{"id":3002,"date":"2024-12-06T13:58:50","date_gmt":"2024-12-06T16:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/?p=3002"},"modified":"2024-12-06T14:01:26","modified_gmt":"2024-12-06T17:01:26","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/2024\/12\/06\/__trashed\/","title":{"rendered":"Navio russo usado para expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Ant\u00e1rtica tem estrutura especial para pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Terceira reportagem do \u2018Especial Ant\u00e1rtica\u2019, produzido pelo Jornal da Universidade, mostra a embarca\u00e7\u00e3o que possui dez laborat\u00f3rios, al\u00e9m de recursos que facilitam o manuseio e o transporte das amostras coletadas<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em expedi\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 Ant\u00e1rtica, os pesquisadores do Centro Polar e Clim\u00e1tico (CPC) da UFRGS fizeram opera\u00e7\u00f5es por terra, nas quais era necess\u00e1rio montar acampamento. Para cada parada, eles tinham que levar consigo fogareiro, barracas, panelas, alimentos de consumo r\u00e1pido e medicamentos. Em dias de tempo ruim, com muita neve e pouca visibilidade, n\u00e3o tinham possibilidade de trabalhar: passavam esse tempo em abrigo fechado, esperando as condi\u00e7\u00f5es melhorarem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa vez, por\u00e9m, a equipe passar\u00e1 dois meses a bordo de um navio, o Akademik Tryoshnikov. Al\u00e9m dos oito membros do CPC, a Expedi\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica conta com a participa\u00e7\u00e3o de outros 53 cientistas do Brasil e do mundo, coordenados por Jefferson Cardia Sim\u00f5es, professor da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCom a circum-navega\u00e7\u00e3o, podemos ir para uma \u00e1rea em que ningu\u00e9m da equipe chegou a trabalhar\u201d, explica Ronaldo Torma Bernardo, t\u00e9cnico e glaci\u00f3logo do Centro. Ele acrescenta que, na d\u00e9cada de 90, os pesquisadores j\u00e1 haviam utilizado barco para as viagens, mas com um prop\u00f3sito diferente. Nessa \u00e9poca, os navios da Marinha (como o Bar\u00e3o de Teff\u00e9, lan\u00e7ado em 1957) serviam para lev\u00e1-los a um determinado ponto de acampamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241201_0038_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100540\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Professor Francisco Aquino, do Centro Polar e Clim\u00e1tico da UFRGS acompanha o lan\u00e7amento do equipamento para coleta de \u00e1gua do mar. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241130_0019_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100536\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Laborat\u00f3rio de meteorologia a bordo do Akademik Tryoshnikov. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na miss\u00e3o atual, 120 pessoas est\u00e3o a bordo da embarca\u00e7\u00e3o russa. Ela foi constru\u00edda em 2012 para uso do Instituto de Pesquisa \u00c1rtica e Ant\u00e1rtica do pa\u00eds e tem recursos como ponte m\u00f3vel, guincho de servi\u00e7o e heliporto, que facilitam o manuseio e transporte das amostras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro do Tryoshnikov, existem 75 quartos. S\u00e3o 28 camarotes individuais, 33 camarotes duplos, 10 camarotes qu\u00e1druplos e quatro \u201cblock cabins\u201d, que podem acomodar de seis a oito pessoas. \u201cA gente era acostumado com o navio militar brasileiro. As cabines eram pra seis pessoas, com dois triliches\u201d, relembra Ronaldo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao todo, est\u00e3o dispon\u00edveis 10 laborat\u00f3rios fixos, subdivididos em duas categorias. Os laborat\u00f3rios de via seca servem para armazenamento de instrumentos e equipamentos eletr\u00f4nicos, enquanto os de via \u00famida s\u00e3o usados para analisar amostras de gelo e do mar. Tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7os comuns, como lavanderia, enfermaria, restaurante e salas de reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241129_0002_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100534\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Luisa de Moraes Garcia, da FURG, trabalhando com filtragem em um dos laborat\u00f3rios do navio. <br>Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241201_0061_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100542\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fabiane Serra, da FURG. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luiz Fernando Magalh\u00e3es, que tamb\u00e9m integra o grupo de pesquisa em Glaciologia do Centro Polar e Clim\u00e1tico, explica como funciona cada parada: \u201cVamos descer em geleiras que j\u00e1 est\u00e3o mapeadas pra fazer coleta de material. S\u00e3o pontos onde o navio vai parar, vamos fazer trabalho com a \u00e1gua do mar e extra\u00e7\u00e3o de amostras na geleira, e o desembarque vai ser de helic\u00f3ptero\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas amostras recolhidas n\u00e3o ser\u00e3o analisadas nos laborat\u00f3rios. Na pesquisa referente a micropl\u00e1sticos, por exemplo, o material coletado ser\u00e1 tratado posteriormente no Instituto de Qu\u00edmica da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, os pesquisadores v\u00e3o antecipar outras an\u00e1lises para diminuir o volume de amostras: \u201cIsso diminui o custo da conserva\u00e7\u00e3o [na universidade] e o transporte delas pra l\u00e1, que \u00e9 uma coisa que acaba onerando o projeto\u201d, afirma Luiz Fernando.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_AAX_20241201_F00587_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"Ivy de Souza Palmeira\" class=\"wp-image-100531\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Prepara\u00e7\u00e3o para coleta de material particulado em suspens\u00e3o. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Os preparativos<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas de sete pa\u00edses est\u00e3o a bordo do Akademik Tryoshnikov&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/antartica-no-centro-do-conhecimento-expedicao-pioneira-une-ciencia-e-diplomacia\">desde o dia 22 de novembro<\/a>, quando partiram do Porto de Rio Grande (RS) rumo \u00e0 Ant\u00e1rtica. A viagem, por\u00e9m, j\u00e1 havia come\u00e7ado h\u00e1 cerca de 60 dias com os preparativos do grupo da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio, os membros do Centro Polar e Clim\u00e1tico passaram por uma s\u00e9rie de exames m\u00e9dicos. Al\u00e9m disso, tiveram de lidar com a burocracia de exporta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria (isto \u00e9, do envio dos instrumentos de pesquisa para fora do pa\u00eds).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de serem exportados, esses instrumentos tamb\u00e9m precisavam ser calibrados e adaptados ao sistema eletr\u00f4nico russo, j\u00e1 que as tomadas do navio s\u00e3o diferentes. \u201cTemos que pensar at\u00e9 num tipo de detalhe desses, pra gente n\u00e3o levar todos os equipamentos e depois n\u00e3o conseguir ligar\u201d, aponta Luiz Fernando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles n\u00e3o puderam, sobretudo, fugir dos preparativos b\u00e1sicos, importantes tanto para uma viagem simples de carro quanto para uma circum-navega\u00e7\u00e3o \u00e0 Ant\u00e1rtica: levar roupa, comprar combust\u00edvel e comprar comida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAgora inclu\u00edmos o Dramin, que n\u00e3o t\u00ednhamos antigamente\u201d, brinca Ronaldo, referindo-se \u00e0 necessidade de tamb\u00e9m estar preparado para um eventual enjoo no barco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241130_0018_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"Capa\" class=\"wp-image-100535\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O navio Academyk Tryoshnikov, no dia 30 de novembro de 2024, navegava na regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0s Ilhas Sandwich do Sul, em seu caminho rumo \u00e0 Ant\u00e1rtida. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ICCE_MC_20241130_0073_EXPEDICAO-ANTARTICA_Anderson-Astor-e-Marcelo-Curia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100537\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>International Antarctic Coastal Circumnavigation Expedition \u2013 ICCE. Foto: Anderson Astor e Marcelo Curia<\/em>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Confira o que ser\u00e1 abordado em cada uma das reportagens da S\u00e9rie:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">21\/11:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/expedicao-a-antartica-busca-trazer-novos-dados-para-subsidiar-pesquisas-sobre-mudancas-climaticas\/\">Dados de pesquisa sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">28\/11:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/antes-alvo-de-disputas-territoriais-antartica-representa-um-espaco-privilegiado-para-a-cooperacao-cientifica\/\">Conflito e disputas geopol\u00edticas na Ant\u00e1rtica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">05\/12: <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/navio-russo-usado-para-expedicao-a-antartica-tem-estrutura-especial-para-pesquisa\/\">O navio quebra-gelo e seus laborat\u00f3rios<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">12\/12: Cientistas que integram a expedi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">19\/12: O cotidiano e as curiosidades de estar no navio quebra-gelo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">16\/01: A pesquisa na Ant\u00e1rtica e entendimento sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terceira reportagem do \u2018Especial Ant\u00e1rtica\u2019, produzido pelo Jornal da Universidade, mostra a embarca\u00e7\u00e3o que possui dez laborat\u00f3rios, al\u00e9m de recursos que facilitam o manuseio e o transporte das amostras coletadas Em expedi\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 Ant\u00e1rtica, os pesquisadores do Centro Polar e Clim\u00e1tico (CPC) da UFRGS fizeram opera\u00e7\u00f5es por terra, nas<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/2024\/12\/06\/__trashed\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3006,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,1],"tags":[],"class_list":["entry","author-gerente","post-3002","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3002"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3002\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3007,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3002\/revisions\/3007"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/expedicaoantartica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}