{"id":37725,"date":"2025-06-06T11:56:51","date_gmt":"2025-06-06T14:56:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=37725"},"modified":"2025-06-06T11:56:51","modified_gmt":"2025-06-06T14:56:51","slug":"os-criterios-de-promocao-de-clerigos-na-igreja-catolica-e-o-formato-de-torneios-de-promocao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/os-criterios-de-promocao-de-clerigos-na-igreja-catolica-e-o-formato-de-torneios-de-promocao\/","title":{"rendered":"Os crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o de cl\u00e9rigos na Igreja Cat\u00f3lica e o formato de torneios de promo\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o \u00a0(<em>Tournaments<\/em>) aplicada <\/strong><strong>\u00e0 Hierarquia da Igreja Cat\u00f3lica e \u00e0 Escolha do Papa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Livio Soares (Prof. Dr. em Economia)<\/p>\n<p>Gi\u00e1como Balbinotto Neto (PPGE\/UFRGS-EA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Este texto explora a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o, um modelo econ\u00f4mico originalmente desenvolvido por Edward Lazear e Sherwin Rosen no in\u00edcio dos anos 80, para analisar a estrutura hier\u00e1rquica e os processos de sele\u00e7\u00e3o na Igreja Cat\u00f3lica Apost\u00f3lica Romana. Essa teoria, embora concebida para contextos corporativos, pode ser adaptada para institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o empresariais, como a escolha do Papa.<\/p>\n<p>O objetivo aqui \u00e9 investigar a hip\u00f3tese de que os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o, escolha e promo\u00e7\u00e3o de cl\u00e9rigos na Igreja Cat\u00f3lica est\u00e3o estruturados, ao menos parcialmente, no formato de torneios de promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o busca explicar como competi\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas funcionam como incentivos para maximizar o desempenho individual ao longo do tempo dentre de organiza\u00e7\u00f5es.. Seus princ\u00edpios b\u00e1sicos s\u00e3o basicamente\u00a0 tr\u00eas: (i) competi\u00e7\u00e3o por posi\u00e7\u00f5es limitadas: promo\u00e7\u00f5es s\u00e3o vistas como &#8220;pr\u00eamios&#8221; em um torneio, onde poucas posi\u00e7\u00f5es superiores est\u00e3o dispon\u00edveis; (ii) incentivos ao esfor\u00e7o: Indiv\u00edduos se esfor\u00e7am mais, pois sabem que seu desempenho relativo afetar\u00e1 sua probabilidade de promo\u00e7\u00e3o; (iii) hierarquia piramidal: quanto mais alto o cargo, menos posi\u00e7\u00f5es existem (ex: poucos cardeais, muitos padres).<\/p>\n<p>A teoria sugere que o incentivo ao esfor\u00e7o estaria atrelado ao montante do aumento que o vencedor ter\u00e1 direito. A remunera\u00e7\u00e3o do vencedor \u00e9 significativa n\u00e3o apenas para ele, mas para induzir os demais candidatos a manterem o esfor\u00e7o para as pr\u00f3ximas etapas, pensando no torneio como se tivesse dura\u00e7\u00e3o infinita.<\/p>\n<p>A estrutura de remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 estrat\u00e9gica para estimular o desempenho dos agentes. Nos torneios, o <em>ranking <\/em>\u00e9 ordinal (quem se sobressai em rela\u00e7\u00e3o aos outros), n\u00e3o cardinal (qu\u00e3o &#8220;bom&#8221; \u00e9 em termos absolutos). Isso \u00e9 vantajoso onde \u00e9 dif\u00edcil medir a produtividade individual de forma absoluta, tornando a avalia\u00e7\u00e3o por desempenho relativo mais exequ\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>A Igreja Cat\u00f3lica como um Sistema de Torneio<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica, pode ser descrita como a organiza\u00e7\u00e3o religiosa mais hierarquizada existente, apresenta elementos compat\u00edveis com a l\u00f3gica dos torneios de promo\u00e7\u00e3o. Sua hierarquia segue etapas bem definidas de ascens\u00e3o: seminarista \u2192 di\u00e1cono \u2192 padre \u2192 bispo \u2192 arcebispo \u2192 cardeal \u2192 papa. A promo\u00e7\u00e3o do clero atrav\u00e9s desses n\u00edveis pode ser vista como uma forma institucionalizada de torneio de promo\u00e7\u00e3o (<em>tournament<\/em>).<\/p>\n<p>O mercado de trabalho para cl\u00e9rigos cat\u00f3licos \u00e9 predominantemente interno. A estrutura de poder e as regras de ascens\u00e3o s\u00e3o formalmente delineadas no C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico (CDC), O estudo da aplica\u00e7\u00e3o da teoria dos torneios busca evid\u00eancias dessas premissas no CDC de 1983 e legisla\u00e7\u00e3o can\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Incentivos e Crit\u00e9rios na Carreira Eclesi\u00e1stica<\/strong><\/p>\n<p>A possibilidade de ascender na hierarquia motiva cada cl\u00e9rigo, desde o in\u00edcio de sua carreira, a empregar todo o seu esfor\u00e7o para desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es da melhor maneira poss\u00edvel em cada etapa, evitando o comportamento &#8220;corpo mole&#8221; (<em>shirking).<\/em><\/p>\n<p>Embora a Teoria dos Torneios preveja que o esfor\u00e7o dos concorrentes esteja atrelado ao diferencial de sal\u00e1rios, no contexto religioso, essa caracter\u00edstica deve considerar o diferencial de renda ps\u00edquica. \u00a0A renda ps\u00edquica inclui benef\u00edcios n\u00e3o monet\u00e1rios como prazer, satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho, sentimento de realiza\u00e7\u00e3o, e acumula\u00e7\u00e3o de capital intelectual. Cargos superiores na Igreja podem n\u00e3o significar um sal\u00e1rio mais elevado no sentido corporativo, mas sim maior prest\u00edgio, autoridade espiritual e influ\u00eancia religiosa. A grande diferen\u00e7a de compensa\u00e7\u00f5es, incluindo a renda ps\u00edquica, entre um di\u00e1cono e o Romano Pont\u00edfice, por exemplo, possui um grande potencial catalisador de esfor\u00e7o para jovens cl\u00e9rigos que aspiram ascender na hierarquia da Igreja,.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o na Igreja Cat\u00f3lica baseiam-se em uma combina\u00e7\u00e3o de fatores. Cardeais, por exemplo, s\u00e3o nomeados com base em m\u00e9rito, lealdade e visibilidade dentro da hierarquia. A ascens\u00e3o \u00e9 guiada por normas can\u00f4nicas e influenciada por ortodoxia teol\u00f3gica, disciplina pastoral e conex\u00f5es eclesi\u00e1sticas. Ao longo da carreira, os cl\u00e9rigos podem buscar reputa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do sucesso em suas atividades (crescimento de fi\u00e9is, projetos sociais), publica\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas ou discursos influentes, e lealdade ao Vaticano.<\/p>\n<p>Contudo, a promo\u00e7\u00e3o na Igreja n\u00e3o \u00e9 puramente meritocr\u00e1tica. Fatores como a rede de influ\u00eancia, relacionamentos dentro da C\u00faria Romana e experi\u00eancia administrativa tamb\u00e9m s\u00e3o\u00a0 levados\u00a0 em\u00a0 conta. A sele\u00e7\u00e3o ocorre por indica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por concurso. A idade e a tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o relevantes, pois muitas promo\u00e7\u00f5es dependem do tempo de servi\u00e7o (cardeais geralmente s\u00e3o idosos). Al\u00e9m disso, h\u00e1 um elemento espiritual, a cren\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que adiciona uma dimens\u00e3o n\u00e3o racional ao &#8220;torneio&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A Escolha do Papa: O \u00c1pice do Torneio de Promo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o do Papa \u00e9 realizada em um conclave fechado, exclusivamente pelos cardeais eleitores. Nesse sentido, os cardeais funcionam como os &#8220;finalistas&#8221; de um torneio institucional e informal de longa dura\u00e7\u00e3o. O Papado \u00e9 o &#8220;pr\u00eamio final&#8221; desse sistema altamente seletivo e competitivo.<\/p>\n<p>No conclave, a escolha do Papa se baseia em compara\u00e7\u00f5es relativas entre um conjunto seleto de candidatos potenciais (geralmente cardeais com maior influ\u00eancia, visibilidade e respeitabilidade). As compara\u00e7\u00f5es envolvem idade e sa\u00fade (um papado de transi\u00e7\u00e3o pode favorecer um candidato mais velho), perfil teol\u00f3gico e pastoral (progressista ou conservador, dependendo do contexto), experi\u00eancia administrativa e, crucialmente, rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e a constru\u00e7\u00e3o de coaliz\u00f5es internas (apoio de blocos nacionais).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa etapa final n\u00e3o \u00e9 uma elei\u00e7\u00e3o baseada em m\u00e9rito absoluto, mas um jogo estrat\u00e9gico de compara\u00e7\u00e3o, elimina\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de consenso. O esfor\u00e7o e a reputa\u00e7\u00e3o acumulados ao longo de toda a carreira religiosa constituem mecanismos de incentivo para os cardeais, mesmo em uma institui\u00e7\u00e3o aparentemente avessa \u00e0 l\u00f3gica competitiva e ao lucro.<\/p>\n<p><strong>Peculiaridades e Desafios na Aplica\u00e7\u00e3o da Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o (<em>Tournaments<\/em>)<\/strong><\/p>\n<p>Aplicar a Teoria dos Torneios \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica requer adapta\u00e7\u00f5es devido ao seu car\u00e1ter religioso. Diferente de empresas que visam lucro, a Igreja busca a manuten\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e da institui\u00e7\u00e3o, e a expans\u00e3o do n\u00famero de fi\u00e9is. O &#8220;pr\u00eamio&#8221; principal n\u00e3o \u00e9 um sal\u00e1rio mais alto, mas autoridade espiritual e influ\u00eancia religiosa proporcionada pelo\u00a0 cargo de Papa.<\/p>\n<p>A incerteza na promo\u00e7\u00e3o \u00e9 alta, tanto pela escassez de cargos quanto pela imprevisibilidade dos crit\u00e9rios utilizados. Fatores rand\u00f4micos podem influenciar o desempenho e a ascens\u00e3o dos padres ao\u00a0 longo da hierarquia. Esses fatores, como o surgimento de novas religi\u00f5es, cisma, ou interven\u00e7\u00e3o governamental, muitas vezes est\u00e3o fora do controle da organiza\u00e7\u00e3o religiosa. Quanto maior o peso desses fatores rand\u00f4micos, menor a efic\u00e1cia dos incentivos. No entanto, a avalia\u00e7\u00e3o por desempenho relativo em torneios tende a neutralizar fatores rand\u00f4micos que afetam todos os agentes globalmente, aumentando o impacto dos incentivos baseados no desempenho individual.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Teoria dos Torneios de Promo\u00e7\u00e3o (<em>Tournaments<\/em>) constitui-se num\u00a0 modelo \u00a0\u00fatil para interpretar a estrutura de incentivos, a l\u00f3gica da ascens\u00e3o hier\u00e1rquica e o processo de escolha do Papa na Igreja Cat\u00f3lica. Ela ajuda a compreender como a escassez de cargos, a avalia\u00e7\u00e3o comparativa e a centraliza\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es criam uma l\u00f3gica de ascens\u00e3o que, embora impl\u00edcita e simb\u00f3lica, compartilha aspectos com torneios profissionais.<\/p>\n<p>O valor extraordin\u00e1rio do papado e a extrema escassez desse &#8220;pr\u00eamio&#8221; tornam o modelo particularmente relevante para explicar o comportamento estrat\u00e9gico dos cardeais ao longo de suas trajet\u00f3rias na Igreja e na hierarquia. Essa perspectiva permite uma an\u00e1lise mais realista das institui\u00e7\u00f5es religiosas, sem negar sua base espiritual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bibliografia Adicional Sugerida<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ANDERSON, Gary M. Mr. Smith, and the Preachers: The Economics of Religion in the Wealth of Nations. <em>The Journal of Political Economy<\/em>, v. 96, n. 5, p. 1066-1088, Oct. 1988.<\/p>\n<p>______; TOLLISON, Robert D. Morality and Monopoly: The Constitutional Political Economy of Religious Rules. <em>Cato Journal<\/em> , v. 12, n. 2, p. 373-392, outono de 1992.<\/p>\n<p>BARNES, Michael H. Rationality in Religion. <em>Religion<\/em>, v. 27, p. 375-390, 1997.<\/p>\n<p>BARRO, R. Spirit of Capitalism \u2013 Religion and Economic Development. <em>Harvard International Review<\/em>, v. 25, n. 4, 2004.<\/p>\n<p>BARROS, Pedro Pita; GAROUPA, Nuno. An Economic Theory of Church Strictness. <em>The Economic Journal<\/em>, v. 112, p. 559-576, julho de 2002.<\/p>\n<p>BEED, Clive; BEED, Cara. Applying Judeo-Christian Principles to Contemporary Economic Issues. <em>Journal of Markets &amp; Morality<\/em>, v. 8, n.1, p. 53-79, 2005.<\/p>\n<p>BENZ, Men-Andri. Strategies in Markets for Experience and Credence Goods. DUV, Gabler Edition Wissenchaft, 2007. 120p.<\/p>\n<p>BENZ, Men-Andri; FRANCK, Egon; MEISTER, Urs. Strategic Choice of Celibacy in the Catholic Church. Institute for Strategy and Business Economics University of Zurich, Working Paper Series, Working Paper n\u00ba 42, outubro de 2005.<\/p>\n<p>BESANKO, David; DRAVONE, David; SHANLEY, Mark; SCHAEFFER, Scott. Economics of Strategy. 3 edi\u00e7\u00e3o.\u00a0 John Wiley and Sons, Inc., 2004. 632p.<\/p>\n<p>BETTENSON, H. Documentos da Igreja Crist\u00e3. S\u00e3o Paulo: Associa\u00e7\u00e3o de Semin\u00e1rios Teol\u00f3gicos Evang\u00e9licos (ASTE),\u00a0 2007. 452p.<\/p>\n<p>BOETTKE, Peter. Religion and Economics. <em>The Economics of Religion: a Simposium.\u00a0 Faith and Economics<\/em>, n. 46, p. 14-18, fall 2005.<\/p>\n<p>BOULDING, Kenneth E. Religious Foundations of Economic Progress. <em>Harvard Business Review<\/em>, v. 30, n. 3, maio-junho de 1952.<\/p>\n<p>BOUDON, Raymond. The Understanding of Religious Vitality Needs Additional Factors. <em>Rationality and Society<\/em>, v. 4, p. 470-474, 1992.<\/p>\n<p>BOX-STEFFENSMEIER, Janet M. An Empirical Test of Iannaccone&#8217;s Sophisticated Model of Regulated Religious Markets. <em>Rationality and Society<\/em>, v. 4, p. 243-247, 1992.<\/p>\n<p>BRAMS, S. J. Biblical Games: Game Theory and the Hebrew Bible. Cambridge MA: 1982.<\/p>\n<p>BRENAN, H. Geoffrey; WATERMAN, A.M.C. Economics and Religion: Are They Distinct? Norwell, Massachusetts: Kluwer Academic Publishers, 1994. 289p.<\/p>\n<p>CAHUC, Pierre; ZYLBERBERG, Andr\u00e9. Labor Economics. MIT Press, 2004.<\/p>\n<p>CHAVES, Mark; CANN, David E. Regulation, Pluralism and Religious Market Structure \u2013Explaining Religious Vitality. <em>Rationality and Society<\/em>, v. 4, n.3, p. 272-290, 1992.<\/p>\n<p>______; GORSKI, Philip S. Religious Pluralism and Religious Participation. <em>Annual Review Sociological<\/em>, v.27, p. 261-281, 2001.<\/p>\n<p>CONYON, Martin J.; SADLER, Graham V. Executive Pay, Tournaments and Corporate Perfomance in UK Firms. <em>International Journal of Management Reviews<\/em>, v. 3, n. 2, p. 141-168.<\/p>\n<p>ELUND, Robert B. Jr.; HEBERT, Robert F.; TOLLINSON, Robert D. The Economics of Sin and Redemption: Purgatory as a Market-Pull Innovation, <em>Journal of Economic Behavior and Organization<\/em>, v.19, p. 1-15, 1992.<\/p>\n<p>______. An Economic Analysis of the Protestant Reformation. <em>The Journal of Political Economy<\/em>, v. 110, n.3, p.649-671, junho de 2002.<\/p>\n<p>______. Adam Smith on Religion and Market Structure. <em>History of Political Economy<\/em>, v. 37, n.4, 647-660, 2005.<\/p>\n<p>______. The Marketplace of Christianity. Massachusetts: The MIT Press, Massachusetts Institute of Technology, 2006. 360p.<\/p>\n<p>______; ANDERSON, Gary M.; DAVIDSON, Andrey B. Sacred Trust: The Medieval Church as Economic Firm. New York: Oxford University Press, 1996. 210p.<\/p>\n<p>ELLINSON, Christopher G. Religious Involvement and Subjective Well-Being. Journal of Health and Social Behavior, v. 32, n. 1 p. 80-99, mar\u00e7o de 1991.<\/p>\n<p>______. Rational Choice Explanations of Individual Religious Behavior: Notes on the Problem of Social Embededness. <em>Journal for the Scientific Study of Religion <\/em>v. 34, n.1, p. 89-97, 1995.<\/p>\n<p>FASE, M. M. G. On Economics and Religions. <em>De Economist<\/em>, v. 153, p. 85-106, 2005.<\/p>\n<p>______; STARK, Rodney. The New Holy Clubs: Testing Church-to-Sect Proposition. <em>Sociology of Religion<\/em>, v.62, n.2, p.175-189, 2001.<\/p>\n<p>FREITAS, Tiaraj\u00fa Alves de; OLIVEIRA, L\u00edvio Luiz Soares de; NETTO, Gi\u00e1como Balbinotto. A divindade pratica <em>screening <\/em>ap\u00f3s o rompimento do Pacto Ad\u00e2mico,\u00a0 <em>paper<\/em> n\u00e3o publicado, julho de 2004, PPGE, UFRGS.<\/p>\n<p>GON\u00c7ALVES, Pe M\u00e1rio Luiz Menezes. Introdu\u00e7\u00e3o ao Direito Can\u00f4nico. Petr\u00f3polis: Editora Vozes, 2004. 262p.<\/p>\n<p>HADDEN, Jeffrey K. (Review) Theory of Religion. <em>Journal for the Scientific Study of Religion<\/em>, v. 32, n.4, p. 402-406, dezembro de 1993.<\/p>\n<p>HULL, Brooks B.; BOLD, Frederick. Towards an Economic Theory of the Church. <em>International Journals of Social Economics<\/em>, v. 16, n. 7, p. 5-15, 1989.<\/p>\n<p>______. Religion, Afterlife, and Property Rights in the High Middle Ages. <em>Studies in economic Analysis<\/em>, v. 12, n. 1, p.3-21, primavera de 1989.<\/p>\n<p>______. Product variety in Religious Markets. <em>Review of Social Economy<\/em>, v. 56, n.1, p. 1-19, spring de 1998.<\/p>\n<p>IANNACCONE, Laurence. R.\u00a0 Consumption Capital and Habit Formation with an Application to Religious Participation. Chicago, 1984. 139p. Ph.D. dissertation \u2212 University of Chicago\u2212Department of Economics.<\/p>\n<p>______. Addiction and Saciation. <em>Economic Letters<\/em>, v.21, p.95-99, 1986.<\/p>\n<p>______. A formal model of church and sect. <em>The American Journal of Sociology<\/em>, Supplement: Organizations and Institutions: Sociological and Economic Approaches to the Analysis of Social Structure., v. 94, p.241-268, 1988.<\/p>\n<p>______. Bandwagons and the Threat of Chaos. <em>Journal of Economic Behavior and Organization,<\/em> v.11: 431 \u2013 442, 1989.<\/p>\n<p>______. MILES, Carrie. Dealing with Social Change: The Mormon Church&#8217;s Response to Change in Women&#8217;s Roles. <em>Social Forces,<\/em> v. 68, n.4 p. 1231-1250, junho de 1990a.<\/p>\n<p>______. Religious Practice: A Human Capital Approach. <em>Journal for the Scientific Study of Religion, <\/em>v. 29, n.3, p. 297-314, 1990b.<\/p>\n<p>______. The Consequences of Religious Market Structure: Adam Smith and the Economics of Religion. <em>Rationality and Society<\/em>, v. 3, n. 2, p. 156-177, abril de 1991a.<\/p>\n<p>______. HULL, Brooks. The Economics of Religion: A Survey of Recent Work. <em>Bulletin of the Association of Christian Economists,<\/em> v.18: p.7-13, fall 1991b.<\/p>\n<p>______. STARK, Rodney. Sociology of Religion. <em>The Encyclopedia of Sociology<\/em>, edited by Edgar and Marie Borgatta. New York, NY, MacMillan, v. 4, p. 2029-2037,1992a.<\/p>\n<p>______. Religious Markets and the Economics of Religion. <em>Social Compass<\/em>, v. 39, n.1, p. 123-131, 1992b.<\/p>\n<p>LAZEAR, Edward P. Personnel Economics for Managers. John Wiley &amp; Saons, New York, 1998.<\/p>\n<p>______; ROSEN, Sherwin. Rank-Order Tournaments as Optimum Labor Contracts. <em>Journal of Political Economy<\/em>, v. 89, n.5, p.841-864, 1981.<\/p>\n<p>______. Economic Imperialism. <em>Quarterly Journal of Economics<\/em>, v. 115, n.1, p.99-146, fev. 2000.<\/p>\n<p>______. The Peter Principle: A Theory of Decline. <em>The Journal of Political Economy,<\/em> v.12, n.1, p.141-163, fevereiro de 2004.<\/p>\n<p>______; GIBBS, Michael. Personnel Economics in Practice. 2 ed. River Street: John Wiley &amp; Sons Inc, 2008. 454p.<\/p>\n<p>LECHNER, Frank J. Rejoinder to Stark and Iannaccone \u201cHeads I Win\u201d: On Immunizing a Theory. <em>Journal for the Scientific Study of Religion<\/em>, v. 35, n. 3, p. 272-274, 1996.<\/p>\n<p>LEEDS, Michael. A. Rank-Order Tournaments and Worker Incentives. <em>Atlantic Economic Journal<\/em>, v. 16, n.2, p.74-77, junho de 1988.<\/p>\n<p>L\u00d3PEZ, J. A. Pena; SANTOS, J. M. S\u00e1nchez. Effects of Competition on Religious Markets: Some Evidence Empirical. <em>Applied Economics Letters<\/em>, v.15, n.5, p.371-374, 2008.<\/p>\n<p>LU, Yunfeng; JOHNSON, Byron; STARK, Rodney. Deregulation and the Religious Market in Taiwan: A Research Note. <em>The Sociological Quaterly<\/em>, v.49, p. 139-153, 2008.<\/p>\n<p>LUNN, John. On Riches In The Bible And The West Today. <em>Faith and Economics<\/em>, n. 39, p. 14-22, springer 2002.<\/p>\n<p>MELLONI, Alberto. Como Se Elege Um Papa: A Hist\u00f3ria do Conclave. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, Cole\u00e7\u00e3o Igreja na Hist\u00f3ria, 2001.251p.<\/p>\n<p>MCKEE, Arnold. (Review) Economics and Religion: are They Distinct? <em>Review of Social Economy<\/em>, v. 54, n.1, p. 116-122, 1996.<\/p>\n<p>MUKIIBI, Barnabas B. Rights of Clergy to Remueration. Limuru, Kenya: AMECEA Gaba Publications, 2008. 232p.<\/p>\n<p>REDMAN, Barbara J. An Economic Analysis of Religious Choice. <em>Review of Religious Research<\/em>, v. 21, n.3, p. 330-342, summer 1980.<\/p>\n<p>SEGAL, Robert A. Humes\u2019 Natural History of Religion, and the Beginning of the Social Scientific Study of Religion. <em>Religion<\/em>, v. 24, p. 225-234, 1994.<\/p>\n<p>SHERKAT, Darren E. Theory and Method in Religious Mobility Research. <em>Social Science Research<\/em>, v. 22, p.208-227, 1993<\/p>\n<p>TAWNEY, R. H. Religion, and the Rise of Capitalism. EUA: Mentor Books, 1955.<\/p>\n<p>TAYLOR, Beck A.; TROGDON, Justin G. Losing to Win: Tournament Incentives in the National Basketball Association. <em>Journal of Labor Economics<\/em>, v.20, n.1, p.23-40, janeiro de 2002.<\/p>\n<p>TOMES, Nigel. Religion and The Earnings Function. The American Economic Review, v. 75, No. 2, Papers and Proceedings of the Ninety-Seventh Annual Meeting of the American Economic Association, p. 245-250, maio de 1985.<\/p>\n<p>TONG, Kwok-kit; LEUNG, Kwok. Tournament as a Motivational Strategy: Extension to Dynamic Situations with Uncertain Duration.<em> Journal of Economic Psychology<\/em>, v. 23, p.399-420, 2002.<\/p>\n<p>ZECH, Charles. The Catholic Church, Resource Allocation, and the Priest Shortage. <em>Review of Social Economy<\/em>, v. 50, n.3, p. 297-304, fall 1992.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Livio Soares e Gi\u00e1como Balbinotto Neto, docente do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFRGS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37726,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[438],"tags":[526,533,534],"class_list":["post-37725","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise","tag-economia-da-religiao","tag-igreja-catolica","tag-torneios-de-promocao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37725"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37725\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}