{"id":10005,"date":"2019-01-29T13:17:15","date_gmt":"2019-01-29T15:17:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=10005"},"modified":"2019-01-29T15:04:50","modified_gmt":"2019-01-29T17:04:50","slug":"29-de-janeiro-marca-o-dia-nacional-da-visibilidade-trans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/29-de-janeiro-marca-o-dia-nacional-da-visibilidade-trans\/","title":{"rendered":"29 de janeiro marca o dia nacional da visibilidade trans"},"content":{"rendered":"<p>O dia de hoje \u00e9 reconhecido, desde 2004, como o <em>Dia Nacional da Visibilidade Trans<\/em> e marca, no pa\u00eds todo, a\u00e7\u00f5es voltadas a sa\u00fade, seguran\u00e7a e acessibilidade para pessoas transg\u00eanero. Estima-se que, no Brasil, haja cerca de 130 mil indiv\u00edduos trans. Na UFRGS, embora haja iniciativas como a <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/aprovado-o-uso-de-nome-social-para-travestis-e-transexuais-no-ambito-da-universidade\">Pol\u00edtica de Uso de Nome Social<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 muitos dados sobre as pessoas trans na Universidade. Pelos corredores da FCE, encontramos a Isabel Klein, 28, estudante de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, e conversamos com ela sobre estudo, carreira profissional e visibilidade trans.<\/p>\n<p>Aos 28 anos de idade, Isabel j\u00e1 construiu uma grande caminhada profissional e acad\u00eamica. T\u00e9cnica em contabilidade, trabalhou na \u00e1rea por cinco anos, enquanto cursava Engenharia El\u00e9trica na UFRGS, onde ingressou em 2008. A descoberta para a \u00e1rea de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas surgiu com a aproxima\u00e7\u00e3o de movimentos estudantis durante a gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia. \u201cPercebi que eu n\u00e3o tinha base para debater [economia e pol\u00edtica], e me dei conta de que esse neg\u00f3cio era o que eu queria\u201d, explica. Ela decidiu ent\u00e3o cursar duas disciplinas de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, o que foi determinante para a decis\u00e3o de fazer um segundo curso.<\/p>\n<p>Por reconhecer o campo da engenharia como uma \u00e1rea de maior prest\u00edgio financeiro do que a economia, Isabel se graduou engenheira em 2014. No ano seguinte, ingressou no curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, o qual tem encarado de modo mais tranquilo por ter mais interesse em compreender os assuntos do que em concluir rapidamente a gradua\u00e7\u00e3o: \u201cEu n\u00e3o vou \u00e0s aulas s\u00f3 para pegar o diploma. Eu vou porque \u00e9 aquele assunto de brilhar os olhinhos, sabe?\u201d, comenta.<\/p>\n<p>No tempo livre, Isabel gosta de escrever para o blog <a href=\"http:\/\/borboletasemcamposdemorango.blogspot.com\"><em>Campos de morango para sempre<\/em><\/a>, que mant\u00e9m desde 2007. Estudando no turno da noite, ela concilia as atividades acad\u00eamicas com o trabalho na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).\u00a0Na Companhia, aprovada por concurso em 2014, assumiu o cargo de engenheira eletricista do Departamento de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, e sempre busca tra\u00e7ar uma interface com a Economia no trabalho. Ela conta que a economia lhe d\u00e1 no\u00e7\u00f5es bem mais amplas, que contribuem para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de efici\u00eancia energ\u00e9tica, nos quais aplica, por exemplo, conceitos de econometria.<\/p>\n<p>Questionada sobre a sua impress\u00e3o de como a economia enxerga a popula\u00e7\u00e3o trans, Isabel destaca a dificuldade de essa discuss\u00e3o se inserir de fato nos espa\u00e7os porque diz respeito a uma parcela da popula\u00e7\u00e3o invis\u00edvel, que ainda vive \u00e0 margem, o que afeta diretamente a exist\u00eancia de registros oficiais e de dados estat\u00edsticos. Ela ressalta que muitas quest\u00f5es relativas \u00e0 \u00e1rea devem come\u00e7ar a surgir daqui a alguns anos, como, por exemplo, a previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Isabel reconhece a educa\u00e7\u00e3o como o grande mecanismo de mobilidade social, e lembra que seu lugar como mulher trans universit\u00e1ria \u00e9 exce\u00e7\u00e3o entre as pessoas do seu grupo social. \u201cQuando eu ou\u00e7o coisas como \u2018vamos ter cotas para pessoas trans na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u2019, como existem na Universidade Federal da Bahia, penso em quantas pessoas trans concluem o ensino superior. Parece que vem sempre a galinha na frente do ovo, sabe? Tu precisas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica que permita que as pessoas progridam\u201d. A estudante diz que, apesar de tamb\u00e9m ter enfrentado situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o no campo profissional e inclusive dentro da universidade, muitos fatores espec\u00edficos e pessoais permitiram que sua trajet\u00f3ria fosse t\u00e3o longe, mas sabe que a maioria das pessoas trans n\u00e3o conclui sequer o Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Isabel, que foi uma das proponentes da Portaria que regula o uso do nome social na UFRGS em 2013, explica que o processo foi longo. Um dos motivos que a fez optar por fazer a formatura do curso de Engenharia El\u00e9trica em gabinete foi justamente por n\u00e3o poder utilizar o nome social na \u00e9poca: \u201cN\u00e3o queria que lembrassem de mim como uma pessoa que eu n\u00e3o era\u201d. Para fazer a altera\u00e7\u00e3o posterior no diploma, Isabel contou com o trabalho do Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria da UFRGS (SAJU), cujo aux\u00edlio ela considerou de extrema import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mesmo que sejam criadas outras pol\u00edticas que facilitem o uso do nome social, Isabel considera essencial a continuidade de estatutos que permitam o uso do nome social na universidade. \u201cO processo de uma pessoa trans n\u00e3o \u00e9 linear, como pode parecer \u00e0s vezes. Existem momentos de repress\u00e3o e momentos exacerbados, at\u00e9 a pessoa se encontrar nesse caminho. Ent\u00e3o, tem que ter esses estatutos pra que a pessoa saiba que pode ingressar como qualquer outra pessoa sem se preocupar\u201d.<\/p>\n<p>Quanto ao <em>Dia Nacional da Visibilidade Trans<\/em>, Isabel considera que, apesar de a data ter perdido certa for\u00e7a com uma grande dispers\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, nem sempre v\u00e1lidas, nas redes sociais, continua sendo importante ter um dia fixo marcado porque estimula as pessoas a buscarem informa\u00e7\u00f5es e a entenderem uma parcela oprimida da popula\u00e7\u00e3o. Para ela, o que refor\u00e7a a manuten\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00f5es, que ela relata ter vivenciado de colegas de faculdade, inclusive, \u00e9 a falta de contato com a realidade da popula\u00e7\u00e3o trans por pessoas cis. Isabel, que compreende que ser uma pessoa trans n\u00e3o \u00e9 mais central em sua vida e sim apenas mais uma caracter\u00edstica componente da sua singularidade, acredita que quem estiver aberto a conhecer de verdade as pessoas trans, certamente ser\u00e1 capaz de dar o tratamento que deve ser dado a qualquer pessoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-10014\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" width=\"1020\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o.png 1020w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o-768x771.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Orienta\u00e7\u00e3o-100x100.png 100w\" sizes=\"(max-width: 1020px) 100vw, 1020px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os para pessoas trans na UFRGS<\/strong><\/p>\n<p><em>Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria (SAJU)<\/em> &#8211; engloba o <em>Grupo G8 \u2013 Generalizando<\/em>, grupo tem\u00e1tico que trabalha com assessoria jur\u00eddica a quest\u00f5es que envolvem g\u00eanero e sexualidade, tendo como p\u00fablico-alvo a popula\u00e7\u00e3o LGBT+ e mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica. Contatos pelo telefone 51 3308.3967, pelo e-mail\u00a0 <a href=\"mailto:g8generalizando@gmail.com\">g8generalizando@gmail.com<\/a> ou presencialmente na sede do SAJU (Av. Jo\u00e3o Pessoa, 80).<\/p>\n<p><em>Centro Interdisciplinar de Pesquisa e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade da UFRGS (CIPAS) &#8211;<\/em>\u00a0\u00f3rg\u00e3o auxiliar do Instituto de Psicologia que tem como um de seus programas o <em>Centro de Refer\u00eancia em Direitos Humanos: Rela\u00e7\u00f5es de G\u00eanero, Diversidade Sexual e Ra\u00e7a<\/em> (CRDH \/ NUPSEX). O CIPAS realiza acolhimento e orienta\u00e7\u00e3o a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade por discrimina\u00e7\u00e3o relacionada a g\u00eanero, sexualidade, identidade de g\u00eanero e ra\u00e7a. Contatos pelo telefone 51 3308.5453, pelo e-mail cipas@ufrgs.br ou no Anexo I da Sa\u00fade (R. Ramiro Barcelos, 2777, sala 314).<\/p>\n<p><em>Nome social &#8211;<\/em> Na UFRGS, \u00e9\u00a0garantida desde 2015, para estudantes e servidores, a possibilidade de uso e de inclus\u00e3o do nome social nos registros acad\u00eamicos ou funcionais.<\/p>\n<p><em>TransENEM &#8211;<\/em>\u00a0Contando com a participa\u00e7\u00e3o de muitos estudantes da UFRGS (embora n\u00e3o oficialmente ligado \u00e0 Universidade), o Coletivo pela Educa\u00e7\u00e3o Popular TransENEM oferece curso popular gratuito pr\u00e9-ENCCEJA para mulheres travestis e pessoas trans (bin\u00e1rias e n\u00e3o-bin\u00e1rias), sendo LGB inclusiv.<\/p>\n<p>Foto: Comunica\u00e7\u00e3o\/FCE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia de hoje \u00e9 reconhecido, desde 2004, como o Dia Nacional da Visibilidade Trans e marca, no pa\u00eds todo, a\u00e7\u00f5es voltadas a sa\u00fade, seguran\u00e7a e acessibilidade para pessoas transg\u00eanero. Estima-se que, no Brasil, haja cerca de 130 mil indiv\u00edduos trans. Na UFRGS, embora haja iniciativas como a Pol\u00edtica de Uso de Nome Social, n\u00e3o h\u00e1 muitos dados sobre as pessoas trans na Universidade. Pelos corredores da FCE, encontramos a Isabel Klein, 28, estudante de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, e conversamos com ela sobre estudo, carreira profissional e visibilidade trans. Aos 28 anos de idade, Isabel j\u00e1 construiu uma grande caminhada profissional e acad\u00eamica. T\u00e9cnica em contabilidade, trabalhou na \u00e1rea por cinco anos, enquanto cursava Engenharia El\u00e9trica na UFRGS, onde ingressou em 2008. A descoberta para a \u00e1rea de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas surgiu com a aproxima\u00e7\u00e3o de movimentos estudantis durante a gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia. \u201cPercebi que eu n\u00e3o tinha base para debater [economia e pol\u00edtica], e me dei conta de que esse neg\u00f3cio era o que eu queria\u201d, explica. Ela decidiu ent\u00e3o cursar duas disciplinas de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, o que foi determinante para a decis\u00e3o de fazer um segundo curso. Por reconhecer o campo da engenharia como uma \u00e1rea de maior prest\u00edgio financeiro do que a economia, Isabel se graduou engenheira em 2014. No ano seguinte, ingressou no curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, o qual tem encarado de modo mais tranquilo por ter mais interesse em compreender os assuntos do que em concluir rapidamente a gradua\u00e7\u00e3o: \u201cEu n\u00e3o vou \u00e0s aulas s\u00f3 para pegar o diploma. Eu vou porque \u00e9 aquele assunto de brilhar os olhinhos, sabe?\u201d, comenta. No tempo livre, Isabel gosta de escrever para o blog Campos de morango para sempre, que mant\u00e9m desde 2007. Estudando no turno da noite, ela concilia as atividades acad\u00eamicas com o trabalho na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).\u00a0Na Companhia, aprovada por concurso em 2014, assumiu o cargo de engenheira eletricista do Departamento de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, e sempre busca tra\u00e7ar uma interface com a Economia no trabalho. Ela conta que a economia lhe d\u00e1 no\u00e7\u00f5es bem mais amplas, que contribuem para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de efici\u00eancia energ\u00e9tica, nos quais aplica, por exemplo, conceitos de econometria. Questionada sobre a sua impress\u00e3o de como a economia enxerga a popula\u00e7\u00e3o trans, Isabel destaca a dificuldade de essa discuss\u00e3o se inserir de fato nos espa\u00e7os porque diz respeito a uma parcela da popula\u00e7\u00e3o invis\u00edvel, que ainda vive \u00e0 margem, o que afeta diretamente a exist\u00eancia de registros oficiais e de dados estat\u00edsticos. Ela ressalta que muitas quest\u00f5es relativas \u00e0 \u00e1rea devem come\u00e7ar a surgir daqui a alguns anos, como, por exemplo, a previd\u00eancia. Isabel reconhece a educa\u00e7\u00e3o como o grande mecanismo de mobilidade social, e lembra que seu lugar como mulher trans universit\u00e1ria \u00e9 exce\u00e7\u00e3o entre as pessoas do seu grupo social. \u201cQuando eu ou\u00e7o coisas como \u2018vamos ter cotas para pessoas trans na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u2019, como existem na Universidade Federal da Bahia, penso em quantas pessoas trans concluem o ensino superior. Parece que vem sempre a galinha na frente do ovo, sabe? Tu precisas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica que permita que as pessoas progridam\u201d. A estudante diz que, apesar de tamb\u00e9m ter enfrentado situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o no campo profissional e inclusive dentro da universidade, muitos fatores espec\u00edficos e pessoais permitiram que sua trajet\u00f3ria fosse t\u00e3o longe, mas sabe que a maioria das pessoas trans n\u00e3o conclui sequer o Ensino M\u00e9dio. Isabel, que foi uma das proponentes da Portaria que regula o uso do nome social na UFRGS em 2013, explica que o processo foi longo. Um dos motivos que a fez optar por fazer a formatura do curso de Engenharia El\u00e9trica em gabinete foi justamente por n\u00e3o poder utilizar o nome social na \u00e9poca: \u201cN\u00e3o queria que lembrassem de mim como uma pessoa que eu n\u00e3o era\u201d. Para fazer a altera\u00e7\u00e3o posterior no diploma, Isabel contou com o trabalho do Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria da UFRGS (SAJU), cujo aux\u00edlio ela considerou de extrema import\u00e2ncia. Mesmo que sejam criadas outras pol\u00edticas que facilitem o uso do nome social, Isabel considera essencial a continuidade de estatutos que permitam o uso do nome social na universidade. \u201cO processo de uma pessoa trans n\u00e3o \u00e9 linear, como pode parecer \u00e0s vezes. Existem momentos de repress\u00e3o e momentos exacerbados, at\u00e9 a pessoa se encontrar nesse caminho. Ent\u00e3o, tem que ter esses estatutos pra que a pessoa saiba que pode ingressar como qualquer outra pessoa sem se preocupar\u201d. Quanto ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, Isabel considera que, apesar de a data ter perdido certa for\u00e7a com uma grande dispers\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, nem sempre v\u00e1lidas, nas redes sociais, continua sendo importante ter um dia fixo marcado porque estimula as pessoas a buscarem informa\u00e7\u00f5es e a entenderem uma parcela oprimida da popula\u00e7\u00e3o. Para ela, o que refor\u00e7a a manuten\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00f5es, que ela relata ter vivenciado de colegas de faculdade, inclusive, \u00e9 a falta de contato com a realidade da popula\u00e7\u00e3o trans por pessoas cis. Isabel, que compreende que ser uma pessoa trans n\u00e3o \u00e9 mais central em sua vida e sim apenas mais uma caracter\u00edstica componente da sua singularidade, acredita que quem estiver aberto a conhecer de verdade as pessoas trans, certamente ser\u00e1 capaz de dar o tratamento que deve ser dado a qualquer pessoa. &nbsp; &nbsp; Servi\u00e7os para pessoas trans na UFRGS Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria (SAJU) &#8211; engloba o Grupo G8 \u2013 Generalizando, grupo tem\u00e1tico que trabalha com assessoria jur\u00eddica a quest\u00f5es que envolvem g\u00eanero e sexualidade, tendo como p\u00fablico-alvo a popula\u00e7\u00e3o LGBT+ e mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica. Contatos pelo telefone 51 3308.3967, pelo e-mail\u00a0 g8generalizando@gmail.com ou presencialmente na sede do SAJU (Av. Jo\u00e3o Pessoa, 80). Centro Interdisciplinar de Pesquisa e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade da UFRGS (CIPAS) &#8211;\u00a0\u00f3rg\u00e3o auxiliar do Instituto de Psicologia que tem como um de seus programas o Centro de Refer\u00eancia em Direitos Humanos: Rela\u00e7\u00f5es de G\u00eanero, Diversidade Sexual e Ra\u00e7a (CRDH \/ NUPSEX). 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