{"id":34665,"date":"2024-05-21T16:30:27","date_gmt":"2024-05-21T19:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=34665"},"modified":"2024-05-21T16:31:02","modified_gmt":"2024-05-21T19:31:02","slug":"tapar-buracos-ou-reconstruir-com-resiliencia-os-dilemas-do-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/tapar-buracos-ou-reconstruir-com-resiliencia-os-dilemas-do-rs\/","title":{"rendered":"\u201cTapar buracos\u201d ou reconstruir com resili\u00eancia? Os dilemas do Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Andr\u00e9 Moreira Cunha, Docente do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFRGS<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul: qual o custo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Qual foi o impacto econ\u00f4mico da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica em curso no Rio Grande do Sul (RS)? E quanto custar\u00e1 a reconstru\u00e7\u00e3o do estado? A resposta mais prudente, neste momento, para estas perguntas \u00e9: ningu\u00e9m sabe ao certo. <a href=\"https:\/\/www.rs.gov.br\/governo-calcula-que-serao-necessarios-r-19-bilhoes-para-reconstruir-o-estado#:~:text=Governo%20calcula%20que%20ser%C3%A3o%20necess%C3%A1rios%20R%24%2019%20bilh%C3%B5es%20para%20reconstruir%20o%20Estado,-Publica%C3%A7%C3%A3o%3A%2009%2F05&amp;text=O%20governador%20Eduardo%20Leite%20anunciou,plano%20de%20reconstru%C3%A7%C3%A3o%20do%20Estado.\">O governo estadual tem seu n\u00famero<\/a>: R$ 19 bilh\u00f5es, assim distribu\u00eddos: R$ 218,6 milh\u00f5es para a\u00e7\u00f5es de resposta ao desastre; R$ 2,5 bilh\u00f5es para assist\u00eancia; 7,2 bilh\u00f5es para pol\u00edticas de restabelecimento; e R$ 9 bilh\u00f5es para reconstru\u00e7\u00e3o. Estes n\u00fameros foram apresentados no dia 09 de maio, quando o estado seguia debaixo d\u2019\u00e1gua, o que dificulta uma avalia\u00e7\u00e3o precisa. Ainda assim, h\u00e1 um par\u00e2metro importante: R$ 9 bilh\u00f5es, que seria o valor para investimentos em reconstru\u00e7\u00e3o de estruturas diversas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/colunistas\/marta-sfredo\/noticia\/2024\/05\/reconstruir-rs-vai-custar-entre-r-70-bilhoes-e-r-90-bilhoes-diz-especialista-em-infraestrutura-clw12ux9x00r7015244190q9x.html\">O principal jornal do RS consultou um especialista<\/a>, que estimou a necessidade de investimentos em infraestrutura entre R$ 70 bilh\u00f5es e R$ 90 bilh\u00f5es. Sua an\u00e1lise foi s\u00f3bria e cautelosa, com o importante registro de que tais custos poder\u00e3o variar em conformidade com a busca de maior (ou menor) resili\u00eancia clim\u00e1tica. <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/colunistas\/marta-sfredo\/noticia\/2024\/05\/furacao-katrina-e-a-melhor-comparacao-com-a-tragedia-no-rs-diz-economista-clw89kfx400fs0148vofl59kq.html#:~:text=um%20%C3%BAnico%20lugar.-,O%20n%C3%BAmero%20de%20mortes%20no%20Katrina%20foi%20maior%2C%20mas%20aqui,que%20podemos%20fazer%20nesse%20momento.\">Outro economista, que se baseou na experi\u00eancia do Katrina, em Nova Orleans, chegou a um n\u00famero semelhantes<\/a>: R$ 85 bilh\u00f5es. <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/05\/10\/reconstrucao-do-rs-vai-exigir-ao-menos-r-90-bi-estimam-especialistas.ghtml\">J\u00e1 um jornal de neg\u00f3cios de circula\u00e7\u00e3o nacional reverberou estimativas equivalentes, com estimativas entre R$ 90 bilh\u00f5es<\/a> e R$ 150 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Como regra, economistas buscam refer\u00eancias em experi\u00eancias pr\u00e9vias j\u00e1 registradas na literatura. <a href=\"https:\/\/www.imf.org\/en\/Publications\/WP\/Issues\/2023\/12\/15\/Fiscal-Impacts-of-Climate-Disasters-in-Emerging-Markets-and-Developing-Economies-542408\">Estudo do FMI para 164 pa\u00edses nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas<\/a>, com dados georreferenciados para identificar efeitos de eventos extremos, al\u00e9m de dados macroecon\u00f4micos usuais, identificou que o \u201c&#8230; impacto das cat\u00e1strofes naturais no crescimento econ\u00f4mico e nos or\u00e7amentos governamentais \u00e9 heterog\u00eaneo. N\u00e3o somente depende dos tipos de desastres, mas varia entre os pa\u00edses. Enquanto secas e tempestades severas reduzem o crescimento, os impactos macroecon\u00f4micos das cheias tendem a ser menores &#8230; as consequ\u00eancias dos desastres naturais s\u00e3o geralmente maiores para os pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento do que para os de alta renda&#8230;\u201d. Tempestades intensas, com as que atingiram o RS podem, m\u00e9dia, reduzir o PIB em -1,6%. Tal efeito varia em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas estruturais das economias e do n\u00edvel de comprometimento da infraestrutura.<\/p>\n<p>Com este par\u00e2metro de -1,6%, ter\u00edamos uma contra\u00e7\u00e3o da renda ga\u00facha de R$ 10 bilh\u00f5es, a pre\u00e7os de 2023<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. J\u00e1 a estimativa de perda potencial de renda seria maior, pois haveria de se computar o que teria ocorrido caso a economia tivesse crescido, pelo menos na m\u00e9dia hist\u00f3rica normal. Tal montante poderia ser de R$ 30 bilh\u00f5es:1\/3 da queda no n\u00edvel e 2\/3 da perda do potencial de renda. Por outro lado, se considerarmos a experi\u00eancia pr\u00f3xima da pandemia, quando o PIB caiu -8%, em 2020, aqueles n\u00fameros seriam at\u00e9 quatro vezes maiores.<\/p>\n<p>Para estimar o custo da reconstru\u00e7\u00e3o, haveria de se avaliar o comprometimento do \u201cestoque de capital\u2019 do RS, vale dizer, do conjunto de edifica\u00e7\u00f5es residenciais e n\u00e3o residenciais, de infraestruturas diversas (estradas, pontes, vias de acesso aos munic\u00edpios, ruas, avenidas, rede de distribui\u00e7\u00e3o de energia, barragens, aeroportos, portos, linhas de trem, esta\u00e7\u00f5es de \u00f4nibus etc.), de m\u00e1quinas e equipamentos nas empresas, ve\u00edculos diversos, de estoques de insumos e produtos finalizados etc. Ainda n\u00e3o se sabe exatamente o que foi comprometido e de que forma.<\/p>\n<p>Por outro lado, sabe-se o valor aproximado daquele \u201cestoque de capital\u201d. O <a href=\"http:\/\/ipeadata.gov.br\/Default.aspx\">Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada estima<\/a> que o estoque de capital do pa\u00eds seria da ordem de R$ 10,2 trilh\u00f5es (pre\u00e7os de 2010) no final de 2023. A pre\u00e7os de 2023, este montante dobraria: R$ 20,5 trilh\u00f5es. A fatia do RS poderia ser estimada de distintas formas, na medida em que n\u00e3o h\u00e1 medidas de forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (FBCF) nas unidades da federa\u00e7\u00e3o, o que dificulta estimar o seu \u201cvalor presente\u201d (ou estoque). Aqui utilizaremos como aproxima\u00e7\u00e3o o valor de 7,4%<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, fruto de pesquisas em finaliza\u00e7\u00e3o na FCE-UFRGS, o que nos leva a sugerir que o estoque de capital ga\u00facho tem uma magnitude ao redor de R$ 1,5 trilh\u00e3o, a pre\u00e7os m\u00e9dios de 2023.<\/p>\n<p>Quanto deste estoque foi comprometido \u00e9 a pergunta central para a qual ainda n\u00e3o temos respostas mais objetivas. Se 10% do estoque de capital foi perdido ou severamente afetado, a conta da reconstru\u00e7\u00e3o seria de R$ 150 bilh\u00f5es. <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/opiniao\/coluna\/efeito-da-enchente-sobre-o-estoque-de-capital-fixo-no-rs.ghtml\">Adalmir Marquetti (PUC-RS) e Alessandro Miebach (UFRGS)<\/a> arbitraram, com base em par\u00e2metros internacionais, uma perda de 1,8% do estoque de capital ga\u00facho (R$ 29 bilh\u00f5es), cujo valor total seria de R$ 1,6 trilh\u00e3o, pr\u00f3ximo \u00e0 nossa estimativa. Alertam para o fato de que tal perda pode ser maior, pois ainda n\u00e3o h\u00e1 clareza da destrui\u00e7\u00e3o efetiva. Este \u00e9 o melhor n\u00famero dispon\u00edvel para o que seria o \u201cpiso\u201d dos investimentos a serem realizados, o que equivale a tr\u00eas vezes mais do que os R$ 9 bilh\u00f5es identificados pelo governo ga\u00facho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Tapar buracos ou reconstruir com resili\u00eancia?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o de \u201cTapar Buracos\u201d \u00e9 a mais r\u00e1pida e barata. Seu apelo \u00e9 o retorno imediato ao \u201c<em>business as usual<\/em>\u201d. Se a ponte caiu, constr\u00f3i-se uma nova, de forma \u201cemergencial\u201d. Se o asfalto cedeu, tapa-se o buraco. Se a f\u00e1brica foi inundada e as m\u00e1quina pararam de funcionar, trocam-se algumas pe\u00e7as e retoma-se a produ\u00e7\u00e3o. Se a casa foi arrastada pelas \u00e1guas, reconstr\u00f3i-se outra, no mesmo lugar. Se a planta\u00e7\u00e3o foi perdida, prepara-se a terra para a nova semeadura. A urg\u00eancia para recuperar as perdas das fam\u00edlias e das empresas, estabilizar a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os diversos e normalizar o funcionamento dos sistemas de transporte, energia, comunica\u00e7\u00f5es etc., gera a in\u00e9rcia decis\u00f3ria nesta dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque, a alternativa de reconstruir em bases mais resilientes criaria um conjunto complexo de decis\u00f5es adicionais. Vamos transferir casas e f\u00e1bricas para um lugar menos exposto \u00e0s futuras enchentes? Alterar bairros ou cidades inteiras de lugar? Vamos construir um novo aeroporto internacional, distante do centro da capital, em regi\u00e3o mais \u201csegura\u201d? Vamos rever a legisla\u00e7\u00e3o ambiental destro\u00e7ada por for\u00e7a de interesses particulares e criar um processo robusto de recupera\u00e7\u00e3o de biomas, bacias hidrogr\u00e1ficas etc.? Investiremos mais em fontes de energia renov\u00e1veis, encurtamento dos sistemas de transmiss\u00e3o e de distribui\u00e7\u00e3o de energia, saneamento e preserva\u00e7\u00e3o das fontes de \u00e1gua \u2013 em algum momento do futuro teremos estiagens ainda mais intensas que as do passado \u2013 seguran\u00e7a alimentar, asfalto ecol\u00f3gico, pontes mais resistentes \u00e0s cheias dos rios, transporte ferrovi\u00e1rio de cargas e pessoas, renova\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas e equipamentos de empresas com vista ao uso mais eficiente de energia, e assim por diante?<\/p>\n<p>Para construir um novo aeroporto, precisaremos de planejamento integrado e de longo prazo. N\u00e3o basta relocaliz\u00e1-lo se n\u00e3o houver um sistema de transporte eficiente para levar pessoas e cargas at\u00e9 l\u00e1. O transporte individual por ve\u00edculos movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 fazer mais do mesmo, e do errado. Ao mesmo tempo, tal projeto estruturante, para seguir no exemplo, criaria um sem n\u00famero de novas oportunidades econ\u00f4micas e sociais: novos centros de log\u00edstica, modernos e de grande escala, capazes de transformar esta nova estrutura no principal hub log\u00edstico do Mercosul; \u00e1reas para abrigar novas empresas industriais de setores de fronteira tecnol\u00f3gica, transformando os espa\u00e7os reurbanizados em polos atratores de investimentos, nacionais e estrangeiros; a reurbaniza\u00e7\u00e3o, em bases \u201cverdes\u201d, de espa\u00e7os diversos, de modo a acomodar um fluxo de novos moradores e empreendedores dispostos a apostar em um futuro melhor. E assim por diante. <a href=\"https:\/\/www.imf.org\/en\/Publications\/WP\/Issues\/2023\/06\/30\/The-Macroeconomic-Returns-of-Investment-in-Resilience-to-Natural-Disasters-under-Climate-534579\">Estudo recente do FMI indica que investir em resili\u00eancia clim\u00e1tica<\/a> gera retornos econ\u00f4micos positivos e superiores \u00e0s perdas geradas pelos desastres clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Para viabilizar projetos como este ser\u00e3o necess\u00e1rios novos instrumentos legais, volumes adicionais de recursos, planejamento de longo prazo, capacidades estatais de execu\u00e7\u00e3o de projetos e consensos pol\u00edticos m\u00ednimos, cr\u00e9dito, pol\u00edticas eficientes que agilizem desapropria\u00e7\u00f5es e mantenham o pre\u00e7o dos novos terrenos em patamares normais, evitando a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, capacidade de engenharia ampliada, infraestruturas modernas e resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pol\u00edtica ambiental rigorosa etc. \u00a0Trata-se, de fato, de uma agenda muito mais desafiadora de pol\u00edticas. E com retornos sociais e financeiros tamb\u00e9m superiores.<\/p>\n<p>As elites pol\u00edticas e econ\u00f4micas, mergulhadas em interesses de curto prazo e condicionadas pelos calend\u00e1rios eleitorais e press\u00f5es diversas, n\u00e3o ousam pensar que h\u00e1 a oportunidade de reconstruir o estado em bases que permitiriam aumentar a produtividade e o crescimento no longo prazo. Apelam para solu\u00e7\u00f5es supostamente m\u00e1gicas e consultorias internacionais, desprezando a ci\u00eancia e as s\u00f3lidas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa existentes no estado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nber.org\/reporter\/2021number1\/economic-lessons-natural-disasters\">H\u00e1 evid\u00eancias na literatura<\/a> de que, <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC9860296\/\">quando h\u00e1 pol\u00edticas robustas de recupera\u00e7\u00e3o do estoque de capital, o crescimento da renda per capita pode at\u00e9 aumentar no longo prazo<\/a>. Por outro lado, <a href=\"https:\/\/wol.iza.org\/articles\/economic-effects-of-natural-disasters\/long\">na aus\u00eancia destas, os resultados podem ser diametralmente opostos<\/a>. A op\u00e7\u00e3o \u201cTapar Buracos<a href=\"https:\/\/www.imf.org\/en\/Publications\/WP\/Issues\/2022\/12\/16\/Natural-Disasters-and-Scarring-Effects-527014\">\u201d geraria uma cicatriz permanente sobre a estrutura produtiva do estad<\/a>o, aprofundando o processo pr\u00e9vio de seu decl\u00ednio relativo. Quais empresas \u2013 locais ou estrangeiras \u2013 apostariam seu futuro em um estado incapaz de reagir adequadamente ao desastre em curso.<\/p>\n<p>Ficaram patentes a inadequa\u00e7\u00e3o da infraestrutura, a porosidade da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, a falta de capacidade das autoridades competentes em realizar manuten\u00e7\u00e3o adequada nos equipamentos de conten\u00e7\u00e3o de cheias, o despreparo e a aus\u00eancia de planejamento de longo prazo etc. As vulnerabilidades econ\u00f4micas e institucionais do RS aos choques clim\u00e1ticos se tornaram um livro aberto. <a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/dec816f8-1f53-4c47-939c-874efb8218c6\">A escassez de intelig\u00eancia estrat\u00e9gica da elite local e o apelo recorrente aos argumentos anticient\u00edficos n\u00e3o passaram desapercebidos<\/a>. Como impedir que a juventude aqui formada, especialmente nas melhores universidades do pa\u00eds, decida \u201cir embora\u201d por falta de horizontes? E como reter as empresas que dever\u00e3o ser reconstru\u00eddas?<\/p>\n<p>Reconstruir com resili\u00eancia clim\u00e1tica, criando oportunidades de neg\u00f3cios e de futuro, \u00e9 o \u00fanico caminho para dinamizar a economia ga\u00facha no longo prazo. Estaremos \u00e0 altura desta \u201cfa\u00e7anha\u201d? \u00a0A Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS aposta nesta dire\u00e7\u00e3o e fornece elementos para a constru\u00e7\u00e3o desta nova realidade no documento \u201c<a href=\"chrome-extension:\/\/efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj\/https:\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/FCE-UFRGS-Manifesto-Final.pdf\">A Reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/economicas\/contas-nacionais\/9054-contas-regionais-do-brasil.html?edicao=38346&amp;t=resultados\">O dado mais recente do PIB das UFs<\/a> \u00e9 de 2021, onde o RS tem o seguinte valor, a pre\u00e7os correntes: R$ 581 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> O IBGE n\u00e3o oferece s\u00e9ries hist\u00f3ricas padronizadas com estimativas da FBCF por unidade da federa\u00e7\u00e3o. Para chegar nesta m\u00e9dia de 7,4%, constru\u00edmos uma s\u00e9rie para as 27 UFs, considerando: o valor adicionado de cada UF na constru\u00e7\u00e3o (lado da oferta); a imputa\u00e7\u00e3o de gastos com m\u00e1quinas e equipamentos, a partir do valor nacional, estimando o peso de cada UF a partir das respectivas participa\u00e7\u00f5es destas nos financiamentos do BNDES (e\/ou na importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos); e a imputa\u00e7\u00e3o de um valor adicional da ordem de 15% para outros componentes, seguindo a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Moreira Cunha, Docente do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFRGS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34666,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[438],"tags":[],"class_list":["post-34665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34665\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}