UFRGS é a universidade com a maior produção científica no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo

Das 50 instituições que mais publicaram trabalhos científicos no Brasil nos últimos cinco anos, a UFRGS é a universidade com a maior produção acadêmica fora do eixo Rio-São Paulo. Os dados são de um levantamento compilado pela Clarivate Analytics a partir da base Web of Science, a pedido da Universidade de São Paulo.

Na lista geral, a UFRGS é a 5ª maior “fábrica de conhecimento” do país, atrás apenas das paulistas USP, Unesp e Unicamp e da carioca UFRJ. A relação inclui ainda as federais de Rio Grande, Pelotas e Santa Maria e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) entre as organizações que mais produzem pesquisa no Brasil.

O estudo revela também que a listagem das 50 “fábricas de conhecimento” é composta por 43 universidades públicas, 5 institutos de pesquisa ligados ao governo federal (Embrapa, Fiocruz, CBPF, Inpa e Inpe), e um instituto federal de ensino técnico. Apenas uma entidade privada aparece na lista, a PUCPR.

 

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Brasileiros não percebem universidades como instituições de pesquisa

Os dados do levantamento da Clarivate Analytics contrastam com os resultados da última pesquisa sobre Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil, realizada em 2015 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O estudo retrata um cenário em que as universidades não são percebidas pela população como instituições de pesquisa, apesar de serem elas as responsáveis pela maior parte da produção científica nacional.

De um total de quase 2 mil pessoas entrevistadas na pesquisa, apenas 13% souberam citar o nome de pelo menos uma instituição de pesquisa nacional. E entre essas poucas, apenas uma minoria citou o nome de alguma universidade. As instituições mais lembradas foram a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com 19% das citações, seguida da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Butantan.

Foto de destaque: Gustavo Diehl/UFRGS

 

*Com informações da Universidade de São Paulo

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