julho 5th, 2013

Deck de madeira

As áreas externas em residências necessitam de um piso que tenha características específicas para uma boa funcionalidade, como ser antiderrapante, ter durabilidade e boa resistência a mudanças climáticas. O mais comum sempre foi utilizar a pedra nestes ambientes mais suscetíveis a intempéries, porém, há alguns anos que a madeira vem sendo incorporada a pisos externos, sendo geralmente utilizadas as de tipo mais nobres, previamente tratadas, resistentes ao apodrecimento e à pragas. A escolha da madeira a ser utilizada no deck depende de alguns fatores, como a área de instalação, a finalidade do espaço, o fluxo de usuários e a insolação que o material receberá. Os tipos de madeira mais utilizados são ipê, cumaru, canelão e itaúba.
Na obra em análise, foi feito um deck ao redor de uma piscina, utilizando madeira ipê, sendo suas ripas previamente tratadas com verniz preservativo.

Instalação:
– o primeiro passo é limpar o contrapiso que receberá o deck, sendo que este já possui um caimento, direcionado para as bordas externas;
– são posicionadas as réguas de madeira a cada 40 cm, já com a pintura impermeabilizante, e, com o auxílio de uma furadeira, é feita a furação simultânea das réguas e do contrapiso, para que estas aberturas coincidam;
– as réguas são removidas para colocação de buchas, e então finalmente fixadas ao contrapiso com parafusos tipo parabolt;
– o nivelamento das réguas é realizado com a utilização de cunhas, deixando o deck no nível desejado;
– as ripas de ipê são fixadas nas réguas, pregadas individualmente;
– no encontro com a borda da piscina é feito o recorte de ajuste, utilizando-se serra elétrica manual;
-finalmente, com as ripas já colocadas, é realizada uma nova limpeza e passada uma camada de verniz.

Observa-se que, ainda que os serviços tenham sido realizados em uma edificação existente, houve negligência do pessoal em relação aos EPIs, pois a situação envolvia os riscos potenciais inerentes a toda obra, decorrentes das restrições à livre circulação e do uso de ferramentas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

junho 23rd, 2013

Esquadrias de madeira

As esquadrias de maneira, apesar de atualmente competirem no mercado com portas e janelas de outros materiais – como alumínio e PVC -, continuam sendo utilizadas em abundância, principalmente nas divisórias de ambientes internos. São compostas basicamente por três elementos principais: o contramarco, moldura fixada na parede responsável pela definição do vão para instalação da esquadria; o marco, representando o quadro externo da esquadria, onde ficam alojadas as folhas ou caixilhos; e por último o caixilho ou folha, realizando a vedação, que no caso das esquadrias de madeira pode ser composto também com vidro.
No caso da obra aqui analisada, as esquadrias de madeira foram instaladas sem contramarco, sendo o vão rebocado junto com a parede de alvenaria, com uma folga aproximada de 2cm para receber o marco. Esta escolha foi feita com objetivo de atingir maior precisão na instalação, evitando o nivelamento e aplainamento do contramarco caso este fosse mal instalado.

Instalação:
– a esquadria é posicionada no vão, sendo colocadas as cunhas de madeira para firmá-la;
– depois de aprumada a esquadria, são feitas as marcações do aparafusamento, com o auxílio de prumo, trena, furadeira e a parafusadeira e, em seguida, os parafusos são fixados no centro e nas esquinas do marco;
– para evitar que os parafusos sejam vistos, eles são cobertos com uma mistura de verniz com resíduos da própria madeira;
– no encontro do marco com a folha da porta são colocadas tiras de borracha específicas para esquadrias, com objetivo de amortecer impactos e melhorar a vedação;
– no pequeno espaço entre alvenaria e marco é injetada a espuma de poliuretano, inicialmente na parte superior, inferior e centro, e posteriormente por todo o perímetro do marco, aprimorando a vedação exterior/interior;
– ao secar a espuma, o seu excesso é cortado e as guarnições são colocadas como acabamento. A espuma não pode ser amassada para dentro do vão, pois desta maneira perde a resistência que possui.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

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