{"id":1000,"date":"2015-01-12T19:25:47","date_gmt":"2015-01-12T19:25:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=1000"},"modified":"2022-12-01T16:31:45","modified_gmt":"2022-12-01T19:31:45","slug":"ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores\/","title":{"rendered":"Ils sont Charlie, mas quem s\u00e3o os verdadeiros perdedores?"},"content":{"rendered":"<p>Texto publicado originalmente no site <em><a href=\"http:\/\/ogusmao.com\/\">O Gusm\u00e3o<\/a>\u00a0e na\u00a0p\u00e1gina do Facebook (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ogusmao\">Clique aqui<\/a>)<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Lu\u00edza Gimenez Cerioli*<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O atentado \u00e0 sede do jornal sat\u00edrico <em>Charlie Hebdo<\/em> no come\u00e7o deste ano, que resultou no assassinato de doze cartunistas e jornalistas em nome de um Al\u00e1 vingativo servir\u00e1 como chave de igni\u00e7\u00e3o para um debate fervoroso, no qual pessoas v\u00e3o tomar partido sem entender muito bem os poss\u00edveis lados. Atos de \u00f3dio e de xenofobia ser\u00e3o confundidos com vingan\u00e7a e desespero, e a indigna\u00e7\u00e3o alheia servir\u00e1 para alienar, nunca esclarecer. No meio de tantos argumentos que passam a dar um tom carregado para as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais nesse incipiente <em>d\u00e9but<\/em> de 2015, pessoas que possuem uma maior aproxima\u00e7\u00e3o com o isl\u00e3 passam a ficar preocupadas, visto que a sensibilidade do assunto no plano maior pode ser preterida pela \u00e2nsia de mostrar repulsa pelos atos horrendos desse t\u00e3o recente sete de janeiro.<\/p>\n<p>Primeiramente, \u00e9 preciso fazer uma ressalva: nenhum ato terrorista se justifica. N\u00e3o h\u00e1 a\u00e7\u00e3o no mundo que justifique um contra-ataque em que civis s\u00e3o involuntariamente vitimados em nome de uma causa. Muitas justificativas ao ato foram feitas, algo como \u201celes pediram por isso\u201d. N\u00e3o, ningu\u00e9m pede por isso e n\u00e3o, atentados contra a sociedade civil n\u00e3o s\u00e3o respostas, nunca. Preciso deixar claro que os pontos que passarei a questionar s\u00e3o sob uma \u00f3tica construtivista, na qual pergunto qual podem ser nossos pr\u00f3ximos passos, como cidad\u00e3os internacionais, para modificar o quadro tenso que est\u00e1 se formando (ou j\u00e1 se formou, para os mais pessimistas).<\/p>\n<p>Sendo assim, seguem meus tr\u00eas pontos que acho essencial serem questionados:<\/p>\n<ol>\n<li>Minha primeira pergunta \u00e9: o qu\u00e3o simplista \u00e9 a divis\u00e3o huntiniana de Ocidente x Isl\u00e3?<a href=\"http:\/\/ogusmao.com\/2015\/01\/12\/ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>Sinteticamente, ao fim da Guerra Fria, muitos te\u00f3ricos passaram a se questionar como se dariam as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais \u2013 e os conflitos \u2013 com o t\u00e9rmino da divis\u00e3o do mundo em Leste x Oeste. Huntington apresenta sua complicada e capenga tese \u2013 por\u00e9m, por algum motivo bastante convincente na \u00e9poca \u2013 de que os conflitos se dariam devido a um choque de civiliza\u00e7\u00f5es, no qual a cultura seria o principal agente conflituoso. Ele apresenta nesta tese que o principal \u201cchoque\u201d seria entre o \u201cOcidente\u201d e o \u201cmundo isl\u00e2mico\u201d, n\u00e3o ignorando outras insanas divis\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Assim, a quest\u00e3o que fica \u00e9: algu\u00e9m realmente ainda acredita nesta divis\u00e3o entre Ocidente e mundo isl\u00e2mico? O islamismo representa hoje um pouco mais de 1\/5 da humanidade e \u00e9 a religi\u00e3o que mais cresce no mundo, principalmente na \u00c1sia (a mesma regi\u00e3o que muitos gostam de definir como o \u201cfuturo\u201d). Da mesma maneira que nas outras duas principais religi\u00f5es monote\u00edstas, dentro do isl\u00e3 h\u00e1 uma complexa subdivis\u00e3o de cren\u00e7as e grupos, diferentes interpreta\u00e7\u00f5es da Sharia e do Alcor\u00e3o e distintos graus de ades\u00e3o \u00e0s anci\u00e3s normas religiosas.<\/p>\n<p>Vejamos pelo nosso lado, o ocidental (\u00e9 sempre mais f\u00e1cil): \u00e9 poss\u00edvel algu\u00e9m se sentir representante, como um todo, do Ocidente, a ponto de realmente acreditar que possa existir uma \u00fanica representatividade oposta dentro do mundo isl\u00e2mico? Certamente pouqu\u00edssimas pessoas se sentiriam representadas pelos extremismos ocidentais, pelos absurdos que vemos todos os dias \u201cno nosso lado da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d em nome de religi\u00e3o, de ideologia e de \u00f3dio, majoritariamente. Duvido que todos se sintam representados por Bolsonaros, por Marine Le Pen, por Anders Breivik, pelos crimes de Ferguson (EUA), pelos \u00edndios e mendigos queimados enquanto dormiam na rua, pelo alto \u00edndice de assassinatos de homossexuais por dia na Am\u00e9rica Latina, entre diversos outros absurdos. N\u00f3s n\u00e3o somos t\u00e3o id\u00eanticos assim, n\u00e3o temos a obriga\u00e7\u00e3o de sermos associados diretamente \u00e0 invas\u00e3o do Iraque, n\u00e3o somos todos n\u00f3s que torturamos \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos em Guant\u00e1namo. N\u00f3s vivemos a liberdade de n\u00e3o sermos totalmente associados a um estere\u00f3tipo do \u201chomem ocidental\u201d.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>A\u00ed cabe o segundo ponto: nossa m\u00eddia ocidental n\u00e3o propaga, estimula e incentiva as pessoas a pensar de acordo com essa tese t\u00e3o falaciosa de Huntington, que cria uma divis\u00e3o simpl\u00f3ria que nem n\u00f3s mesmos nos identificamos? Ao representarmos, todos os dias, o mundo isl\u00e2mico como algo repleto de homens-bomba, terroristas, mis\u00f3ginos, escravizadores de mulheres, decepadores e assassinos, n\u00e3o estamos incentivando essa ignor\u00e2ncia? Muitos chamam \u201cesses \u00e1rabes\u201d para se referir ao povo s\u00edrio, iraniano ou liban\u00eas, ignorando as abissais diferen\u00e7as \u00e9tnicas e ideol\u00f3gicas entre eles \u2013 a come\u00e7ar pelo simples fato que o Ir\u00e3 n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds \u00e1rabe, por\u00e9m persa. Tais vis\u00f5es s\u00e3o fruto de pura ignor\u00e2ncia, pois a religi\u00e3o\u00a0isl\u00e2mica \u00e9 t\u00e3o milenar quanto a religi\u00e3o\u00a0crist\u00e3: ela \u00e9 cheia de nuances, de cren\u00e7as, de cores, de her\u00f3is, de hist\u00f3rias. Essa divis\u00e3o simpl\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 justamente prejudicando toda essa enorme parcela da humanidade que \u00e9 isl\u00e2mica, mas n\u00e3o se sente representada por grupos extremistas?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Sem d\u00favidas est\u00e1. Muitos pa\u00edses europeus, como uma maneira de reden\u00e7\u00e3o \u00e0s mazelas da \u00e9poca de seus imp\u00e9rios coloniais (debate tamb\u00e9m muito importante, mas que n\u00e3o cabe neste espa\u00e7o), disponibilizam facilidades de imigra\u00e7\u00e3o para nativos de suas ex-col\u00f4nias. Logo, ao se caminhar pelos bairros mais pobres franceses, ingleses e alem\u00e3es se v\u00ea massas de argelinos, marroquinos, nigerianos, somalis, tunisianos, ganenses, entre outros. E \u2013 imagine s\u00f3! \u2013 em sua maioria, isl\u00e2micos. Ademais, pa\u00edses europeus s\u00e3o bastante atrativos para migrantes de conflitos, como s\u00edrios, libaneses e palestinos. Agora a pergunta: essas pessoas se sentem representadas pelos criminosos de Paris? N\u00e3o. At\u00e9 vale a ressalva: um dos policiais mortos era mu\u00e7ulmano, Ahmed Merabet. Agora, essas pessoas se sentem representantes dos pa\u00edses em que vivem? Essa \u00e9 uma quest\u00e3o muito complexa, mas posso afirmar, por ter vivido na Fran\u00e7a, que muitos n\u00e3o. \u00c9 comum que esses grupos de migrantes sejam v\u00edtimas constantes de sua condi\u00e7\u00e3o, vivendo em guetos pobres e sofrendo discrimina\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da maioria nativa, que sabe fazer o biquinho na hora de falar <em>oui, pardon<\/em>. Dessa maneira, essa insist\u00eancia dos nossos meios de comunica\u00e7\u00e3o de mostrar um isl\u00e2mico extremista como o representante de toda uma comunidade diversificada n\u00e3o est\u00e1 diretamente prejudicando grupos sociais que j\u00e1 s\u00e3o vulner\u00e1veis?<\/p>\n<figure id=\"attachment_1002\" aria-describedby=\"caption-attachment-1002\" style=\"width: 461px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/protestos-alemanha.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1002\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/protestos-alemanha.jpg\" alt=\"Manifesta\u00e7\u00f5es na Alemanha contra o povo isl\u00e2mico. Fonte: Turkey Agenda.\" width=\"461\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/protestos-alemanha.jpg 461w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/protestos-alemanha-300x204.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1002\" class=\"wp-caption-text\">Manifesta\u00e7\u00f5es na Alemanha contra o povo isl\u00e2mico. Fonte: Turkey Agenda.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao sustentarmos essa divis\u00e3o simpl\u00f3ria, prejudicamos a maioria do povo isl\u00e2mico. H\u00e1 uma enorme parcela que nossa m\u00eddia ocidental insiste em negar, insiste em n\u00e3o dar voz. \u00c9 muito dif\u00edcil encontrar, nos grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o ocidental, reportagens que mostrem a grande maioria de isl\u00e2micos que n\u00e3o se sentem representados por tais atos de terrorismo. Alguns est\u00e3o esbravejando \u201cfoi um ataque \u00e0 liberdade de express\u00e3o\u201d, mas quem saiu mais ferido de toda esta barb\u00e1rie foi o pr\u00f3prio isl\u00e3.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>A utopia de uma sociedade internacional \u00e9 calcada na uni\u00e3o dos povos a despeito de suas diferen\u00e7as, ou melhor, que o pr\u00f3prio respeito pelas nossas diferen\u00e7as (valores, culturas, cores, cren\u00e7as, g\u00eaneros) seja o que nos una. Dessa maneira, cabe a pergunta: at\u00e9 onde vai a tal liberdade de express\u00e3o? Acredito ser fundamental a liberdade de imprensa, o direito de divulgar informa\u00e7\u00e3o nua e crua, mas me pergunto at\u00e9 que ponto podemos defender a continuidade de algo que \u00e9 ofensivo para algu\u00e9m? Eu n\u00e3o vou defender, nem ofender o <em>Charlie Hebdo<\/em>, mas a pergunta que fa\u00e7o aqui \u00e9 se prezamos por respeito a diferen\u00e7as, n\u00e3o devemos respeitar as fronteiras culturais, o desconhecido, o que n\u00e3o nos agrada?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Novamente, em nenhum momento se justifica atentados como esse \u2013 pura maldade e desumanidade \u2013, mas n\u00e3o cabe a nossa sociedade questionar mais profundamente seus limites se sonha um dia viver em uma comunidade mais respeitosa em \u00e2mbito internacional? N\u00e3o est\u00e1 mais do que na hora de compreendermos que esse debate \u00e9 importante? Muito se questiona se, das religi\u00f5es monote\u00edstas, o Isl\u00e3 n\u00e3o seria a que menos soube se adaptar ao mundo moderno. Isso procede, por\u00e9m com ressalvas: as outras duas religi\u00f5es (o juda\u00edsmo e o cristianismo) n\u00e3o se adaptaram, elas que o criaram. Por mais que o ate\u00edsmo esteja em crescimento, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conceber um mundo sem religi\u00f5es, muito menos sem o isl\u00e3, que tem crescido ainda mais absurdamente. N\u00e3o cabe ent\u00e3o encabe\u00e7ar um debate n\u00e3o focado s\u00f3 nos grupos extremistas, mas em novas ferramentas poss\u00edveis para um conv\u00edvio mais pac\u00edfico no futuro?<\/p>\n<p>Quando norte-coreanos hackearam o site da Sony em retalia\u00e7\u00e3o a um filme esdr\u00faxulo e fantasioso no qual norte-americanos sequestram o l\u00edder do pa\u00eds em Pyongyang, v\u00e1rios coment\u00e1rios foram \u201ctamb\u00e9m, para que fazer esse tipo de filme? Qual a verdadeira necessidade disso?\u201d. Defendemos com unhas e dentes a repreens\u00e3o de humoristas que abusam de piadas de mal gosto ofendendo minorias, mas ignoramos quando a ofensa nos \u00e9 mais distante. De fato s\u00e3o compara\u00e7\u00f5es extremadas, mas s\u00e3o quest\u00f5es merecedoras de uma aten\u00e7\u00e3o mais delicada.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central n\u00e3o \u00e9 de maneira nenhuma relativizar os atentados, mas apresentar os cen\u00e1rios que eles podem indicar para o futuro. Ainda no mesmo dia do atentado houve diversos ataques a mesquitas e centros isl\u00e2micos em Paris e no norte franc\u00eas. \u00c9 importante lembrar que, nos primeiros dias de 2015, houve tumultuadas manifesta\u00e7\u00f5es na Alemanha contra o povo isl\u00e2mico \u2013 por mais surreal que sejam manifesta\u00e7\u00f5es contra um povo. At\u00e9 esse texto ser escrito, nenhum grupo extremista reclamou para si a autoria do crime, mas o que se sabe \u00e9 que eram argelinos com algum v\u00ednculo com a Al-Qaeda, que vem crescendo na \u00c1frica e na pen\u00ednsula Ar\u00e1bica (no I\u00eamen, em particular), enquanto a Isis (ou Estado Isl\u00e2mico) domina vastos territ\u00f3rios sob a bandeira do terror no Oriente M\u00e9dio. N\u00e3o sejamos ing\u00eanuos, os maiores beneficiados desses atentados nem foram os poss\u00edveis grupos extremistas vinculados a ele, mas sim a extrema-direita europeia, xen\u00f3foba de raiz. N\u00e3o tardar\u00e1 para que esses saibam se valer do dia 7 de janeiro para cair suas penas sobre os grupos mais fracos, as centenas de imigrantes e refugiados que j\u00e1 vivem a duras penas nos pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>\u00c9, 2015 come\u00e7ou preocupante para aqueles que sonham a utopia.<\/p>\n<p>*Luiza Gimenez Cerioli \u00e9 graduada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestranda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Pol\u00edtica Internacional Comparada na Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ogusmao.com\/2015\/01\/12\/ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u00d3timo texto que trabalha melhor sobre a fal\u00e1cia da tese de Samuel Huntington<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/mundo\/ult94u31639.shtml\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/mundo\/ult94u31639.shtml<\/a><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/ogusmao.com\/2015\/01\/12\/ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores\/\">http:\/\/ogusmao.com\/2015\/01\/12\/ils-sont-charlie-mas-quem-sao-os-verdadeiros-perdedores\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise de poss\u00edveis cen\u00e1rios na conjuntura internacional ap\u00f3s os ataques na Fran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1001,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,10],"tags":[],"class_list":["post-1000","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1000\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}