junho 23rd, 2013

Esquadrias de madeira

As esquadrias de maneira, apesar de atualmente competirem no mercado com portas e janelas de outros materiais – como alumínio e PVC -, continuam sendo utilizadas em abundância, principalmente nas divisórias de ambientes internos. São compostas basicamente por três elementos principais: o contramarco, moldura fixada na parede responsável pela definição do vão para instalação da esquadria; o marco, representando o quadro externo da esquadria, onde ficam alojadas as folhas ou caixilhos; e por último o caixilho ou folha, realizando a vedação, que no caso das esquadrias de madeira pode ser composto também com vidro.
No caso da obra aqui analisada, as esquadrias de madeira foram instaladas sem contramarco, sendo o vão rebocado junto com a parede de alvenaria, com uma folga aproximada de 2cm para receber o marco. Esta escolha foi feita com objetivo de atingir maior precisão na instalação, evitando o nivelamento e aplainamento do contramarco caso este fosse mal instalado.

Instalação:
– a esquadria é posicionada no vão, sendo colocadas as cunhas de madeira para firmá-la;
– depois de aprumada a esquadria, são feitas as marcações do aparafusamento, com o auxílio de prumo, trena, furadeira e a parafusadeira e, em seguida, os parafusos são fixados no centro e nas esquinas do marco;
– para evitar que os parafusos sejam vistos, eles são cobertos com uma mistura de verniz com resíduos da própria madeira;
– no encontro do marco com a folha da porta são colocadas tiras de borracha específicas para esquadrias, com objetivo de amortecer impactos e melhorar a vedação;
– no pequeno espaço entre alvenaria e marco é injetada a espuma de poliuretano, inicialmente na parte superior, inferior e centro, e posteriormente por todo o perímetro do marco, aprimorando a vedação exterior/interior;
– ao secar a espuma, o seu excesso é cortado e as guarnições são colocadas como acabamento. A espuma não pode ser amassada para dentro do vão, pois desta maneira perde a resistência que possui.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

abril 23rd, 2012

Gesso Acartonado em Divisórias Internas

As paredes de gesso acartonado são constituídas da combinação de uma leve estrutura metálica – formada por perfil de chapa de aço zincado – e placas de gesso acartonado, servindo como divisórias de ambientes ou como revestimento de paredes de alvenaria tradicional. As placas tem o nome de suas matérias primas básicas, o gesso (resistência à compressão) e o papel cartão (resistência à flexão), constituindo finalmente um “sanduíche” cartão-gesso-cartão.

Vantagens:
– Menor espessura das paredes;
– Maior velocidade na sua execução;
– Acomodam-se facilmente em qualquer tipo de estrutura;
– Promovem bom isolamento térmico e acústico;
– Diminuição das cargas nas estruturas;
– Instalações elétricas, hidráulicas, gás, entre outras, são realizadas anteriormente ao fechamento das placas, facilitando estes trabalhos.
– Adaptáveis a vários tipos de revestimentos;
– Boa resistência ao fogo;
– Maior liberdade de projeto

Montagem:
– Estrutura metálica: primeiramente se posicionam as guias (perfis horizontais), assentadas sobre uma fita acústica de neoprene junto ao piso, teto e estruturas de concreto; depois de fixadas as guias, são colocados os montantes, que são as peças verticais, posicionadas no interior das guias com o espaçamento adequado entre si (em geral entre 40 cm e 60 cm). O nivelamento das peças deve ser realizado de forma criteriosa. A linha de guias e montantes pode ser duplicada, gerando assim um espaçamento maior no interior da parede, com objetivo de facilitar as instalações futuras neste espaço ou apenas para adaptabilidade ao projeto, fazendo assim com que a espessura final da parede possa variar.
– Após fixado o quadro estável determinado pelos perfis metálicos, procede-se à instalação dos elementos complementares, como elétricos e hidráulicos. Além disso, pode ser feito o isolamento térmico e acústico, através da utilização de materiais especiais como lã de vidro ou rocha.
– Em seguida as placas de gesso acartonado são fixadas na estrutura metálica, através de parafusos especiais, realizando assim o fechamento da parede.
– Finalizadas todas as etapas anteriores, inicia-se o tratamento das juntas entre as placas, que pode ser realizado com massa e fita adequadas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Renata Berger da Silva

junho 11th, 2010

Divisórias de gesso acartonado

O uso de divisórias internas em gesso acartonado vem sendo mais freqüente na indústria da construção local, principalmente por suas características de construção rápida e com pouco desperdício, fazendo parte dos recursos de construção seca, ou dry-wall. As divisórias são montadas sobre uma estrutura leve de metal, chamada correntemente por seu nome original de framing, fixados no piso e no teto da construção.

TÉCNICA

Primeiramente é realizada a marcação da posição das paredes, utilizando um cordão impregnado de tinta em pó vermelha, através de um processo que é conhecido popularmente por “bater o fio”. Este consiste em esticar o cordão, que foi fixado em dois pontos demarcados nas suas extremidades e deixá-lo bater contra a superfície, marcando, assim, uma linha reta por onde se alinhará o perfil metálico.
Abaixo disponibilizamos um vídeo, que demonstra o processo de “bater o fio” para marcação de um forro de gesso, onde a técnica é a mesma:

Após a marcação, os perfis são fixados no piso, iniciando o processo de construção do framing, com o auxílio de uma pistola.  A perfuração para passagem de tubulação é realizada nessa etapa.

Montada a estrutura, as placas de gesso acartonado são fixadas sobre os montantes metálicos. É possível encontrar diferentes tipos de placas específicas para diversas áreas da edificação; além das placas normais, há placas resistentes à umidade e ao fogo, bem como placas de menor espessura para paredes curvas.

CONFORTO ACÚSTICO

O desempenho acústico de uma parede de gesso acartonado simples é inferior a uma parede de alvenaria. Contudo, é possível aumentar a eficiência das divisórias preenchendo o vazio da estrutura de alumínio com material isolante, sendo o mais comum a lã mineral.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

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