maio 29th, 2013

Porcelanato para fachadas

O porcelanato é um revestimento que pode ser considerado uma versão mais evoluída da cerâmica, com a vantagem de ser mais resistente e impermeável, além de possuir um acabamento uniforme. Sendo apresentado nos acabamentos polido e natural, pode também representar outros revestimentos, como pedras e madeira. A princípio, o porcelanato era utilizado apenas em pisos, devido à sua baixa absorção. Porém, com o desenvolvimento das argamassas e a criação de maiores formatos, começaram também a ser utilizados em fachadas. Além disso, a permanência de cores e praticamente ausência de expansão por umidade indicam sua instalação no exterior das edificações.

Aplicação:
– Com uma desempenadeira, é passado o cimento-cola na peça de porcelanato e na superfície a recebê-lo, sempre no sentido horizontal, para interromper eventuais infiltrações verticais. O cimento-cola funciona como uma argamassa colante com aditivo, havendo tipos especiais para fachadas.

– Após ser aplicado o cimento-cola, deve-se posicionar a peça na parede, e pressioná-la com força para firmá-la em sua posição;

– Com objetivo de bem nivelar a placa, utiliza-se um martelo de borracha, aplicando alguns golpes onde sejam necessários;

– Para finalizar, é passada uma esponja úmida para limpar a peça.

No caso da obra analisada, haviam pontos elétricos na fachada, e para aplicar o revestimento foi necessário realizar cortes com o auxílio de uma serra manual nas peças de porcelanato que coincidiam com os pontos.
Vale ressaltar que foram utilizados espaçadores entre as peças, para garantir o alinhamento das placas de porcelanato. Quando foi feito o rejunte, os espaçadores foram removidos.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Fernanda Giacomel da Costa

maio 24th, 2013

Execução detalhes de fachada

Friso rebaixado

Com o reboco externo recém-terminado, foi marcado o nível do friso rebaixado que, neste caso, coincidia com a linha das vergas das janelas.

O funcionário estendeu uma linha de nível entre duas marcações e, abaixo desta linha, entre as aberturas, fixou pregos nos quais apoiou a régua frisadora. Esta régua apresenta uma ranhura da largura do friso, pela qual se passa o frisador – instrumento que secciona e vai removendo uma parte do reboco da fachada, na altura e profundidade desejadas.

As arestas e superfícies internas do friso rebaixado foram regularizadas com uma pequena desempenadeira de madeira, salpicando-se água para obter maior trabalhabilidade. O funcionário finalizou o procedimento passando uma esponja úmida, que deixou a superfície acabada e lisa.

Acabamento lateral do quadro das janelas

Para a execução do acabamento lateral do quadro das janelas, uma régua de alumínio foi alinhada com o friso já executado e com o contramarco existente e, ainda, verificado em relação à linha de prumo geral (que alinha todas as aberturas daquela prumada). A régua foi, então, fixada com grampos metálicos, servindo de gabarito para a espessura do reboco.

O funcionário preencheu o vão entre o contramarco e o gabarito com uma mistura de argamassa, cimento e água. Os excessos do reboco foram removidos com uma régua metálica. Foi salpicada água, para maior trabalhabilidade, e então, passada uma desempenadeira e, por fim, uma esponja, garantindo assim um bom acabamento.

Com o auxílio de uma espátula metálica e um esquadro, o funcionário executou um pequeno corte no canto inferior lateral, para o encaixe do parapeito que lá será instalado.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Bárbara Ruschel Lorenzoni.

setembro 23rd, 2012

Aplicação de Revestimento Pétreo

O uso de revestimentos pétreos nas fachadas de edifícios de grande porte e, em geral, de alto valor econômico e simbólico, é bastante usual. Mármore, granito e outras rochas ornamentais, além de duráveis, conferem aspecto sólido e nobreza à edificação. Porém, devido a suas características específicas, possuem certas condições de aplicação, e a falta do conhecimento técnico apropriado pode acarretar em futuras patologias.

Na obra analisada, está sendo aplicado o revestimento pétreo em granito nas fachadas, através de inserts metálicos. Duas pessoas são necessárias para manipular a placa de granito; para erguê-la e posicioná-la na fachada são utlizados equipamentos especiais, denominados talha e tenaz. Os inserts utilizados são de modelos variados: GL (gancho lateral), LT (lateral transversal), LS (lateral simples), GT (gancho terminal), entre outros. Também são utilizados fixadores mecânicos de ancoragem (chamados comumentemente de chumbadores ou parafusos tipo Parabolt) e cantoneiras.

Aplicação:

É feita uma ranhura na placa com uma serra circular para que se possa encaixar e prender o tenaz. Após estar presa, a pedra é erguida para fora do edifício pela talha.

A placa de granito é posicionada e encaixada à pedra adjacente, e com o auxílio de uma régua é conferido o alinhamento com as demais placas. Utilizando um giz é feita a marcação da posição do insert que a prenderá na fachada. A pedra é removida, o insert é fixado e a pedra volta a ser posicionada na fachada, prendendo-a aos inserts da pedra adjacente.

Novamente é conferido o alinhamento e então a placa é encaixada (através de uma ranhura localizada na sua face posterior) ao insert recém fixado. A largura do peitoril é conferida em dois pontos da placa, e um novo insert – do tipo gancho – é preso à lateral da pedra e aparafusado ao peitoril. Finalmente, a placa pode ser solta do tenaz. E o processo reinicia para a seguinte placa.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Catiele Fortes

setembro 11th, 2011

Colocação de pastilhas

Nesta obra acompanhada as pastilhas estavam sendo aplicadas nas fachadas da edificação, em uma fase na qual foi possível observar perfeitamente a ordem de aplicação dos componentes. A execução do revestimento ocorreu obedecendo a seguinte ordem:
1.1 – Chapiscamento da alvenaria
1.2 – Colocação de uma tela metálica
1.3 – Execução do emboço do reboco
1.4 – Colocação da argamassa
1.5 – Assentamento do revestimento final, a pastilha

A utilização da tela metálica é muito importante porque ajuda a conter as cargas das pastilhas. As juntas são delimitadas claramente, e posteriormente serão preenchidas com algum material flexível.
Entre os grupos de pastilhas é colocado um espaçador que pode ser de plástico ou de silicone, os de plástico são colocados bem para baixo para que o reboco fique por cima, já os de silicone são reaproveitados.

As guias são distanciadas pelo tamanho da régua, com a espessura que o reboco deverá ter. O operário usualmente executa o chapisco da parte superior da alvenaria para a inferior, ao atingir o chão, começa a colocação da tela metálica debaixo pra cima e desce novamente fazendo o emboço do reboco. Após adquirir a pega é executado o acabamento e são assentadas as pastilhas, as quais saem de fábrica em módulos quadrados de 6×6.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Luiza Potter Haussen

 

agosto 20th, 2011

Sistema Building Shell

O sistema de montagem das fachadas utilizado nesta obra foi o Building Shell, o qual permite uma maior rapidez na construção, ou seja, a obra não precisa estar finalizada em altura para que se possa fazer o acabamento externo (fato que é necessário nas estruturas convencionais, onde o andaime desce do último pavimento ao térreo para que os operários apliquem chapisco, reboco, revestimento, etc).

Os painéis de “concreto arquitetônico” são sistemas de vedação para fachadas, largamente utilizados na América do Norte e Europa. O sucesso deste sistema provém de atributos como: a) qualidade aparente, b) durabilidade, c) variadas opções de forma, cores e texturas, d) eficiência energética, e) custos iniciais competitivos, custos de manutenção reduzidos durante o ciclo de vida da edificação, e f) trata-se de um único sistema completo de fachada.

Para a utilização deste sistema, durante a fase da arquitetura conceitual, o arquiteto deve considerar vários itens, tais como: seleção dos materiais, texturas, geometria da superfície, seções, repetições, custos e métodos de montagem. Diferentemente de uma vedação de alvenaria de blocos ou tijolos, apoiados sobre lajes ou vigas, o painel de concreto arquitetônico funciona como uma vedação pré‐fabricada em pele (Shell em inglês) fixada com inserts metálicos nas lajes.

O painel de “concreto arquitetônico” utilizado nesta obra é um painel de fachada 100% aprovado pela Prefeitura de Porto Alegre, e submetidos à análise no LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais) da UFRGS, onde foram verificados os seguintes desempenhos:

– Resistência mecânica, ensaio de corpo mole;

– Resistência mecânica, ensaio de corpo duro;

– Resistência à compressão axial de testemunhos;

– Estanqueidade;

– Desempenho acústico e térmico;

– Comportamento frente ao fogo.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Alice Pacheco Napoli

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