{"id":472,"date":"2014-11-18T17:17:16","date_gmt":"2014-11-18T17:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/?p=472"},"modified":"2014-11-18T17:24:21","modified_gmt":"2014-11-18T17:24:21","slug":"professores-da-fce-falam-sobre-a-economia-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/professores-da-fce-falam-sobre-a-economia-argentina\/","title":{"rendered":"Professores da FCE falam sobre a economia argentina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O contexto econ\u00f4mico pelo qual a Argentina de Cristina Kirchner passa pode ser descrito como, no m\u00ednimo, conturbado. Em meio a uma crescente infla\u00e7\u00e3o, cuja proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o oficial estima cerca de 30% ao ano e uma retra\u00e7\u00e3o esperada no Produto Interno Bruto de, aproximadamente, 3,5%. A rejei\u00e7\u00e3o da atual presidente Cristina Kirchner vem aumentando nos \u00faltimos dois anos, estimando que 70% da popula\u00e7\u00e3o argentina n\u00e3o se mostra satisfeita com sua governante. Em meio a isso, na \u00faltima quarta-feira (30\/07) venceu o segundo vencimento de uma d\u00edvida de US$ 539 milh\u00f5es para com seus credores reestruturados. Para esclarecer o ocorrido sob uma perspectiva econ\u00f4mica eficiente, o Portal FCE conversou com os professores da casa Antonio Lima e Fernando Ferrari Filho acerca do tema. Confira abaixo a entrevista completa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cristina-fernandez.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-473\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cristina-fernandez-1024x850.jpg\" alt=\"Argentina's President Fernandez de Kirchner gestures during a ceremony in Buenos Aires\" width=\"1024\" height=\"850\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cristina-fernandez-1024x850.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cristina-fernandez-300x249.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cristina-fernandez-296x246.jpg 296w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portal FCE:<\/strong> Ao que se deve esse n\u00e3o pagamento da d\u00edvida e como isso poderia ser relacionado com as pol\u00edticas fiscal e monet\u00e1ria da d\u00e9cada de 1990, principalmente no que diz respeito ao regime de c\u00e2mbio fixo que manteve a moeda sobrevalorizada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Ferrari Filho:<\/strong> Os problemas atuais da d\u00edvida externa t\u00eam como origem a renegocia\u00e7\u00e3o da referida d\u00edvida logo ap\u00f3s o colapso do Plano de Conversibilidade da Argentina. O Plano de Conversibilidade da Argentina, que durou cerca de 10 ano, criou, em decorr\u00eancia da fixa\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio, s\u00e9rios desequil\u00edbrios externos que culminaram em crescente endividamento externo. Entre 2001 e 2002, a d\u00edvida externa de curto prazo recrudesceu e o governo argentino, incapacitado de honrar os compromissos com os credores institucionais, foi obrigado a reestruturar a d\u00edvida com um des\u00e1gio significativo (entre 70% e 80%). A maioria dos credores aceitou a reestrutura\u00e7\u00e3o e o des\u00e1gio, mas cerca de 7% n\u00e3o concordou com os termos da \u201crenegocia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antonio Lima:<\/strong> A morat\u00f3ria e a reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa da Argentina, efetuada pelo Presidente Nestor Kirchner e conclu\u00edda em 2005, tem origem no endividamento em moeda estrangeira incorrido pelo pa\u00eds a partir da implanta\u00e7\u00e3o do Plano Cavallo, cujo cerne foi o estabelecimento de paridade cambial entre o d\u00f3lar norte-americano e a moeda argentina de ent\u00e3o (1991), o austral. Com o fracasso do Plano Cavallo, a Argentina ficou com a d\u00edvida em d\u00f3lares e sem os d\u00f3lares tomados emprestados, que foram usados para cobrir os sucessivos d\u00e9ficits do seu balan\u00e7o de pagamentos, ao que se soma o pa\u00eds ter voltado a adotar o peso, desvalorizado, como moeda nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bresser-5.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-474\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bresser-5-1024x682.jpg\" alt=\"Fernando Ferrari Filho\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bresser-5-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bresser-5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Professor Fernando Ferrari<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portal FCE:<\/strong> Considerando que a recente cobran\u00e7a remete a apenas 1% dos credores que a Argentina deve dentro do grupo de 7% que n\u00e3o aceitaram a quita\u00e7\u00e3o parcelada da d\u00edvida renegociada em 2005 e 2010, qual a rea\u00e7\u00e3o esperada do governo argentino perante uma cobran\u00e7a que somaria US $ 18 bilh\u00f5es, mais da metade de suas reservas internacionais, que s\u00e3o de, aproximadamente, US $ 28 bilh\u00f5es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Ferrari Filho:<\/strong>\u00a0 Cerca de 7% da d\u00edvida encontra-se nas m\u00e3os de fundos institucionais que insistem em querer receber o valor de face da d\u00edvida. O montante \u00e9 da ordem de US$ 18 bilh\u00f5es. Considerando que a Argentina possui, hoje, aproximadamente US$ 28 bi de reservas, logo as reservas ficam comprometidas. Todavia, os 7% n\u00e3o t\u00eam vencimento de curto prazo, mas, se eu n\u00e3o me engano, em 2020 ou 2025. Assim, a despeito das press\u00f5es e das expectativas pessimistas sobre as contas externas da Argentina, h\u00e1 algum per\u00edodo de manobra e possibilidades de se encontrar solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antonio Lima:<\/strong> Com a decis\u00e3o judicial nos EUA em favor dos fundos que t\u00eam t\u00edtulos argentinos (os denominados\u00a0<em>hold-outs<\/em>) e que n\u00e3o aceitaram a reestrutura\u00e7\u00e3o com des\u00e1gio como sa\u00edda para a morat\u00f3ria, de fato n\u00e3o restou \u00e0 Argentina outra sa\u00edda al\u00e9m de novo\u00a0<em>default<\/em>\u00a0(ainda que parcial, pois se refere \u00e0 parcela de pagamento aos investidores que aceitaram o des\u00e1gio retida pelo tribunal). Isso porque o cumprimento da decis\u00e3o judicial levaria a que todos os demais credores da Argentina, que aceitaram o des\u00e1gio, teriam que ser tratados com a mesma isonomia, por for\u00e7a de cl\u00e1usula no contrato de reestrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cabi.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-475\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cabi.jpg\" alt=\"Buenos Aires\" width=\"628\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cabi.jpg 628w, https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cabi-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Protesto realizado pela popula\u00e7\u00e3o de Buenos Aires em 2014<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Portal FCE:<\/strong> O que pode-se esperar, para os pr\u00f3ximos anos, das perspectivas econ\u00f4micas para a Argentina, considerando sua gest\u00e3o p\u00fablica, a dificuldade para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito internacional e sua poss\u00edvel estrat\u00e9gia cambial para os pr\u00f3ximos anos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Ferrari Filho:<\/strong> Com ou sem default, a situa\u00e7\u00e3o da Argentina \u00e9 muito complexa. O PIB est\u00e1 desacelerando rapidamente, as contas externas est\u00e3o desequilibradas, os investimentos externos escassearam-se e a infla\u00e7\u00e3o acelerou-se (oficialmente ela se encontra ao redor de 15% ao ano, mas institutos privados de pesquisa econ\u00f4mica a calculam ao redor de 30%). Com certeza, contrariamente ao refr\u00e3o da m\u00fasica sobre Eva Per\u00f3n, o momento \u00e9 de \u201ccry for me, Argentina\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antonio Lima:<\/strong> Com este novo\u00a0<em>default<\/em>, a Argentina volta \u00e0 estaca zero antes da reestrutura\u00e7\u00e3o efetuada pelo Presidente Kirchner, ficando sem condi\u00e7\u00f5es de tomar novos empr\u00e9stimos no mercado financeiro internacional at\u00e9 que um novo acordo de reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida seja alcan\u00e7ado. At\u00e9 l\u00e1, sem dinheiro novo, a Argentina tem duas op\u00e7\u00f5es, ambas muito duras: a primeira \u00e9 praticar equil\u00edbrio fiscal e cambial, o que implicar\u00e1 em recess\u00e3o e desemprego; a segunda \u00e9 caminhar em dire\u00e7\u00e3o a uma espiral inflacion\u00e1ria muito mais grave do que a j\u00e1 existente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O contexto econ\u00f4mico pelo qual a Argentina de Cristina Kirchner passa pode ser descrito como, no m\u00ednimo, conturbado. Em meio a uma crescente infla\u00e7\u00e3o, cuja proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o oficial estima cerca de 30% ao ano e uma retra\u00e7\u00e3o esperada no Produto Interno Bruto de, aproximadamente, 3,5%. A rejei\u00e7\u00e3o da atual presidente Cristina Kirchner vem aumentando nos \u00faltimos dois anos, estimando que 70% da popula\u00e7\u00e3o argentina n\u00e3o se mostra satisfeita com sua governante. Em meio a isso, na \u00faltima quarta-feira (30\/07) venceu o segundo vencimento de uma d\u00edvida de US$ 539 milh\u00f5es para com seus credores reestruturados. Para esclarecer o ocorrido sob uma perspectiva econ\u00f4mica eficiente, o Portal FCE conversou com os professores da casa Antonio Lima e Fernando Ferrari Filho acerca do tema. Confira abaixo a entrevista completa. &nbsp; &nbsp; Portal FCE: Ao que se deve esse n\u00e3o pagamento da d\u00edvida e como isso poderia ser relacionado com as pol\u00edticas fiscal e monet\u00e1ria da d\u00e9cada de 1990, principalmente no que diz respeito ao regime de c\u00e2mbio fixo que manteve a moeda sobrevalorizada? Fernando Ferrari Filho: Os problemas atuais da d\u00edvida externa t\u00eam como origem a renegocia\u00e7\u00e3o da referida d\u00edvida logo ap\u00f3s o colapso do Plano de Conversibilidade da Argentina. O Plano de Conversibilidade da Argentina, que durou cerca de 10 ano, criou, em decorr\u00eancia da fixa\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio, s\u00e9rios desequil\u00edbrios externos que culminaram em crescente endividamento externo. Entre 2001 e 2002, a d\u00edvida externa de curto prazo recrudesceu e o governo argentino, incapacitado de honrar os compromissos com os credores institucionais, foi obrigado a reestruturar a d\u00edvida com um des\u00e1gio significativo (entre 70% e 80%). A maioria dos credores aceitou a reestrutura\u00e7\u00e3o e o des\u00e1gio, mas cerca de 7% n\u00e3o concordou com os termos da \u201crenegocia\u00e7\u00e3o\u201d. Antonio Lima: A morat\u00f3ria e a reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa da Argentina, efetuada pelo Presidente Nestor Kirchner e conclu\u00edda em 2005, tem origem no endividamento em moeda estrangeira incorrido pelo pa\u00eds a partir da implanta\u00e7\u00e3o do Plano Cavallo, cujo cerne foi o estabelecimento de paridade cambial entre o d\u00f3lar norte-americano e a moeda argentina de ent\u00e3o (1991), o austral. Com o fracasso do Plano Cavallo, a Argentina ficou com a d\u00edvida em d\u00f3lares e sem os d\u00f3lares tomados emprestados, que foram usados para cobrir os sucessivos d\u00e9ficits do seu balan\u00e7o de pagamentos, ao que se soma o pa\u00eds ter voltado a adotar o peso, desvalorizado, como moeda nacional. &nbsp; Professor Fernando Ferrari &nbsp; Portal FCE: Considerando que a recente cobran\u00e7a remete a apenas 1% dos credores que a Argentina deve dentro do grupo de 7% que n\u00e3o aceitaram a quita\u00e7\u00e3o parcelada da d\u00edvida renegociada em 2005 e 2010, qual a rea\u00e7\u00e3o esperada do governo argentino perante uma cobran\u00e7a que somaria US $ 18 bilh\u00f5es, mais da metade de suas reservas internacionais, que s\u00e3o de, aproximadamente, US $ 28 bilh\u00f5es? Fernando Ferrari Filho:\u00a0 Cerca de 7% da d\u00edvida encontra-se nas m\u00e3os de fundos institucionais que insistem em querer receber o valor de face da d\u00edvida. O montante \u00e9 da ordem de US$ 18 bilh\u00f5es. Considerando que a Argentina possui, hoje, aproximadamente US$ 28 bi de reservas, logo as reservas ficam comprometidas. Todavia, os 7% n\u00e3o t\u00eam vencimento de curto prazo, mas, se eu n\u00e3o me engano, em 2020 ou 2025. Assim, a despeito das press\u00f5es e das expectativas pessimistas sobre as contas externas da Argentina, h\u00e1 algum per\u00edodo de manobra e possibilidades de se encontrar solu\u00e7\u00f5es. Antonio Lima: Com a decis\u00e3o judicial nos EUA em favor dos fundos que t\u00eam t\u00edtulos argentinos (os denominados\u00a0hold-outs) e que n\u00e3o aceitaram a reestrutura\u00e7\u00e3o com des\u00e1gio como sa\u00edda para a morat\u00f3ria, de fato n\u00e3o restou \u00e0 Argentina outra sa\u00edda al\u00e9m de novo\u00a0default\u00a0(ainda que parcial, pois se refere \u00e0 parcela de pagamento aos investidores que aceitaram o des\u00e1gio retida pelo tribunal). Isso porque o cumprimento da decis\u00e3o judicial levaria a que todos os demais credores da Argentina, que aceitaram o des\u00e1gio, teriam que ser tratados com a mesma isonomia, por for\u00e7a de cl\u00e1usula no contrato de reestrutura\u00e7\u00e3o. &nbsp; Protesto realizado pela popula\u00e7\u00e3o de Buenos Aires em 2014 &nbsp; Portal FCE: O que pode-se esperar, para os pr\u00f3ximos anos, das perspectivas econ\u00f4micas para a Argentina, considerando sua gest\u00e3o p\u00fablica, a dificuldade para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito internacional e sua poss\u00edvel estrat\u00e9gia cambial para os pr\u00f3ximos anos? Fernando Ferrari Filho: Com ou sem default, a situa\u00e7\u00e3o da Argentina \u00e9 muito complexa. O PIB est\u00e1 desacelerando rapidamente, as contas externas est\u00e3o desequilibradas, os investimentos externos escassearam-se e a infla\u00e7\u00e3o acelerou-se (oficialmente ela se encontra ao redor de 15% ao ano, mas institutos privados de pesquisa econ\u00f4mica a calculam ao redor de 30%). Com certeza, contrariamente ao refr\u00e3o da m\u00fasica sobre Eva Per\u00f3n, o momento \u00e9 de \u201ccry for me, Argentina\u201d. Antonio Lima: Com este novo\u00a0default, a Argentina volta \u00e0 estaca zero antes da reestrutura\u00e7\u00e3o efetuada pelo Presidente Kirchner, ficando sem condi\u00e7\u00f5es de tomar novos empr\u00e9stimos no mercado financeiro internacional at\u00e9 que um novo acordo de reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida seja alcan\u00e7ado. At\u00e9 l\u00e1, sem dinheiro novo, a Argentina tem duas op\u00e7\u00f5es, ambas muito duras: a primeira \u00e9 praticar equil\u00edbrio fiscal e cambial, o que implicar\u00e1 em recess\u00e3o e desemprego; a segunda \u00e9 caminhar em dire\u00e7\u00e3o a uma espiral inflacion\u00e1ria muito mais grave do que a j\u00e1 existente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,10],"tags":[],"class_list":["post-472","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=472"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/fce\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}