura (acima de 60cm), são colocados fixadores a fim de evitar sua abertura.
4) Conferência: após a montagem, devem ser conferidas a locação, a geometria – esquadro, dimensões, prumo, nível – e a estabilidade da forma de viga.
5) Colocação das armaduras: as armaduras já montadas são colocadas dentro das formas já com os espaçadores fixados. Após esta colocação, todas as armaduras devem ser verificadas: quantidade de barras, suas bitolas, espaçamentos e posicionamentos.
6) Verificações finais: verificação geral das formas de vigas, para iniciar a montagem das formas de lajes.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Guilherme Correa

setembro 22nd, 2011

Formas em estruturas de concreto armado moldado in loco

Os componentes principais das formas são o molde – que dá a forma à estrutura, ficando em contato com ela – e a estrutura da forma – formado por elementos metálicos ou de madeira, dispostos em forma de malha e dando rigidez ao molde. Para suportar as cargas destes elementos é utilizado o escoramento metálico ou de madeira e são utilizados acessórios, como travas, a fim de auxiliar no fechamento das formas.

As formas são responsáveis por configurar a estrutura, além de sustentar o concreto até que ele tenha resistência suficiente e dar a textura de sua superfície. Em estruturas de concreto armado, elas são responsáveis por 35 a 50% do custo da estrutura. As formas têm uma importância significativa no orçamento da obra, pois garantem que as seções dos elementos estruturais projetados sejam observadas na execução, evitando desperdícios com concreto, argamassa e outros materiais de revestimentos. Para isso, é importante que seja feito um projeto executivo de formas, que pode utilizar as normas técnicas – NBR6118 (estruturas de concreto), NBR 7190 (madeira) ou NBR8800 (aço) – ou o conhecimento adquirido através do tempo pelo responsável por sua execução. Mas, na maioria das empresas, atualmente, o projeto de formas é desenvolvido e executado pelo carpinteiro da obra. Em geral, o canteiro de obras prevê instalações com telhado, mesas, espaço de armazenagem e montagem das formas, além da máquina de corte.

Usualmente são utilizadas formas de madeira, podendo esta ser do tipo serrada, bruta ou compensada. Existem três tipos de madeira compensada: a simples, pouco usada por ter baixo aproveitamento, a resinada, com aproveitamento aproximado de 05 vezes, e a plastificada, que permite aproveitamento de 07 a 30 vezes. Há ainda as formas de aço, alumínio e papelão utilizadas em estruturas convencionais de concreto armado moldado in loco, porém menos utilizadas, e as de EPS e de plástico reforçado com fibra de vidro nas lajes nervuradas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens dos alunos Angélica Diemer Crusius e Guilherme Correa

novembro 4th, 2010

Formas Metálicas

O uso de formas metálicas em estruturas de concreto armado tem dois condicionantes principais: a necessidade de rapidez e a repetitividade de elementos nos projetos.

As formas metálicas são vantajosas, pois, ao possuírem medidas padronizadas e modulares, proporcionam rapidez na montagem e, ainda, apresentam um alto índice de reutilização. As desvantagens do sistema são o custo elevado, quando comparado com a solução convencional em madeira (o reaproveitamento das formas em obras posteriores pode amortizar essa diferença), e a flexibilidade. As formas metálicas têm pouca flexibilidade para ajuste na obra, portanto sua paginação deve ser prevista no projeto executivo para que a produtividade em montagem não seja comprometida.

Tipos de formas metálicas:

• Sistema metálico com contato em madeira
• Formas de alumínio
• Forma modular

Número de reutilizações:

40 a 60 vezes (as formas em madeira, se bem conservadas, chegam a 25 utilizações)

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

outubro 19th, 2010

Concretagem de Laje Convencional

A estrutura independente em concreto armado é uma técnica muito difundida para construção de edifícios e cuja execução está bastante arraigada na cultura construtiva local.

As vantagens desse conhecimento e tradição é a agilidade com que a execução é feita, a possibilidade de adquirir o concreto usinado, que apresenta qualidade muito superior quando comparado ao produzido em obra. Porém, o excesso de confiança na técnica que foi se formando com o tempo pode levar a um inconsciente desleixo que deve ser prevenido na execução, evitando-se, por exemplo, o trânsito de maneira despreocupada sobre a armadura negativa ou o uso incorreto do vibrador no adensamento do concreto.

Durante a concretagem desta laje havia, além de um técnico em segurança e um engenheiro civil, operários envolvidos em:
• Conduzir a mangueira que despejava o concreto do caminhão betoneira
• Fazer o adensamento do concreto utilizando um vibrador metálico
• Espalhar o concreto utilizando uma enxada
• Checagem do nível de concretagem da laje utilizando um teodolito a laser
• Regularização do concreto com régua metálica* e colher de pedreiro
• Movimentação de objetos que obstruíam o caminho da mangueira.

* Régua metálica: perfl metálico utilizado para regularizar e nivelar a superfície do concreto, neste caso empregada por dois operários simultaneamente.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

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