{"id":16654,"date":"2020-04-02T16:47:00","date_gmt":"2020-04-02T19:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=16654"},"modified":"2020-04-02T17:00:05","modified_gmt":"2020-04-02T20:00:05","slug":"carta-de-conjuntura-do-nape-preve-grandes-mudancas-no-cenario-economico-para-os-proximos-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/carta-de-conjuntura-do-nape-preve-grandes-mudancas-no-cenario-economico-para-os-proximos-meses\/","title":{"rendered":"Carta de Conjuntura do Nape prev\u00ea grandes mudan\u00e7as no cen\u00e1rio econ\u00f4mico para os pr\u00f3ximos meses"},"content":{"rendered":"<p>O <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/nape\/\">N\u00facleo de An\u00e1lise de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS<\/a> (Nape) divulgou uma nova edi\u00e7\u00e3o da sua Carta de Conjuntura. A mais recente publica\u00e7\u00e3o do grupo se refere ao primeiro trimestre de 2020, abordando quest\u00f5es sobre o desempenho da economia brasileira e mundial nos meses de janeiro, fevereiro e mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>Desta vez, a Carta de Conjuntura do Nape retoma o contexto econ\u00f4mico do final de 2019, momento em que, de acordo com a publica\u00e7\u00e3o, o mundo inteiro passava por um lento crescimento, para alertar sobre a tend\u00eancia de que, nos pr\u00f3ximos meses, ocorra um processo recessivo que certamente n\u00e3o ser\u00e1 leve, o que deve agravar o cen\u00e1rio. Os textos da Carta tamb\u00e9m preveem nova recess\u00e3o com reflexos importantes quanto a emprego e sa\u00fade financeira das empresas \u2013 sobretudo, as de pequeno porte \u2013 no Brasil, que vinha tendo um crescimento ainda menor do que o do cen\u00e1rio mundial no ano passado, n\u00e3o tendo sequer recuperado os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o anteriores \u00e0 recess\u00e3o de 2015 e 2016.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o aponta que a taxa b\u00e1sica de juros est\u00e1 em seu ponto m\u00ednimo no Brasil e que existe a possibilidade de uma baixa ainda maior, devido \u00e0 crise e ao fato de a infla\u00e7\u00e3o estar controlada. Por outro lado, a taxa de c\u00e2mbio sofreu uma disparada no m\u00eas de mar\u00e7o, atingindo historicamente o seu ponto m\u00e1ximo, com a fuga de capital estrangeiro e a busca por seguran\u00e7a representada pelo d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Outro ponto levantado pela Carta d\u00e1 destaque \u00e0 Ind\u00fastria brasileira, que segue com fraco desempenho desde a Greve dos Transportadores, do primeiro semestre de 2018. J\u00e1 o Com\u00e9rcio, tem apresentado uma performance um pouco melhor, tendo fechado o ano de 2019 com um crescimento de 3,9%, com destaque para a atividade de <em>ve\u00edculos, motocicletas e pe\u00e7as<\/em>, com taxa de 10%.<\/p>\n<p>A Carta de Conjuntura do primeiro trimestre de 2020 enfatiza que os pr\u00f3ximos meses, com os efeitos do necess\u00e1rio isolamento sanit\u00e1rio sobre a economia brasileira, devem ser acompanhados por grandes mudan\u00e7as nos indicadores t\u00edpicos da an\u00e1lise de conjuntura. Os autores esperam uma piora generalizada, de dimens\u00f5es ainda dif\u00edceis de definir, desses indicadores.<\/p>\n<p>Desde 1994, quando o Nape surgiu, s\u00e3o publicadas regularmente as Cartas de Conjuntura, que analisam os principais acontecimentos da conjuntura econ\u00f4mica nacional e internacional e fazem uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o, de periodicidade trimestral, aborda v\u00e1rios aspectos, como a pol\u00edtica monet\u00e1ria, a pol\u00edtica fiscal, a infla\u00e7\u00e3o, o crescimento do PIB e a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>O professor Fl\u00e1vio Fligenspan, coordenador do Nape, defende o papel que as Cartas de Conjuntura exercem ao estabelecerem di\u00e1logo entre o que \u00e9 produzido no ambiente acad\u00eamico e a sociedade em geral. \u201cCada Carta se constitui como um documento amplo que oferece um panorama geral para a sociedade, sendo usada por jornalistas, estudantes e empresas, facilitando seu entendimento sobre o que est\u00e1 acontecendo na economia, para que possam se posicionar diante da realidade\u201d, enfatiza o docente.<\/p>\n<p>A Carta de Conjuntura do Nape que discute o cen\u00e1rio do quarto trimestre de 2019 pode ser lida na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Carta-de-Conjuntura-do-Nape-Abril-2020.pdf\">aqui<\/a>. As Cartas anteriores tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis na <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/carta-de-conjuntura\/\">p\u00e1gina da publica\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es pelo e-mail <a href=\"mailto:fli@ufrgs.br\">fli@ufrgs.br<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O N\u00facleo de An\u00e1lise de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS (Nape) divulgou uma nova edi\u00e7\u00e3o da sua Carta de Conjuntura. A mais recente publica\u00e7\u00e3o do grupo se refere ao primeiro trimestre de 2020, abordando quest\u00f5es sobre o desempenho da economia brasileira e mundial nos meses de janeiro, fevereiro e mar\u00e7o deste ano. Desta vez, a Carta de Conjuntura do Nape retoma o contexto econ\u00f4mico do final de 2019, momento em que, de acordo com a publica\u00e7\u00e3o, o mundo inteiro passava por um lento crescimento, para alertar sobre a tend\u00eancia de que, nos pr\u00f3ximos meses, ocorra um processo recessivo que certamente n\u00e3o ser\u00e1 leve, o que deve agravar o cen\u00e1rio. Os textos da Carta tamb\u00e9m preveem nova recess\u00e3o com reflexos importantes quanto a emprego e sa\u00fade financeira das empresas \u2013 sobretudo, as de pequeno porte \u2013 no Brasil, que vinha tendo um crescimento ainda menor do que o do cen\u00e1rio mundial no ano passado, n\u00e3o tendo sequer recuperado os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o anteriores \u00e0 recess\u00e3o de 2015 e 2016. A publica\u00e7\u00e3o aponta que a taxa b\u00e1sica de juros est\u00e1 em seu ponto m\u00ednimo no Brasil e que existe a possibilidade de uma baixa ainda maior, devido \u00e0 crise e ao fato de a infla\u00e7\u00e3o estar controlada. Por outro lado, a taxa de c\u00e2mbio sofreu uma disparada no m\u00eas de mar\u00e7o, atingindo historicamente o seu ponto m\u00e1ximo, com a fuga de capital estrangeiro e a busca por seguran\u00e7a representada pelo d\u00f3lar. Outro ponto levantado pela Carta d\u00e1 destaque \u00e0 Ind\u00fastria brasileira, que segue com fraco desempenho desde a Greve dos Transportadores, do primeiro semestre de 2018. J\u00e1 o Com\u00e9rcio, tem apresentado uma performance um pouco melhor, tendo fechado o ano de 2019 com um crescimento de 3,9%, com destaque para a atividade de ve\u00edculos, motocicletas e pe\u00e7as, com taxa de 10%. A Carta de Conjuntura do primeiro trimestre de 2020 enfatiza que os pr\u00f3ximos meses, com os efeitos do necess\u00e1rio isolamento sanit\u00e1rio sobre a economia brasileira, devem ser acompanhados por grandes mudan\u00e7as nos indicadores t\u00edpicos da an\u00e1lise de conjuntura. Os autores esperam uma piora generalizada, de dimens\u00f5es ainda dif\u00edceis de definir, desses indicadores. Desde 1994, quando o Nape surgiu, s\u00e3o publicadas regularmente as Cartas de Conjuntura, que analisam os principais acontecimentos da conjuntura econ\u00f4mica nacional e internacional e fazem uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o, de periodicidade trimestral, aborda v\u00e1rios aspectos, como a pol\u00edtica monet\u00e1ria, a pol\u00edtica fiscal, a infla\u00e7\u00e3o, o crescimento do PIB e a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. O professor Fl\u00e1vio Fligenspan, coordenador do Nape, defende o papel que as Cartas de Conjuntura exercem ao estabelecerem di\u00e1logo entre o que \u00e9 produzido no ambiente acad\u00eamico e a sociedade em geral. \u201cCada Carta se constitui como um documento amplo que oferece um panorama geral para a sociedade, sendo usada por jornalistas, estudantes e empresas, facilitando seu entendimento sobre o que est\u00e1 acontecendo na economia, para que possam se posicionar diante da realidade\u201d, enfatiza o docente. A Carta de Conjuntura do Nape que discute o cen\u00e1rio do quarto trimestre de 2019 pode ser lida na \u00edntegra aqui. As Cartas anteriores tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina da publica\u00e7\u00e3o. Mais informa\u00e7\u00f5es pelo e-mail fli@ufrgs.br.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16655,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[21,4,419],"tags":[],"class_list":["post-16654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-boletim","category-noticias","category-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16654\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}