Quem nunca se perguntou se estamos sozinhos no Universo? Se somos o único planeta habitado por seres vivos? O que mais está por aí Universo afora?
Muito se fala sobre seres de inteligência além do imaginável e de fisionomia grotesca que viajam pelas galáxias em suas espaçonaves altamente tecnológicas. Mas e se a vida extraterrestre for, na verdade, mais “simples” do que os livros e filmes de ficção científica retratam? A verdade é que as histórias de vida na Terra e em outros planetas do Universo podem estar muito mais intimamente relacionadas do que se imaginava, e que os seres que habitam estes planetas tenham uma aparência muito menos mística e mais parecida com o que nos é familiar.
A Astrobiologia é um campo multidisciplinar que tem como objetivo elucidar essas questões. Integrando biologia molecular, astronomia, física, ecologia, nanotecnologia, química, geologia, oceanografia, engenharia aeronáutica, e outros conhecimentos, essa área de pesquisa estuda o ambiente de outros planetas, marcadores de existência ou rastros de existência prévia de organismos, e como seriam suas vidas nestas condições. Não há nenhum outro planeta habitado até hoje conhecido que tenha em si uma pluralidade de ecossistemas e água em seu estado líquido como o planeta Terra. Geralmente, os outros planetas apresentam condições extremas, tais como altas ou baixíssimas temperaturas, alta incidência de radiação solar, e diferentes composições geológicas e atmosféricas. Isso torna a vida para um animal, como os humanos, tecnicamente impossível fora do planeta Terra, mas talvez não seja para microrganismos adaptados a tais condições.
Seguindo essa linha, são conduzidos, aqui em nosso planeta, estudos com microrganismos que vivem em condições extremas presentes em nosso meio ambiente. Há vida em vulcões, geleiras, desertos, profundidades marítimas abissais, lagos salgados, e estes organismos estão adaptados às condições em que vivem. Com base nessas considerações, pesquisadores extrapolam os resultados obtidos para a vida extraterrestre, e tentam entender se há possibilidade de existir vida fora de nosso planeta. A pesquisa espacial e a análise de objetos vindos do espaço, como meteoritos, em busca de “assinaturas biológicas”, por meio da aplicação de técnicas de biologia molecular, também são recursos de pesquisa indispensáveis neste contexto. Atualmente, este é um campo de estudo que vem recebendo significativa atenção. Diversos institutos de peso, como a Agência estadunidense NASA (National Aeronautics and Space Administration) e a Agência Espacial Europeia, vêm investindo na pesquisa sobre vida extraterrestre. A produção científica em universidades por todo o planeta também contribui enormemente para o desenvolvimento da Astrobiologia e de suas descobertas.
A Biotecnologia é, portanto, uma importante aliada desta linha de pesquisa. Em especial para biotecnologistas interessados em áreas como biologia molecular, bioquímica e microbiologia, esta é uma área muito promissora e em expansão, provendo oportunidades para diversos profissionais por toda a galáxia. Quem sabe este não é o futuro de muitos biotecnologistas em formação por aí?
