abril 30th, 2012

Argamassa Projetada

Nesta obra, a construtora optou por máquinas de projeção de argamassa, cuja importação demanda um investimento na faixa de 50 a 100 mil reais. Essa tecnologia tem como objetivo reduzir os custos, garantir a qualidade e agilizar a conclusão da obra. Para um rendimento satisfatório, além do projetor de argamassa, é necessária uma equipe composta de cinco funcionários especializados, cada um com uma função:

01 – O primeiro deles é encarregado do manuseio da máquina, de conectá-la à eletricidade e de produzir a argamassa, controlando o fornecimento de água e sua mistura com a argamassa seca.

02 – O segundo faz a projeção da argamassa, utiliza uma larga mangueira com um projetor na ponta, através do qual a argamassa vai sendo lançada diretamente na superfície.

03 – O terceiro funcionário acompanha o segundo passando a régua para começar a homogeneizar a camada. Neste caso, a superfície revestida é a face inferior de uma laje treliçada com preenchimento de EPS. Nesse tipo de laje a cura do concreto é mais lenta, ou seja, pode resultar em menor aderência. Sendo assim, observou-se que, em algumas partes, a argamassa não aderiu totalmente e acabou descolando.

04 e 05 – Os outros dois funcionários são responsáveis por garantir o acabamento, utilizando-se da colher de pedreiro para tal. Ajudam também a fixar a argamassa que cai devido a menor aderência.
Mais tarde, o funcionário responsável pela regularização voltou ao local com uma desempenadeira elétrica para fazer o acabamento final do revestimento.

Para esta obra, revestir um teto de 37,5 m² com esta nova tecnologia levou cerca de 30 minutos, sendo que, com o método tradicional, este trabalho levaria cerca de 3 horas. Este resultado foi citado com evidente satisfação pela equipe que, em pouco tempo, podia transladar o maquinário para ser utilizado em outro local.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Louise Serraglio

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