{"id":335,"date":"2019-05-13T18:32:04","date_gmt":"2019-05-13T21:32:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/farmacologica\/?p=335"},"modified":"2019-06-06T14:43:14","modified_gmt":"2019-06-06T17:43:14","slug":"mdma-de-vila-a-mocinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/farmacologica\/2019\/05\/13\/mdma-de-vila-a-mocinha\/","title":{"rendered":"MDMA: de vil\u00e3 \u00e0 mocinha"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Por Ana Carolina Abreu, Camila Dias, Mariana Breidenbach e Natalia Rossato<\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico (TEPT) acomete indiv\u00edduos que, como o pr\u00f3prio nome sugere, tenham passado por alguma situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica, como acidentes, desastres naturais, abuso, guerras e outros eventos. Os crit\u00e9rios utilizados para diagnosticar o TEPT s\u00e3o: presen\u00e7a de sintomas intrusivos (lembran\u00e7as, pesadelos, flashbacks); evita\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos associados ao epis\u00f3dio traum\u00e1tico; altera\u00e7\u00f5es negativas no humor e na cogni\u00e7\u00e3o; e altera\u00e7\u00f5es na excita\u00e7\u00e3o e reatividade (hipervigil\u00e2ncia, raiva, irritabilidade).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando os sintomas persistem por mais de um m\u00eas ap\u00f3s o evento, o indiv\u00edduo \u00e9 diagnosticado com TEPT. Nem todas as pessoas que passam por situa\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas desenvolvem o transtorno, mas a presen\u00e7a de alguns fatores de risco \u2013 falta de apoio social, transtornos psiqui\u00e1tricos pr\u00e9vios e fatores gen\u00e9ticos, por exemplo \u2013 pode predispor ao desenvolvimento dessa condi\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os aspectos neurobiol\u00f3gicos do TEPT ainda n\u00e3o s\u00e3o completamente conhecidos. Estudos de neuroimagem mostram altera\u00e7\u00f5es no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, na am\u00edgdala e no hipocampo, regi\u00f5es do c\u00e9rebro que s\u00e3o respons\u00e1veis pela experi\u00eancia, regula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias. Pessoas com TEPT tendem a responder de forma diferente \u00e0 adrenalina, o que faz com que tenham uma rea\u00e7\u00e3o exagerada em situa\u00e7\u00f5es estressantes. Elas tamb\u00e9m costumam apresentar baixos n\u00edveis do neurotransmissor serotonina (o que contribui para comorbidades como ansiedade, irritabilidade e idea\u00e7\u00e3o suicida) e altos n\u00edveis do horm\u00f4nio T3 (triiodotironina) \u2013 o que pode aumentar a sensibilidade a outros mediadores do estresse. <\/span><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem dois tipos principais de tratamentos para o TEPT: os n\u00e3o farmacol\u00f3gicos e os farmacol\u00f3gicos. No primeiro grupo, encontram-se o exerc\u00edcio f\u00edsico e a psicoterapia. A psicoterapia baseia-se principalmente em conversar sobre o trauma de maneira que este possa ser superado e frequentemente foca nas percep\u00e7\u00f5es ruins que os pacientes criam sobre si pr\u00f3prios e sobre o ambiente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 as terapias farmacol\u00f3gicas buscam amenizar os sintomas decorrentes do transtorno. Existem diversos f\u00e1rmacos que podem ser prescritos, sendo que atualmente os principais s\u00e3o os inibidores seletivos da recapta\u00e7\u00e3o de serotonina (SSRI), como a sertralina e a paroxetina. Eles agem impedindo que esse neurotransmissor seja recaptado e volte para o neur\u00f4nio pr\u00e9-sin\u00e1ptico. Assim, possibilitam que a serotonina atue por per\u00edodos prolongados sobre seus receptores, intensificando seu efeito. No entanto, apenas 40-60% dos pacientes respondem ao tratamento com f\u00e1rmacos \u2013 que somente reduzem os sintomas, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 cura definitiva. Diversos grupos de pesquisa t\u00eam trabalhado no desenvolvimento de f\u00e1rmacos que sejam mais eficazes, e uma mol\u00e9cula que tem demonstrado resultados promissores \u00e9 a MDMA (3,4-metilenodioximetanferamina). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A MDMA, uma das subst\u00e2ncias presentes no ecstasy, foi patenteada em 1912 pela empresa Merck com o objetivo de ser usada como um precursor de f\u00e1rmacos anticoagulantes. Entretanto, entre 1970 e 1980 come\u00e7ou a ser utilizada nos Estados Unidos por psic\u00f3logos e psiquiatras como um aux\u00edlio \u00e0 psicoterapia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 importante destacar que o ecstasy n\u00e3o \u00e9 MDMA pura, pois cont\u00e9m diversos contaminantes. Estudos mostram que at\u00e9 50% de um lote de comprimidos de ecstasy pode n\u00e3o conter MDMA e sim cerca de 20 adulterantes distintos e t\u00f3xicos. Em 1985, atingiu-se o pico do uso recreativo do ecstasy e a droga foi considerada uma das mais perigosas nos Estados Unidos. Em 1986, o pesquisador Rick Doblin fundou a MAPS (Associa\u00e7\u00e3o Multidisciplinar para Estudos Psicod\u00e9licos) na tentativa de defender a pesquisa com a mol\u00e9cula. Apenas em 1992 a MAPS obteve permiss\u00e3o para iniciar uma pesquisa cl\u00ednica com MDMA. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> A MDMA atua principalmente no sistema seroton\u00e9rgico, aumentando a quantidade de serotonina que \u00e9 liberada na fenda sin\u00e1ptica, levando ao aumento da energia, da empatia, do prazer, da confian\u00e7a, da alegria e da aceita\u00e7\u00e3o. Diferente da MDMA em sua forma pura, o ecstasy pode causar efeitos adversos perigosos, como n\u00e1useas, desidrata\u00e7\u00e3o, hipertermia, hiponatremia (redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio no sangue) e hipertens\u00e3o. Esses sintomas s\u00e3o frequentemente ignorados pelo usu\u00e1rio devido ao estado de despreocupa\u00e7\u00e3o e bem-estar provocados pela droga, o que pode causar exaust\u00e3o, convuls\u00f5es e at\u00e9 mesmo a morte. O consumo combinado com bebidas alco\u00f3licas (comum em festas e raves) pode ocasionar uma parada cardiorrespirat\u00f3ria, levando ao \u00f3bito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos efeitos adversos assustadores que acompanham o uso irrespons\u00e1vel e descontrolado do ecstasy, diversas pesquisas confirmam que a MDMA \u00e9 segura se utilizada em doses e ambientes supervisionados. Ela pode ser utilizada para auxiliar pacientes com TEPT, principalmente aqueles que s\u00e3o resistentes aos tratamentos padr\u00f5es. A MDMA causa uma diminui\u00e7\u00e3o dos sentimentos de ansiedade e de depress\u00e3o, reduz o medo e altera as percep\u00e7\u00f5es de significado. Isso provavelmente acontece pela modula\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o seroton\u00e9rgica no c\u00e9rebro, mas tamb\u00e9m ocorre a libera\u00e7\u00e3o de diversas outras subst\u00e2ncias, como a ocitocina, que aumenta os n\u00edveis de empatia e de proximidade, tornando mais f\u00e1cil para o paciente confiar no terapeuta e conseguir falar sobre o trauma sem o medo exacerbado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2011, foi publicado o primeiro estudo com MDMA em pacientes com TEPT resistentes ao tratamento: 20 pacientes receberam placebo ou MDMA associados \u00e0 psicoterapia. O grupo que recebeu MDMA teve uma grande redu\u00e7\u00e3o dos sintomas de TEPT e essa diminui\u00e7\u00e3o se manteve mesmo ap\u00f3s dois meses da \u00faltima administra\u00e7\u00e3o de MDMA. Esse resultado demonstra como a MDMA pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com TEPT, e outros estudos corroboram com esses achados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, os estudos em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado envolvendo a MDMA s\u00e3o aqueles relacionados ao TEPT. Entretanto, novas evid\u00eancias indicam que, assim como o LSD (dietilamida do \u00e1cido lis\u00e9rgico), a cetamina e a psilocibina (presente nos cogumelos alucin\u00f3genos), a MDMA pode ser utilizada para auxiliar no tratamento de outros transtornos, como depress\u00e3o, ansiedade e depend\u00eancia ao \u00e1lcool. De qualquer forma, o uso dessas drogas no tratamento de transtornos psiqui\u00e1tricos precisa ser melhor investigado em ensaios cl\u00ednicos, para confirmar a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia desse tipo de terapia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pol\u00eamica envolvendo o tema aqui abordado adv\u00e9m do preconceito existente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s drogas \u2013 o que faz sentido, tendo em vista as graves consequ\u00eancias do seu uso abusivo. Al\u00e9m disso, doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas ainda s\u00e3o muito estigmatizadas. Sa\u00fade mental ainda \u00e9 um tema visto como tabu, e por isso pouco discutido, o que favorece o preconceito. No entanto, n\u00e3o podemos deixar esse preconceito impedir a aquisi\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos, especialmente quando eles podem contribuir para a qualidade de vida dos indiv\u00edduos que sofrem desses transtornos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fontes:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.drugabuse.gov\/publications\/research-reports\/mdma-ecstasy-abuse\/what-is-the-history-of-mdma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.drugabuse.gov\/publications\/research-reports\/mdma-ecstasy-abuse\/what-is-the-history-of-mdma<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.history.com\/topics\/crime\/history-of-mdm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.history.com\/topics\/crime\/history-of-mdm <\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.maps.org\/research-archive\/mdma\/mapsmdma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.maps.org\/research-archive\/mdma\/mapsmdma.html <\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/plantandoconsciencia.org\/pb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/plantandoconsciencia.org\/pb <\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">American Psychiatric Association. (2013). <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-5)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. American Psychiatric Pub.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">de Kloet, E. R., Oitzl, M. S., &amp; Vermetten, E. (Eds.). (2007). <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Stress hormones and post traumatic stress disorder: basic studies and clinical perspectives<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Vol. 167). Elsevier. <\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/bookseries\/progress-in-brain-research\/vol\/167\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/bookseries\/progress-in-brain-research\/vol\/167<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Feduccia, A. A., Holland, J., &amp; Mithoefer, M. C. (2017). Progress and promise for the MDMA drug development program. Psychopharmacology, 235(2), 561\u2013571. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29152674\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29152674<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gill, J. M., Szanton, S., Taylor, T. J., Page, G. G., &amp; Campbell, J. C. (2009). Medical conditions and symptoms associated with posttraumatic stress disorder in low-income urban women. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Journal of Women&#8217;s Health<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">18<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(2), 261-267. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/19183098\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/19183098<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Griffin, G. D., Charron, D., &amp; Al<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2010<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Daccak, R. (2014). Post<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2010<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">traumatic stress disorder: revisiting adrenergics, glucocorticoids, immune system effects and homeostasis. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Clinical &amp; translational immunology<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">3<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(11), e27. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/25505957\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/25505957<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Hegberg, N. J., Hayes, J. P., &amp; Hayes, S. M. (2019). Exercise Intervention in PTSD: A Narrative Review and Rationale for Implementation. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Frontiers in Psychiatry<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">10<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/30949075\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/30949075<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Kupferschmidt, K. (2014) High hopes. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, 345(6192),18-23. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/24994630\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/24994630<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lancaster, C., Teeters, J., Gros, D., &amp; Back, S. (2016). Posttraumatic stress disorder: overview of evidence-based assessment and treatment. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Journal of clinical medicine<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(11), 105. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27879650\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27879650<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mithoefer, M. C., Wagner, M. T., Mithoefer, A. T., Jerome, L., &amp; Doblin, R. (2011). The safety and efficacy of\u00b13, 4-methylenedioxymethamphetamine-assisted psychotherapy in subjects with chronic, treatment-resistant posttraumatic stress disorder: the first randomized controlled pilot study. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Journal of Psychopharmacology<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">25<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(4), 439-452. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20643699\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20643699<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Schifano, F., Oyefeso, A., Webb, L., Pollard, M., Corkery, J., &amp; Ghodse, A. H. (2003). Review of deaths related to taking ecstasy, England and Wales, 1997-2000. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Bmj<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">326<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(7380), 80-81. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/12521971\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/12521971<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sessa B., Nutt D. Making a medicine out of MDMA <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The British Journal of Psychiatry<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (2015) 206, 4\u20136. \u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/25561485\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/25561485<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sessa, B. (2017). MDMA and PTSD treatment. Neuroscience Letters, 649, 176\u2013180.<\/span> <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27394687\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27394687<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sessa, B., Higbed, L., &amp; Nutt, D. (2019). A Review of 3, 4-methylenedioxymethamphetamine (MDMA)-Assisted Psychotherapy. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Frontiers in Psychiatry<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">10<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, 138. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/30949077\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/30949077<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Yehuda, R., Hoge, C. W., McFarlane, A. C., Vermetten, E., Lanius, R. A., Nievergelt, C. M., Hyman, S. E. (2015). Post-traumatic stress disorder. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nature Reviews Disease Primers<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">1<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, 15057. <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27189040\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27189040<\/span><\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Carolina Abreu, Camila Dias, Mariana Breidenbach e Natalia Rossato O transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico (TEPT) acomete indiv\u00edduos que, como o pr\u00f3prio nome sugere, tenham passado por alguma situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica, como acidentes, desastres naturais, abuso, guerras e outros eventos. Os crit\u00e9rios utilizados para diagnosticar o TEPT s\u00e3o: presen\u00e7a de sintomas intrusivos (lembran\u00e7as, pesadelos, flashbacks); evita\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos associados ao epis\u00f3dio traum\u00e1tico; altera\u00e7\u00f5es negativas no humor e na cogni\u00e7\u00e3o; e altera\u00e7\u00f5es na excita\u00e7\u00e3o e reatividade (hipervigil\u00e2ncia, raiva, irritabilidade). Quando os sintomas persistem por mais de um m\u00eas ap\u00f3s o evento, o indiv\u00edduo \u00e9 diagnosticado com TEPT. 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