abril 23rd, 2015

Proteção mecânica de manta de impermeabilização

Após a execução da impermeabilização da laje, do terraço, deste edifício residencial, e da realização do teste de estanqueidade, foi executada a camada de proteção mecânica. Esta é composta por argamassa de traço 1:3 ou 1:4 (cimento: areia) e aplicada sobre a camada de impermeabilização, com a função de protegê-la, de danos mecânicos eventuais. Utilizada também como proteção dos raios ultravioletas, que podem promover a contínua polimerização da manta – o que a torna menos elástica e menos resistente.

Neste caso, a proteção mecânica foi executada sobre um isolamento termo-acústico, conforme as seguintes etapas:

– Disposição de placas de isopor sobre a manta asfáltica.

– Cobertura da camada de isopor por uma manta geotextil (bidim).

-Distribuição da argamassa de contrapiso sobre a manta geotextil. Esta manta tem a finalidade de facilitar os reparos futuros na camada de proteção mecânica, sem afetar os demais elementos do sistema (isolamento e impermeabilização).

– Distribuição e nivelamento da argamassa com um rodo de madeira, produzido no próprio canteiro.

Neste caso, foi utilizada argamassa industrializada, chegando à obra em um caminhão betoneira e bombeada até o local de aplicação.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Janaine Fernanda Gaelzer Timm.

maio 14th, 2013

Impermeabilização de piscina

A impermeabilização consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger uma determinada área do projeto contra ação de águas que podem ser de chuva, de lavagem, de banhos ou, no caso desta postagem, proporcionar estanqueidade a uma piscina ou reservatório. Existem três sistemas impermeabilizantes: rígidos, semi-flexíveis e flexíveis. O sistema aqui descrito é do tipo flexível, utilizando-se manta asfáltica.

A manta, apresentada em rolos de 1 metro de largura, é constituída de asfalto modificado com polímeros, podendo incluir componentes estruturadores (fibra de vidro, polietileno ou poliéster) e é geralmente utilizada para impermeabilizar estruturas com grandes variações térmicas e que necessitam de resistência e durabilidade. O outro material utilizado nessa obra é o cimento asfáltico policondensado (que é vendido em sacos).

Antes de a piscina receber a impermeabilização são necessários alguns acabamentos como: varrição para remoção de impurezas e pó das superfícies e regularização das quinas com argamassa de cimento (tornando-as chanfradas, pois cantos vivos podem romper a manta). As partes adjacentes a ralos e entradas de água são, ainda, rebaixadas para receber camadas extras de reforço da impermeabilização. Após estes serviços, é aplicada uma camada de emulsão asfáltica (o primer) com rolo em toda a extensão que receberá a manta.

O tratamento das áreas rebaixadas é realizado em três camadas. Coloca-se sobre o primer uma camada de tecido TNT com um recorte que coincida com a tubulação. O tecido TNT é pouco poroso, não permitindo a passagem de água e proporcionando maior estanqueidade ao local em questão.

A segunda camada aplicada é a do cimento asfáltico, que é derretido em caldeiras (recipientes com base aquecida por bocal tipo labareda, alimentado por um botijão P-5). Após sua fusão, o cimento asfáltico é transferido para baldes metálicos e transportado para o local, onde é aplicado com uma espécie de vassoura elaborada no próprio local com pedaços de feltro ou assemelhados.

A terceira camada é a manta asfáltica. Os rolos são estendidos por toda a superfície a ser coberta e as mantas sobrepostas entre si, de acordo com a especificação do fabricante. A junção entre as mantas e destas com o primer é obtida através de fusão, empregando-se um maçarico.

Após concluído o serviço, deixa-se a superfície em repouso para secagem por pelo menos 72 horas e então pode-se realizar testes de estanqueidade, conforme a NBR 9575/1998 – Impermeabilização – Seleção e Projeto (item 4.5). Esse teste é realizado enchendo-se a piscina de água e verificando se existem falhas na impermeabilização. Caso esteja tudo certo com a impermeabilização, é liberado o início do processo de revestimento da superfície, que em piscinas é normalmente feito com peças cerâmicas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Clarissa Rech Meneguzzi

junho 8th, 2012

Impermeabilização com Manta Asfáltica

A impermeabilização é uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de uma edificação contra ação de líquidos e gases. A água infiltrada nas superfícies e estruturas afeta o concreto, sua armadura, as alvenarias e os revestimentos, diminuindo a vida útil do conjunto.
Nesta obra, a impermeabilização da laje de cobertura é realizada utilizando manta asfáltica, que é um impermeabilizante flexível e pré-fabricado. Além de ser aplicado em lajes, seu uso é indicado em reservatórios, jardineiras, paredes de encostas em superfície de concreto ou diretamente sobre o solo, áreas frias (banheiro, cozinha, área de serviço), piscina, dentre outros. As mantas apresentam-se em rolos de 1 m de largura, por 10 m de comprimento, podendo apresentar espessuras que variam entre 3 e 5 mm.

Aplicação:

– Primeiramente, a superfície é preparada, devendo estar totalmente nivelada (mantendo os devidos caimentos para os ralos de esgotamento, se houverem), limpa, sem resíduos, restos de argamassa, madeiras, etc. A superfície pode ser lavada com jateamento d’água de alta pressão ou com uma escova de aço e água. Todos os cantos vivos, côncavos ou convexos, são arredondados, para prevenir rompimento da manta.

– Em seguida é aplicado o Primer, que é uma solução asfáltica utilizada para melhor aderência da manta.

– Após 4 a 6 horas (período de cura do Primer) é realizada a colagem da manta asfáltica, feita através de aquecimento com maçarico.

– Depois que a primeira manta já estiver posicionada e soldada ao primer, desenrola-se a segunda, paralelamente à anterior, deixando uma sobreposição de 10 cm. Após, realiza-se novamente a colagem com o maçarico aquecido. Procede-se da mesma forma, colocando as mantas em paralelo, sucessivamente, até toda a superfície estar coberta.

Quando o serviço estiver finalizado, a área impermeabilizada deve ser encharcada, para testar eventuais falhas na soldagem que podem comprometer a impermeabilização. Após três dias a água é retirada e a laje está pronta para receber o contrapiso, que funcionará como proteção mecânica da manta.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Marina Bianchi

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