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As Extensões da Memória:
a experiência artística e outros espaços
Esta pesquisa enseja criar um espaço interdisciplinar capaz de produzir e responder a complexidade das operações artísticas atuais, envolvendo professor, aluno de artes e comunidade nestes questionamentos. Busca prospectar nos espaços da cidade, públicos e privados, mapeando os conflitos entre subjetividade do artista e os vários jogos que compõem a realidade de uma cidade. Partimos da hipótese que o olhar artístico o apreender subjetivamente e objetivamente um território dado e ao produzir registros, dele se apropria efetivamente de forma crítica propondo novas relações com estes lugares e redesenhando desta forma a postura do artista em face da complexidade da realidade do espaço.
Maria Ivone dos Santos
As Extensões da Memória: a experiência artística e outros espaços
Coordenação: Maria Ivone dos Santos. DAV-IA/UFRGS.
Início: 2004
Esta pesquisa enseja criar um espaço interdisciplinar capaz de produzir e responder a complexidade das operações artísticas atuais, envolvendo professor, aluno de artes e comunidade nestes questionamentos. Busca prospectar nos espaços da cidade, públicos e privados, mapeando os conflitos entre subjetividade do artista e os vários jogos que compõem a realidade de uma cidade. Ensejamos abrir nossa prática aos métodos advindos de outras áreas do conhecimento implicadas, como a geografia, o urbanismo e a psicologia social entre outros, criando propostas que interliguem áreas. Os três projetos propostos buscam, cada qual, trabalhar uma dimensão desta problemática “indivíduo e espaço”: Vendo a vista, Perímetro Urbano, Fração Localizada e Endereçamentos. O âmbito de cada um, seu o contexto e o deslocamento do olhar artístico que eles propõem, prenuncia a complexidade da abordagem. Partimos da hipótese que o olhar artístico ao apreender subjetivamente e objetivamente um território dado e ao produzir registros, dele se apropria efetivamente de forma crítica propondo novas relações com estes lugares e redesenhando desta forma a postura do artista em face da complexidade da realidade do espaço.
Objetivos específicos: - Analisar na produção contemporânea as questões relativas a memória e aos espaços, explorando o estatuto aberto da documentação. - Observar de que forma a produção gerada pela pesquisa, os registros fotográficos, vídeos, e escritos, as proposições e intervenções urbanas, criam novos conceitos e estabelecem novas bases de relacionamento entre o público e os espaços da cidade. - Aprofundar a perspectiva trans-disciplinares nos estudos do espaço social em sua relação com a arte. Promover o intercâmbio entre pesquisadores das diversas áreas do conhecimento envolvidas envolvendo alunos da graduação e da pós-graduação:- Conceituação e reflexão sobre maneiras e procedimentos obtidos pela integração de linguagens e áreas, pelas correspondências veiculadas nas trocas. Iluminação do campo de atuação artística na sua relação com a realidade múltipla do espaço. - A geração de canais e veículos de informação, eletrônica e impressa para acolher, divulgar e produzir experiências, o que dará a pesquisa suficiente mobilidade. No caso da via eletrônica, já contamos com uma experiência inicial de trabalhar informações veiculadas na rede, a qual nos apontou sobre a potencialidade evolutiva das idéias que o meio eletrônico propicia. - Consolidar a linha de pesquisa focalizando os processos artísticos em sua relação com o espaço da sociedade. Organizar publicações. Divulgar e promover colóquio e reuniões científicas. - Capacitar profissionais para cursos e consultorias. Promover atividades de extensão, desdobrando temas e assuntos ligados à apreensão do espaço nas poéticas artísticas.
O Arroio Dilúvio
ÁREA: 69,55 Km2
EM PORTO ALEGRE: 83%
POPULAÇÃO: 446.312 hab
DENSIDADE POPULACIONAL: 6.417 hab/Km2
EXTENSÃO TOTAL: 17.605 m
A sub-bacia do Arroio Dilúvio é a mais importante de Porto Alegre. Através dela escoam as águas de uma área com 83,74 Km2 densamente habitada, representando cerca de 1/3 da população total. O curso principal, o Arroio Dilúvio, tem uma extensão de 17.605 m, dos quais 8.000 m são semi-canalizados. Ao longo da história da ocupação urbana, a sub-bacia foi intensamante modificada, alguns afluentes desapareceram sob a cidade e seus canais passaram a integrar o sistema de esgotamento pluvial.O Arroio Dilúvio recebe anualmente cerca de 50.000 m3 de detritos, produtos da erosão natural e da provocada pelo desmatamento das encostas dos morros, além de entulhos de lixo. O Arroio Dilúvio tem suas nascentes localizadas no limite dos municípios de Viamão e Porto Alegre, onde recebe o aporte das águas dos arroios Sem Nome, Pequeno, Casa Velha, Diluvinho, Vitorino e Taquara, que abastecem a Barragem da Lomba do Sabão. Pela margem direita, seus afluentes mais importantes são: Arroio dos Marianos, Arroio da Vila Brasília, Arroio Mem de Sá, Arroio Beco do Salso e Arroio São Vicente. Na margem esquerda, os Arroios Moinho, Matogrosso, Cascata e Águas Mortas.De Rio Jacareí, em 1740, o hoje oficialmente denominado Arroio Ipiranga, foi popularmente chamado pelos mais diversos nomes - Riacho, Riachinho, Arroio Dilúvio ou Arroio da Azenha - marcou negativamente as zonas que atravessava. É que, não sendocaudaloso nem condições normais, avolumava subitamente as suas águas por ocasião das grandes chuvaradas, provocando alagamentos nas baixadas dos bairros Santana, Azenha e Cidade Baixa.Em 1905, para facilitar sua vazão e aumentar o fluxo das águas a montante da ponte do Menino Deus, o Intendente José Montaury mandou abrir um canal em linha reta para eliminar a grande volta que dava o Riacho na zona denominada Ilhota.Um projeto de saneamento e regularização do Riacho já aparece no relatório do Intendente Otávio Rocha relativo ao ano de 1925. Este projeto planejava a construção de um canal que lançaria diretamente o Riacho ao Guaíba, a partir da Ponte da Azenha, bem como os custos das desapropriações necessárias. Entretanto, só depois de 1941, ano da grande enchente, e com ajuda do governo federal, através do, hoje extinto, DNOS - Departamento Nacional de Obras e Saneamento, foi possível executar o projeto do Prefeito José Loureiro da Silva, o qual previa, além da canalização do Riacho, a abertura de duas avenidas marginais.O trabalho de desvio e canalização do Riacho e da implantação da Av. Ipiranga foi uma obra que durou mais de 20 anos. Num segundo momento, surge o Projeto Renascença, que resultou na abertura da Av. Érico Veríssimo e áreas que a circundam.Dados Técnicos: Entre a Av. Cristiano Fischer e a Av. Borges de Medeiros a seção possui 20m de largura por 2m de altura, em alvenaria de pedra e taludes laterais de lage de grês com 2,5m de altura e inclinação de 1:1 e talude superposto em grama.A seção do canal entre a Av.Borges de Medeiros e o lago Guaíba não é definitiva, havendo necessidade de execução das paredes laterais e taludes.
Fonte: DEP
A TRILHA DO TEMPO Patricia Bohrer
Quanto tempo você pode ganhar ? Quanto tempo você pode perder? Na rotina diária, cada pessoa organiza seu tempo geralmente seguindo necessidades rígidas de atividades, compromissos e obrigações. No entanto, sempre existem pequenos movimentos de compensação, fuga ou subversão. O tempo do ócio, do prazer, da passagem. Essas práticas do cotidiano remetem a uma forma específica de organizar e produzir o tempo-espaço que configura o desenho próprio da cidade para cada um. A Trilha do Tempo propõe um passeio interpretativo no perímetro urbano de determinada secção do arroio dilúvio, entre as ruas Getúlio Vargas e Azenha. É um convite a tecer um micro-olhar desse recorte da cidade, levantando experiências de ordem estética: visuais, táteis, olfativas e auditivas que constituem os lugares onde vivemos, mas que habitualmente passam despercebidas no movimento apressado de ir e vir. Para isso a sugestão de uma mapa de bolso, no qual o observador-caminhante pode fazer suas escolhas de percursos em função de seu tempo disponível e a indicação de placas nos locais de interesse. As relações tempo, espaço e experiência estética construídas no trajeto de cada um propõe uma mudança de significado para o local, estabelecendo apropriações particularizadas, como forma de ampliar as imagens que configuram as representações que temos da cidade.
a negação do entorno e a afirmação do interno - a quebra do paradigma Luciana e Mariana
A escolha se deu porque o dilúvio tem uma história muito importante para a cidade e é um grande referencial do traçado viário e do sistema hidrográfico de Porto Alegre. Escolher um lugar desprovido de qualquer qualificação, mas com potencial para podermos provar que o paisagismo não se resume à elaboração de praças e espaços abertos, ele serve também como ferramenta para ajudarmos as pessoas a se tornarem cidadãs. O dilúvio está constantemente presente na vida dos Porto Alegrenses, pois se localiza numa avenida de grande fluxo viário e de ligação entre a Zona Sul e Zona Norte da cidade. O arroio proporciona hoje para os transeuntes odores e sensações desagradáveis, além de ser usado como depósito de lixo pela população. Sendo assim, não atrai pessoas como lugar de permanência, lazer ou contemplação. Acreditamos que muitas coisas poder ser feitas para melhorar essa paisagem que vemos no arroio hoje. Mas acreditamos que um dos motivos do arroio ser tratado como um lugar desqualificado e sujo da cidade é a própria relação que a população tem com ele, pois ela mesmo não tem o respeito com esse ambiente, pois são os próprios moradores dos arredores do arroio que jogam lixo nele. Por isso, mesmo que o arroio recebesse um tratamento de esgoto, um projeto paisagístico e se tornasse uma paisagem mais agradável, as pessoas não mudariam suas atitudes nem sua forma de enxergá-lo com desprezo. Por isso o propósito desse projeto é atuar na forma de uma intervenção pontual que tem como objetivo despertar o interesse e divulgar os problemas para que haja uma conscientização de toda a população. Que essa intervenção faça com que as pessoas reflitam sobre sua relação com a cidade e com esse local especificamente, podendo assim, num próximo momento, a partir de uma mobilização da própria população, após conscientização, partir-se para um efetivo projeto de revitalização do arroio dilúvio, apoiado pelos moradores. A partir desses dados analisados sobre o local e das intenções iniciais de projeto, partimos da água que corre no arroio, pois traz em si a idéia de fluidez, de continuidade.A água associada à poluição justifica o propósito da manifestação. Observando o arroio, percebemos a formação de uma espuma branca, em grande quantidade, o que nos remeteu a idéia de "bolha". A definição de bolha pode ser usada em vários casos. Podemos dizer que uma pessoa "entra em sua bolha para fugir de algo, para refletir". A bolha associada à introspecção. Os princípios físicos da bolha de sabão afirmam o propósito da intervenção: "na atração entre as moléculas em um gás comprimido ou em um líquido, as moléculas estão muito próximas. Nestas condições, quando elas se aproximam até quase se tocarem, desenvolvem entre elas forças atrativas que tendem a mantê-las unidas. A existência de tais forças se evidencia claramente por meio do estudo dos fenômenos de tensão superficial. Todas as moléculas são fortemente atraídas. Como nessa definição, o elemento formal tem o objetivo atrair as pessoas para dentro, fazendo com que, como no fenômeno da propagação ondulatória, quando uma gota cai na água e se propagam inúmeras ondas, essa consciência que será tomada pela primeira pessoa que entra na bolha se propague , atingindo o maior número de indivíduos possíveis. Josep Maria Montaner define o conceito de espaço e lugar: "O primeiro tem uma condição ideal, teórica e indefinida; o segundo possui um caráter concreto, empírico, existencial, articulado, e definido até os detalhes (...) ainda que o espaço fique sempre delimitado pela sua própria essência tende a ser infinito e ilimitado. Ao contrário, o lugar é definido por substantivos, pela qualidade das coisas e dos elementos, pelos valores simbólicos e históricos, é ambiente e está relacionado fenomenologicamente com o corpo humano. "O espaço é o entorno, o lugar é o interno, o dilúvio é o espaço e a bolha, é o lugar que tem como objetivo transformar o espaço (o arroio) em lugar, atribuindo a ele valor. O espaço é vivência. Se um espaço tem significado, significa, também, que esse espaço tem valor. Para que isso aconteça, para que um espaço tenha significado para as pessoas, buscamos no texto "Porto Alegre e sua Evolução Urbana" da Célia Ferraz de Souza uma explicação sobre o resgate do significado de um espaço urbano no imaginário de seus moradores: "Quando temos a consciência de que estamos de posse de um bem valioso, imediatamente nos acomete um sentimento de preservação. Entretanto, só se preserva um bem, um patrimônio, quando se tem conhecimento e reconhecimento do seu valor real, seja ele dado pelo seu valor pecuniário, de uso, cultural - artístico, social -, ou afetivo. Portanto, se há interesse na preservação de determinado objeto, é preciso dar conhecimento de seu valor. No caso do objeto ser a cidade, se não houver a transmissão dos valores através das gerações, eles terão que ser transmitidos por outros meios. Só com o conhecimento das raízes da cidade, de sua evolução, positiva ou negativa, da transformação de seus espaços e de suas práticas sociais, o habitante será capaz de compreender o seu significado, dar-lhe o devido valor, permitindo-o lutar pela preservação do seu patrimônio, transformando-o também em um cidadão, no verdadeiro sentido da palavra. Estaremos, então adicionando 'um dos mecanismos mais fortes para a construção da cidadania".
em meio ao caos urbano propomos a criação de um espaço para reflexão e introspecção
A intervenção não tem como objetivo resolver o problema físico e ambiental do Arroio Dilúvio, mas sim, chamar atenção para o problema, usando a intervenção como meio. O objetivo geral da intervenção é levantar a questão da paisagem e da situação ambiental atual do Arroio Dilúvio. Através da intervenção, a cidade e a comunidade local terão a oportunidade de refletir e debater o problema do tratamento do esgoto de Porto Alegre e suas conseqüências na vida das pessoas.
...O homem prende a natureza e a arte liberta o homem
Outro ponto crucial para a elaboração desse trabalho é a relação da arte com a arquitetura. A arquitetura ao longo de toda a sua história, buscou modelos que a estruturasse, essas referências se multiplicaram e se dispersam com o passar dos anos. Hoje em dia, existe um novo paradigma: a obra de arte. Existe uma posição arquitetônica que busca na obra de arte e nos seus componentes irracionais um modelo que a legitimize e que estruture seus processos de investigação formal. Neste caso, a arte contribui fundamentalmente para o processo de instigar e atrair as pessoas.
...O objetivo não é mudar o espaço e sim a relação das pessoas com o espaço
Qualquer tipo de espaço - se considerarmos a definição de Montaner de espaço - está em constante transformação, a intervenção está na relação que estas pessoas tem com o espaço, a maneira que elas se relacionam com ele. Qual é a sensação que essa paisagem causa e quais seriam as sensações que poderiam causar se a paisagem fosse mais agradável. Despertar nas pessoas a real relação que elas tem com aquele lugar.
O paradoxo da negação do entorno....
Não é possível negar o entorno para a implantação deste objeto plástico, mas sim, quando o transeunte se sentir atraído por esse objeto e entrar nele, irá se sentir à vontade e começar a interagir com o ambiente interno. Em um momento, será tomado de um sentimento novo em relação a este local da cidade. Essa sensação virá a ser a essência da instalação. Esse indivíduo irá "entrar pra dentro de bolha" num primeiro momento se isolando de realidade, do espaço externo, enquanto entra em um outro estado de consciência: a reflexão interna, uma leve meditação....A partir daí estará desprovido de qualquer preconceito ou imagem preestabelecida sobre o lugar, podendo então se dar por conta o que realmente esse local representa a ele, como o arroio faz parte da sua vida, da sua rotina, da sua infância. Cada um é despertado individualmente, tomado por sensações propiciadas pelo espaço......A sensação é de alívio, alívio de ter enxergado o que não tinha visto antes, mesmo vendo a mesma paisagem milhares de vezes, por toda uma vida.......A sensação é de desconforto, desconforto por nunca ter sentido que a cidade faz parte do seu próprio corpo, é como a extensão dele. .......A sensação é de dor, dor por nunca ter sentido que a cidade precisa de cuidados, que foi descartada por seus próprios moradores. .......A sensação é de revolta, revolta por ser o único a enxergar tamanha beleza onde todos enxergam tanta sujeira.
VIDEO DILUXO
Roteiro, produção, direção e edição: Cassiano Griensang e Guilherme Carlin. Moradores da rua: Alex, Bidu, Debby, Edison, Gabriel, Patricia, Paulo, Ricardo, Marcio, Jonatan, José, João, Wagner, Valmor, Gleison, Pulmão e Princesa. Apoio: UFRGS e Grupo Telivra! "Experimentações artísticas sobre um documento social, DILUXO se propõe a retratar, redirecionar e reeducar nossos olhares para o sentimento coletivo que ganhamos e perdemos dentro da Urbis de cada dia. É uma aproximação das pessoas que atropelamos diariamente. Um choque que, à primeira vista, expõe a dor onde só há pobreza, inclusive, a de espírito. Quem roubou a poesia?"
Cronologia das ações da pesquisa
Dezembro de 2005
No dia 16:
•à contra courant: Dilúvio, vídeo (10’ em formato DVD) integrando o projeto 'EN DÉCALAGE', como parte do evento que ocorrerá somente na noite do 16 de dezembro 2005 nos Studios Campus em Paris, numa parceria com a equipe do oulu-huc art projects.
http://terraindentente.free.fr/soireebrasil/brasilprogramme.htm
Do dia 09/12/05 a 12/02/06:
• Revendo o entorno, quatro fotografias 25 x 30 cm., mostradas na coletiva SETE ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS, organizada por Paulo Gomes, Galeria de Arte da Fundação ECARTA, Porto Alegre.
http://www.fundacaoecarta.org.br/galeria/exposicao.asp
Setembro de 2005
No dia 3
• Conversa, no local da exposição Olhares cruzados pela cidade, com os alunos de metodologia do DAV-IA/UFRGS, com a presença de Maria Ivone dos Santos e da curadora e professora Icléia Cattani.
Agosto de 2005
No dia 29
Caminhada saindo da exposição Olhares cruzados pela cidade, na Fundação ECARTA. Foi percorrido um perímetro da Cidade baixa, demarcado anteriormente, buscando observar, no presente da cidade, as marcas do antigo traçado do Arroio Dilúvio, hoje leito de uma rua da cidade baixa e Porto Alegre.
Julho de 2005
• Vendo o Entorno, proposição mostrada na exposição Olhares Cruzados sobre a Cidade, curadoria de Icléia Cattani. Partindo de um convite endereçado por Icléa Cattani, que me reúne com Elaine Tedesco, artista que também trabalha o olhar sobre cidade, eu proponho pensar a vista do entorno do local onde serão mostradas nossas proposições, na Fundação ECARTA, localizada na Avenida Jõao Pessoa em Porto Alegre. A proposta de exposição busca desenvolver uma relação com este lugar conectando-o ao projetos Fração localizada: Dilúvio e levando adiante a idéia de um endereçamento público produzido na exposição Contato(RJ/2004) -O QUE VEJO DA JANELA DA FRENTE DA FUNDAÇÃO ECARTA? O parque Farroupilha (Redenção) e sei que ele já foi um banhado, saneado para se tornar uma área de ocupação (várias), e hoje é uma área verde de uso público. O QUE NÃO VEJO, MAS SEI QUE EXISTE ÀS MINHAS COSTAS?: A Avenida João Alfredo, à três quadras já foi o leito do Dilúvio em 1940, até o mesmo ser desviado. Vendo o entorno é possível pensar sobre a evolução da cidade de Porto Alegre à partir de uma aproximação sensível do lugar, como uma forma de tocá-lo e de nele se envolver? Dispositivos expositivos: Mesa em MDF na qual foi dispostas cópias de carta redigida pela artista sobre aspectos remarcáveis do entorno da Fundação ECARTA, o parque da Redenção até a rua João Alfredo. Material endereçado ao visitante do local, envelopes pré-endereçados e papel para reposta à artista propositora encontravam-se a disposição do público. - 4 Fotografias digitais montadas em sandwich de acrílico, 25 x 28 cm. Realização e manipulação dos arquivos para tiragem fotográfica: Gláucis de Morais. Backligth mostrando um trajeto do traçado retificado do Arroio Dilúvio, no qual é feita a sobreposição coincidente de imagens de satélite de Porto Alegre. - Uma vista panorâmica do parque, seqüência de imagens digitalizadas e montadas, tomadas à partir do parque Farroupilha, em frente a Fundação ECARTA, segmentada em dois painéis de 45 x 180 cm. Montagem das imagens para impressão: Gláucis de Morais. - Um mapa medindo 100 x 120 cm, mostrando a sobreposição de fotografia satélite de Porto Alegre (2002) sobre a qual foi sobreposto o antigo traçado do Dilúvio, localizando a sede da Fundação ECARTA, o Parque Farroupilha e o entorno adjacente (Cidade baixa). Pesquisa cartográfica e montagem dos arquivos: Clarissa Cavali, bolsista Propesqt-UFRGS.
Maio de 2005
Nos dias 30 e 31:
• Fração Localizada Dilúvio no V Fórum Social Mundial durante a Plataforma Perdidos no espaço, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes da UFRGS. Exposição de trabalho gráfico contendo o mapa do traçado, os relatos e a documentação fotográfica da caminhada realizada ao longo do Arroio Dilúvio em Porto Alegre, na tarde do dia 30 de janeiro durante o V Fórum Social Mundial. Realização da bolsista Propesq-UFRGS: Luciana Manoli. Relatos de: Sílvia Livi, Hedy lore Backhaus
Janeiro de 2005
No dia 30
• Fração Localizada Dilúvio - Caminhada ao longo da margem esquerda do Arroio Dilúvio em Porto Alegre, durante o V Fórum Social Mundial. Participantes: Maria Ivone dos Santos, Cláudia Zanata, Hélio Fervenza, Sílvia Livi, Hedy lore Backhaus, Floriana Breyer.
Do 27 ao 31:
Participação na mostra de vídeo Efeitos de borda: subjetividades e espaço Público, Programa Formas de Pensar a Escultura/ Perdidos no espaço, Memorial do Rio Grande do Sul, V Fórum Social Mundial. Duração: 4 min. (Vendo a vista) e 16 min. (Fração Localizada: Dilúvio) Suporte: Digital Hi 8 Imagens: Maria Ivone dos Santos e Glaucis de Morais Edição: Glaucis de Morais Sinopses: Vendo a vista: 08 de maio de 2004. Vídeo-carta mostrada no espaço 803-804, no oitavo andar de uma galeria comercial no centro de Florianópolis,: imagens e textos indexavam aspectos visíveis através da janela do local e discorriam igualmente sobre as contradições vivenciadas pelo autor no que se refere aos conflitos de interesse nas relações de vizinhança que constituem a realidade urbana e a paisagem daquela cidade e de Porto Alegre. Fração Localizada: Dilúvio, 09 de novembro de 2004, vídeo-carta que expunha uma fração de tempo de determinado espaço percorrido em carro num dia de chuva, às margens do Arroio Dilúvio em Porto Alegre. Este vídeo-carta se inter-relacionava com outros meios e dispositivos instalados e dispostos nas três salas de exposição no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro durante a exposição Contato. Religando os distintos meios, uma carta impressa era igualmente endereçada aos visitantes da exposição e a mesma buscava levantar questões que permitissem se ter uma idéia sobre as configurações do urbano e do entorno no qual estas propostas estavam inseridas.
Novembro de 2004
Endereçamento: Ocupação de três salas do Centro Oduvaldo Viana Filho (Castelinho), no Rio de Janeiro, integrando a Exposição Contato, curadoria de Stephane Huchet, Centro Oduvaldo Viana Filho (castelinho do Flamengo), Rio de Janeiro. Mesa: Criação de uma situação de endereçamento buscando conectar o público da exposição com as diferentes proposições, realizadas em distintos meios, duas fotografias de jardins familiares retiradas em Strasbourg em 1992, uma vídeo-carta filmada dias antes em Porto Alegre, uma carta redigida durante o período que antecedeu a exposição e concluída no dia da exposição, em um ciber café da rua do catete. Através desta correspondência colocada sobre uma mesa, juntamente com os envelopes para resposta e pilhas de papel ofício sem uso, eu buscava religar os distintos trabalhos buscando pensar aspectos do próprio entorno do local e de forma mais genérica levantando o que constituí o urbano, convocando o leitor a participar com a respostas manifestando suas posições e acolhendo, sob a forma de carta endereçadas ao artista (13 ao total), estes retornos. Video: Fração Localizada: Dilúvio (09 de novembro de 2004) Maria Ivone dos Santos Duração: 16 min. (Fração Localizada: Dilúvio) Suporte: Digital Hi 8 Imagens: Maria Ivone dos Santos e Glaucis de Morais Edição: Glaucis de Morais Sinopse: vídeo-carta que expunha uma fração de tempo de determinado espaço percorrido em carro num dia de chuva, às margens do Arroio Dilúvio em Porto Alegre. Este vídeo-carta se inter-relacionava com outros meios e dispositivos instalados e dispostos nas três salas de exposição no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro durante a exposição Contato. Religando os distintos meios, uma carta impressa era igualmente endereçada aos visitantes da exposição e a mesma buscava levantar questões que permitissem se ter uma idéia sobre as configurações do urbano e do entorno no qual estas propostas estavam inseridas.
Outubro de 2004
No dia 21
Apresentação do projeto Fração Localizada para os alunos das disciplinas de Paisagismo I e II - 8º e 9ºsemestre - com as quais se trabalha o conceito de paisagem / espaço público, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ritter dos Reis em Porto Alegre.
No dia 27
Participação de mesa redonda Arte e Mobilização social - A presença da arte em projetos sociais e trabalhos comunitários. Possibilidades de conscientização social através do fazer artístico, durante a oitava edição do ENEARTE em Belo Horizonte, Minas Gerais.
No dia 25
Fração Localizada e as Formas de Pensar a escultura. Palestrante durante a Semana Acadêmica do Instituto de Artes da UFRGS, Porto Alegre.
Setembro de 2004
No dia 17
Participação especial na oficina Arte/Pensamento: Maria Ivone dos Santos e Maria Helena Bernardes relatam a experiência dos cursos que ministraram no XVIII Festival de Arte Cidade de Porto Alegre - Fração Localizada e Pelo fio da Calçada - e conversam sobre as intersecções, desdobramentos e a continuidade destes processos, Auditório do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Centro Municipal de Cultura.
Julho de 2004
Do dia 19 ao 23
Oficina Fração Localizada: Dilúvio, realizada durante o XX Festival de Arte da Cidade de Porto Alegre.
No dia 31
Apresentação do Projeto Fração Localizada: Dilúvio durante as atividades auto-gestionadas - “Ações Educacionais Comunitárias na Área Ambiental”- durante o Fórum Mundial da Educação, Porto Alegre.
Maio de 2004
Vendo a Vista Instalação de vídeo Duração: 4 min. (Vendo a vista) Suporte: Digital Hi 8 Imagens: Maria Ivone dos Santos e Glaucis de Morais Edição: Glaucis de Morais Sinopses: Vendo a vista: 08 de maio de 2004, vídeo-carta mostrada no espaço 803-804, no oitavo andar de uma galeria comercial no centro de Florianópolis,: imagens e textos indexavam aspectos visíveis através da janela do local e discorriam igualmente sobre as contradições vivenciadas pelo autor no que se refere aos conflitos de interesse nas relações de vizinhança que constituem a realidade urbana e a paisagem daquela cidade e de Porto Alegre.
Exposição Fotográfica
Redescobrindo o Dilúvio
Fotografias Cedidas:
Museu Municipal Joaquim José Felizardo
Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Departamento de Esgotos Pluviais
Equipe de Educação Ambiental