{"id":16774,"date":"2020-04-13T16:30:43","date_gmt":"2020-04-13T19:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=16774"},"modified":"2020-04-22T17:21:27","modified_gmt":"2020-04-22T20:21:27","slug":"e-possivel-evitar-uma-grande-depressao-pos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/e-possivel-evitar-uma-grande-depressao-pos-pandemia\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel evitar uma &#8220;Grande Depress\u00e3o&#8221; p\u00f3s-pandemia?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Andr\u00e9 Moreira Cunha e Andr\u00e9s Ferrari, professores do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da FCE\/UFRGS<\/em><\/p>\n<p>A pandemia do COVID-19 abriu a temporada de revis\u00f5es nas proje\u00e7\u00f5es sobre o crescimento das economias. Neste novo contexto, a prestigiosa revista The Economist indica uma contra\u00e7\u00e3o de -2,2% no produto interno bruto (PIB)[<strong>1<\/strong>] global do corrente ano. A proje\u00e7\u00e3o anterior era de um crescimento de +2,3%. O Institute for International Finance (IIF), que representa 450 institui\u00e7\u00f5es financeiras de 70 pa\u00edses, segue na mesma dire\u00e7\u00e3o: queda de -2,8% para a economia mundial em 2020 (antes previa crescimento de +2,6%). Ademais, para muitos analistas os impactos da crise n\u00e3o ficariam restritos ao corrente ano, mas se projetariam no futuro pr\u00f3ximo[<strong>2<\/strong>].<\/p>\n<p>Caracterizar-se-ia, assim, uma recess\u00e3o mais intensa do que aquela derivada da crise subprime, logo transmutada em crise financeira global (CFG, 2007-2009). Esta \u00e9 a opini\u00e3o da diretora-gerente do Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Kristalina Georgieva. Ela espera a materializa\u00e7\u00e3o do pior desempenho da economia global desde a crise de 1929, com 170 pa\u00edses apresentando varia\u00e7\u00f5es negativas em seus respectivos produtos[<strong>3<\/strong>].<\/p>\n<p>Tais proje\u00e7\u00f5es impressionam e assustam. Mas, ser\u00e1 que, de fato, estamos diante de uma nova \u201cGrande Depress\u00e3o\u201d? Em nossa perspectiva, este cen\u00e1rio n\u00e3o pode ser descartado a priori ou mesmo minimizado. Os riscos existem e est\u00e3o se tornando cada vez mais claros. Por\u00e9m, tamb\u00e9m entendemos que tal destino n\u00e3o est\u00e1 determinado tecnicamente pelas simula\u00e7\u00f5es dos modelos utilizados em bancos e institui\u00e7\u00f5es oficiais. O futuro poder\u00e1 convergir com as proje\u00e7\u00f5es ou, ainda, ser muito pior ou relativamente melhor, a depender das decis\u00f5es que tomarmos de agora em diante.<\/p>\n<p>Do ponto de vista estritamente t\u00e9cnico, qualquer economista bem treinado sabe que fazer previs\u00f5es n\u00e3o \u00e9 algo trivial. As evid\u00eancias sobre o tema sugerem um hist\u00f3rico que est\u00e1 longe de ser marcado pela precis\u00e3o[<strong>4<\/strong>] obtida em outras \u00e1reas do conhecimento. Isto porque, diferentemente da realidade das ci\u00eancias experimentais, a Economia lida com complexos processos sociais onde atores tomam decis\u00f5es em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es do ambiente[<strong>5<\/strong>].<\/p>\n<p>Assim, para al\u00e9m dos aspectos t\u00e9cnicos, existe o mundo das decis\u00f5es pol\u00edticas que condicionam a evolu\u00e7\u00e3o futura das decis\u00f5es privadas. O exemplo da CFG \u00e9 ilustrativo a este respeito. Em 2008, ap\u00f3s a fal\u00eancia do Lehman Brothers, abriu-se a perspectiva de que a economia global viveria uma nova \u201cGrande Depress\u00e3o\u201d aos moldes do que ocorrera depois da quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. Assim como agora, o pessimismo se fundava no olhar sobre o passado. Como sabemos, tal cen\u00e1rio n\u00e3o se concretizou, pois os governos atuaram para evitar a eclos\u00e3o de uma espiral deflacion\u00e1ria de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qual foi o tamanho da a\u00e7\u00e3o dos atores estatais naquele momento? O FMI estimouque, em m\u00e9dia, os pa\u00edses do G20 tiveram gastos discricion\u00e1rios cumulativos da ordem de 5% dos respectivos produtos entre 2008 e 2010[<strong>6<\/strong>]. J\u00e1 o saneamento financeiro (capitaliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras, empr\u00e9stimos de liquidez e garantias, compra de ativos \u201cpodres\u201d, dentre outras medidas) gerou aportes equivalentes a 44% do PIB (m\u00e9dia ponderada pelos respectivos produtos em paridade poder de compra) nas economias de alta renda e de 2% dos produtos nos pa\u00edses emergentes.<\/p>\n<p>Diante dos riscos de uma \u201cGrande Depress\u00e3o\u201d foram utilizados instrumentos monet\u00e1rios n\u00e3o convencionais como as taxas de juros nominais negativas e o afrouxamento quantitativo. Com isso, preservou-se a riqueza financeira. Assim, por exemplo, o balan\u00e7o do FED passou de USD 700 bilh\u00f5es (2007) para mais de US$ 4,5 trilh\u00f5es (2017) em uma d\u00e9cada. Em conjunto, FED, BCE, BoJ e Banco Popular da China expandiram a base monet\u00e1ria em US$ 15 trilh\u00f5es. Nunca antes na hist\u00f3ria registrada o balan\u00e7o dos bancos centrais cresceu de forma t\u00e3o r\u00e1pida e intensa.<\/p>\n<p>Ide\u00f3logos libert\u00e1rios e economistas que professam a f\u00e9 friedmaniana observaram que a maci\u00e7a interven\u00e7\u00e3o estatal n\u00e3o gerou qualquer press\u00e3o inflacion\u00e1ria significativa. Sim, a m\u00e1quina de criar dinheiro foi acionada com uma vol\u00fapia nunca dantes imaginada, nem pelo mais delirante estatista, sem que a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor ou as expectativas inflacion\u00e1rias tenham sido perturbadas. \u00c9 bem verdade que a expans\u00e3o de liquidez estimulou o maior ciclo altista da hist\u00f3ria do mercado acion\u00e1rio, particularmente o estadunidense[<strong>7<\/strong>] . S\u00f3 que isso era exatamente o que se desejava, vale dizer, usar o poder estatal de emitir moeda para evitar o \u201cdebt deflation\u201d descrito por Irving Fisher e, assim, proteger os rentistas. Apoiados pelos seus poderosos bancos centrais, os donos da riqueza n\u00e3o criticaram o Estado intervencionista ou defenderam solu\u00e7\u00f5es exclusivamente de mercado para preservar o valor dos seus ativos.<\/p>\n<p>Os bancos centrais e os Tesouros n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para proteger os mercados financeiros. E os custos deste processo se fizeram sentir na economia e na pol\u00edtica: a renda se concentrou ainda mais, e os ressentimentos com o establishment financeiro e pol\u00edtico cresceram. Como bem observa Skidelsky (\u201cMoney and Government\u201d, 2018, p. 216), as pol\u00edticas p\u00f3s-CFG foram fortes o suficiente para evitar uma nova Depress\u00e3o. Todavia, elas se revelaram fr\u00e1geis para relan\u00e7ar a economia mundial em uma trajet\u00f3ria est\u00e1vel e robusta de recupera\u00e7\u00e3o. Por isso mesmo, as estimativas do FMI no final de 2018 indicavam que naquele momento, dez anos depois da crise, economias que representavam 60% do PIB global ainda estavam crescendo abaixo da tend\u00eancia pr\u00e9-2008.<\/p>\n<p>Assim, a pandemia em curso se manifesta em uma economia global mais desigual, endividada e menos din\u00e2mica do que aquela que testemunhou o que, at\u00e9 ent\u00e3o, era o maior choque financeiro e real desde 1929. Seus efeitos n\u00e3o deixar\u00e3o muito espa\u00e7o para o \u201cmais do mesmo\u201d, ou seja, para pol\u00edticas suficientes apenas para proteger a riqueza financeira. Por sua pr\u00f3pria natureza, a crise atual gera desafios de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, de financiamento e de redefini\u00e7\u00e3o das prioridades p\u00fablicas e privadas que n\u00e3o cabem no escopo das pol\u00edticas que vinham sendo adotadas at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>\u00c9 isto o que conclui o \u201cFinancial Times\u201d, uma das principais vozes do establishment financeiro. Em editorial recente, ele sugere que a crise do COVID-19 revela os limites do contrato social contempor\u00e2neo. Este se manteve intacto, mesmo depois da CFG. Agora, segue o jornal, h\u00e1 que se rever o modelo de reformas anti-Estado e anti-sociedade adotadas nos \u00faltimos quarenta anos por pol\u00edticos inspirados em Mises, Hayek, Friedman, Buchanan e seus herdeiros intelectuais. In verbis:<\/p>\n<p><em>Reformas radicais \u2013 revertendo a dire\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas que predominaram nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas \u2013 devem ser colocadas sobre a mesa. Os governos ter\u00e3o de aceitar um papel mais ativo nas economias. Eles precisam ver os servi\u00e7os p\u00fablicos como investimentos e n\u00e3o como passivos, al\u00e9m de tornar o mercado de trabalho menos inseguro. A redistribui\u00e7\u00e3o estar\u00e1 novamente na agenda; bem como o questionamento dos privil\u00e9gios dos mais velhos e dos mais ricos. Pol\u00edticas que at\u00e9 recentemente eram consideradas exc\u00eantricas, como a renda universal e a tributa\u00e7\u00e3o da riqueza, dever\u00e3o fazer parte do mix[<strong>8<\/strong>].<\/em><\/p>\n<p>Em s\u00edntese: sim, a crise \u00e9 grave; sim, \u00e9 poss\u00edvel minimizar seus impactos e evitar uma nova \u201cGrade Depress\u00e3o\u201d. Todavia, para que o cen\u00e1rio catastr\u00f3fico gerado pelas proje\u00e7\u00f5es dos economistas n\u00e3o se concretize, h\u00e1 que se superar um obst\u00e1culo importante: a ilus\u00e3o ideol\u00f3gica de que as solu\u00e7\u00f5es mercantis s\u00e3o suficientes para garantir que a sociedade se reproduza. \u201cVouchers\u201d n\u00e3o ir\u00e3o recuperar a higidez das economias no longo prazo, mas sim a ado\u00e7\u00e3o de programas robustos de acesso \u00e0 renda m\u00ednima, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, \u00e0 sa\u00fade universal e gratuita, \u00e0 seguridade social, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental e ao desenvolvimento cultural e tecnol\u00f3gico. Como nos alerta o Financial Times, chegou a hora de deixar de trat\u00e1-las como \u00f4nus, mas sim como investimentos em um futuro coletivo superior[<strong>9<\/strong>].<\/p>\n<p>A \u201cdesmercantiliza\u00e7\u00e3o\u201d dos aspectos mais essenciais para a preserva\u00e7\u00e3o da vida e da sociedade n\u00e3o eliminar\u00e1 todos os espa\u00e7os para o funcionamento da livre iniciativa. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 que se preservar o dinamismo dos mercados e renovar a possibilidade de mobilidade social ascendente por meio do trabalho e do m\u00e9rito. Este \u00faltimo \u00e9 uma farsa quando n\u00e3o est\u00e1 ancorado em pol\u00edticas que eliminem a desigualdade estrutural[<strong>10<\/strong>]. Por esta perspectiva, o Estado deixa de ser um \u201cproblema\u201d, como sugerem os libert\u00e1rios, ou um demiurgo que resolver\u00e1 todos os impasses sociais, como desejam seus primos-irm\u00e3os na extrema esquerda.<\/p>\n<p>A presente crise nos reapresenta uma verdade historicamente estabelecida, mas que vem sendo obliterada pelos interesses rentistas e as suas ideologias libert\u00e1rias: sem o Estado n\u00e3o h\u00e1 civiliza\u00e7\u00e3o e, muito menos, economias funcionais. Para preservar os mercados e a civiliza\u00e7\u00e3o, teremos de redesenhar a atua\u00e7\u00e3o estatal nos termos sugeridos pelo Financial Times. Com isso, as pol\u00edticas p\u00fablicas devem ser constru\u00eddas e financiadas com o objetivo final de garantir que os indiv\u00edduos possam desenvolver plenamente os seus potenciais, em condi\u00e7\u00f5es de liberdade e de seguran\u00e7a. Se \u00e9 verdade que o Estado n\u00e3o consegue e nem deve resolver todos os problemas de uma sociedade complexa e descentralizada, tamb\u00e9m o \u00e9 que sem ele esta mesma sociedade torna-se inst\u00e1vel e disfuncional. Aceitar ambas as verdades seria um bom primeiro passo para evitar uma nova \u201cGrande Depress\u00e3o\u201d e construir um futuro melhor.<\/p>\n[<strong>1<\/strong>] Ver: <a href=\"https:\/\/www.eiu.com\/n\/covid-19-to-send-almost-all-g20-countries-into-a-recession\/\">https:\/\/www.eiu.com\/n\/covid-19-to-send-almost-all-g20-countries-into-a-recession\/<\/a>.<\/p>\n[<strong>2<\/strong>] Dentre os pa\u00edses emergentes, os latino-americanos possivelmente estar\u00e3o entre os mais intensamente atingidos. O IIF, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (IADB) e a CEPAL avaliam que a retra\u00e7\u00e3o dos principais parceiros dos pa\u00edses latino-americanos, especialmente os Estados Unidos (EUA) e a China, associada \u00e0s vulnerabilidades pr\u00e9vias e \u00e0s poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es dos governos locais, comp\u00f5em um horizonte potencialmente explosivo. Por decorr\u00eancia, n\u00e3o descartam contra\u00e7\u00f5es no produto regional da ordem de -5%. E, mais importante, temem que os anos seguintes carreguem o peso dos impactos e decis\u00f5es correntes. O IADB oferece um leque de estimativas para o PIB entre 2020 e 2022 com varia\u00e7\u00f5es m\u00e9dias do produto regional indo de -2,1% a.a. (cen\u00e1rio moderado) at\u00e9 -4,8% (cen\u00e1rio extremo). Ver, por exemplo: \u201cPolicies to Fight the Pandemic\u201d, 09\/04\/2020 (<a href=\"https:\/\/publications.iadb.org\/publications\/english\/document\/2020_Latin_American_and_Caribbean_Macroeconomic_Report_Policies_to_Fight_the_Pandemic.pdf\">https:\/\/publications.iadb.org\/publications\/english\/document\/2020_Latin_American_and_Caribbean_Macroeconomic_Report_Policies_to_Fight_the_Pandemic.pdf<\/a>); \u201cAm\u00e9rica Latina y el Caribe ante la pandemia del COVID-19: efectos econ\u00f3micos y sociales\u201d (<a href=\"https:\/\/www.cepal.org\/es\/publicaciones\/45337-america-latina-caribe-la-pandemia-covid-19-efectos-economicos-sociales\">https:\/\/www.cepal.org\/es\/publicaciones\/45337-america-latina-caribe-la-pandemia-covid-19-efectos-economicos-sociales<\/a>).<\/p>\n[<strong>3<\/strong>] Ver: \u201cConfronting the Covid-19 Crisis\u201d, 09\/04\/2020 (<a href=\"https:\/\/www.imf.org\/en\/News\/Podcasts\/All-Podcasts\/2020\/04\/09\/md-curtain-raiser-2020-sms\">https:\/\/www.imf.org\/en\/News\/Podcasts\/All-Podcasts\/2020\/04\/09\/md-curtain-raiser-2020-sms<\/a>).<\/p>\n[<strong>4<\/strong>] Ver, por exemplo, Eicher, T. S. et al. \u201cForecasts in Times of Crises\u201d, IMF Working Paper 18\/48, 2018; e \u201cGDP predictions are reliable only in the short term\u201d (<a href=\"https:\/\/www.economist.com\/graphic-detail\/2018\/12\/15\/gdp-predictions-are-reliable-only-in-the-short-term\">https:\/\/www.economist.com\/graphic-detail\/2018\/12\/15\/gdp-predictions-are-reliable-only-in-the-short-term<\/a>); \u201cThe accuracy of long-term growth forecasts by economics researchers\u201d, de Masayuki Morikawa (<a href=\"https:\/\/voxeu.org\/article\/accuracy-long-term-growth-forecasts-economics-researchers\">https:\/\/voxeu.org\/article\/accuracy-long-term-growth-forecasts-economics-researchers<\/a>).<\/p>\n[<strong>5<\/strong>] O trabalho de William Nordhaus, ganhador do pr\u00eamio Nobel e um dos mais respeitados especialistas em impactos econ\u00f4micos de longo prazo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, nos mostra que a incerteza na proje\u00e7\u00e3o sobre o comportamento futuro das economias \u00e9 maior do que usualmente reconhecem os economistas. Ver: \u201cUncertainty in forecasts of long-run economic growth\u201d (<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/pnas\/115\/21\/5409.full.pdf\">https:\/\/www.pnas.org\/content\/pnas\/115\/21\/5409.full.pdf<\/a>).<\/p>\n[<strong>6<\/strong>] Ver o balan\u00e7o do Fundo sobre os dez anos da CFG em \u201cWorld Economic Outlook\u201d, October 2018, cap\u00edtulo 2.<\/p>\n[<strong>7<\/strong>] Ver: <a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/sergeiklebnikov\/2020\/03\/11\/bear-market-dow-drops-over-1400-points-ending-longest-bull-market-in-us-history\/#218c50e86ae4\">https:\/\/www.forbes.com\/sites\/sergeiklebnikov\/2020\/03\/11\/bear-market-dow-drops-over-1400-points-ending-longest-bull-market-in-us-history\/#218c50e86ae4<\/a>.<\/p>\n[<strong>8<\/strong>] Tradu\u00e7\u00e3o livre do original: \u201cRadical reforms \u2014 reversing the prevailing policy direction of the last four decades \u2014 will need to be put on the table. Governments will have to accept a more active role in the economy. They must see public services as investments rather than liabilities, and look for ways to make labour markets less insecure. Redistribution will again be on the agenda; the privileges of the elderly and wealthy in question. Policies until recently considered eccentric, such as basic income and wealth taxes, will have to be in the mix\u201d. Ver o editorial em: \u201cVirus lays bare the frailty of the social contract\u201d, <a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/7eff769a-74dd-11ea-95fe-fcd274e920ca\">https:\/\/www.ft.com\/content\/7eff769a-74dd-11ea-95fe-fcd274e920ca<\/a>.<\/p>\n[<strong>9<\/strong>] Um exemplo de reflex\u00e3o e de proposi\u00e7\u00e3o neste sentido est\u00e1 em \u201cA progressive European wealth tax to fund the European COVID response\u201d, Camille Landais, Emmanuel Saez, Gabriel Zucman em 03\/04\/2020 (<a href=\"https:\/\/voxeu.org\/article\/progressive-european-wealth-tax-fund-european-covid-response\">https:\/\/voxeu.org\/article\/progressive-european-wealth-tax-fund-european-covid-response<\/a>).<\/p>\n[<strong>10<\/strong>] Detalhes em Thomas Piketty, \u201cCapital and Ideology\u201d, 2020; e Anthony B. Atkinson \u201cInequality: What Can Be Done?\u201d, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Moreira Cunha e Andr\u00e9s Ferrari, professores do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da FCE\/UFRGS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[438],"tags":[445],"class_list":["post-16774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analise","tag-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}