junho 7th, 2013

Reboco projetado

O reboco projetado, que consiste na técnica de rebocar paredes com argamassa projetada por máquina, vem sendo utilizado com maior frequência na construção civil. Garantindo maior rapidez na execução, melhor uniformidade e produtividade, as diversas vantagens apresentadas por este método fazem com que empresas optem pela substituição da mão de obra convencional pela máquina.

Vantagens:
– Melhor compactação da massa na superfície;
– Menor quantidade de volume aplicado;
– Maior garantia de uniformidade;
– Maior resistência de aderência da argamassa;
– Maior produtividade;
– Rapidez na execução;

Na obra analisada, a aplicação do reboco projetado contou com cinco funcionários, além da máquina de projeção. Enquanto um deles é responsável pelo manuseio da máquina, sua ligação à eletricidade, nível da água e colocação do pó para argamassa, outro faz a projeção da mistura já pronta na superfície, controlando uma mangueira e lançando o conteúdo na parede. Um terceiro funcionário fica encarregado de passar a régua para homogeneizar e nivelar a camada já aplicada na parede, e os dois trabalhadores restantes realizam o acabamento, com o auxílio da colher de pedreiro completando trechos de argamassa não nivelada ou que se desprendeu depois da passagem da régua. Por último, o mesmo funcionário responsável pelo nivelamento com régua retorna ao local para realizar o acabamento final com desempenadeira elétrica. Vale ressaltar que, em teoria, o método não necessita de chapisco, porém nesta obra o mesmo foi feito previamente ao reboco com a mesma máquina, apenas com uma maior dosagem de água. Esta etapa foi efetuada pois a superfície a receber o reboco era de bloco cerâmico liso, que não obtém muita aderência, portanto o chapisco foi feito apenas como prevenção.

O método demonstrou ser eficiente e rápido, pois os funcionários que realizaram o reboco projetado necessitaram de aproximadamente 15 minutos para finalizar uma parede – no caso, de 2,50m x 10m –, sendo que os mesmos informaram que, através do método convencional, demorariam cerca de 3 horas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Louise Serraglio

junho 10th, 2010

Racionalização de alvenaria

O desenvolvimento tecnológico do bloco cerâmico possibilita que hoje sejam feito edifícios de mais de 10 pavimentos com alvenaria portante. Esse aperfeiçoamento veio acompanhado de um aumento do custo do material; a prática da racionalização da alvenaria tem o objetivo de minimizar o desperdício e, desse modo, diminuir o custo de construção.

MÉTODO

Um método utilizado é o Kanban que consiste na criação de pranchas esquemáticas/placas gráficas da distribuição dos blocos cerâmicos em elevação, para cada uma das paredes da construção. A placa contém a imagem de cada tipo de bloco cerâmico utilizado e suas quantidades para aquela elevação.  A presença da imagem tem a finalidade de agilizar a identificação do material para sua seleção, transporte e colocação, bem como facilitar a assimilação do projeto por parte dos trabalhadores.

Os blocos saem do depósito da obra exatamente na quantidade e tipo necessário para a execução das alvenarias que serão erigidas a cada etapa. No pavimento correspondentes, são distribuídos em porções individualizadas para cada uma das elevações e localizadas de forma a facilitar seu manuseio por parte dos pedreiros. São identificadas com placas indicando à qual vista (elevação) aqueles blocos pertencem, não havendo mistura entre blocos de uma parede e outra.

QUANTIFICAÇÃO

A quantificação dos blocos de cada elevação é feita através de um projeto especial de paginação de alvenaria. Mesmo assim é feito um protótipo, ou seja, um primeiro pavimento experimental, verificando sua coerência com o projeto, o percentual de perda que ocorre, o tempo de execução. Esses dados servem para otimizar e corrigir os procedimentos para a construção de alvenarias nos demais pavimentos.

VANTAGENS

• minimização de desperdício

• minimização de resíduos (quebras)

• redução de custo

• fácil assimilação da mão de obra.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Gabriel Giambastiani

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