Pedagogia em espaços não-escolares

A proximidade de Marciliane Maciel com o ambiente hospitalar foi decisiva na hora de escolher o estágio de Estágio em Educação Especial e Inclusão no curso de Pedagogia. A discente trabalha há seis anos como secretária em um hospital da zona Sul e nesse semestre estagiou no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A estudante conta que estava ansiosa para realizar o estágio em um espaço diferente da escola e que a atuação de uma Pedagoga fizesse a diferença. “Perceber que um simples jogo de stop pode unir os pacientes, ver eles sorrindo e participando juntos. Ter esse olhar pedagógico, a preocupação em reunir todos, aprender no coletivo, assim como nós aprendemos com eles também é uma interação linda”, resume Marciliane.

Em novembro, no mês da consciência negra junto com outras colegas, a discente realizou uma oficina das Abayomis para provocar uma reflexão sobre a história dessas bonecas no Brasil e com o continente africano, além de mostrar que foi um símbolo de poder e força das mulheres negras. “Percebermos que o hospital é um espaço em que o feminino e a presença materna é muito forte. Então decidimos fazer a contação de história das Abayomis e ensinar a confecção de uma boneca de pano que era feita por tranças ou nós, tirado do tecido das roupas das mães negras para acalentar seus filhos e usar como um amuleto”, destaca.