{"id":14596,"date":"2019-12-19T16:00:25","date_gmt":"2019-12-19T19:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=14596"},"modified":"2019-12-19T17:04:10","modified_gmt":"2019-12-19T20:04:10","slug":"carta-de-conjuntura-do-nape-destaca-dificuldades-enfrentadas-no-mercado-de-trabalho-brasileiro-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/carta-de-conjuntura-do-nape-destaca-dificuldades-enfrentadas-no-mercado-de-trabalho-brasileiro-atual\/","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura destaca dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho brasileiro atual"},"content":{"rendered":"<p>O N\u00facleo de An\u00e1lise de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS (Nape) divulgou uma nova edi\u00e7\u00e3o da sua <em>Carta de Conjuntura<\/em>. A mais recente publica\u00e7\u00e3o do grupo se refere ao quarto trimestre de 2019, abordando quest\u00f5es sobre o desempenho da economia brasileira nos meses de outubro, novembro e dezembro deste ano.<\/p>\n<p>A Carta de Conjuntura do Nape, desta vez, apresenta informa\u00e7\u00f5es que indicam um crescimento bastante pequeno da economia do Brasil, dado que se situa muito abaixo das necessidades que o pa\u00eds vem enfrentando para gerar empregos e renda. De acordo com a produ\u00e7\u00e3o, desde o per\u00edodo de recess\u00e3o iniciado entre 2015 e 2016, a taxa de desemprego tem sido expressivamente elevada, afetando negativamente o mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Outro ponto que se insere nesse contexto levantado pela publica\u00e7\u00e3o discute o avan\u00e7o da informalidade do mercado de trabalho, que tende a pressionar para baixo a estrutura de rendimentos de toda a economia. Segundo a Carta, poucas vagas t\u00eam sido criadas e, destas, a maioria se d\u00e1 no setor informal, no qual n\u00e3o h\u00e1 formas de registro oficial de v\u00ednculo. Esse tipo de trabalho gera inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estabilidade da ocupa\u00e7\u00e3o da vaga, al\u00e9m de oferecer, tradicionalmente, menores rendimentos do que os empregos formais.<\/p>\n<p>Um problema adicional vivido no atual mercado de trabalho destacado na \u00faltima Carta de Conjuntura \u00e9 a subutiliza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra que vem crescendo desde 2017, quando foram estabelecidas novas regras trabalhistas, que passaram a permitir o trabalho intermitente. Com esse cen\u00e1rio, algumas pessoas que desejam e precisam ter uma carga hor\u00e1ria semanal de trabalho maior acabam n\u00e3o encontrando essa possibilidade, o que prejudica seus rendimentos.<\/p>\n<p>Desde 1994, quando o Nape surgiu, s\u00e3o publicadas regularmente as Cartas de Conjuntura, que analisam os principais acontecimentos da conjuntura econ\u00f4mica nacional e internacional e fazem uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o, de periodicidade trimestral, aborda v\u00e1rios aspectos, como a pol\u00edtica monet\u00e1ria, a pol\u00edtica fiscal, a infla\u00e7\u00e3o, o crescimento do PIB e a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>O professor Fl\u00e1vio Fligenspan, coordenador do Nape, defende o papel que as Cartas de Conjuntura exercem ao estabelecerem di\u00e1logo entre o que \u00e9 produzido no ambiente acad\u00eamico e a sociedade em geral. \u201cCada Carta se constitui como um documento amplo que oferece um panorama geral para a sociedade, sendo usada por jornalistas, estudantes e empresas, facilitando seu entendimento sobre o que est\u00e1 acontecendo na economia, para que possam se posicionar diante da realidade\u201d, enfatiza o docente.<\/p>\n<p>A Carta de Conjuntura do Nape que discute o cen\u00e1rio do quarto trimestre de 2019 pode ser lida na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Carta-de-Conjuntura-nape-dez-2019.pdf\">aqui<\/a>. As Cartas anteriores tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis na <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/carta-de-conjuntura\/\">p\u00e1gina da publica\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es pelo e-mail <a href=\"mailto:fli@ufrgs.br\">fli@ufrgs.br<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O N\u00facleo de An\u00e1lise de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS (Nape) divulgou uma nova edi\u00e7\u00e3o da sua Carta de Conjuntura. A mais recente publica\u00e7\u00e3o do grupo se refere ao quarto trimestre de 2019, abordando quest\u00f5es sobre o desempenho da economia brasileira nos meses de outubro, novembro e dezembro deste ano. A Carta de Conjuntura do Nape, desta vez, apresenta informa\u00e7\u00f5es que indicam um crescimento bastante pequeno da economia do Brasil, dado que se situa muito abaixo das necessidades que o pa\u00eds vem enfrentando para gerar empregos e renda. 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Um problema adicional vivido no atual mercado de trabalho destacado na \u00faltima Carta de Conjuntura \u00e9 a subutiliza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra que vem crescendo desde 2017, quando foram estabelecidas novas regras trabalhistas, que passaram a permitir o trabalho intermitente. Com esse cen\u00e1rio, algumas pessoas que desejam e precisam ter uma carga hor\u00e1ria semanal de trabalho maior acabam n\u00e3o encontrando essa possibilidade, o que prejudica seus rendimentos. Desde 1994, quando o Nape surgiu, s\u00e3o publicadas regularmente as Cartas de Conjuntura, que analisam os principais acontecimentos da conjuntura econ\u00f4mica nacional e internacional e fazem uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o, de periodicidade trimestral, aborda v\u00e1rios aspectos, como a pol\u00edtica monet\u00e1ria, a pol\u00edtica fiscal, a infla\u00e7\u00e3o, o crescimento do PIB e a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. 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