outubro 28th, 2013

Porcelanato de Grandes Dimensões: assentamento da primeira linha

As placas cerâmicas de grandes dimensões apresentam algumas particularidades e dificuldades em seu assentamento. Como o material é pouco poroso, a argamassa de assentamento necessita ser especial para esse tipo de piso. Especialmente no caso do porcelanato de grandes dimensões se indica a utilização de argamassa industrializada de classificação AC III (NBR 14081). Além disso, o perfeito nivelamento do contrapiso é muito importante para que se atinja um bom resultado final.

Abaixo segue o passo a passo observado na aplicação de peças de porcelanato na dimensão de 1×1 metro em um edifício residencial.

– Marcação do alinhamento da primeira fila de placas com utilização de fio de nylon;

– Limpeza e umidificação do contrapiso, a fim de impedir que a poeira prejudique o desempenho da argamassa;

– Aplicação da argamassa no piso utilizando  a colher de pedreiro;

– Com a desempenadeira dentada faz-se sulcos e cordões na argamassa espalhada no piso;

– Aplicação argamassa colante no verso das peças de porcelanato, formando uma dupla camada (piso e peça);

– Aplicação das peças, que são pressionadas e batidas com martelo de borracha até o amassamento dos cordões;

– São utilizados espaçadores plásticos de piso (cruzeta) para deixar a distância do rejunte regular entre as peças.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Priscila Schwengber e, ainda,
TCC de Daniela Andrade de Souza.
(http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28559/000769509.pdf?sequence=1).

				
julho 5th, 2013

Deck de madeira

As áreas externas em residências necessitam de um piso que tenha características específicas para uma boa funcionalidade, como ser antiderrapante, ter durabilidade e boa resistência a mudanças climáticas. O mais comum sempre foi utilizar a pedra nestes ambientes mais suscetíveis a intempéries, porém, há alguns anos que a madeira vem sendo incorporada a pisos externos, sendo geralmente utilizadas as de tipo mais nobres, previamente tratadas, resistentes ao apodrecimento e à pragas. A escolha da madeira a ser utilizada no deck depende de alguns fatores, como a área de instalação, a finalidade do espaço, o fluxo de usuários e a insolação que o material receberá. Os tipos de madeira mais utilizados são ipê, cumaru, canelão e itaúba.
Na obra em análise, foi feito um deck ao redor de uma piscina, utilizando madeira ipê, sendo suas ripas previamente tratadas com verniz preservativo.

Instalação:
– o primeiro passo é limpar o contrapiso que receberá o deck, sendo que este já possui um caimento, direcionado para as bordas externas;
– são posicionadas as réguas de madeira a cada 40 cm, já com a pintura impermeabilizante, e, com o auxílio de uma furadeira, é feita a furação simultânea das réguas e do contrapiso, para que estas aberturas coincidam;
– as réguas são removidas para colocação de buchas, e então finalmente fixadas ao contrapiso com parafusos tipo parabolt;
– o nivelamento das réguas é realizado com a utilização de cunhas, deixando o deck no nível desejado;
– as ripas de ipê são fixadas nas réguas, pregadas individualmente;
– no encontro com a borda da piscina é feito o recorte de ajuste, utilizando-se serra elétrica manual;
-finalmente, com as ripas já colocadas, é realizada uma nova limpeza e passada uma camada de verniz.

Observa-se que, ainda que os serviços tenham sido realizados em uma edificação existente, houve negligência do pessoal em relação aos EPIs, pois a situação envolvia os riscos potenciais inerentes a toda obra, decorrentes das restrições à livre circulação e do uso de ferramentas.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Patrícia Lemos

abril 26th, 2013

Carpete com Manta Acústica

Os carpetes, apesar de não serem muito empregados atualmente, apresentam características que podem indicar sua utilidade em situações específicas. Além da variedade de texturas e estilos, adaptam-se a diferentes ambientes, proporcionam segurança e conforto à pisada, têm características térmicas e acústicas, boa durabilidade e baixo custo.
Neste caso específico, o conforto e o isolamento acústico foram incrementados a partir da instalação de uma manta de espuma de látex sob o carpete.

Instalação:

– Primeiramente, ripas de madeira pré-cortadas foram posicionadas em todo o perímetro do ambiente, ficando aproximadamente 10mm afastadas da parede.
– A seguir, colocou-se uma manta de látex (também pode ser empregado o feltro), cobrindo todo o piso. Esta foi posicionada sempre no mesmo sentido, otimizando seu aproveitamento.
– Após instalada a manta de látex, posicionou-se o carpete sobre ela, deixando-o um pouco maior que o cômodo e garantindo assim o acabamento junto ao rodapé.
– Posicionou-se uma fita colante ao longo de todas as emendas da manta de carpete, fixando-se as bordas deste ao chão, durante o processo de instalação, a fim de evitar seu deslocamento.
– Utilizando uma ferramenta específica, a fita foi aquecida e a cola fundiu-se, unindo assim as duas mantas. Quando a junta solidificou, os pregos previamente colocados foram removidos.
– O próximo passo foi esticar o carpete, partindo de um lado do cômodo em direção à parede oposta, onde o revestimento foi preso em grampos fixados anteriormente nas ripas de madeira.
– Finalmente, foi feito o arremate das bordas do carpete, encaixando-as no pequeno vão deixado entre a ripa e a parede, e o rodapé foi instalado sobre o carpete.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens do aluno Mathias Sant’Anna

novembro 7th, 2010

Assentamento de Piso de Porcelanato

O porcelanato é um tipo de revestimento cerâmico fabricado em processo de queima com alta temperatura. Sua absorção de água é baixa, menos de 0,1%. A quantidade e diversidade das peças fabricadas tem se ampliado, sendo que sua tecnologia possibilita a reprodução de pedras naturais com características técnicas superiores.

Nesta postagem demonstramos o assentamento de um piso de porcelanato na sala de um apartamento, cuja execução obedece às seguintes etapas:

01. Leitura do projeto de paginação do piso. Identificação do local de início da colocação (alinhamento referencial das peças) e onde incidirão recortes e detalhes;

02. Preparação da argamassa de assentamento. A maioria dos fabricantes de porcelanato também fornece suas próprias argamassas de assentamento. Estas são compostas, basicamente, de cimento, areia e aditivos e são vendidas em pó, que deve ser misturado com água seguindo as instruções específicas;

03. Colocação da argamassa de assentamento. Uma pequena quantidade de argamassa é espalhada por uma espátula dentada, sobre o contrapiso regularizado, primeiro em uma direção e depois na outra, várias vezes, formando vincos. Estes garantem uma boa aderência à face posterior do porcelanato e evitam sobras sobre a peça, quando esta é pressionada sobre a argamassa;

04. Assentamento do porcelanato. Após esperar alguns minutos para obter a “pega” (tempo indicado pelo fabricante da argamassa, em que esta desenvolve sua plasticidade e propicia melhor fixação), é colocada a cerâmica cuidadosamente sobre essa base. Para fixar a peça e nivelá-la é utilizado um martelo de borracha. Eventuais excessos de argamassa devem ser removidos imediatamente com uma esponja úmida.

05. Regularização de juntas. A regularidade entre as juntas das peças cerâmicas pode ser obtida pelo emprego de distanciadores tipo cruzetas plásticas, existentes em diferentes espessuras no mercado, garantindo assim que todas tenham a mesma dimensão. As cruzetas são encaixadas nos cantos das peças já assentadas e guiam a colocação das novas peças. Nessa obra foram feitas juntas de 1mm.

06. Recorte do porcelanato. A modulação das peças nem sempre é a mesma do espaço onde serão assentadas, sendo necessários recortes para completar a pavimentação. O local do corte linear é marcado na superfície da cerâmica com uma serra de diamante e assim se facilita a quebra da peça, produzida por simples flexão da mesma.

07. Acabamento final. Após o assentamento de todo o piso deve-se esperar que a argamassa de assentamento seque (entre 1 e 2 dias, dependendo da procedência) para então aplicar o rejunte.

Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Márcia Gonçalves Heck

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