{"id":2723,"date":"2024-10-25T15:48:09","date_gmt":"2024-10-25T18:48:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/?p=2723"},"modified":"2024-10-29T14:38:01","modified_gmt":"2024-10-29T17:38:01","slug":"brasil-lidera-maior-circum-navegacao-cientifica-da-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/2024\/10\/25\/brasil-lidera-maior-circum-navegacao-cientifica-da-antartica\/","title":{"rendered":"Brasil lidera maior circum-navega\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Expedi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita envolve cientistas de sete pa\u00edses e percorrer\u00e1 mais de 20 mil km com o prop\u00f3sito de chegar o mais perto poss\u00edvel da costa do continente ant\u00e1rtico<\/h5>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 22 de novembro de 2024 e 25 de janeiro de 2025, o Brasil vai liderar uma das mais ambiciosas miss\u00f5es \u00e0 Ant\u00e1rtica: a Expedi\u00e7\u00e3o Internacional de Circum-Navega\u00e7\u00e3o Costeira Ant\u00e1rtica, que percorrer\u00e1 mais de 20 mil km da costa do continente ant\u00e1rtico para chegar o mais perto poss\u00edvel das frentes das geleiras. A expedi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 coordenada pelo pesquisador e explorador polar Jefferson Cardia Sim\u00f5es, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.centropolar.com\/\">Centro Polar e Clim\u00e1tico (CPC)<\/a>&nbsp;da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e contar\u00e1 com cientistas de sete pa\u00edses \u2013&nbsp;Argentina, Brasil, Chile, China, \u00cdndia, Peru e R\u00fassia. No total ser\u00e3o 61 cientistas, incluindo 27 brasileiros vinculados a institui\u00e7\u00f5es associadas ao Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCT) da&nbsp;Criosfera&nbsp;e a projetos vigentes de pesquisa do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro (Proantar\/CNPq).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 coletar amostragens ao longo da costa, envolvendo estudos biol\u00f3gicos, qu\u00edmicos e f\u00edsicos, focando dados atmosf\u00e9ricos, geof\u00edsicos,&nbsp;glaciol\u00f3gicos&nbsp;e oceanogr\u00e1ficos do manto de gelo ant\u00e1rtico e seu entorno. A expedi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui um levantamento a\u00e9reo in\u00e9dito das massas de gelo, monitorando o comportamento das geleiras diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A tecnologia avan\u00e7ada do sat\u00e9lite&nbsp;Starlink&nbsp;permitir\u00e1 a troca de informa\u00e7\u00f5es via texto, \u00e1udio e v\u00eddeo, com acesso ilimitado \u00e0 internet durante todo o percurso ant\u00e1rtico, facilitando a comunica\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o de dados em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Sim\u00f5es, expedi\u00e7\u00f5es ant\u00e1rticas que avan\u00e7aram pelo continente ou fizeram circum-navega\u00e7\u00e3o existem h\u00e1 mais de dois s\u00e9culos, cada vez mais perto da costa. &#8220;Em 2016\/2017, com a participa\u00e7\u00e3o de cientistas ga\u00fachos, tivemos uma expedi\u00e7\u00e3o mais ao norte. O pioneirismo desta nova expedi\u00e7\u00e3o est\u00e1 em ser realizada o mais perto poss\u00edvel da costa da Ant\u00e1rtica. Esperamos ter dados sobre a linha de flutua\u00e7\u00e3o dessas geleiras e, simultaneamente,&nbsp;apoiaremos um&nbsp;levantamento geof\u00edsico dessas frentes de geleiras para entender como elas respondem ao aquecimento da atmosfera e do oceano&#8221;, explica ele, refor\u00e7ando que a expedi\u00e7\u00e3o espera tamb\u00e9m coletar dados sobre a biodiversidade, a resposta da fauna polar \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica e os sinais de polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para percorrer toda a costa e acessar o continente ant\u00e1rtico ser\u00e1 usado o navio quebra-gelo cient\u00edfico&nbsp;Akademik&nbsp;Tryoshnikov, do Instituto de Pesquisa \u00c1rtica e Ant\u00e1rtica (S\u00e3o Petersburgo, R\u00fassia). A expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 97% financiada pela funda\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a&nbsp;Alb\u00e9do&nbsp;pour&nbsp;la&nbsp;Cryosph\u00e8re,&nbsp;dedicada ao&nbsp;estudo e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da massa de neve e do gelo planet\u00e1rio. E conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Principais objetivos da expedi\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Estudar o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas geleiras e ecossistemas costeiros da Ant\u00e1rtica;<\/li>\n\n\n\n<li>Mapear&nbsp;hotspots&nbsp;de biodiversidade marinha;<\/li>\n\n\n\n<li>Coletar dados sobre micropl\u00e1sticos e contaminantes emergentes.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lideran\u00e7a nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lideran\u00e7a brasileira marca esta iniciativa, conduzida pelo pesquisador Jefferson Cardia Sim\u00f5es, do CPC\/UFRGS, delegado do Brasil no Comit\u00ea Cient\u00edfico para Pesquisa Ant\u00e1rtica (SCAR, da sigla em ingl\u00eas) do Conselho Internacional de Ci\u00eancia (ISC). O projeto contribui para as a\u00e7\u00f5es do&nbsp;Proantar. Participam pesquisadores da UFRGS&nbsp;e da&nbsp;Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Universidade&nbsp;Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade&nbsp;Federal do Maranh\u00e3o (UFMA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade&nbsp;Federal Fluminense (UFF), Universidade&nbsp;Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Universidade&nbsp;Federal do Maranh\u00e3o (UFMA) e Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe partir\u00e1 do Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 22 de novembro de 2024, para uma miss\u00e3o de 60 dias. Enfrentar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas e a log\u00edstica complexa de operar na Ant\u00e1rtica s\u00e3o alguns dos desafios esperados nesta expedi\u00e7\u00e3o. Essa iniciativa pioneira refor\u00e7a a lideran\u00e7a latino-americana do Brasil nas pesquisas polares e no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, consolidando o pa\u00eds como refer\u00eancia cient\u00edfica internacional.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"543\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/rota-navegacao-580px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2726\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/rota-navegacao-580px.jpg 580w, https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/rota-navegacao-580px-300x281.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/rota-navegacao-580px-465x435.jpg 465w, https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/rota-navegacao-580px-534x500.jpg 534w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Rota da circum-navega\u00e7\u00e3o: equipe&nbsp;percorrer\u00e1 mais de 20 mil km da costa do continente ant\u00e1rtico. Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco Eliseu Aquino, professor do Departamento de Geografia da UFRGS, coordenar\u00e1 as pesquisas do grupo de climatologistas durante a expedi\u00e7\u00e3o e enfatiza o ineditismo de uma circum-navega\u00e7\u00e3o ant\u00e1rtica completa. \u201cEla permite interagir com a diversidade de tempestades, eventos extremos, estudar o ciclo hidrol\u00f3gico examinando as&nbsp;conex\u00f5es&nbsp; entre&nbsp;a regi\u00e3o tropical e a Ant\u00e1rtica. Tamb\u00e9m faremos perfura\u00e7\u00f5es na neve e no gelo para investigar a variabilidade do clima e da qu\u00edmica da atmosfera ao longo dos \u00faltimos 100 anos\u201d, diz ele. E complementa:&nbsp;\u201cIsso nos permitir\u00e1 medir e investigar in loco o contraste entre a regi\u00e3o tropical e a regi\u00e3o polar, amostras que nos far\u00e3o entender melhor a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica for\u00e7ada, intensificada nos \u00faltimos dois a tr\u00eas anos mais quentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centro Polar e Clim\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.centropolar.com\/\">Centro Polar e Clim\u00e1tico (CPC)<\/a>&nbsp;\u00e9 um centro auxiliar de pesquisa e ensino interdisciplinar do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS. Congrega pesquisadores nacionais e internacionais afiliados dedicados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o do papel das duas regi\u00f5es&nbsp;polares no&nbsp;sistema ambiental sul-americano, da variabilidade clim\u00e1tica do Hemisf\u00e9rio Sul, dos processos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e suas consequ\u00eancias para o sul do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 1992, este grupo da&nbsp;UFRGS \u00e9&nbsp;respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o do programa&nbsp;glaciol\u00f3gico&nbsp;nacional na Ant\u00e1rtica e nos Andes. Tal programa atende tanto necessidades de pesquisa e ensino para a introdu\u00e7\u00e3o de uma nova \u00e1rea de conhecimento no pa\u00eds, como aspectos da pol\u00edtica internacional do Brasil (o Tratado da Ant\u00e1rtida).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expedi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita envolve cientistas de sete pa\u00edses e percorrer\u00e1 mais de 20 mil km com o prop\u00f3sito de chegar o mais perto poss\u00edvel da costa do continente ant\u00e1rtico Entre 22 de novembro de 2024 e 25 de janeiro de 2025, o Brasil vai liderar uma das mais ambiciosas miss\u00f5es \u00e0<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/2024\/10\/25\/brasil-lidera-maior-circum-navegacao-cientifica-da-antartica\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2729,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["entry","author-gerente","post-2723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2723"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2764,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2723\/revisions\/2764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}